sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Questão.

 A fabricação de ídolos na Fórmula 1 não acontece por acaso; ela é o resultado de uma combinação precisa entre talento fora de série, narrativas midiáticas poderosas, interesses comerciais bilionários e o suporte político de grandes equipes. No automobilismo moderno, ser rápido na pista é apenas o primeiro passo para se tornar um mito do esporte.

Os principais pilares que constroem um ídolo na F1 são:

Os pré requistitos de um fenomeno nas pistas .

Sem resultados expressivos, nenhuma máquina de marketing consegue sustentar um ídolo por muito tempo.

Vitórias e Títulos: Superar recordes e dominar eras (como Michael Schumacher, Lewis Hamilton e Max Verstappen) cria uma aura de invencibilidade.

Superação de Adversidades: Corridas históricas de recuperação ou vitórias com carros inferiores geram uma forte conexão emocional com o público.

2. Narrativas e Rivalidades (O Roteiro)

A Fórmula 1 funciona como uma grande novela global. O público precisa de heróis, vilões e conflitos para se engajar.

Duelos Épicos: Ídolos se agigantam quando enfrentam rivais à altura. As rivalidades entre Ayrton Senna e Alain Prost, ou Lewis Hamilton e Max Verstappen, mudaram a Fórmula q e suas paixões .

: A série da Netflix revolucionou o esporte ao focar nos dramas pessoais, rivalidades de bastidores e personalidades dos pilotos, transformando até competidores do meio do pelotão em celebridades mundiais.

3. Máquina de Marketing e Identidade Visual

A imagem de um piloto é lapidada minuciosamente por equipes de relações públicas e seus patrocionadores.

Personalidade Marcante: Seja o estilo "rockstar" e ativista de Hamilton, a frieza implacável de Verstappen, ou o carisma carismático e brincalhão de pilotos como Daniel Ricciardo.

Produtos e Marcas: Bonés, camisetas e capacetes icônicos transformam o piloto em uma marca ambulante que os fãs almejam.

Hoje, o caminho para o estrelato começa no kart, financiado por programas de desenvolvimento de equipes como Red Bull, Mercedes e Ferrari.

A FABRICAÇÃO DOS ÍDOLOS ESPORTIVOS 

Fátima Maria Pilotto (Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade 

Federal do Rio Grande do Sul). 

O fenômeno do estrelato consiste em tudo o que é 

publicamente disponível sobre astros.(...) As imagens 

dos astros são sempre extensivas, multimídias e 

intertextuais. (Dyer apud Simpson, 1994)   

Em uma fotografia1, que ocupa a maior parte da capa do jornal, a camiseta brasileira 

paira sobre a cabeça de Ronaldinho2 como se ele estivesse sendo coroado. No mesmo dia, 

na capa de abertura das páginas esportivas do jornal, novamente ocupando quase toda a 

folha, surge o rosto sorridente de Ronaldinho pela abertura da gola da camiseta. Ele surge 

na moldura do Brasil, ao vestir esse símbolo que é a camiseta brasileira. Ao virar a página, 

ocupando exatamente sua metade, mais uma vez está lá o garoto sorridente, agora já vestido 

com a camiseta brasileira. Leio essa sequência de fotografias (que descrevo brevemente) 

iniciada com Ronaldinho sem camisa, passando pelo processo de vesti-la e, finalmente, com 

ele já vestido com a camiseta brasileira, como uma narrativa que participa da constituição 

desse sujeito como um ídolo. Segundo Fairclough (1989) “Nem todas as fotografias são 

iguais: qualquer fotografia retrata a imagem de uma cena ou de uma pessoa, de uma forma 

entre várias possíveis imagens. A escolha é muito importante porque diferentes imagens 

atribuem diferentes sentidos”. (p.8) 

As cores verde e amarelo predominam nestas imagens, porém, o fundo azul anil, 

(terceira cor na ordem de importância da bandeira brasileira), provoca um contraste especial 

na representação deste ídolo. O texto escrito, que acompanha a primeira imagem, indica as 

glórias do ídolo que é duplamente ganhador, não apenas de um título regional, mas 

sobretudo nacional. Em letras maiores, sua coroação é confirmada ao receber a benção da 

seleção. A manchete do terceiro texto, ao indicar a coincidência de dois jogadores de 

mesmo apelido estarem disputando a mesma copa, novamente remete à idéia de um ídolo 

nacional. O “outro” Ronaldinho (atualmente jogador do time europeu Inter, de Milão) e o 

“novo” Ronaldinho, ao mesmo tempo que ganham prestígio nacional e internacional, são 

1 Jornal  Zero Hora, 22.07.99. 

2 Jogador de futebol do clube gaúcho Grêmio Futebol Portoalegrense.  

1

elevados a figuras de representantes nacionais e isso está materializado, não apenas na 

manchete - Mais um Ronaldinho para o Brasil -; mas no conjunto todo, nos três textos. 

A fabricação dos ídolos esportivos (como de outros ídolos) ocorre em um processo 

que envolve publicação sistemática de artigos, textos publicitários, narração de jogos, 

comentários de especialistas, etc que põe em destaque qualidades e atributos distintos 

desses sujeitos e que os configuram como especiais. Tal processo de fabricação ocorre em 

todas essas instâncias da mídia, e nele não se criam apenas sujeitos-ídolos, mas, também, se 

constroem “eras” que passam a identificar o período em que eles se encontram em seu 

apogeu. Na constituição da “era” de um ídolo intervém muitos processos, um deles inclui a 

própria desconstrução dos ídolos3. É sobre esse processo, de produção de  ídolos, que esse 

texto trata, fazendo uso da noção dos modos de sujeição de Foucault e explorando o modo 

como se dá a constituição dos ídolos como mercadorias.  

O trabalho é parte de minha dissertação de mestrado (já concluída) na qual busquei 

examinar representações de práticas corporais e esportivas em textos de dois jornais de 

publicação diária editados em Porto Alegre/RS - Correio do Povo e Zero Hora. Na escolha 

dos textos, a partir dos quais, analisei a fabricação dos ídolos esportivos dei prioridade para 

aqueles que se referiam aos jogadores Dunga4 e Ronaldinho, atletas dos dois maiores clubes 

de futebol do Rio Grande do Sul - Internacional e Grêmio. Tal prioridade deve-se ao fato 

destes dois jogadores terem assumido a condição de ídolos no período em que empreendi a 

coleta do material que examinei na pesquisa. 

As análises dos textos desenvolveram-se sobre a inspiração dos Estudos Culturais, 

notadamente das vertentes que assumem as chamadas “viradas” cultural e lingüística, sendo 

que tomei o jornal como um produto cultural que não apenas veicula compreensões 

fabricadas nas práticas sociais, mas que participa dos processos constitutivos das 

significações e dos sujeitos. 

1. Eras Esportivas 

3A desconstrução ocorre não somente pelas críticas feitas aos ídolos (ver por exemplo os textos do final do ano 

de 1999 que se referiam ao Ronalidnho da Inter de Milão, ídolo consagrado na última copa do mundo) mas até 

mesmo pela não publicação de textos.  

4 Ex jogador de futebol do clube gaúcho Internacional.   

2

Como os textos dos jornais anunciam, existem diferentes “eras” onde um pequeno 

número de atletas, são consagrados/as por serem destaques em determinadas modalidades 

esportivas. Os textos falam, por exemplo, da Era Dunga, da Era Ronaldinho e da Era 

Arílson5. As “eras” vão e vêm, iniciam e terminam, sendo às vezes retomadas e outras 

esquecidas para sempre. Sua principal característica é a velocidade, a rapidez e a eficiência 

com que os sujeitos se tornam conhecidos em um curto espaço de tempo e em vários 

locais. 

Ao contrário da idéia das quatro eras geológicas, que se supõe terem durado milhões 

e até bilhões de anos, as “eras esportivas” duram pouco. A palavra era, usada normalmente 

para designar a divisão básica do tempo (uma época notável, um período importante, uma 

data especial, um grande acontecimento histórico), ganha nos textos esportivos dos jornais 

novos sentidos. A velocidade e a eficiência com que essas “eras” se constituem e se 

propagam estão ligadas ao alcance que os meios de comunicação possuem e exercem nesse 

processo em que se dá a fabricação dos ídolos.  

Logo que aparece um talento esportivo, os jornais se empenham em transformá-lo 

num ídolo, publicando diariamente reportagens que, como já vimos, tratam não apenas de 

seu desempenho nas competições, mas que falam também sobre a sua vida privada, as/os 

seus/suas namorados/as, seu corte de cabelo, a marca de seu carro, suas roupas, seu lazer. 

Assim, somos “obrigados/as” e convencidos/as de que isso nos interessa e diz respeito e 

passamos a saber via mídia qual o prato preferido dos ídolos, o que eles vestem, se vão 

colocar aparelho nos dentes ou não, como se divertem, como e quais são suas relações 

familiares, amorosas. Essas considerações mostram que na construção de um ídolos não 

interfere apenas o seu talento6específico. Quando os textos dos jornais falam de seus 

gostos, de seus bens materiais, de seu saber, de sua intimidade, outras dimensões desses 

sujeitos são igualmente postas em destaque para associá-las ao seu  talento e é tudo isto que 

interfere na sua fabricação como ídolo. 

Nos textos dos jornais aparecem muitas denominações para referir esses sujeitos 

que se destacam em uma determinada era: astros, estrelas, ídolos, heróis, craques, entre 

5Zero Hora, 22.06.1999 e Correio do Povo, 17.08.99.  

6 Ao admitir que existe o talento não estou me filiando às correntes que enfatizam os aspectos biológicos para 

3

outras. No entanto tais denominações não apresentam diferenciações significativas. 

Todos/as os/as atletas de alto rendimento são de certa forma destaques, devido ao elitismo 

que existe nesta forma de prática corporal, pois para ser atleta do esporte de alto 

rendimento, deve-se ser muito talentoso, caso contrário não se chega às grandes 

competições. 

Ainda, assim, existem diversos tipos de ídolos. Pelé e Senna, por exemplo, são 

figuras emblemáticas que apresentam um diferencial em relação aos ídolos Ronaldinho e 

Dunga. Essa diferenciação, que apenas marco em meu texto, despertou-me muita 

curiosidade, pricipalmente pela quantidade de vezes que apareciam textos nos jornais 

falando sobre esses “Ídolos” (aqui usado com “I” maiúsculo, para me referir aos ídolos que 

possuem maior prestígio - Senna e Pelé). Sabendo que é diferente ser ídolo do 

Internacional, da Seleção Brasileira; ídolo local, regional, nacional, internacional; ser ídolo 

do tênis, do basquete, da ginástica, surgem questões como: como se constróem os ídolos 

esportivos? Por que são o Ronaldinho, o Dunga, o Senna e o Pelé, e não outros os ídolos? 

Onde se é ídolo? Em que condições? 

As representações dos ídolos esportivos provocam amor e ódio; eles são cultuados e 

negados, elogiados e criticados, eles ganham e perdem a fama rapidamente. Essa 

ambigüidade que caracteriza as “eras esportivas” esteve presente nos textos publicados pelo 

Correio do Povo e Zero Hora, tanto na fabricação de Dunga7 como de Ronaldinho8como 

ídolos. Apresento, a seguir, algumas das manchetes que foram anunciadas pelos jornais no 

início de 1999, quando Dunga foi contratado pelo Internacional, e durante os meses de 

julho e de agosto do mesmo ano, quando Ronaldinho foi convocado para jogar na Seleção 

Brasileira: 

* INTER RECEBE HOJE SEU MAIOR REFORÇO9 

* COLORADOS CELEBRAM NOVO ÍDOLO10 

justificar determinados processos. A própria biologia se constitui como um processo histórico e cultural.   

7Dunga foi contratado como volante do Internacional no mês de janeiro de 1999. Os textos nos jornais 

começam a ganhar visibilidade já em dezembo de 1998, quando se referem às especulações relacionadas às 

negociações de seu passe. Seu auge ocorre no final de janeiro e início de fevereiro de 1999. 

8Ronaldinho teve seu auge no final de junho, durante todo o mês de julho e início de agosto de 1999. Ele foi 

peça chave no campeonato gaúcho e convocado para substituir Edílson, do Corinthians (que foi suspenso por 

ter feito uma brincadeira durante um jogo contra o Palmeiras pelo Campeonato Paulista), nos jogos da Seleção 

Brasileira pela Copa América.  

4

 5

* A ALEGRIA DO INTER ATENDE POR DUNGA11 

* DUNGA JÁ É ATRAÇÃO DA PRÉ-TEMPORADA12 

* DUNGA LEVA A TORCIDA À LOUCURA13 

* É DIA DE VER O CAPITÃO DO TETRA NO BEIRA-RIO14 

* DUNGA É O DONO DA FESTA NO BEIRA-RIO15 

* SELEÇÃO AOS PÉS DE RONALDINHO16 

* DESEJADO PELO MUNDO17 

* LUZES EM RONALDINHO18 

* SÓ SE FALA EM RONALDINHO19 

* GOLEADA COM UM LANCE DE GÊNIO DE RONALDINHO20 

* CAPITAL RECEBE SEU NOVO ÍDOLO21 

* RONALDINHO É CELEBRIDADE NACIONAL22  

 Manchetes como essas aparecem nos textos jornalísticos durante o período de auge 

dos atletas que se transformam em ídolos do momento. Em uma fotografia23, em que estão 

presentes jogadores de futebol do time colorado24 sentados, um ao lado do outro, com o 

tronco inclinado para frente e atando o cordão de suas chuteiras, também é possível 

perceber como a mídia vai construindo determinados atletas como ídolos. No canto direito 

da fotografia, o único jogador que aparece nitidamente é Dunga. Porém, o caminho 

evolutivo da nitidez da imagem pode também indicar o percurso para os demais jogadores, 

ou seja, cria-se através desta representação uma idéia de que todos poderão se tornar 

                                                                                                                                                                                          

9Zero Hora, 11.01.99, Pg. 03, Caderno de Esportes. 

10Ibid., 12.01.99, capa. 

11Ibid., 12.01.99 Pg. 58. 

12Ibid., 13.01.99 Pg. 58. 

13Zero Hora, 21.01.99 Pg.67 

14Ibid., 26.01.99 Pg. 58 

15Ibid., 27.01.99 Pg. 50 

16Ibid., 02.07.99 Pg. 62 

17Ibid., 06.07.99 Pg. 66 

18Ibid., 22.07.99 Pg. 68 

19Ibid., 01.08.99 Pg. 64 

20Ibid., 02.08.99 Pg. 20 

21Correio do Povo, 06.08.99 - Contracapa  

22Ibid., 16.08.99 - Contracapa 

23Zero Hora, 26.01.99 Capa 

24Outra denominação dada ao clube Internacional de Porto Alegre - RS. 

ídolos25. Através dessa fotografia percebe-se também como a mídia vai guiando o olhar 

do/a leitor/a em direção ao ídolo.  

Destaco agora algumas manchets que foram divulgadas nos meses seguintes quando 

esses dois atletas foram responsabilizados pelos resultados negativos dos jogos de seus 

clubes:  

O INTER CANSOU? Preparo físico do time de Dunga é questionado.26 

O INTER ESTÁ MORDIDO27 

O CAPITÃO VAI PARA A RESERVA28 

 RONALDINHO NÃO BRILHA E O GRÊMIO SÓ EMPATA29  

A ESTRELA NÃO BRILHOU TANTO30 

A ambigüidade apresentada nesses textos dos jornais perde-se, na maioria das vezes, 

na memória dos/as leitores/as. Marco-a aqui para mostrar que ela também integra esse 

processo de construção de ídolos esportivos, posto que naturaliza peculiaridades do “pós

era”, quando esses ídolos começam a ser deixados de lado e esse espaço (a era) passa a ser 

preenchidos por outros sujeitos. Esta é uma das formas como os textos vão inventando, 

moralizando e desmoralizando atletas. O lugar ocupado nas eras esportivas, não é particular, 

nem específico a Dunga ou a Ronaldinho; ela também não é peculiaridade a jogadores de 

futebol. Segundo Ernst Van Aphen (1997):   

os modelos retratados são também despojados de sua interioridade. São exibidos como 

substitutos universais da subjetividade. Nós, observadores não vemos na imagem da 

estrela um eu ímpar, mas um sujeito totalmente modelado nesta fantasia universal do 

estrelato.  (p.09) 

25Embora saibamos que os outros jogadores, na maioria das vezes, são apenas coadjuvantes desse processo que 

acaba desfazendo inclusive o espírito de equipe do time, ao atribuir todos os méritos a uma única pessoa. 

“A gente joga para o Ronaldinho. Nós marcamos e o resto ele faz - resumiu Sheidt, assumindo a condição de 

operário diante de seu rei” (Zero Hora, 21.06.99). 

“Se Ronaldinho não fizer não há quem faça pelo Grêmio”. (Zero Hora, 18.10.99 p. 10-11) 

“Dunga que depende de Dunga” (Zero Hora, 20.03.99 p.59) 

“É Ronaldinho contra Chilavert” (Zero Hora, 24.08.99 p. 62) 

“Mas e o que seria do Grêmio se não fosse o Ronaldinho” (Zero Hora, 26.08.99 p. 08)    

26Zero Hora, 26.03.99, p.51. 

27Ibid, 18.06.99, p. 84. 

28Ibid., 08.10.99, capa. 

29Ibid., 19.08.99, p. 70.  

30Correio do Povo, 19.08.99, p.23. 

6

2. Ídolos esportivos: gentes & coisas 

Muitas vezes, o ídolo é apresentado ao público como alguém que tem um dom 

individual: tudo decorre de um mérito e de uma competência que lhes são próprias, como se 

não existissem relações de poder, como se houvesse uma disposição genética que só 

permitisse que se torne ídolo quem é dotado de um atributo especial para sê-lo. Marco aqui, 

que nesse processo intervém relações de poder que se estabelecem em diferentes níveis. 

Seguidamente os textos da mídia divulgam falas de atletas que são instigados a falar acerca 

de si: 

* Meu passado me acusa. Qualquer coisa que eu faça acaba repercutindo. 

Vou ter que começar tudo de novo, serei o primeiro a chegar, até no café 

da manhã. Claro que as coisas não irão mudar de uma hora para outra, 

mas vou me esforçar.31 

* Faz muito tempo que eu não saio à noite.32  

* A gente só sai quando há um churrasco de confraternização do grupo e 

dos dirigentes.33 

* Eu morri e nasci de novo. Estava no fundo do poço e consegui retornar. 

Era como se tivesse dado um mergulho profundo e só agora voltei para 

respirar.34 

Essas são falas de atletas considerados indisciplinados e com problemas extra

campo. Nelas eles se confessam, falam de suas “falhas” e daquilo que não pode fazer parte 

do comportamento de um ídolo. Em tais depoimentos (não vou mais sair à noite, vou 

entrar para a igreja, preciso me esforçar) esses atletas produzem verdades sobre como 

deve ser o “verdadeiro” ídolo. 

Em contrapartida, o ídolo Dunga é um conhecedor dos preceitos morais de sua 

época, ele sabe como se portar e o que dizer. Ele exerce as “práticas de si” adequadas para 

31 Correio do Povo, 06.04.99, contracapa. 

32 Ibid. 21.09.99, contracapa. 

33 Zero Hora, 11.07.99, p. 57. 

34 Ibid, 09.06.99, p.77. Essa fala se refere à experiência do atleta que entrou para a Igreja Evangélica. 

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se transformar no tipo certo de atleta, ao mesmo tempo que se submete às normas que a 

sociedade e a instituição esportiva lhe exigem para ser ídolo. Em um texto35publicado na 

revista de economia Exame ele nos dá algumas lições práticas de liderança. 

Na fotografia aparece apenas a face de Dunga, o restante do corpo não é necessário 

quando se trata de aconselhar. Seu jeito pensativo, com uma das mãos apoiando o queixo, 

seu olhar profundo e as marcas do tempo nas rugas de sua face completam o quadro de 

uma pessoa experiente, bem sucedida no futebol, vencedora de desafios. Isso lhe autoriza a 

falar, a dar conselhos, a servir de exemplo para aqueles outros atletas que precisam se 

submeter a essas lições, à disciplina que Dunga também se impôs para ser um grande ídolo. 

Valorizar os colegas, falar na hora certa, escutar mais do que falar, ser honesto, 

nunca ser desleal, ter objetivos, não lamentar as derrotas e ser esforçado e alegre são 

características expressas por Dunga de como devem ser os grandes craques. Essas lições 

não reproduzem particularidades da identidade de Dunga, enquanto um sujeito único que 

pode falar por si. Elas também acabam reproduzindo valores das diferentes instituições que 

ele representa e assume como suas. Esses “segredos” revelados por um grande craque, 

junto com a expressão apresentada na fotografia, criam idéias para definir um ídolo, 

representam o ídolo e, também, preservam determinados valores que estão naturalizados 

em nossa sociedade de consumo como os melhores, mais adequados... 

Corazza (1999) coloca, a partir de compreensões de Michel Foucault, que em “nossa 

história contemporânea, o indivíduo ético é constituído por dois modos de assujeitamento: 

1) Sujeito aos outros, pelo controle e pela dependência, com todos os procedimentos de 

individualização e de modulação que o poder instaura; 2) sujeito a si mesmo, onde o 

indivíduo se apega à sua própria identidade, mediante a consciência e o conhecimento de si, 

com todas as técnicas das ciências morais e humanas que formam nosso saber de sujeitos 

ocidentais”. 

Os textos que retratam falas do ídolo Dunga demonstram o nível do “cuidado de si”, 

ou do “relacionamento consigo próprio”, em que o sujeito realiza um determinado modo de 

sujeição, efetuando trabalhos sobre si mesmo, realizando determinadas “práticas de si” que 

o levam a tornar-se um “sujeito moral”(Idem).  

35 Zero Hora, 31.10.99, p. 69.   

8

As “práticas de si” que Dunga exerce sobre seu corpo, seus atos, seus 

comportamentos para tornar-se o exemplo (o ídolo), estão sempre implicadas em uma 

relação com os outros, pois ele exerce determinado controle sobre si mesmo, tomando 

como referência princípios dos outros. Só assim, escutando as lições do técnico, da família, 

do clube ele poderá realmente se tornar um ídolo. 

Como diz Foucault (1994, p. 116), “cuidar de si implica relações complexas com os 

outros”. Trata-se de uma forma de cuidado de si que, em que preocupando-se consigo 

mesmo, se pensa também nos outros. Cuidar de si até saber exatamente quais são seus 

deveres como ídolo, para manter suas obrigações com os fãs, com o clube, com o país, com 

a sociedade. Tento exemplificar, dessa forma, a submissão ao outro e o apego à própria 

identidade que fazem parte dos modos de sujeição que parecem materializar-se na 

instituição esportiva e, especificamente, no processo de fabricação dos ídolos. 

Foucault (1995) faz a análise da genealogia do sujeito nas sociedades ocidentais e 

leva em consideração não apenas as técnicas de dominação mas também as tecnologias do 

eu e as interações entre esses dois tipos de técnica. Para ele, as técnicas de dominação e as 

tecnologias do eu são dois aspectos da arte de governar pessoas. Ele estuda, num primeiro 

momento, o campo do governo a partir das técnicas de dominação, para depois examiná-lo 

através das tecnologias do eu. Ele mostra que existem diferentes formas de poder que estão 

presentes constantemente nas sociedades como, por exemplo, as formas de exploração do 

século XIX, que separam os indivíduos daquilo que eles produzem; as formas de 

dominação da sociedade feudal e os mecanismos de sujeição presentes atualmente (e que 

ele também considera presente no Renascimento).  

Os mecanismos de sujeição não são simplesmente resultado das formas de 

exploração e dominação, são lutas de poder que fazem dos indivíduos sujeitos, e que 

“sugerem uma forma de poder que subjuga e que torna sujeito a”. (Foucault, Dreyfus e 

Rabinow, 1995, p. 235). Essas três diferentes lutas de poder possuem diferentes forças em 

diferentes momentos históricos. 

Foucault enfatizou a necessidade de lutarmos contra qualquer forma de 

assujeitamento, contra “a submissão da subjetividade”. Pergunto então: Será que a 

individualidade dos fãs, dos não-ídolos, das pessoas comuns, não fica subordinada às 

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individualidades dos ídolos? Não seria essa uma forma de sujeição que Foucault identifica 

em nossa “sociedade disciplinar”? Para o autor:  

O Estado ocidental moderno alcançou algo jamais visto na história das sociedades 

humanas - uma combinação complexa entre técnicas de individualização e 

procedimentos totalizantes. Ou seja, em nossos dias estaria prevalecendo aquele tipo 

de poder que atinge prioritariamente o cotidiano imediato das pessoas, que se ocupa de 

saber o que se passa nas cabeças e consciências individuais, explorando almas e 

segredos, produzindo verdades nas quais todos devem reconhecer-se e pelas quais são 

reconhecidos. (Fischer, 1996 p.71) 

O fenômeno esportivo, através de seus feitos heróicos, mostra um dos diferentes 

modos pelos quais, em nossa cultura, os seres humanos tornam-se sujeitos. Faz com que 

assumamos um determinado tipo de subjetividade: 

Os astros detêm um importante controle sobre a representação das pessoas em 

sociedade e a forma como eles são representadas nos meios de comunicação de massa 

irá exercer algum tipo de influência (mesmo que apenas de reforço) sobre o seu modo 

de ser em sociedade. Os astros ocupam uma posição privilegiada na definição dos 

papéis e tipos sociais, e isso acarreta conseqüências reais em termos de como as 

pessoas acham que podem e devem se comportar. (King, apud Simpson, 1994, p.21) 

Uma fotografia publicada no Zero Hora no dia 14.01.99 representa os “mecanismos 

de sujeição” que precisam ser estudados quando se trata das lutas de poder dos ídolos em 

relação aos sujeitos comuns. Lutas de poder que ignoram quem são as crianças que na 

fotografia aparecem aos pés do ídolo. Os valores atribuídos às pernas de Dunga, que ocupa 

o centro da imagem, e as crianças curvadas aos seus pés com olhar atento e admirado, 

estabelecem formas de poder. São as batalhas contra o governo das individualidades que 

devem fazer parte de nossas necessárias revoltas diárias ao olhar fotografias como esta. 

Esses sujeitos, em seu processo de assujeitamento e ao exercer sujeições acabam 

também se confundindo com coisas - mercadorias. Ainda com relação à fotografia, parece 

que a estratégia de marketing, que em um primeiro momento parece apenas focalizar as 

pernas do jogador, destaca também a adoração à sua chuteira. A fascinação das crianças 

pelo colorido cria, através dessa fotografia, uma estratégia para vender a marca Reebok. 

Como coloca Silva (1999): 

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Nossa relação com as coisas é muito mais complicada e confusa do que parece. Entre 

nós e as coisas se interpõem o desejo, o sonho, a imaginação, a fantasia, a 

irracionalidade (...) Não são apenas as diferentes metamorfoses das coisas que, como a 

pintura surrealista, se confundem e se misturam: somos nós mesmos que com as coisas 

estamos misturados e confundidos. (Silva, 1999, p.91-2) 

Olhar para os/as atletas como ídolos significa atribuir-lhes uma essência que está 

diretamente ligada ao mundo das paixões, ao mundo da alma, a algo que não estaria num 

plano material, mas sim num plano espiritual. O ídolo, “que se sustenta por si próprio” 

(Stallybrass, 1999, p.59), seria uma figura representativa de uma divindade a quem se presta 

culto, algo para quem se professa uma ternura apaixonada. Mas não é apenas esse ser 

mítico, esse ídolo à maneira religiosa ou espiritual, que os textos dos jornais veiculam, 

auxiliando assim em sua fabricação, eles são ao mesmo tempo sujeito e objeto, espírito e 

matéria, gente e coisa. 

3. Ídolos na vitrine 

Consumir atletas como mercadorias tornou-se uma prática freqüente, e amplamente 

divulgada pela mídia. Pode-se comparar alguns textos que tratam dos ídolos esportivos com 

vitrines que expõem mercadorias caras e raras. Essas mercadorias, além de aparecerem com 

as marcas que estão vendendo, muitas vezes estão inclusive etiquetadas com seu devido 

valor comercial. 

Recentemente foi publicado no jornal uma fotografia de Ronaldinho fazendo um 

sinal de ligação telefônica com uma das mãos36. Esse simples fato foi suficiente para o 

jornal estimular a Embratel a contratá-lo como garoto propaganda para “fazer um 21”37. É 

assim que o estrelato funciona na perspectiva da indústria esportiva, não só relacionada ao 

clube mas a diversos outros produtos. O marketing logo transforma os ídolos em garotos 

propaganda.  

A compra, a venda, o empréstimo, a devolução e os salários de atletas, são assuntos 

presentes nos textos dos jornais na atualidade. Eles são freqüentemente associados aos 

objetivos das grandes empresas, que acabam assim, produzindo e legitimando seus 

36Zero Hora, 11.07.99, p.74. 

37 “Fazer um 21” é uma expressão publicitária que quer dizer: utilizar o código de serviço (021) da empresa 

11

interesses econômicos e políticos. Em dois textos que passo a analisar, os jogadores são 

vistos como mercadorias comercializáveis. 

O presidente do Internacional (Amoretty) vai às compras38, e o presidente do 

Grêmio (Guerreiro) fecha as portas da loja39. Trata-se de uma loja de “requinte”, ao mesmo 

tempo diferente, e igual, às lojas comuns que a maioria de nós freqüenta (supermercados, 

padaria, açougue, posto de gasolina, rodoviária, farmácia etc.). Diferente, pois pode optar 

por abrir ou não às suas portas, fato não muito comum nas disputas, nas promoções, nas 

concorrências que o mercado consumidor apresenta hoje. Igual, porque o dizer da faixa - 

Não vendemos craques. Favor não insistir - faz lembrar cartazes que encontramos nos 

espaços comerciais que percorremos. Desde o recado mais antigo – “Não vendemos fiado, 

favor não insistir” (que podia ser encontrado nas paredes dos “armazéns” do interior, bem 

como nos botecos das esquinas) até os mais recentes lembretes que envolvem cheques e 

cartões de crédito – “ não aceitamos cartão de crédito”, “cheques somente com identidade”, 

“não aceitamos cheques de terceiros”. 

No caso do texto do jornal, que transcreve a fala do presidente do Grêmio, a 

mercadoria (os jogadores do Grêmio) é tão cara e rara, que não tem proposta que cubra o 

valor da mesma. A faixa que aparece na fotografia foi colocada no estádio do Grêmio a 

mando do presidente, após a consagração do jogador Ronaldinho como ídolo nacional 

daquele período. A tradução em inglês - We don’t sell our best soccer players. Don’t you 

dare insist - manda o recado para os que são mais interessados nas mercadorias brasileiras 

quando se trata de jogadores de futebol: os empresários estrangeiros. 

Como já referi, os dois textos tratam os atletas como produtos, como mercadorias. 

Não seria problemático misturar gente com coisa, como nos ensina Stalibrass (1999). Este 

autor, ao fazer um estudo sobre nossa relação com as roupas, faz uma diferenciação entre as 

coisas vistas como mercadorias (que possuem apenas valor econômico) e as coisas vistas 

como objetos que guardam nossa memória, nossas marcas (que possuem valor simbólico). 

Stalibrass (1999) rompe com o constrangimento que muitas vezes temos de amar as coisas, 

de acumular coisas, ao afirmar que tal constrangimento se deve ao fato de tratarmos as 

citada nas ligações telefônicas, e não os da concorrência. 

38Zero Hora, 14.07.99, p. 65 

12

coisas como meras coisas: “É porque as coisas não são fetichisadas que elas continuam sem 

vida”. (p.20) Esse autor destaca o caráter produtivo que tem o fetiche. 

Uma das implicações desses textos que estou analisando, ao tratarem os atletas 

como mercadoria, é que a própria gente, representada como coisa, está desfetichisada de 

suas marcas, de sua estória40 e de seus sentimentos. Ou seja, o que conta na hora da 

negociação, é apenas o valor de troca da mercadoria. Deste modo, os atletas aparecem 

despojados de suas memórias pessoais. Ronaldinho41, por exemplo: o filho de Dona 

Miguelina, o Irmão de Assis, o Moleque, tudo isso que lhe dá valor simbólico, e que acaba 

particularizando seu processo de fabricação como ídolo nacional, tem um valor que não 

pode ser pago pelos clubes que desejam comprá-lo e, portanto, não é considerado no 

momento de venda do atleta-coisa.  

 Cada mudança de clube, de país, de time, significa desnudar o atleta, entendido 

enquanto mercadoria - de sua estória, de seus afetos e de seus amores. Através da sua 

circulação e manipulação como mercadoria, estas dimensões perdem o seu caráter 

simbólico e, desta forma eles se transformam, mais uma vez, em simples mercadoria de 

outro clube, de outro dono. As escolhas são feitas em função da quantidade de dinheiro que 

está em jogo; por isso, pode-se dizer que  conforme as representações contidas nesses 

textos, gente é mercadoria e não objeto/coisa que possui marcas, que guarda estórias etc. 

Pode-se analisar tais textos e muitos outros, sobre o prisma da mercadoria. Para 

Willis (1987) na sociedade de consumo avançada consumimos até mesmo com os olhos, 

não tendo necessariamente que efetivar a troca econômica da mercadoria. Ela afirma:  

“absorvemos produtos com o olhar cada vez que empurramos um carrinho pelos 

corredores de um supermercado, assistimos televisão ou dirigimos ao longo de uma 

rodovia pontuada por logotipos. O consumo visual é de tal forma parte de nosso 

panorama cotidiano que não nos damos conta dos significados inscritos em tais 

procedimentos”. (p.44) 

39Ibid. 07.07.99 contracapa. 

40 Estou ciente das polêmicas que envolvem a grafia dessa palavra, porém resolvi utilizar estória e não história 

pois o autor que estou me baseando a usa dessa forma.  

41Em vários dos textos selecionados, a referência a Dona Miguelina, mãe de Ronaldinho, e ao Assis (irmão de 

Ronaldinho que se chama Roberto, mas que ficou conhecido como Assis. Atualmente é  jogador no Sapporo, 

clube japones, e  também iniciou sua carreira no Grêmio na década de 80, quando jogou na Copa do Brasil, 

primeira vez conquistada pelo Grêmio em 1989, tendo  também  jogado da Seleção) é uma constante. 

13

Hoje, o próprio esporte já está se constituindo como uma empresa, os clubes têm 

suas marcas, os ídolos têm suas grifes enfim, o esporte pode ser visto ele próprio como uma 

mercadoria que vende ao mesmo tempo outras mercadorias. Nos próximos textos42 

podemos ver como dois ídolos recentes foram comercializados: 

O primeiro texto refere-se à campanha “Sócio Colorado”, lançada logo após a 

contratação de Dunga. Na propaganda aparece o ídolo sentado, vestido com o unifome do 

time e segurando sua chuteira nas mãos, ao mesmo tempo em que coloca nela o cordão 

(recorrentemente o ídolo do futebol aparece, ele próprio, preparando seu calçado - material 

simbólico imprescindível em sua arte). Ele está sendo contemplado por algumas pessoas 

(fãs, equipe técnica, colegas, torcedores) que aparecem ao fundo e que só podem ser vistos 

pela presença de suas pernas. A reconstituição dessa fotografia somente foi possível através 

de uma outra fotografia43publicada no Jornal Correio do Povo no dia do lançamento da 

campanha colorada.  

Nessa imagem aparece também um colega de Dunga, porém na apropriação que é 

feita da fotografia para a campanha, recorta-se apenas o ídolo. As feições de Dunga são 

fortes, simbolizam aquilo que outros textos escritos apontam como suas características de 

herói. Ele é responsável, experiente, líder e sobretudo capitão do tetra. Sua imagem é assim 

explorada para a próxima contratação desse time, que não é nenhum grande jogador, mas 

você.  

No segundo texto44, a manchete anuncia o “uso” de Ronaldinho, o maior ídolo de 

sucesso no momento, como garoto propaganda. Os planos do presidente do clube também 

são para atrair novos sócios, como na campanha dos colorados. O texto escrito fala sobre os 

benefícios tanto do clube quanto do jogador, dizendo: Como Ronaldinho se tornou 

celebridade internacional, o Grêmio vai explorar sua imagem. E ainda: sua presença no 

time colocará o Grêmio na vitrine internacional e tornará as cotas de amistosos bem 

mais valiosas (essa frase ganha destaque). Diz também que Ronaldinho será 

recompensado por tudo o que vem fazendo. Curioso é que, ao comentar o cartão do 

43 Correio do Povo, 24.01.99, contracapa. 

14

“Grêmio Prêmio”, o texto diz que Ronaldinho ganhou uma série própria no bilhete, 

parecendo que somente o jogador “ganha” algo, e não o clube. 

Isso evidencia como o marketing cria, preserva ou transforma as imagens dos 

grandes jogadores segundo interesses de mercado. Eles são aproveitados não apenas pelos 

interesses do clube, mas também por diferentes empresas, partidos políticos, instituições 

assistenciais. Os ídolos aparecem vestindo marcas das grandes indústrias, fazendo 

campanhas de novos sócios para o clube que estão representando, divulgando campanhas 

governamentais etc. 

Esses textos publicitários ressaltam a idéia de que o sucesso do ídolo foi 

conquistado individualmente, que tal sucesso é produto do trabalho e da garra dos sujeitos, 

enfim, que é merecido. Esses discursos são criados pelos meios de comunicação para 

vender produtos e desejos. Desejos quase sempre associados ao dinheiro, à “beleza”, ao 

sucesso, à “boa vida” de pessoas ricas. 

Enfim... 

Acompanhando a era Dunga e a era Ronaldinho, pude perceber como os/as atletas 

são construídos como ídolos e tratados ao mesmo tempo como sujeitos e mercadorias. É 

preciso considerar que cada uma das eras tem suas peculiaridades, os textos dos jornais não 

cansaram de representar o “velho Dunga”(capitão do tetra) como um sujeito exemplar, 

símbolo de seriedade e responsabilidade no trabalho; e o “moleque Ronaldinho” como o 

garoto que teve todo o respaldo da família (da mãe Dona Miguelina e do irmão Assis), 

características essas que impuseram à era Ronaldinho, que ainda se mantém nos textos da 

mídia, uma especificidade de garoto que deu certo, que tem futuro. As eras são momentos 

de glória para alguns atletas, criadas pelas mídias. Elas têm duração efêmera, mas tem 

efeitos constitutivos nas identidades dos sujeitos. 

44Zero Hora, 27.07.99, p. 64. 

15

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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16

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Autêntica, 1999.  

WILLIS, Susan. Cotidiano: para começo de conversa. Rio de Janeiro: Graal, 1997. O artigo da autora Fátima Maria Pilotto (Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade 

Federal do Rio Grande do Sul). 


Um gênio  ou génio  é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto  de primeira grandeza, ou um talento criativo  fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Markson Terman , em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Weschler , o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford Birnet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo superdotado  para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polimata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI, quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade. Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha. E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feyeman  por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século 20; ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais. Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasaoarov, que obteve escores 123 e 135 em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual.

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."


- citado em "Frases Geniais‎" - Página 40, de Paulo BuchsbaumA partir desse tema, também não podemos desconsiderar a citação: "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."- Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. - "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575, Denis Diderot - A. Belin, 1818é uma citação atribuída a Denis Diderot. Ela destaca a importância do entusiasmo como elemento fundamental para o bom desempenho em qualquer tipo de trabalho.

Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135. Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do seculo 21  houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto QI  e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual. De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia  como IBM e Microsoft , desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio". Segundo a Revista Espaços .

Confira meu artigo .https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2025/06/uma-questao-historica-na-formula-1.html. Confira meu artigo .https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2025/11/piloto-bom-piloto-muito-bom-piloto.html. Confira no Portal Terra o ranking das 161 corridas .https://www.terra.com.br/parceiros/guia-do-carro/senna-so-perde-para-schumacher-no-ranking-de-161-corridas,3f9160f6fe2181d1d9cfd98ac275d45agiaw1xie.html. Confira as estatísticas dos pilotos na Fórmula 1 .https://www.statsf1.com/pt/statistiques/pilote.aspx.

O novo regulamento da Fórmula 1 para a temporada de 2026 promove a maior revolução técnica, de motores e aerodinâmica na história recente da categoria. O foco central das mudanças gira em torno do conceito de "nimble car" (carro ágil), sustentabilidade e eletrificação.

Abaixo estão detalhadas as principais alterações divididas por áreas fundamentais.

1. Unidade de Potência e Combustível (Revolução Híbrida)

A motorização sofreu uma divisão de potência radical:

Divisão 50/50: Quase metade da potência total do carro agora vem do sistema elétrico (350 kW, equivalentes a quase 500 cavalos) e a outra metade do motor a combustão V6 Turbo de 1,6 litro.


Fim do MGU-H: O componente que recuperava energia dos gases do escapamento foi eliminado para reduzir custos e simplificar os motores.


MGU-K Triplicado: Para compensar, o sistema que recupera energia cinética nas frenagens foi aprimorado, saltando de 120 kW para 350 kW de fornecimento elétrico.


Combustível 100% Sustentável: Os carros utilizam combustíveis biológicos ou sintéticos totalmente sustentáveis, mantendo o desempenho sem emitir carbono fóssil.


2. Chassi e Dimensões (Carros Menores e Mais Leves)

Os monopostos deixaram de ser os "tanques de guerra" das últimas gerações e encolheram significativamente:

Redução de Peso: O peso mínimo obrigatório caiu em 30 kg, baixando de 800 kg para 770 kg.


Dimensões Reduzidas: O entre-eixos encolheu 200 mm (para 3.400 mm) e a largura total do carro diminuiu 100 mm (para 1.900 mm).


Pneus Mais Estreitos: Mantendo as rodas de 18 polegadas, a largura dos pneus dianteiros e traseiros foi reduzida para diminuir o arrasto aerodinâmico.


3. Fim do DRS Tradicional e Nova Aerodinâmica Ativa

A dinâmica de ultrapassagens e geração de pressão aerodinâmica mudou por completo:

Aerodinâmica Ativa (Active Aero): As asas dianteiras e traseiras agora possuem flaps móveis que mudam de posição de forma idêntica para todos os carros ao longo da volta. Elas alternam entre o Modo Z (flaps fechados para máxima pressão em curvas) e o Modo X (flaps abertos para mínimo arrasto em retas).


Overtake Mode: Substitui o conceito antigo do DRS. Quando um piloto está a menos de 1 segundo do carro da frente, ele recebe um ganho extra de energia elétrica da bateria para tentar a ultrapassagem em alta velocidade, ultrapassando o limite padrão que os carros têm nas retas.


Boost Mode: Um botão de potência extra máxima controlado manualmente pelo piloto, que pode ser gerido estrategicamente para atacar ou defender em qualquer trecho da pista.


4. Segurança Reforçada

Célula de Sobrevivência: As regras de impacto lateral e o santantônio (roll hoop) foram fortalecidos para suportar cargas 23% maiores.


Luzes nos Espelhos: Luzes de aviso de segurança foram adicionadas na parte traseira dos espelhos retrovisores para melhorar a visibilidade lateral dos pilotos em condições de pista molhada ou chuva intensa.


5. Resumo das Novas Nomenclaturas Oficiais

Termo Antigo / ConceitoNova Nomenclatura em 2026Função PrincipalDRSOvertake ModeExtra elétrico liberado ao atacar um carro a menos de 1s.Asas MóveisActive Aero (Modo X / Z)Mudança de ângulo das asas para gerar velocidade ou estabilidade.Botão de UltrapassagemBoost ModeEntrega da potência máxima da bateria gerida pelo piloto.Recuperação de EnergiaRechargeGerenciamento automático/manual para reabastecer as baterias.

Ajustes Recentes e Polêmicas de Bastidores

Ao longo das primeiras corridas do ano, a FIA precisou aplicar atualizações urgentes nas regras devido a reclamações de pilotos sobre a dificuldade extrema de gerir as baterias (gerando o chamado superclipping, onde o carro perde muita velocidade no fim das retas para recarregar).

Além disso, após forte pressão das equipes e investigações de brechas no regulamento usadas pela Mercedes (envolvendo a taxa de compressão medida em motores frios versus quentes), a federação baniu formalmente a brecha técnica e estipulou novas regras rígidas de controle operacional que passaram a valer integralmente no meio da temporada.

Se você quiser, posso detalhar mais sobre:

Como funciona o mecanismo ADUO criado para equilibrar o desenvolvimento dos motores.


Detalhes sobre as novas montadoras no grid como a Audi, Ford e Cadillac.


O impacto dessas regras na pilotagem dos pilotos na pista. Segundo o Site Oficial da Fórmula 1.

Na Fórmula 1, ADUO é a sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, em português). Trata-se de um mecanismo introduzido pela FIA para equilibrar o desempenho dos motores a combustão interna (ICE) sob o novo regulamento técnico estabelecido para a temporada de 2026.

O sistema funciona como uma espécie de "ajuda" para fabricantes de unidades de potência que começaram o ano em desvantagem técnica em relação aos concorrentes.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) realiza medições baseadas exclusivamente no desempenho do motor a combustão (ICE), deixando de fora a parte elétrica. Se uma fabricante estiver significativamente abaixo do motor líder, ela recebe concessões extras:

Desvantagem entre 2% e 4%: O fabricante ganha o direito de fazer uma atualização de homologação adicional na temporada vigente e outra na temporada seguinte.


Desvantagem de 4% ou mais: O fabricante tem direito a duas atualizações adicionais na temporada atual e mais duas no campeonato seguinte.


Essas atualizações extras oferecem maior flexibilidade técnica e tempo adicional de testes em bancada para que a equipe possa alcançar o topo.

Cenário Atual e Polêmicas em 2026

O ADUO entrou em vigor após o GP do Canadá de 2026 e tornou-se um dos assuntos mais comentados no paddock:. O jovem Kimi Antonelli , mostra um talento especial. Certo que inda não alcançou o patamar gênio-super gênio , Mas mostra potencial pata  tal . Certo que ainda viverá sua adolescência na Formula 1 . Ainda terá alguns percalços . Mas é incomum um piloto novato se adaptar excepcionalmente á um novo regulamento em uma escuderia competitiva .

Imagem da CNN Brasil. 

  


 

Flamengo x Dell Valle .

 Foi uma noite atipica , ontem  no Maracanã. Mas o Flamengo conseguiu a classificação para as semifinais da Libertadores, após empatar por 1 a 1 com o Independiente Del Valle.

O placar, aparentemente "normal", mas esconde uma partida abaixo,  que deixou o rubro negro  à beira de uma noite que poderia ter sido de terror diante da sua torcida.

Arrascaeta, com o gol, e Rossi, com um chutão que virou assistência, foram os heróis em um lance de sorte l. O gol de empate deu tranqulidade aos  38 minutos do segundo tempo, quando o Flamengo tinha perdido Jorginho expulso e o time equatoriano era melhor em campo.

A vaga para as semifinais , foi garanti.da com a vitória  2 a 0 no jogo de ida, na altitude de Quito.

O Del Valle teve Reasco fazendo  1 a 0 em pleno Maracanã. Mas o goleiro Quintana falhou e deu alivio ao rubro negro  nos ultimos minutos . Ele foi encoberto pela bola depois de um chutão de Rossi, e aí Arrascaeta tocou para o gol vazio e empatou o jogo. Foi a confirmação da classificação.

O Flamengo agora encara o Estudiantes nas semifinais da Libertadores . As partidas  serão nas semanas de 13 e 20 de outubro. A ida é na Argentina. A volta, no Maracanã.

O Fla volta a campo no domingo, contra o Red Bull Bragantino, também no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

Mesmo com o dominio da posse da bola, o rubro negro não foi bem no primeiro tempo. Houveram muitos erros de passe no meio campo,  lentidão na transição ofensiva e as finializações longe de gol.  Os rubro negros não conseguiam ter um domonio ofensivo pleno no primeiro tempo , e ainda sofriam com os contragolpes do time equatoriano . E aos 30 minutos, Reasco fez 1 a 0 Dell Valle.

O Del Valle  não fazia  uma pressão no campo de ataque, sufocar o Flamengo. Organizado, sim. Boa qualidade técnica, e transição ofensiva em velocidade.

Aparentemente, os rubrho negros haviam voltado melhor no segunmdo tempo. Mas Jorginho foi expulso pelo segundo cartão amerelo aos 19 minutos. Com a mais, o Dell Valle dominava a partida. E o drama era grande no Maracanã . Mas o goleiro Quintana falhou e deu alivio ao rubro negro  nos ultimos minutos . Ele foi encoberto pela bola depois de um chutão de Rossi, e aí Arrascaeta tocou para o gol vazio e empatou o jogo. Foi a confirmação da classificação.

E os riubro negros se garantiram nas semifinais. Partida decepcionante. Mesmo no 11 contra 11, o time equatoriano controlava plenamente as ações. Muitos erros de passe do time rubro negro e lentidão na transição ofensiva.

O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 


Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo. 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 

O Delll Valle mostra um padrão de jogo na toque de bola e no jogo ofensivo. Típico do futebol colombiano . E os rubro negros não confirmaram sua qualidade técnica na noite de ontem.

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Imagem do LANCE .


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

LDU X Palmeiras.

 


 A LDU venceu o Palmeiras por 3 a 2 no tempo normal, levou a decisão da vaga para as semifinais da Copa Libertadores para os pênaltis no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, mas Carlos Miguel pegou dois pênaltis e classificou o Alviverde. Os palmeirenses venceram  nas penalidades por 4 a 3.

Marlon Freitas abriu o placar para o Alviverde, Luis Segovia empatou para os equatorianos, mas Vitor Roque fez o 2 a 1 e o Alviverde tinha a classificação até os minutos finais do jogo. Estrada fez dois gols heroicos nos acréscimos e forçou a levou a disputa para os pênaltis.

Agora o Palmeiras encara o Fluminense nas semifinais da Copa Libertadores . Agora os alviverdes decidem em casa . Pois o Flu teve campanha inferior a do Palmeiras.

O Alviverde volta a campo no próximo domingo (20), às 11h (de Brasília), contra o Grêmio, na Arena do Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro ..

No futebol, o jogo defensivo e o centro do jogo (muitas vezes referido como jogo centrado na bola) são conceitos fundamentais que descrevem como uma equipe se organiza para proteger seu gol e reagir à posse de bola do adversário. 

Jogo Defensivo

O jogo defensivo refere-se à fase em que a equipe não possui a bola e busca impedir o avanço do adversário. Suas principais características incluem: 

Objetivo: Proteger a própria baliza e recuperar a posse de bola o mais rápido possível.


Compactação: Redução dos espaços entre as linhas (defesa, meio-campo e ataque) para impedir infiltrações.


Marcação: Pode ser feita por zona (referência no espaço), individual (homem a homem) ou mista.


Blocos: As equipes podem se postar em bloco baixo (perto do seu gol), médio ou alto (pressionando na saída de bola do rival).


Formações Comuns: Estruturas como o 4-4-2 ou 4-2-3-1 são frequentemente usadas para garantir equilíbrio e preencher o campo defensivamente. 


Centro do Jogo

O "centro do jogo" não é uma posição fixa, mas sim um espaço dinâmico que se move conforme a bola. 

Definição: É um círculo imaginário ao redor da bola que inclui os jogadores (atacantes e defensores) diretamente envolvidos na jogada naquele momento.


Ações no Centro:

Contenção: O defensor mais próximo do portador da bola tenta diminuir seu tempo e espaço de ação.


Cobertura Defensiva: Jogadores próximos ao marcador principal dão suporte caso ele seja driblado.


Jogo "Centrado": Muitas vezes, equipes buscam "negar o centro", forçando o jogo do adversário para as laterais, onde o campo é limitado pela linha de fundo ou lateral, protegendo a zona central que é a mais perigosa. 


Enquanto o jogo defensivo é a estratégia macro da equipe sem a bola, o centro do jogo é o foco micro das ações táticas onde a disputa pela posse realmente acontece.


O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 

Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 

O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo. 
O Palmeiras não foi bem no jogo defensivo que se propôs a fazer. A LDU fez o que quis entre as linhas palmeirenses , tendo domínio da posse da bola e das ações ofensivas . Isso sem contra a lentidão na transição ofensiva . Atuação abaixo. 
Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Imagem do Portal Terra .