sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Santos x Flamengo .

Na partida entre  melhores times do segundo turno do Campeonato Brasileiro , Santos e Flamengo empataram por 2 a 2, ,ontem a  a noite , no estádio Urbano Caldeira, em Santos, pelo campeonato nacional . A partida teve  retorno de Neymar, que recuperado de lesão muscular na coxa, entrou no segundo tempo , anotando dois gols de  pênalti. Antes, o Rubro-Negro havia marcado com Danilo e Paquetá, na etapa inicial.

Com o resultado, o líder chegou a 61 pontos , vendo o Palmeiras chegar a 60 na vice liderança . O Peixe, por sua vez, agora tem 42 pontos e ocupa o oitavo lugar.

O primeiro tempo foi  parelho , com ligeira superioridade rubro negra na posse de bola . Do lado do Peixe, Gabigol teve duas boas chances e não marcou . Pelo Rubro Negro , , a principal chance saiu dos pés de Pedro, que parou em Diógenes. No entanto, quando a partida parecia ir para o intervalo sem gols, com erros de passe de ambos os lados , o Flamengo foi às redes duas vezes em seis minutos. O primeiro gol foi marcado por Danilo, aos 43, enquanto Paquetá, fez 2 a 0 anos 49 da etapa inicial.

 Cuca mudou o time santista  , tirando  Barreal e Coutinho, que está sem ritmo , voltando com  Rony e Neymar, que retornou após se recuperar de lesão muscular na coxa. O Flamengo, manteve a mesma formação . No segunmdo tempo , a superioridade foi do  Peixe, . Rony foi o primeiro a tentar, enquanto Samuel Lino respondeu do outro lado. Aos 26, o Santos quase marcou  quando Bontempo acertou o travessão e Gabigol cabeceou , com grande defesa  de Rossi.

Em idisputa na  área. Após pressão na saída de bola, Jorginho caiu e colocou a mão na bola, duas vezes. A primeira no limite da área e, na sequência, já em cima da linha. No lance, Daronco havia marcado falta para os santistas , mas, após checagem no VAR, o pênalti foi marcado  e Jorginho levou cartão vermelho . Aos 36, Neymar diminuiu e, seis minutos depois, em nova cobrança, o camisa 10 empatou e evitou a derrota dos santistas em casa.

O time santista fez excelente partida. O favoritismo rubro negro não se confirmou na noite de ontem.

O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 


Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo.  

No futebol, o jogo defensivo e o centro do jogo (muitas vezes referido como jogo centrado na bola) são conceitos fundamentais que descrevem como uma equipe se organiza para proteger seu gol e reagir à posse de bola do adversário. 

Jogo Defensivo

O jogo defensivo refere-se à fase em que a equipe não possui a bola e busca impedir o avanço do adversário. Suas principais características incluem: 

Objetivo: Proteger a própria baliza e recuperar a posse de bola o mais rápido possível.


Compactação: Redução dos espaços entre as linhas (defesa, meio-campo e ataque) para impedir infiltrações.


Marcação: Pode ser feita por zona (referência no espaço), individual (homem a homem) ou mista.


Blocos: As equipes podem se postar em bloco baixo (perto do seu gol), médio ou alto (pressionando na saída de bola do rival).


Formações Comuns: Estruturas como o 4-4-2 ou 4-2-3-1 são frequentemente usadas para garantir equilíbrio e preencher o campo defensivamente. 


Centro do Jogo

O "centro do jogo" não é uma posição fixa, mas sim um espaço dinâmico que se move conforme a bola. 

Definição: É um círculo imaginário ao redor da bola que inclui os jogadores (atacantes e defensores) diretamente envolvidos na jogada naquele momento.


Ações no Centro:

Contenção: O defensor mais próximo do portador da bola tenta diminuir seu tempo e espaço de ação.


Cobertura Defensiva: Jogadores próximos ao marcador principal dão suporte caso ele seja driblado.


Jogo "Centrado": Muitas vezes, equipes buscam "negar o centro", forçando o jogo do adversário para as laterais, onde o campo é limitado pela linha de fundo ou lateral, protegendo a zona central que é a mais perigosa. 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 


Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Imagem do Portal Globo Esporte. 








 



Palmeiras x Bahia .



A disputa pelo troféu segue aberta ! O Palmeiras venceu o Bahia por 1 a 0 ,ontem a noite , no Nubank Parque, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante Flaco López, artilheiro da equipe na temporada, marcou ainda no primeiro tempo e garantiu os três pontos importantes ao alviverde.

Com a vitória, o Palmeiras chegou aos 60 pontos e está a apenas um do líder Flamengo, que empatou com o Santos . O Bahia, por sua vez, permanece com 46, na sexta colocação. Na próxima rodada, o Alviverde recebe o Corinthians, enquanto o Tricolor enfrenta o Mirassol na Arena Fonte Nova.

O Palmeiras foi sueprior no primeiro tempo e precisou de apenas sete minutos para abrir o placar. Artilheiro da equipe na temporada, Flaco López aproveitou desvio do zagueiro Alexander Barboza e fez o gol da vitória palmeirense.

Mesmo á frente no plcara , o time palmeirense seguiu mais ofensivo  e finalizou oito vezes contra o gol adversário. O Bahia tentou equilibrar com posse de bola de 61%. Mas errando muitos passes não foi efetivo nos contragolpes na etapa inicial.

O Palmeiras seguia com menor  posse da bola, mas, teve o controle do segundo tempo . Os alviverdes tiveram uma atuação sólida na etapa final para garantir os os três pontos.

O tricolor de aço não foi efetivo no campo ofensivo e prtaicamente não ameaçou o gol de Carlos Miguel até o apito final.

Com bom jogo centrado, os alviverdes souberam garantir uma vi.tória fundamental na luita pelo título no Campeonato Brasileiro.


 

 O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 


Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo.  

No futebol, o jogo defensivo e o centro do jogo (muitas vezes referido como jogo centrado na bola) são conceitos fundamentais que descrevem como uma equipe se organiza para proteger seu gol e reagir à posse de bola do adversário. 

Jogo Defensivo

O jogo defensivo refere-se à fase em que a equipe não possui a bola e busca impedir o avanço do adversário. Suas principais características incluem: 

Objetivo: Proteger a própria baliza e recuperar a posse de bola o mais rápido possível.


Compactação: Redução dos espaços entre as linhas (defesa, meio-campo e ataque) para impedir infiltrações.


Marcação: Pode ser feita por zona (referência no espaço), individual (homem a homem) ou mista.


Blocos: As equipes podem se postar em bloco baixo (perto do seu gol), médio ou alto (pressionando na saída de bola do rival).


Formações Comuns: Estruturas como o 4-4-2 ou 4-2-3-1 são frequentemente usadas para garantir equilíbrio e preencher o campo defensivamente. 


Centro do Jogo

O "centro do jogo" não é uma posição fixa, mas sim um espaço dinâmico que se move conforme a bola. 

Definição: É um círculo imaginário ao redor da bola que inclui os jogadores (atacantes e defensores) diretamente envolvidos na jogada naquele momento.


Ações no Centro:

Contenção: O defensor mais próximo do portador da bola tenta diminuir seu tempo e espaço de ação.


Cobertura Defensiva: Jogadores próximos ao marcador principal dão suporte caso ele seja driblado.


Jogo "Centrado": Muitas vezes, equipes buscam "negar o centro", forçando o jogo do adversário para as laterais, onde o campo é limitado pela linha de fundo ou lateral, protegendo a zona central que é a mais perigosa. 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 


Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Imagem do LANCE.. 







Fluminense x Coritiba .


O Fluminense venceu o Coritiba por 4 a 0, ontem á noite , em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Jefferson Savarino, novidade no time titular, deu um show e marcou três gols da vitória do time de Marcão no Maracanã. Lucho Acosta fechou a conta nos acréscimos.

Com o resultado, o Tricolor chegou a 51 pontos e pulou para a terceira posição na tabela do Brasileirão, aproveitando o empate do Athletico Paranaense. O Coxa, por sua vez, estaciona na 9° posição com 38 pontos.

O Tricolor começou o jogo dominando a posse   da bola, e o Coxa no jogo defensivo , tentava  o contra-ataque. O tricolor não dominava nas chances de gol . Hulk recebeu na entrada da área com liberdade, mas finalizou sem perigo . Aos 16, em uma falta completamente sem ângulo, Josué, do Coritiba, cobrou de maneira magistral e a trave salvou o Fluminense. O Flu errava muitos passes no meio campo , mas abriu a contagem graças a Savarino. O camisa 11 chutou forte, a bola e fez  1 a 0 Fluminense. Na sequencia , Serna recebeu na área, limpou a marcação e chutou forte, mas o goleiro do Coxa mostrou segurança . O Tricolor continuou dominando á partida. Mas sem crar oportunidades .

No segundo tempo , a primeira  chance do Coxa. Pedro Rocha recebeu em velocidade e saiu cara a cara com Fábio, mas não aproveitou . Na sequencia , escanteio para o Tricolor. A bola sobrou para Thiago Silva, o zagueiro tocou para Savarino, que fez 2 a 0 Flu  . Aos 19, em contra-ataque mortal do Tricolor, Serna serviu Savarino, que limpou a marcação e fez 3 a 0 . Nos acréscimos, Lucho recebeu lindo passe de calcanhar de Wesley e fcehou a goleada.

O Flu errou muitos passes no meio campo. Deixou a desejar no jogo ofensivo. Mas fez valer seus melhores valores individuais.


O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 

Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo.  

No futebol, o jogo defensivo e o centro do jogo (muitas vezes referido como jogo centrado na bola) são conceitos fundamentais que descrevem como uma equipe se organiza para proteger seu gol e reagir à posse de bola do adversário. 

Jogo Defensivo

O jogo defensivo refere-se à fase em que a equipe não possui a bola e busca impedir o avanço do adversário. Suas principais características incluem: 

Objetivo: Proteger a própria baliza e recuperar a posse de bola o mais rápido possível.


Compactação: Redução dos espaços entre as linhas (defesa, meio-campo e ataque) para impedir infiltrações.


Marcação: Pode ser feita por zona (referência no espaço), individual (homem a homem) ou mista.


Blocos: As equipes podem se postar em bloco baixo (perto do seu gol), médio ou alto (pressionando na saída de bola do rival).


Formações Comuns: Estruturas como o 4-4-2 ou 4-2-3-1 são frequentemente usadas para garantir equilíbrio e preencher o campo defensivamente. 


Centro do Jogo

O "centro do jogo" não é uma posição fixa, mas sim um espaço dinâmico que se move conforme a bola. 

Definição: É um círculo imaginário ao redor da bola que inclui os jogadores (atacantes e defensores) diretamente envolvidos na jogada naquele momento.


Ações no Centro:

Contenção: O defensor mais próximo do portador da bola tenta diminuir seu tempo e espaço de ação.


Cobertura Defensiva: Jogadores próximos ao marcador principal dão suporte caso ele seja driblado.


Jogo "Centrado": Muitas vezes, equipes buscam "negar o centro", forçando o jogo do adversário para as laterais, onde o campo é limitado pela linha de fundo ou lateral, protegendo a zona central que é a mais perigosa. 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 


Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Imagem da Rede Globo. 







Atlético PR x Atlético MG.

  



Athletico-PR e Atlético-MG empataram em 2 a 2 ontem , na Arena da Baixada, em Curitiba, em um jogo muito ofensivo pelo Campeonato Brasileiro .

Os gols da partida foram marcados por Vargas, Viveros (contra e a favor) e Lyanco. O atacante do Furacão fez contra após cobrança de falta de Bernard, se redimiu nos acréscimos, mas o  Galo definiu  chegou ao empate.

O Atlético-MG jogou o  final do segundo tempo com um a menos. Tomás Pérez foi expulso por falta em Viveros, que sairia do gol.

O Athletico-PR chegou a uma invencibilidade de 13 jogos na Arena da Baixada pelo Brasileirão. Somando  os duelos contra Atlético-GO e Vitória pela Copa do Brasil, este número sobe para 15.

Com este resultado, o Furacão caiu para a quarta colocação, com 50 pontos. O Galo, por sua vez, ficou na sétima posição com 44 pontos.

O Athletico-PR joga contra  a Chapecoense, na segunda-feira (12), na Arena Condá. Já o Atlético-MG enfrentará  o Santos no domingo (11), na Arena MRV.

O time paranaense  começou  melhor, dominando  posse de bola, e abrindo  o placar aos oito minutos. Gilberto avançou pela direita e passou para Vargas abrir o placar . Mesmo com o 1 a 0 no placar, o Athletico-PR dominava a partida.

Ainda assim , o Galo empatou em cobrança de falta de Bernard. Após o gol de empate, o time mineiro soube compactar suas linhas econtrolar o jogo até o final do primeiro tempo.

No segundo tempo , o jogo seguiu equilibrado e aberto, com chances para ambos os lados  e os goleiros fazendo grandes  defesas. Aos 18 minutos, Leozinho fez boa jogada pela direita, cruzou, Natanael errou e , Delfim fez milagre, mas Claudinho fez  2 a 1. O gol, porém, foi invalidado, por falta do atacante no inicio da jogada.

Quasndo o jogo vinha equiulibrado , Pérez fez falta em Vivernos e foio expulso, deixando o time mineiro com um a menos . Quando a partida se encaminhava para o empate, Lyanco fez contra e colocou o time paranaense na frente . Mas no ultimo miunto, o próprio Lyanco savou os mineiros da derro;ta.

Bom jogo. Os time confirmaram minha analise e fizeram uma partida nivelada por cima.


O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 

Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo.  

No futebol, o jogo defensivo e o centro do jogo (muitas vezes referido como jogo centrado na bola) são conceitos fundamentais que descrevem como uma equipe se organiza para proteger seu gol e reagir à posse de bola do adversário. 

Jogo Defensivo

O jogo defensivo refere-se à fase em que a equipe não possui a bola e busca impedir o avanço do adversário. Suas principais características incluem: 

Objetivo: Proteger a própria baliza e recuperar a posse de bola o mais rápido possível.


Compactação: Redução dos espaços entre as linhas (defesa, meio-campo e ataque) para impedir infiltrações.


Marcação: Pode ser feita por zona (referência no espaço), individual (homem a homem) ou mista.


Blocos: As equipes podem se postar em bloco baixo (perto do seu gol), médio ou alto (pressionando na saída de bola do rival).


Formações Comuns: Estruturas como o 4-4-2 ou 4-2-3-1 são frequentemente usadas para garantir equilíbrio e preencher o campo defensivamente. 


Centro do Jogo

O "centro do jogo" não é uma posição fixa, mas sim um espaço dinâmico que se move conforme a bola. 

Definição: É um círculo imaginário ao redor da bola que inclui os jogadores (atacantes e defensores) diretamente envolvidos na jogada naquele momento.


Ações no Centro:

Contenção: O defensor mais próximo do portador da bola tenta diminuir seu tempo e espaço de ação.


Cobertura Defensiva: Jogadores próximos ao marcador principal dão suporte caso ele seja driblado.


Jogo "Centrado": Muitas vezes, equipes buscam "negar o centro", forçando o jogo do adversário para as laterais, onde o campo é limitado pela linha de fundo ou lateral, protegendo a zona central que é a mais perigosa. 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 


Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Imagem do Site Furacão.




 

Triste .

Confira a reportagem no UOL.https://www.uol.com.br/esporte/colunas/joanna-de-assis/2026/10/09/policia-argentina-investigou-licencas-falsas-mas-nao-chegou-em-mancuso.htm

O combate à corrupção no futebol envolve desde esquemas históricos de manipulação de resultados e apostas até irregularidades administrativas em entidades esportivas.

Principais Escândalos no Brasil

Operação Penalidade Máxima: Conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) a partir de 2023, investigou uma organização criminosa que aliciava jogadores (com ofertas entre R$ 50 mil e R$ 100 mil) para manipular lances específicos — como cartões amarelos, vermelhos ou número de escanteios — em jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e estaduais. O caso resultou em denúncias contra dezenas de atletas, banimentos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e sanções criminais.  Máfia do Apito (2005): Árbitros como Edilson Pereira de Carvalho foram acusados de manipular partidas do Campeonato Brasileiro. O STJD anulou e remarcou 11 jogos da competição.

 Máfia da Loteria (1982): Um esquema nacional que fraudou resultados da Loteria Esportiva envolvendo dezenas de jogadores e dirigentes.Casos de Dirigentes e o "Fifagate": Ex-presidentes da CBF, como Ricardo Teixeira, foram investigados e banidos pela FIFA devido a esquemas de propina envolvendo contratos de marketing, direitos de transmissão e Copas do Mundo

A CORRUPÇÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO 

Carlos Azevedo e Aldo Rebelo∗ 

RESUMO: o texto apresenta síntese de partes do Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito da 

Câmara dos Deputados, que investigou as relações entre a CBF e a multinacional Nike (CPI CBF-Nike), além 

de aspectos pertinentes ao crescente e inexplicável endividamento da entidade federativa maior do futebol 

brasileiro. 

ABSTRACT: The text presents a synthesis of parts of the Final Report of the Comissão de Inquérito 

Parlamentar da Câmara de Deputados (House of Representatives Parliamentary Inquiry Commission), 

which investigated the relations between the CBF and the multinational Nike (CPI CBF-Nike), in addition to 

the aspects pertinent to the growing and unexplainable amount of indebtedness of the largest federative entity 

in Brazilian soccer. 

O FUTEBOL BRASILEIRO HOJE 

O futebol é um dos aspectos de maior vitalidade do patrimônio cultural do povo brasileiro. O futebol 

como é hoje, seus milhões de jogadores, seus clubes, torcidas, é uma criação da sociedade, sua existência não 

depende do Estado, e é sustentada unicamente pela vontade da cidadania, enraizada na tradição, e sempre 

renovada pela paixão popular e a magia do esporte.  Tal é sua importância que a lei Pelé, que rege o futebol, 

no artigo 4º,  afirma que “a organização desportiva do país  integra o patrimônio cultural e é considerada de 

elevado interesse social”. Um patrimônio que deve ser preservado, conforme prevê a Constituição. 

Sua presença no imaginário popular é intensa, a seleção de futebol usa as cores da bandeira e chega a 

se confundir com a Nação, suas vitórias e derrotas são vitórias ou derrotas do país;  os grandes atletas são 

heróis que povoam o universo mítico, os sonhos de glória e de riqueza dos jovens. 

Ao longo do século vinte, o futebol veio crescendo de importância como elemento de identidade 

nacional. Como atividade de massa que envolve milhões de praticantes e torcedores, sua influência é crucial 

para o aprimoramento esportivo, físico e técnico, formação moral de crianças, jovens e adultos.  

Motivo de alegria e forma de participação, o futebol também é a maior fonte de lazer para a população de 

todas as idades em todos os cantos do país. Daí decorre seu dinamismo econômico -- atividade geradora de 

empregos, criadora de riquezas em volume considerável para o PIB nacional.  

O GRANDE CAPITAL DESCOBRE O FUTEBOL 

A mercantilização do esporte, e em particular, do futebol criou, nos últimos anos, uma situação nova 

em que grande fluxo de capitais passou a envolver as atividades esportivas. A venda de direitos de uso de 

imagem de seleções, clubes e jogadores a empresas de produtos esportivos e outros, a venda dos direitos de 

transmissão de jogos por TV, rádio, Internet etc.; as transferências de jogadores entre clubes e de um país a 

outro, tudo isso, somado, superou em muito a antiga fonte de recursos que era a renda resultante da venda de 

ingressos nos estádios. Numa fase mais recente, grandes grupos de investidores, fundos de investimentos 

multinacionais inclusive, atraídos pelo potencial econômico do futebol, vêm entrando no setor, patrocinando e 

tornando-se co-administradores de clubes e jogadores. 

Esse tipo de interferência, endereçado à busca de lucros e de resultados que valorizem a imagem da 

marca patrocinadora, tem exercido uma influência que está submetendo o futebol a rápidas mudanças e a 

distorções. No Brasil, como a atividade ainda é administrada de forma amadorística e os negócios feitos em 

grande parte na informalidade, o resultado tem sido uma elevação do grau de corrupção. E se cria um quadro 

de contrastes. Por um lado, emissoras de TV, empresas de investimentos e de marketing, empresários e 

agentes de jogadores, obtêm lucros elevados; boa parte dos dirigentes enriquece pessoalmente; uma minoria 

de jogadores recebe altos salários.  Por outro lado, as entidades e clubes mergulham em crise profunda, 

chegando em muitos casos à insolvência. A maior parte dos atletas recebe baixos salários e não tem qualquer 

sistema de aposentadoria. A qualidade do futebol decai, os estádios vão ficando vazios. E também 

abandonados, sem reformas e manutenção, oferecendo pouco conforto e até mesmo tornando-se ameaça à 

segurança dos torcedores.  

1

Como ilustração veemente desses fatos cabe anexar reportagem do  jornal “Folha de S. Paulo” de 29 

de fevereiro de 2000:  

Título da matéria: 

“Dados da CBF revelam empobrecimento jogador nacional.” 

“Ao mesmo tempo em que o futebol brasileiro recebe investimentos nunca antes vistos, 

com os principais clubes firmando parcerias com multinacionais milionárias, os 

jogadores do país estão cada vez mais pobres. 

Segundo documentos oficiais do Departamento de Registro e Transferência da CBF 

(Confederação Brasileira de Futebol)obtidos pela Folha, os ''boleiros ricos'' integram 

uma parcela cada vez menor no futebol brasileiro. 

De acordo com o levantamento, apenas 3,7% dos jogadores profissionais relacionados 

na entidade receberam mais de 20 salários mínimos no ano passado (Obs. 1 salário 

mínimo equivalia a U$ 70). Ou seja, 765 dos 20.496 jogadores registrados na CBF 

ganharam mais de R$ 2.720 mensais em 1999. (Cerca de US 1.400,00 por mês). 

Em 1998, a porcentagem de jogadores que integravam a elite do futebol nacional era 

de 4,3 %. 

Analisando as estatísticas dos últimos quatro anos, descobre-se que, enquanto o grupo 

que ganha até dois salários mínimos mostra uma tendência de crescimento, a parcela 

daqueles que recebem de duas a mais de 20 vezes esse valor apresenta inclinação 

contrária. 

Em 1996, 81% dos profissionais do país recebiam até dois salários mínimos, número 

que pulou para 84,8% no ano passado (crescimento de 4,7%). 

Ocorre que a categoria dos miseráveis do futebol nacional foi engordada em 20% por 

atletas que, em 1996, estavam no grupo dos que ganhavam mais de dois salários 

mínimos (naquele ano, eles eram 19%, ao passo que hoje representam 14,7%). 

O fenômeno contrasta com a injeção de dinheiro observada recentemente no futebol do 

país, especialmente no ano passado. 

Em 1999, o Flamengo firmou contrato com a ISL pelo qual receberá cerca de R$ 145 

milhões em 15 anos (a maior parte para o futebol), enquanto o Corinthians fechou 

acordo com o HMTF recebendo aproximadamente R$ 55 milhões por dez anos. 

Cruzeiro, Grêmio, Santos e Atlético-MG também acertaram recentemente parcerias 

milionárias com multinacionais. 

A CBF fechou, em 1996, contrato com a Nike para receber US$ 160 milhões (cerca de 

R$ 285 milhões) em dez anos.  

Enquanto no Everest, um pequeno clube do Rio, todos os atletas recebem um salário 

mínimo, craques como o meia Rincón, contratado recentemente pelo Santos, ganham 

R$ 250 mil todo mês. Em dois, anos, período do contrato, o colombiano _que teve o 

salário indexado ao dólar, pela cotação fixa de R$ 1,80_ receberá R$ 6 milhões, entre 

salários e aluguel do passe. 

O vascaíno Edmundo é outro exemplo dessa casta. O atacante está recebendo, 

atualmente, cerca de US$ 8 mil (R$ 14,2 mil) por dia. No total, Edmundo recebe cerca 

de US$ 240 mil (R$ 427 mil) mensais.” 

Toda essa deformação vem trazendo conseqüências negativas para o futebol brasileiro. As perguntas 

que nos fizemos durante um certo tempo foram: onde está a origem do problema? E o que pode ser feito para 

estudar a situação e encontrar uma saída para a reorganização do futebol brasileiro? Por que não uma CPI – 

uma Comissão Parlamentar de Inquérito?   

POR QUE UMA CPI PARA INVESTIGAR O FUTEBOL? 

A CPI para apurar a regularidade do contrato CBF-Nike foi requerida em 11 de março de 1999. E foi 

instalada em 17 de outubro de 2000, dezenove meses depois. Esse intervalo de quase dois anos é revelador 

das imensas resistências que se antepuseram  à sua criação. Também durante sua vigência a CPI encontrou 

dificuldades e obstáculos de variados tipos às suas investigações. E atuou  ameaçada de ter seus trabalhos 

encerrados a qualquer momento. Seu fim prematuro foi anunciado inúmeras vezes pela imprensa. Encerrou-se 

2

após oito meses. Fez as investigações  que cabia fazer. E deixou para a sociedade novos elementos que podem 

contribuir para o aperfeiçoamento do esporte nacional.  

 OS SINAIS DA CRISE 

Por volta de  1993 a  Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, começou a chamar mais a atenção 

da opinião pública pelas suspeitas de irregularidades na sua administração do que pelas façanhas da seleção 

canarinho.  O empresário Edson Arantes do Nascimento, o Pelé,  veio a público para denunciar que sua 

empresa de intermediação de patrocínios e de negócios de direitos de imagem televisivos na área esportiva, a 

Pelé Sports, havia sido vítima de uma tentativa de chantagem. A Pelé Sports tentava comprar junto à CBF os 

direitos de transmissão de imagem do Campeonato Brasileiro de 1994. Ofereceu  5 milhões de dólares por 

esses direitos. Pelé acusou o então diretor financeiro da CBF, José Carlos Salim, de exigir uma propina de um 

milhão de dólares, depositados num Banco da Suíça, para fechar o contrato.  Pelé recusou-se a pagar e 

denunciou o fato à imprensa. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, processou Pelé. Denúncias mútuas,  

agressões verbais, represálias, iriam se suceder durante os últimos sete anos. 

Essa polêmica revelou que nos bastidores do futebol nacional se desenrolava uma concorrência feroz 

entre empresas de intermediação de negócios publicitários na área esportiva, envolvendo também emissoras 

de TV e grandes clubes de futebol agrupados no “Clube dos Treze”. A empresa Traffic Assessoria e 

Comunicação, do ex-jornalista esportivo José Hawilla, saíra na frente e levava vantagem. Conseguira firmar 

contratos de exclusividade para intermediação de certos direitos da CBF. Vantagem que havia de se tornar 

virtual monopólio a partir das denúncias de Pelé, já que, desde então, a Pelé Sports seria praticamente banida 

de negócios no Brasil durante a década dos 90. A luta comercial estendeu-se até à retaliação pessoal contra 

Pelé. Como no episódio em que João Havelange, então presidente da FIFA, solidário com seu então genro e 

sócio, Ricardo Teixeira, alijou Pelé, a maior celebridade do universo do futebol,  das cerimônias oficiais de 

abertura da Copa do Mundo de 1994.  

A CBF anunciava com desenvoltura seu sucesso em negócios que envolviam grandes números,  

milhões de dólares. Dessa dança dos milhões o que a torcida mais percebia eram: 1) a partida em massa dos 

nossos melhores jogadores para irem jogar no Exterior; 2) os grandes lucros das empresas de marketing 

esportivo, os sinais de rápido enriquecimento de empresários,  agentes de jogadores, de dirigentes.    

O episódio mais significativo dessa euforia empresarial deu-se em meados de 1996 com  a assinatura de um 

contrato  entre a CBF e a multinacional Nike de material esportivo. Trata-se de um contrato de patrocínio e 

apoio, entre a empresa Nike Europe B.V.,  e a Confederação Brasileira de Futebol, intermediado pela Traffic 

Assessoria e Comunicações. Por este contrato, a Nike tornou-se co-patrocinadora da CBF, junto com a Coca

Cola, para o uso da imagem da seleção brasileira de futebol, além de  patrocinadora  e fornecedora exclusiva 

de material esportivo da CBF. 

A outra face da moeda: o episódio mais frustrante deu-se em 1998,  com a derrota da seleção 

brasileira na final da Copa do  Mundo,  para a França. A maneira como nossa seleção se comportou na 

maioria dos jogos, e como foi derrotada,  levantou a indignação contra os métodos usados na seleção e sobre 

os critérios de administração da CBF. A Nação torcedora teve o vislumbre de que  os dirigentes da CBF 

estavam por demais ocupados com grandes negócios. Para eles, o futebol era o que menos importava.   

O jornalista Juca Kfouri, então na Folha de S. Paulo, ousou fazer as perguntas cabíveis.  A   

onipresença da Nike em todos os momentos da vida da seleção tornou-se o alvo principal das críticas. Que 

significava essa interferência que ia  desde a convocação, escalação, programação de eventos que obrigava a 

suspensão de treinamentos, que escolhia de adversários, inclusive data e local? Em que medida a interferência 

da Nike na seleção brasileira influenciara no insucesso do time brasileiro?   A suspeita de que  a CBF havia 

cedido o controle sobre a seleção brasileira à  Nike não parava de crescer,  embora  ainda não fossem   

conhecidas as  cláusulas  do contrato. 

A criação da CPI se efetivou em 16 de outubro de 2000, dezenove meses mais tarde e só depois que 

novos incidentes escandalizaram ainda mais a opinião pública. Indicações adicionais da interferência da Nike 

na seleção se evidenciaram no episódio dos dois jogos na Austrália em que Wanderley Luxemburgo recusou

se a escalar Ronaldo (ele só podia jogar um, devido às obrigações de contrato com o Inter de Milão). O 

treinador alegou que isso prejudicaria a preparação da seleção para a Olimpíada. A Nike queria que Ronaldo 

jogasse, pelo menos, um jogo porque assumira no contrato com a Federação Australiana a escalação 

obrigatória de Ronaldo. Como isso não ocorreu, os jogos foram realizados com portões abertos. A Nike 

perdeu a arrecadação. E depois descontou do que tinha de pagar à CBF.  

3

O CONTRATO ENTRE A  CBF, A NIKE E A TRAFFIC 

O contrato da CBF com a Nike  foi firmado em 1996, com prazo de dez anos. Valor de 160 milhões 

de dólares em dinheiro, mais 150 milhões de dólares em “marketing esportivo” a ser realizado pela Nike, mais 

10 milhões para pagamento à Umbro, de multa pela rescisão de contrato, mais 5 milhões em material 

esportivo a ser fornecido à CBF, e mais 1 milhão de dólares para fornecer veículos de transporte às 

delegações da CBF em qualquer parte do mundo durante a vigência do contrato. Total: 326 milhões de 

dólares. E tem mais: uma previsão de pagar 43 milhões de dólares por uma prorrogação do contrato por mais 

quatro anos, chegando a um total de 369 milhões de dólares, por 14 anos de contrato. Pelos primeiros dez 

anos, efetivamente, entrarão nos cofres da entidade, em dinheiro, somente os 160 milhões de dólares.  

O contrato coloca à disposição da Nike não só a seleção de futebol principal, mas também as 

seleções sub-17 e sub-20 e a seleção feminina de futebol. 

Destacam-se no contrato cláusulas que têm sido consideradas excessivas em termos de predominância dos 

interesses da Nike sobre os da CBF, resultando prejudiciais ao futebol brasileiro, como se pode  ver 

detalhamento a seguir. Duas cláusulas surpreenderam a opinião pública por influenciarem diretamente a vida 

da seleção Brasileira de Futebol:  

1. aquela em que a CBF se obriga a escalar  os oito principais jogadores sob um critério não definido, 

mas que pode ser o da Nike;  

2. e a cláusula em que a CBF cede à Nike a primazia de  definir os adversários e os locais de 50  

jogos amistosos durante dez anos. Além disso, a CBF não pode marcar jogos nos Estados Unidos,  Japão, 

Coréia e em qualquer país da Europa se a Nike já houver marcado jogos nesses locais nesse mesmo ano.  

Pressionado pelas críticas, o presidente da CBF,  Ricardo Teixeira,  recuou.   Nike e CBF repactuaram alguns 

pontos do contrato, o número de “ jogos Nike” foi reduzido. E também reduzido o valor do contrato em 14 

milhões de dólares.  

CONTRATO CBF-NIKE, ANÁLISE DETALHADA 

O contrato CBF-Nike trata de patrocínio e apoio, firmado em meados de  1996, entre a empresa Nike 

Europe B.V., a Confederação Brasileira de Futebol e a Traffic Assessoria e Comunicações. Por este contrato, 

a Nike tornou-se co-patrocinadora da CBF, junto com a Coca-Cola, além de  patrocinadora  e fornecedora 

exclusiva da CBF de bolas, caneleiras, calçados e outros produtos fabricados e comercializados pela Nike.  

Regula detalhadamente  o uso do  chamado Kit da Nike pela CBF, ou seja,  pelos jogadores, pelos gandulas, 

pelos integrantes da equipe técnica, pelos mascotes e por toda a periferia da seleção. O contrato simplesmente 

assegura a onipresença da marca. Todos são obrigados a facilitar e até mesmo priorizar de todas as maneiras a 

exposição da marca Nike.   Além disso, o logotipo e a marca devem estar nos pôsteres, publicações e papel 

timbrado  da CBF,  nas placas de campo,  nos escritórios da entidade desportiva, nos veículos usados para 

transporte da seleção – tudo de forma muito visível, muito clara, muito promocional. 

O contrato ainda prevê que, durante sua vigência, a seleção masculina ficará  à disposição da Nike 

para um mínimo de  50 jogos ou exibições internacionais, a serem organizadas sob a responsabilidade da 

empresa, com direitos exclusivos de comercialização, patrocínio e licenciamento, inclusive no que se refere à 

transmissão de imagens. A Nike tornou-se também  co-patrocinadora de escolas, clínicas e quaisquer 

programas juvenis de futebol diretamente operados pela CBF. 

O CONTRATO COLIDE COM OS INTERESSES DO FUTEBOL BRASILEIRO 

À luz da legislação desportiva o contrato colide, com os princípios da qualidade, que se refere à 

valorização dos resultados desportivos educativos e dos relacionados à cidadania e ao desenvolvimento físico 

e moral, e da eficiência, obtido por meio da competência desportiva  e administrativa, conforme consta do art. 

2º, IX e XII, da Lei Pelé.  Em outras palavras, cabe questionar se e de que forma o contrato CBF-Nike  

subordina o resultado desportivo (em seu sentido mais amplo) aos interesses do capital e aos princípios do 

marketing. 

O contrato foi firmado entre entidades de natureza privada em um país estrangeiro, em local não 

declarado pela partes, traz profundas conseqüências para o nosso país, a começar pelo fato de envolver a 

nossa seleção. A associação de sua imagem a de uma empresa privada de material esportivo certamente 

implica na exploração comercial do sentimento de uma população. Traz grandes vantagens comerciais para a 

empresa.  

4

Sob o ponto de vista jurídico formal, chama a atenção que não haja a indicação do local onde o 

contrato foi celebrado, crítica que se mantém mesmo tendo  Ricardo Teixeira, em depoimento do dia 

10/04/2001 à CPI, afirmado que o pacto foi estabelecido em Nova York e que lá, nos Estado Unidos, é 

irrelevante a indicação, no instrumento formal, do local em que foi assinado. Assim, também, não há 

assinaturas de testemunhas, as firmas não estão reconhecidas, não foi submetido a registro nos órgãos 

competentes, os anexos não acompanham a cópia da tradução juramentada. Neste ponto, vale ressaltar que a 

tradutora pública fez constar que a tradução se deu a partir de uma cópia reprográfica do original em inglês. 

O contrato envolve, em verdade, três partes, quais sejam a CBF, a Traffic e A Nike Europe. O 

contrato foi chancelado pela Nike, Inc – matriz norte-americana.  A Nike Europe, por sua vez, é uma empresa 

sediada na Holanda, podendo configurar-se como empresa não-residente para fins fiscais (“offshore”), já que 

a legislação daquele país oferece a possibilidade de isenção tributária. 

No contrato, a Traffic é mais do que simples intermediária, constituindo-se em verdadeira parte, o 

que pode ser depreendido a partir do fato de que, como inscrito, “...é titular de certas marcas registradas e 

outros Direitos de Propriedade pertencentes à CBF, cujo direito a Nike deseja obter”. O próprio representante 

da Nike,  confirmou, instado pelo Deputado Aldo Rebelo, que “...a Traffic é detentora de direitos legais da 

CBF. Então...(...)...nós não podemos assinar um contrato com a CBF, uma vez que nós estamos interessados 

em adquirir direitos que são da Traffic. Então, ela tem que fazer parte do contrato.” 

A NIKE É A PARTE PRIVILEGIADA  

Em seu depoimento à CPI Ricardo Teixeira foi contestado por três aspectos da formalização do 

contrato: 

1) por não haver no contrato indicação do local onde foi firmado. Ele disse que foi em Nova Iorque, 

mas que nos Estados Unidos isso é comum, não tem importância. No que foi contestado pelo deputado Sílvio 

Torres, dizendo que esse é um contrato de interesse do Brasil;  

2) Enquanto do lado da Nike assinaram quatro diretores, do lado da CBF o presidente da CBF 

assinou sozinho, refletindo a falta de democracia e de transparência nas decisões da entidade; 

3) Na elaboração do contrato havia três  advogados representando a Nike. E não havia nenhum 

advogado representando a CBF, o que, evidentemente, pode ter favorecido os interesses da multinacional. É o 

que se verá em seguida: 

Quanto às cláusulas operacionais do contrato, devemos registrar que as de nºs 2.1, 2.2, 2.3 e 4.5 

traduzem uma exclusividade desmedida do uso dos direitos adquiridos em razão do contrato, aliás, 

exclusividade oponível em qualquer parte do mundo, sendo que a 2.2, “a”, V, traduz um objeto contratual de 

certo modo ilimitado. A expressão “em todas as atividades da CBF” na cláusula 5, “i”, demonstra novamente 

a larga extensão do objeto do contrato concedido em favor da Nike.  

 A cláusula 2.7 estabelece que  “CBF e a Traffic concordam que os direitos e benefícios concedidos à 

Nike, por meio deste Contrato, serão também estendidos a cada e a todos os membros do Grupo Nike, e que 

cada uma das obrigações da Nike, assumidas de acordo com este Contrato, pode, a critério exclusivo da Nike

, 

ser cumprida por quaisquer dos membro do Grupo Nike, desde que esse cumprimento não iniba ou restrinja a 

responsabilidade da Nike por suas obrigações...” [Grifo nosso.] 

Por esta cláusula contratual a CBF possibilita que qualquer participante do “grupo Nike”, seja lá 

onde for e seja lá com que função, tome a frente de sabe-se lá que sorte de providências e usufrua da imagem 

da seleção para fins não determináveis (confecção de fotos, vídeos, filmes, camisetas, material esportivo, 

álbuns, objetos de toda natureza com a imagem da seleção), mesmo em padrões não espeficificados no 

contrato, porquanto a CBF não teria e não tem condições de fiscalizar todo o “grupo Nike” mundo afora.   

A CBF se compromete, nesta cláusula, a aceitar a atuação de entidades do grupo Nike, sem saber 

exatamente qual e em que parte do mundo, sujeitando-se ao alvitre exclusivo da empresa. 

Sobre a cláusula 4.1 devemos observar que os preços por atacado da Nike para o Brasil, ali insertos, 

e que servem de referência para a aferição dos valores negociais, ficam, exclusivamente, ao alvitre da Nike, 

sem qualquer garantia de controle e aferição pela CBF. 

A CBF também estaria prejudicada pela cláusula 4.6, à medida que a Nike não poderia ser 

responsabilizada nem pelo atraso e tampouco pela não entrega dos produtos. Em complemento, a cláusula 4.7 

inibe os direitos da CBF ao não estabelecer um prazo certo para uma obrigação da Nike. 

Da cláusula 4.9 depreendemos que nem a própria Nike confia tanto assim na qualidade dos seus 

produtos, porquanto se escusa em ter responsabilidade em acidentes ou danos sofridos pelos atletas da seleção 

pelo uso de tais produtos, de forma a afrontar o nosso ordenamento jurídico, já que clausula contratual não  

5

pode excluir a responsabilidade legal a ser aferida caso a caso (art. 12, 18, 23, 24 e principalmente o art. 25 do 

Código de Defesa do Consumidor – Lei n.º 8.078, de 11.9.90). A este propósito, a simples assinatura de um 

termo de responsabilidade pelo atleta não elide a responsabilidade da empresa frente ao mesmo estatuto legal. 

A cláusula 6.2  suprime a liberdade de a CBF administrar os seus interesses. 

A alínea “a” da clausula 8.2, por sua vez, procura, de maneira inadequada e indevida, superar os 

limites que envolvem as partes pactuantes (CBF-Traffic-Nike) para estabelecer obrigações aos jogadores: 

“cada Membro do Time cooperará com a Nike e dará à Nike todas as facilidades, dentro do razoável 

(inclusive o uso da marca e do logotipo da Nike nos itens do Kit da Nike e de outros Produtos Nike), 

conforme a Nike exigir, de tempos em tempos, para a obtenção e publicação de fotografias, vídeos e outros 

materiais de marketing ou promocionais e para outras atividades patrocinadas pela Nike e relacionadas com a 

CBF;” 

Da mesma forma, tal raciocínio volta a aparecer na cláusula 8.14, pela qual a CBF assume o 

compromisso de envidar todos os seus esforços  

“para fazer com que os Membros do Time-A Masculino estejam disponíveis, assim como os outros Membros 

do Time para aparecerem nos eventos promocionais conduzidos pela Nike e facilitará esse comparecimento. 

A Nike pagará todas as despesas incorridas por esses Membros do Time, dentro do razoável, relacionadas 

com esses comparecimentos.” 

Assim, em função destas cláusulas a CBF, de acordo com o art. 929 do Código Civil Brasileiro1, 

poderia ser chamada a indenizar a Nike ao prometer algo em nome de outrem que pode se recusar a cumprir o 

acordo de que não fez parte. O constrangimento indevido provocado por esta cláusula pode ser verificado por 

ocasião dos preparativos para a Copa de 1998, quando foi noticiado que o jogador Dunga, de maneira bastante 

justa, havia apontado o inconveniente em interromper-se o treino dos jogadores para a realização de uma festa 

promocional para a Nike.  

Isso demonstra como a CBF poderia ter exigido uma redação mais favorável do contrato e não 

sujeitar-se, inclusive em nome alheio, às condições estabelecidas pela sua patrocinadora. Em conseqüência, 

mesmo quando os atletas são chamados a assinar documento assumindo o compromisso de não oposição às 

exigências comerciais assumidas pela CBF, há a possibilidade de controle judicial pela evidente 

desvinculação com a prática esportiva. 

INGERÊNCIA DA NIKE 

E a ingerência inaceitável da Nike na administração da CBF continua quando, nesta mesma cláusula 

8.4 as alíneas “b” e “c” estabelecem, a primeira, que a Nike é a responsável pela organização dos jogos e 

“pelo fornecimento de outros times que irão competir nesses jogos” e, a segunda que estabelece a obrigatória 

presença de pelo menos oito dos principais jogadores do Time-A  para atuarem em cada um desses jogos. 

Mais ainda, adiante, na alínea “d”, a CBF fica impedida de participar, durante o contrato, de 

“quaisquer jogos amistosos ou de exibição, que não sejam os 50 (cinqüenta) jogos a serem organizados pela 

Nike e mencionados acima.” Sobre este ponto, devemos lembrar que  Ricardo Teixeira no depoimento 

prestado a esta CPI reconheceu que cometeu um erro ao assumir a possibilidade de realizar tantos amistosos, 

o que levou, inclusive, a uma revisão contratual que, ao diminuir o número dos amistosos, também reduziu 

em cerca de catorze milhões de dólares o valor do contrato em detrimento da CBF.  

Pela cláusula 8.16, a CBF se compromete a ceder áreas, dentro das suas dependências 

administrativas, para que a Nike possa comercializar seus produtos, através de uma “Loja com Conceito 

Nike”. E, mais, a Nike exige que tal loja seja localizada próxima ao Museu, de forma que “todos os visitantes 

do museu passem através da Loja com conceito Nike quando saírem do museu.” 

E a CBF, como se não fosse suficiente, dá ainda mais demonstrações de  má gestão negocial ao 

assumir, na cláusula 8.18, de maneira abusiva, o compromisso de disponibilizar para uso da Nike, livre de 

quaisquer despesas, todas as filmagens que tenha em seu poder dos jogos da seleção, até mesmo daqueles 

jogos realizados antes da assinatura do contrato. 

A propósito da remuneração da CBF (cento e sessenta milhões de dólares americanos, na versão 

original do contrato), devemos ressaltar que ela ainda é menor do que a declarada, uma vez que, na alínea “b”, 

da cláusula 11.1, é estabelecido que o valor deverá ser partilhado com a Traffic (5 por cento). 

1 “Art. 929. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o não 

executar.” 

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DESRESPEITO À JUSTIÇA BRASILEIRA 

Outra cláusula que chama a atenção é a 18.2, mais especificamente a alínea “g”,  pela qual fica 

evidente que a Nike, com anuência da CBF, coloca o contrato acima até mesmo das disposições legais, 

mesmo de ordem pública, a demonstrar que a regra número um do contrato, ou melhor ainda, a essência do 

contrato é basicamente voltada para o lucro que a empresa vislumbra ao aproveitar-se da imagem da seleção. 

Assim a empresa se julga no direito de “cancelar” unilateralmente o contrato, se por exemplo: “g) qualquer 

lei, regra, regulamento ou decisão judicial resultar em uma redução material do valor dos direitos e benefícios 

concedidos à Nike, de acordo com este Contrato.” 

O desrespeito ao nosso ordenamento – e assim cremos que constituiria desrespeito a qualquer 

ordenamento jurídico contemporâneo -, se torna ainda mais evidentemente expresso na alínea “m”, que se põe 

acima das decisões judiciais de qualquer natureza que “proíbam quaisquer das partes contratantes deste 

Contrato, de cumprir, totalmente, as suas obrigações...”. 

A alínea “n”, por seu turno, pretende tornar a Nike livre de qualquer responsabilidade tributária 

contrariando a nossa Constituição e a nossa legislação infraconstitucional, podendo haver a configuração, até 

mesmo do crime previsto no art. 2º, II, da Lei n.º 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Assim a Nike poderia 

cancelar o contrato caso viesse a “receber uma notificação de qualquer autoridade fiscal, em qualquer parte do 

mundo, avisando que a Nike precisa reter ou que deveria ter retido impostos sobre quaisquer dos pagamentos 

exigidos de acordo com este contrato.” 

Sobre o teor destas cláusulas e os perigos que elas embutem, o representante da empresa, em 

depoimento à esta CPI,  Ingo Ostrovsky, considerou que se tratava tão-somente de proteger os interesses da 

empresa, isto é, “...essa é uma cláusula de proteção. É...nós não estamos nessa cláusula dizendo que qualquer 

decisão judicial ou fiscal deixará de ser cumprida. O que nós estamos dizendo é que, se houver uma decisão 

judicial que implique em diminuição dos direitos que nós adquirimos da CBF, nós temos o direito de rescindir 

o contrato.” 

Nesta mesma toada se pronunciou o senhor Amadeu Aguiar Júnior, outro representante da Nike, 

quando lhe oferecemos um fato concreto: há uma autuação fiscal da Receita Federal para que a CBF recolha 

os impostos devidos não só sobre os cento e sessenta milhões de dólares mas também sobre os dez milhões 

pagos a Umbro. Confrontado sobre a eventual determinação da autoridade administrativa no sentido do 

obrigatório recolhimento do imposto devido, houve o reconhecimento de que uma decisão desta natureza 

poderia configurar uma daquelas hipóteses contratuais de rescisão do contrato por deliberação da Nike. 

Por fim, a supremacia indubitável da Nike sobre a CBF se faz também clara na cláusula 22, pela qual 

a primeira pode escolher o foro ao seu bel-prazer inclusive onde houver “propriedades intangíveis” da CBF 

ou da Traffic. Mas, para ser demandada, exige como foro a cidade de Zurique, na Suíça. Posteriormente, não 

se sabe a razão, foi realizado um aditamento, firmado em 28 de março de 2000, pela qual o foro para o 

deslinde de questões referentes ao contrato passou a ser o do Rio de Janeiro. 

Entretanto, a alteração contratual firmada no dia 3 de abril de 2000 modificou a cláusula 2.4 da 

versão original, tornando exclusivo o direito da Nike de “utilizar e sublicenciar o uso dos Direitos de 

Propriedade e Imagens dos Atletas”. E acrescentou que depois de deduzidas as despesas administrativas da 

Nike (vinte por cento da receita bruta) e comissões, haveria o compartilhamento, em cinqüenta por cento, do 

que fosse auferido com a utilização dos direitos outorgados. 

Na alínea “b” da cláusula terceira deste adendo, acrescenta-se um novo item - 2.8 -, na cláusula dois 

do contrato original, definindo o termo “prêmios” a serem distribuídos pela Nike que deterá o direito 

exclusivo de estabelecer os termos e condições. Mais uma vez, a CBF e a Traffic anuem, cedem 

expressamente a exclusividade de determinação em favor da Nike. 

Outro adendo, datado de 6 de abril de 2000, define, através de  fórmulas matemáticas, uma nova 

reformulação financeira no contrato, a partir de metas que foram redefinidas, observando, é claro, como é 

freqüente neste contrato, uma redução de remuneração em desfavor da CBF. 

AÇÃO CIVIL EM DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO 

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Enfim, a Nike ditou o contrato e a CBF, muito mal representando os interesses da nossa seleção e 

assim do povo brasileiro, aceitou de olhos fechados os seus termos, condições, imposições e, principalmente, 

sua remuneração. 

Isto posto, temos como certa a utilização da ação civil pública por dois fundamentos legais: o primeiro por ser 

o esporte patrimônio cultural em relação ao qual há interesses difusos manifestos e protegíveis pelo Estado 

(art. 1º, IV, da Lei 7.347, de 24.07.85). O segundo fundamento está justamente na aplicação do Código de 

Defesa do Consumidor, à medida que o contrato CBF (TRAFFIC) – Nike excede os interesses das partes 

contratantes para atingir os torcedores-consumidores dos produtos esportivos desta última empresa, levados 

pela associação da marca com a seleção Brasileira  

Várias cláusulas do contrato CBF (Traffic ) – Nike, ofendem o art. 51, bem como o inciso V do art. 

6o do Código de Defesa do Consumidor, entre outras. 

DEPOIMENTO DOS REPRESENTANTES DA NIKE 

Em depoimento à CPI  Ostrovsky afirmou que o contrato envolve US$ 369 milhões: são US$ 160 

milhões por dez anos de contrato, divididos de acordo com um cronograma estipulado, mais US$ 10 milhões 

para pagar a empresa Umbro pela rescisão do seu contrato com a CBF, mais cerca de US$ 5 milhões em 

materiais esportivos, além de US$ 150 milhões de investimentos em marketing e, por fim, US$ 1 milhão para 

custear equipamentos de transporte para a seleção Brasileira. O contrato prevê ainda uma possibilidade de 

renovação por um mínimo de quatro anos, prevendo, para isso, US$ 43 milhões.   

Como a CBF pode controlar essas despesas, particularmente aqueles US$ 150 milhões de 

investimento em marketing? E esse investimento favorece efetivamente a quem? Ao futebol brasileiro ou à 

multinacional Nike? Os depoimentos dos representantes da Nike ajudaram a lançar luz sobre esses  fatos.   

“O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - Muito bem. Esse dinheiro previsto em 

contrato, que é previsto para investimentos em marketing, qual é o tipo de 

investimento, que o contrato não diz, deixa em aberto,  mas nós queremos saber qual o 

tipo de investimento que esses recursos cobrem e quanto desses recursos já foram 

investidos. E em que já foram investidos até agora? E quem decide pelos investimentos 

de 150 milhões de dólares, é a Nike com a CBF ou os dois em conjunto? Ou a Traffic 

também participa? 

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Sr. Relator, esses 150 milhões de 

dólares são gastos ou serão gastos ao longo de dez anos em atividades de marketing, 

de publicidade, de divulgação, de promoção, de exposição da seleção Brasileira em 

todo o mundo. São atividades que incluem filmes, publicidade, materiais de 

publicidade, pôsteres, campanhas publicitárias, campanhas de rua em várias partes do 

mundo, enfim, campanhas de marketing — acho que o nome geral é esse. Nós estamos 

atualmente quase no meio do contrato, já passamos quatro anos do contrato e, até o 

momento, nós investimos cerca de 50 milhões de dólares. Eu gostaria aqui de fazer 

uma pequena observação: quando se olha o tamanho do contrato da Nike com a CBF, 

esse contrato ele inclui, excelência, três Copas do Mundo — a  Copa de 98, a Copa de 

2002 e a Copa de 2006. Durante... no ano de realização da Copa do Mundo é que são 

feitos os maiores investimentos em marketing em torno da seleção, uma vez que, 

evidentemente, a Copa do Mundo dá uma exposição global à seleção e a nossa marca. 

Portanto, nós passamos apenas uma dessas três copas, até agora, e já gastamos 50 

milhões, por volta de 50 milhões. Respondendo também a sua última questão, 

excelência, esses gastos são decididos pela Nike e em consulta com a CBF. 

O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - Não há uma prestação de contas? É um 

contrato bilateral. Nesse contrato consta um investimento de 150 milhões de dólares, 

que é um investimento, apesar de abranger três Copas do Mundo, é um investimento 

razoável. E imagina-se que ao constar uma cláusula contratual de investimento dessa 

natureza, imagina-se que seria em benefício de ambas as partes. Então, eu queria 

saber, primeiro, se isso... se quem decide é a Nike, efetivamente, se ela consulta a CBF, 

como o senhor disse, mas quem presta... a Nike decide, paga e presta contas, tem uma 

prestação de contas desses valores? 

8

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Excelência, a Nike decide fazer o 

investimento de marketing, ela faz o investimento de marketing, evidentemente que é a 

companhia que arca com todas as despesas desse investimento,  e ela comunica à CBF 

aonde foi gasto o dinheiro, aonde foi investido, aonde foi feito esse investimento de 

marketing. 

O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - De que forma é feita essa comunicação? É o 

senhor quem faz a comunicação, como o representante do contrato no Brasil? 

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Não, excelência. 

O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - Como é feito? 

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Não passa, não sou eu a pessoa 

que faz essa prestação de contas. Eu não tenho informações sobre como exatamente 

ela é feita, mas ela é feita. 

O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - Mas se o senhor que é o representante da 

empresa  no Brasil, responsável pelo desempenho de um contrato de um valor de 150 

milhões de dólares, o senhor disse que não sabe como é feito? O senhor não acha que 

isso é uma informação truncada? 

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Excelência, o que eu ... 

O  SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - O que o senhor administra, então, além disso? 

O SR. REYNALDO OSTROVSKY (Ingo Ostrovsky) - Excelência, o que eu estou dizendo 

é que eu não tenho informações se essa é uma prestação de contas anual, se essa é 

uma prestação de contas que é feita na medida em que os eventos de marketing são 

criados e realizados, eu não tenho essa informação no momento não. 

O SR. DEPUTADO SILVIO TORRES - Gostaria que o senhor perguntasse ao seu 

assistente pra saber se ele tem condições de dar essa informação que o senhor não tem 

condições. 

O SR. AMADEU AGUIAR JÚNIOR - Muito obrigado pela palavra. A Nike, como 

falado pelo Ingo, ela executa campanhas de marketing periódicas, concentradas ao 

redor das Copas do Mundo, que são os três eventos mais importantes cobertos por esse 

contrato. A maioria desses investimentos, como o contrato é feito também pela 

empresa Nike Europa, são coordenados por essa entidade. Essa entidade decide a 

forma da campanha, o tema da campanha, comunica isso à CBF, através do seu 

escritório no Brasil, representado pela Nike do Brasil, que discute com a CBF a forma 

que essa campanha vai ser executada. A prestação de conta é feita diretamente pela 

Nike Europe à CBF. Eu tenho comigo um resumo que demonstra as campanhas 

principais que foram feitas até agora. Possa mencionar, com relação à Copa de 1998, 

o investimento total de aproximadamente 41 milhões e 600 mil dólares num filme de 

publicidade veiculado no mundo todo chamado Aeroporto, inclusive foi mostrado em 

TV aberta no Brasil. E diversos outros eventos.   

Em 17 de maio de 2001 a CPI recebeu a documentação prometida pela Nike. Refere-se a campanhas 

publicitárias realizadas entre junho de 1997 e julho de 1998. Anúncios em  TV e jornais, voltados para a Copa 

do Mundo de 98. Um único anúncio de TV intitulado “Aeroporto”, divulgado mundialmente pela TV, custou 

US$ 41,624 milhões. Mais US$ 5 milhões foram gastos em outros anúncios em TV, outdoors, revistas e 

jornais, tendo quase sempre o jogador Ronaldo, contratado da multinacional, como protagonista, e a Copa de 

98 como tema. A marca Nike e Ronaldo rodaram o mundo nas asas dos comerciais de TV por conta do 

contrato com a CBF. Resta saber em que essa publicidade  beneficiou a seleção brasileira de futebol e a 

própria CBF.   

Resumindo: essas informações e o depoimento de um dos representantes da Nike, reforçaram o ponto 

de vista da CPI de que os US$150 milhões  destinados a atividades de marketing (publicidade, divulgação, 

promoção e exposição da seleção em todo o mundo), são aplicados única e exclusivamente à vontade desta, 

que apenas “comunica”, segundo se expressou, à CBF “onde foi gasto o dinheiro, onde foi investido, onde foi 

feito esse investimento de marketing.” Entretanto, Ostrovski não sabia informar como esta comunicação se 

dava, isto é, “...não sou eu a pessoa que faz essa prestação de contas. Eu não tenho informações sobre como 

exatamente ela é feita, mas ela é feita.”     

9

COPA DO MUNDO DE 98: A ESCALAÇÃO DE RONALDO NA FINAL 

A CPI também conseguiu descortinar novos cenários para o nebuloso episódio da escalação de 

Ronaldo na final da Copa 98. A crise  "convulsiva" de Ronaldo, o principal jogador do time, maior ídolo 

mundial do futebol, sete horas antes da final da Copa, certamente foi um acontecimento estarrecedor, uma 

bomba. Milhões de dólares estavam envolvidos no acontecimento supremo do futebol. Boa parte deles 

investidos no prestígio e na imagem de Ronaldo, um espetáculo da mídia e, em particular, da Nike. O 

incidente certamente colocou em grande confusão a concentração do Brasil.   

Foi um problema  grave de saúde?  César Sampaio teve de destravar a língua do colega (como se faz 

em casos de epilepsia e outras convulsões), isso não é fábula, vários jogadores foram testemunhas. Do ponto 

de vista médico, foi um acontecimento de gravidade. 

As estranhezas começam aqui: o melhor jogador do mundo sofre de um mal súbito, e o treinador, o 

líder da Comissão Técnica, o centralizador, o mesmo que afirma categoricamente que é ele quem decide tudo 

na seleção, Zagallo, não é avisado?  

Ronaldo passou mal entre 14 e 15 horas. Zagallo disse que ouviu uma algazarra, mas supôs que fosse a 

torcida francesa do lado de fora da concentração.  Estava vendo vídeo de um jogo, e depois dormiu até 17 

horas, e só foi avisado três horas depois do fato. É o que ele afirma em seu depoimento: 

“O SR. MÁRIO JORGE LOBO ZAGALLO - Bem,  na véspera do jogo, a torcida 

francesa, ela se localizou na porta da concentração e fez uma... uma algazarra, e foi 

comunicado, a Polícia veio e retirou a torcida, que estava perturbando. Isso na 

véspera, à noite. No dia que aconteceu o problema do Ronaldo, nós tínhamos 

almoçado, cada um foi para os seus quartos, e eu fui para o meu justamente ver um 

tape de França e Croácia, que foi o jogo que a França jogou, para analisar sozinho, 

sossegado, tranqüilo, pra ver o plano tático, o que  ia ser feito diante do jogo da 

França.  

E, de fato, quando eu estava vendo a televisão, eu escutei uma gritaria, sim, mas pensei 

que fosse perturbação dos próprios franceses, dia do jogo, tiveram na véspera, e eu 

pensei que fosse também. Não dei bola. Acabei de ver o meu, o tape, dormi. E, cinco 

horas da tarde, eu saí tranqüilo, foi quando eu soube do fato que ocorreu, que o 

Ronaldo tinha tido um estresse, um estresse emocional, uma convulsão. Somente às 

cinco horas da tarde, foi que eu, de fato, fui comunicado”.   

Primeiro questionamento: nos outros depoimentos ninguém confirmou que tivesse havido algazarra 

da torcida francesa. E mais: da rua ao interior da concentração há uma distância grande, os ruídos externos 

não chegam lá.   

Segundo questionamento: Dr. Lídio Toledo tem versão diferente. Sua versão: Ronaldo passa mal 

após as 14 horas, depois do almoço. A concentração entra em alvoroço. Os colegas assustados temem pela sua 

saúde. Os médicos acorrem. A crise já passou. Estranhamente, não fazem nenhum exame, não dão nenhum 

remédio (Por que? Por que, desde o início, pensavam na possibilidade de Ronaldo jogar, apesar da  

"convulsão?) Limitam-se a vigiar seu " sono". Dr. Lídio diz que limpou a saliva que escorrera da boca do 

atleta e ficou  apenas dois minutos a seu lado, chamou seu auxiliar Wilson da Mata e saiu, porque tinha de 

cuidar do lanche dos outros atletas (isso era mais importante que cuidar de Ronaldo?) E foi avisar o 

Supervisor Américo de Faria. Em seguida, (20 a 30 minutos depois?), avisa Zagallo.  

Zagallo foi avisado três horas depois, ou 20 a 30 minutos depois? Por que Zagallo insiste nessa linha 

de "distanciamento" do problema?  Ele, o centralizador, quer dizer que aquele não era um problema dele, mas 

um problema do Departamento Médico? É a postura que manterá até o final do episódio. 

Ronaldo, três horas depois de passar mal, depois de tomar lanche, é afinal levado a uma clínica neurológica 

francesa (essa demora não  se caracterizaria como omissão dos médicos e da própria Comissão Técnica?)  

Zagallo decide escalar Ronaldo com base nos resultados dos exames da clínica, e diante do fato de 

não haver veto dos médicos à sua escalação.  E também porque Ronaldo chegou  dizendo que estava bem, 

insistindo para jogar, segundo ele. Em seu depoimento Ronaldo não foi tão enfático. Afirmou que colocou-se 

à disposição do técnico. 

Depois de buscar se distanciar das responsabilidades, no final Zagallo afirma que a escalação de 

Ronaldo foi decisão solitária dele, embora  toda Comissão Técnica estivesse reunida, e Ricardo Teixeira 

presente.   

10

Toda essa argumentação parece de encomenda  para negar que a escalação de Ronaldo tenha se dado 

por interferência da Nike, para atender às conveniências dos grandes negócios envolvidos. E também para 

tentar  negar que tenha sido uma temeridade, para não dizer irresponsabilidade, já que a Comissão Técnica 

pôs a saúde do atleta em risco. E finalmente,  para encobrir o pânico de que a Comissão Técnica foi tomada 

quando se viu diante da decisão de tirar Ronaldo do time no jogo do final da Copa.  A CBF e a Comissão 

Técnica se beneficiaram da sorte, porque felizmente a saúde do atleta não foi prejudicada. O Brasil perdeu, 

mas ele foi escalado. Então,  a irresponsabilidade terá sido premiada. Ronaldo foi escalado por medo, não por 

coragem, como quer fazer parecer Zagallo. Lídio Toledo resumiu tudo nesta frase do seu depoimento à CPI:  

"se não escalamos Ronaldo e o Brasil perde,  hoje eu estaria morando no Polo Norte".  

O depoimento do presidente da delegação brasileira à Copa do Mundo de 1998, Fábio Koff, reforça a 

tese da CPI. Referindo-se à preocupação com a saúde de Ronaldo, ele disse: “nunca passei um nervoso tão 

grande durante uma partida de futebol”. E o ex-atleta Zico, que foi assistente do treinador Zagallo naquela 

Copa, deu entrevista em agosto de 2001 a um programa de televisão afirmando: “tive medo de que Ronaldo ia 

morrer durante o jogo”.  

 ADMINISTRAÇÃO RUINOSA NA CBF 

Como resultado da quebra de sigilo bancário e fiscal da CBF, a CPI pôde fazer uma análise de suas 

contas de 1995 a 2000. Dessa investigação resultou a conclusão de que a CBF vem sendo administrada de 

forma ruinosa. Em que pese a arrecadação anual da entidade ter quadruplicado no período devido ao 

patrocínio empresarial, suas despesas mais que quadruplicaram. As principais receitas passaram de R$ 18 

milhões em 1997, para R$ 79 milhões em 2000. As despesas foram de R$ 27 milhões em 1997, para R$87 

milhões em 2000.  

A CBF chegou ao final de 2000 com um passivo circulante de R$ 55 milhões de reais. E um passivo 

a descoberto, quer dizer, prejuízo acumulado, de quase R$25 milhões. Técnicos de contabilidade avaliam que, 

se fosse uma empresa, a CBF estaria insolvente no final do exercício de 2000. 

DESPESAS COM PESSOAL AUMENTARAM 400 POR CENTO 

Chama a atenção que as despesas que mais aumentaram foram as com Pessoal, que cresceram 400 

por cento em quatro anos, e as despesas com Encargos e Serviços, que aumentaram seiscentos por cento. Ao 

mesmo tempo,  as despesas com futebol profissional aumentaram apenas cerca de 90 por cento, no mesmo 

período.  

Comentário do Relatório do Conselho Federal de Contabilidade: “É como se a CBF tivesse perdido o rumo. 

Enquanto se instalava uma farta distribuição de dinheiro em gratificações, doações, salários, juros e encargos 

de dívidas, e “outras” despesas, a atividade-fim, -- o futebol profissional e o amador – teve sua participação 

diminuída no conjunto das despesas”.   

O ítem  Despesa com Pessoal/Encargos ampliou sua participação de  45% em 1997 para  64% em 

2000, tendo chegado a 74,5% em 1999. A atividade-fim, o futebol, teve sua participação reduzida de 54,9% 

em 1997 para  35,6% em 2000. 

REMUNERAÇÃO DA DIRETORIA 

A remuneração da diretoria, que passou a ser paga a partir de 1998, deu saltos espetaculares.  Os 

onze diretores receberam 1 milhão de reais em 98 e 3 milhões e cem mil em 2000, mais de 300 por cento de 

aumento,  rendimentos de dar inveja aos mais bem pagos executivos  de multinacional.  Ricardo Teixeira 

recebeu 126 mil reais em 98 e 418 mil reais em 2000. Atualmente, sua remuneração mensal é de 35 mil reais.  

Mais notável é a situação de seu tio, Marco Antônio Teixeira, secretário geral da entidade, que recebeu 387 

mil reais em 98 e 507 mil reais em 2000.  Com vínculo empregatício estabelecido a partir de julho de 99, o 

salário mensal de Marco Antônio é de 37 mil reais.  

E todos ainda recebem 13º e 14º salários. Com que justificativa? Afora Marco Antônio Teixeira, que 

tem vínculo empregatício, os outros diretores não são assalariados da CBF. Acrescente-se a esse capítulo 

alguns “enganos” indesculpáveis, como o do adiantamento do 13º e 14º salários de José Carlos Salim em 

1999, que não foi descontado de sua remuneração no final daquele ano.  Quem se preocupa com tais detalhes, 

se o dinheiro jorra por todos os lados? 

11

A adoção pela CBF de remuneração de seus diretores é  flagrantemente ilegal. Contraria o artigo 13 

do Estatuto da CBF estabelece que: 

Art. 13 - Os membros dos poderes e órgãos não serão, de qualquer forma, 

remunerados pelas funções que exercerem na CBF. 

DESPESAS COM JUROS AUMENTAM  3.078% 

Houve uma evolução incontrolável dos juros e encargos financeiros. De R$ 51 mil, em 1996, para R$ 

11 milhões, em 2000. Saltou de 0,001% no primeiro ano para 12,48% no último, tendo chegado a 16% da 

receita total em 1999. Nesse ano, a CBF pagou R$ 11,348 milhões de juros enquanto sua receita total foi de 

R$ 70,62 milhões. Isso significa que as despesas com encargos financeiros evoluíram assustadoramente em 

3.078% no período em comparação com o incremento de 209% nas Receitas, em termos reais. 

Essa conta coincide com o período em que a CBF mais arrecadou dinheiro, fruto do contrato CBF

Nike, e também é o período em que a entidade mais se endividou, apelando à série de  seis  empréstimos  

junto ao Delta Bank, tomados a juros altíssimos e em condições duramente adversas aos interesses da CBF. 

(Detalhes adiante). 

Auxílios a Federações Filiadas e a Políticos 

A função estatutária da CBF é organizar o futebol, desde a seleção principal até o estímulo ao futebol 

de base. Entretanto, desperdiça recursos em atividades não previstas no estatuto. Uma das maiores rubricas de 

despesas da CBF é a de “auxílios eventuais”. Em 97 foi de R$ 1,637 milhão; em 98, registrou um salto de 

quase 400 por cento, para R$ 5,138 milhões. Em 99, sob a rubrica de “auxílio a federações filiadas”, foram 

registrados R$ 4,15 milhões. E, em 2000, sob o mesmo nome, R$ 7,199 milhões. Mas em 2000 também 

reaparece a rubrica “auxílios eventuais”, com um valor de R$ 596,6 mil.  

Segundo o depoimento de Ricardo Teixeira à CPI, além das doações às federações, a CBF renunciou 

voluntariamente a várias taxas e contribuições devidas pelas federações.  Umas e outras, apresentadas como 

uma generosidade da CBF, têm um significado real muito diverso. Criaram laços de dependência, 

subordinação e cumplicidade das federações frente à entidade nacional. O que lhes tirou poder de contestação 

nas votações na Assembléia Geral da CBF, de cujas decisões passaram a ser meras subscritoras passivas. Em 

troca, a CBF não pede prestação de contas das federações pelo uso que fazem das doações, generalizando-se 

os desvios das finalidades e o uso dessas verbas em benefício pessoal dos dirigentes.  

Entre os beneficiários de vultosas doações aparecem também, em período eleitoral, inúmeros 

candidatos a eleições parlamentares e majoritárias. O que evidencia o plano dos dirigentes da CBF de 

estabelecer pontos de apoio no Parlamento e em governos para fazer lobby das posições da CBF.   

DESVIO DE RECURSOS DA CBF 

Reiteradamente surgem indícios de uso dos bens da CBF em proveito de interesses privados. Por 

exemplo, a CBF adquiriu, em 10/5/1995, um veículo marca Volvo, importado, com todos os acessórios 

disponíveis, por de R$ 68.199,00, eqüivalente, na época, a US$ 76.542,08.  Pouco mais de um ano depois, em 

10/7/1996, o próprio Ricardo Teixeira adquiriu esse automóvel da CBF, pagando apenas R$ 49.000,00, ou 

melhor, US$ 45.526,52. Portanto, com um desconto de cerca de 40% sobre o valor pago pela CBF. Esse é 

mais um fato que evidencia que Ricardo Teixeira usa a CBF como se fosse uma empresa sua. 

Outro exemplo do mesmo fenômeno: a CBF realiza festas, almoços e jantares, eventos, em 

restaurantes de propriedade de Ricardo Teixeira, dentre eles, o El Turf Bar e Restaurante e o City Port.     

Num evento, em 7 de fevereiro de 1996, durante o lançamento do Instituto de Assistência ao Futebol 

Brasileiro - IAFB, no restaurante El Turf, a CBF gastou R$ 32.480 (trinta e dois mil, quatrocentos e oitenta 

reais).   

Outro elemento de comparação é o City Port Restaurante Ltda., também de propriedade de Ricardo 

Teixeira. Apenas como amostra, verificou-se que a CBF pagou faturas desse restaurante em vinte e seis (26) 

vezes, apenas no ano de 1999.   

12

ADVOGADOS DE RICARDO TEIXEIRA PAGOS PELA CBF 

Ricardo Teixeira, a pessoa física do presidente da CBF, utiliza  escritórios de advocacia remunerados 

pela Confederação para solucionar suas pendências judiciais, conforme apurou esta CPI. A seguir, lista dos 

escritórios de advocacia que prestaram ou prestam serviços a Ricardo Teixeira sendo remunerados pela CBF:  

1. Leonardo Orsini de Castro Amarante 

2. Márcia Parente 

3. José Mauro Couto de Assis 

4. Janete Lacerda 

5. Barbosa, Münnich e Aragão 

6. Eskenazy Pernidji Advogados 

7. Carlos Roberto Siqueira Castro 

8. Carlos Eugênio Lopes 

FAVORECIMENTOS A FORNECEDORES 

A empresa SBTR Passagens E Turismo Ltda vem recebendo valores muito elevados da CBF, há 

anos. Só entre 1998 e 2000 recebeu R$31 milhões da CBF. Grande parte das despesas da CBF se referem a 

gastos com passagens e hospedagem. Esses valores não são devidamente contabilizados pela CBF, que faz 

com que as faturas da SBTR fiquem diluídas em todas as contas da entidade. Ou melhor, não há uma conta 

específica para a SBTR; as despesas com a empresa ficam espalhadas por muitas contas diferentes, o que 

dificulta a contabilização dos valores pagos a essa empresa  

A SBTR, como apurou o Deputado Jurandil Juarez, somente pratica a tabela cheia, referindo-se aos 

preços nominais de tabela das passagens aéreas, sem desconto algum.   

Fora isso, levantamento feito com dados obtidos durante a diligência na Confederação demonstram 

que a CBF repassou à SBTR  valores bastante significativos, como se pode observar na tabela abaixo:  

Ano Valor (R$) 

 6.624.771,30 

1998

1999

2000

 8.174.522,59 

 16.305.000,00 

Total 31.104.293,89 

EMPRÉSTIMOS NO EXTERIOR  

O elevado endividamento da CBF tem como motivo principal uma série de volumosos empréstimos 

externos feitos pela entidade. Entre 1998 e 2000, a CBF tomou seis empréstimos junto ao Delta National 

Bank and Trust Co. of N.Y. (650 Fifth Avenue, Nova.Yorque). com  juros muito acima dos juros correntes no 

mercado internacional, na época. Foram empréstimos que somaram de 39 milhões de dólares, sendo que a 

entidade pagou mais de 6 milhões de dólares só de juros. Somadas ainda, despesas com taxas, multas e 

serviços da dívida, e desvalorização cambial, os prejuízos com esses empréstimos somaram  cerca de 11 

milhões de dólares.  

A forma e as circunstâncias em que essas negociações se deram apresentam fortes indícios de crimes 

financeiros, como evasão de divisas, lavagem de dinheiro. Além disso, por terem sido péssimos negócios para 

a CBF são indicativas de uma administração propositalmente ruinosa da entidade, com o objetivo de dilapidar 

os recursos que a CBF vinha obtendo através do contrato com a Nike e outros contratos de patrocínio.  

A seguir, tabela com os seis empréstimos: 

EMPRÉSTIMOS TOMADOS PELA CBF JUNTO AO DELTA NATIONAL BANK 

13

 

 14

Empr. Valor (US$) 

Juros 

nominais 

aa 

Valor dos Juros Início Vencimento Liquidação 

Juros 

Reais 

ao ano 

1     7.000.000,00 43,576%           652.429,56 27/10/98 12/01/99 06/01/99 52,12%

2   4.500.000,00 25,0%           843.750,00 29/12/98 14/09/99 02/09/99 34,30%

3 10.000.000,00 25,0%        2.326.388,89 05/02/99 05/01/00 07/01/00 32,48%

4  3.708.281,83 21,0% 748.454,88 21/09/99 14/09/00 06/09/00 20,70%

5  10.000.000,00 16,0% 1.435.555,56 24/02/00 12/01/01 12/01/01 18,68%

6 4.500.000,00 14,5% 215.702,48 07/09/00 10/01/01 04/01/01 15,23%

 Total   39.708.281,83 ---    6.222.281,37 --- --- --- --

Fonte: Delta Bank, CBF e CPI CBF/Nike 

 

Examinando o primeiro desses empréstimos, um analista do Banco Central, do escritório de Belo 

Horizonte, comentou, nos autos de um processo, ainda em andamento no BC : 

“ fato que merece ser destacado é que enquanto as taxas de juros praticadas no 

mercado internacional encontravam-se no patamar de 5,22% ªª (LIBOR trimestral) e 

8% ªª (PRIME trimestral), a taxa pactuada para o mútuo sob comento foi de 43,576 ªª; 

(...) assim sendo, podemos afirmar que, caso a captação realizada pela CBF tivesse 

curso no mercado de câmibo de taxas livres (foi no flutuante), a contratação do mútuo 

ora sob análise, muito provavelmente não seria autorizada por este Banco Central” . E 

conclui: (...) “ são fortes os os indícios de evasão de divisas, uma vez que os juros 

pagos exorbitam daqueles cobrados no mercado internacional (...) o que poderá ser 

conclusivamente apurado pelo Ministério Público”.  (g.n.) 

O Departamento Jurídico do BC de Belo Horizonte, entretanto, não encontrou 

indicações de evasão de divisas, mas “tão-somente indícios de um mau negócio, que só 

poderá ser fiscalizado pelos membros da CBF, associação civil de direito privado”. E 

opinou pela não comunicação ao Ministério Público.   

 

Mas o caso não se encerrou aí. Requisitado pela superintendência do Banco Central, esse processo 

está sendo reexaminado em Brasília, conforme nos informou, oralmente, a sua Diretora de Fiscalização, dra. 

Theresa Grossi.  

Em todos os seis empréstimos o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assina como avalista da 

entidade.  Entre os documentos sobre o primeiro empréstimo há cópia de uma carta do Delta Bank endereçada 

à CBF, datada de 18/9/98, na qual o banco relaciona as condições do empréstimo de US$ 7.000,000.00, 

descrevendo que a garantia seria o “aval pessoal do Sr. Ricardo Teixeira (pede para fornecer a relação de bens 

do Sr. Teixeira) e alienação de recebíveis do contrato da Nike”.  

É inusitado que um banco dos EUA, cuja política de concessão de crédito é conhecida como muito 

rigorosa pelo mercado, tenha concedido um empréstimo num montante vultoso de sete milhões de dólares 

apenas tendo como garantia o aval do Sr. Ricardo Teixeira, cujos bens estão avaliados em cerca de R$4.8 

milhões de reais. A garantia que os bancos exigem costuma estar por volta de 130 por cento do valor tomado.  

Além disso, sabe-se que a Nike recusou dar a garantia para o empréstimo, conforme depoimento dos 

representantes da Nike à CPI. A estranheza se transforma em espanto quando o aval de Ricardo Teixeira 

continua a ser suficiente para garantir os cinco empréstimos seguintes,  que elevaram os compromissos da 

CBF a 39 milhões de dólares.   

  

1. PRIMEIRO EMPRÉSTIMO: US$ 7 MILHÕES, JUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE 

a) Juros extorsivos 

Em 20 de outubro de 1998, a CBF contratou um empréstimo de 7 milhões de dólares com o DELTA 

NATIONAL BANK, de Nova Iorque,  com juros de 43,57% ao ano,   em dólares!      

A CPI tem em mãos dezenas de empréstimos feitos por empresas e mesmo pessoas físicas brasileiras 

junto ao Delta Bank, no mesmo período. Todos  foram tomados com juros de, apenas, 9% a 10%  ao ano.    

b) Juros pagos antecipadamente 

A CBF tinha o prazo de 77 dias para pagar os juros do empréstimo. Mas os juros, – os 652.339,72 

dólares – foram pagos adiantadamente. Foram pagos no mesmo dia 29/10/98. Quer dizer, o dinheiro dos 

juros veio para a conta da CBF e voltou no mesmo dia para o Delta Bank. Na prática, isso significa que a CBF  

pagou   juros reais de 52% ao ano! 

c) O pagamento do principal foi feito antes do prazo. 

A data do vencimento do empréstimo de US$7 milhões era 12/01/99. No entanto, a CBF pagou no 

dia 06/01/99.  Por que pagou seis dias antes do prazo? Considerando que a CBF estava pagando US$8.471,00 

por dia de juros, deu de graça cerca de US$50 mil ao Banco credor.  

No mesmo dia 6 a CBF havia recebido o pagamento de US$15 milhões da Nike. Se ficasse com os 

US$7 milhões a juros por esses seis dias, como faria qualquer pessoa ou empresa, a CBF teria ganho uma 

importância considerável. Por que não o fez? Ou, então, porque a CBF não solicitou ao Delta Bank um 

desconto pelo pagamento adiantado? 

d) Caminho tortuoso com passagem nas Bahamas. 

O dinheiro sai do Delta, vai para o Banestado, agência de Nova Iorque. Daí, vai para a agência do 

Rural International Bank, em Nassau, Bahamas, paraíso fiscal. De lá, vai para a conta corrente da CBF no 

Banco Rural, em Belo Horizonte.  

e) Recebeu a menos e pagou a mais 

Na transferência do Rural International Bank, de Nassau, para a agência do Banco Rural de Belo 

Horizonte há uma diferença de valores Saíram, da agência de Nassau, US$ 7 milhões, e deram entrada na 

agência de Belo Horizonte apenas US$ 6.836.000,00. Tudo com a mesma taxa de câmbio e já descontados IR, 

IOF e CPMF... Há uma diferença para menos de US$ 163 mil.  

Já no pagamento do empréstimo,  em 06/01/99, deu-se um movimento contrário, mais uma vez em 

prejuízo da CBF. Nessa data, a CBF creditou ao Rural International Bank, Nassau, R$ 8.606,500,00 (atenção! 

reais). Convertidos pela taxa cambial do dia, que foi R$ 1,2082 por dólar, no flutuante, equivaleram a US$ 

7.123.064,00 (dólares). Mas a dívida da CBF era de US$ 7.000.000,00 apenas! Por que a CBF pagou US$ 

123.000,00 a mais?  

Se somarmos tudo o que a CBF perdeu nesse empréstimo em razão de uma taxa de juros  

escandalosa, o pagamento antecipado de juros e do principal, a desvalorização cambial, as elevadas comissões 

ao Banco intermediário (Banco Rural),  chegamos a um número  de cerca de US$ 1.080.000.  

2.  SEGUNDO EMPRÉSTIMO: US$ 4,5 MILHÕES, POR MEIO DO BANCO ARAUCÁRIA, JUROS PAGOS 

ANTECIPADAMENTE 

Em 14 de dezembro de 1998, 22 dias antes de receber os US$15 milhões da Nike, a CBF fechou o 

segundo empréstimo com o Delta Bank, de Nova Iorque. A transferência, no valor de US$ 4,5 milhões, foi 

efetivada em 30/12/98. Os juros foram de 25% ao ano, duas vezes e meia a mais do que os juros praticados no 

período pelo mercado.   

Nesse empréstimo, com vencimento em 14/09/99, prazo de 9 meses, o valor dos juros pagos ficou 

em 4.500.000,0 X 25% em 9 meses = US$ 843.750,00 

Juros pagos antecipadamente  

Os juros foram pagos antecipadamente, como no empréstimo anterior, o que os torna em juros reais 

de mais de 34% ao ano. Com um agravante: o valor referente aos juros nem chegou a ser internado no Brasil, 

caracterizando sonegação de impostos sobre esse valor (US$ 843.750,00).    

As telas do Banco Central, mostram: 

O Delta Bank de Nova Iorque transferiu US$ 4.500.000,00 para a agência do Trade And Commerce Bank nas 

Ilhas Cayman (paraíso fiscal); 

Em 30/12/98 O Trade And Commerce Bank transferiu US$ 3.614.442,00  para sua conta corrente no 

Banco Araucária, em Curitiba, retirando US$ 885.000,00, relativos aos juros. Como os juros eram de US$ 

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843.750,00, estamos supondo que a direrença a mais – US$ 41.500,00 refiram-se à  comissão do Banco. 

Quanto ao Banco Araucária, ao aceitar esse procedimento, isto é, receber menos do que havia sido 

emprestado, omitiu-se perante a lei brasileira, tornando-se cúmplice do ilícito de sonegação do Imposto de 

Renda  relativo aos juros e que deveriam ser pagos no Brasil.   

O Banco Araucária converteu US$ 3.614.442,00 em reais que, depois de descontados  os outros 

impostos e taxas—IOF R$ 87.216,49 e CPMF R$ 8.704,21  --  resultaram em R$ 4.264,904,00, que foram 

depositados na conta corrente da CBF  no Banco Real, agência do Rio de Janeiro (taxa cambial do dia: R$ 

1,206500).  

Principal foi pago antes do prazo. 

Em 2 de setembro de 1999 a CBF depositou R$8.969,850,00 na conta corrente do Delta Bank no 

Banco Sudameris, agência de Araraquara. De onde esse dinheiro, convertido em dólares, foi enviado para o 

Delta Bank em Nova Iorque, em pagamento do empréstimo, doze dias antes do prazo estipulado, em 

prejuízo da CBF e em inexplicável vantagem para O Delta Bank.  

Aspecto ainda mais relevante: naquela data, o valor de R$ 8.969,805,00, depositado pela CBF, era 

equivalente a US$ 4.660.000,00, valor superior em US$ 160.000,00 (dólares) ao do empréstimo feito pelo 

Delta Bank, que era de US$ 4.500.000,00. Para onde foram esses US$ 160 mil dólares?  

O Imposto de Renda sobre os juros foi pago com multa. Pressionada pela Receita Federal, a CBF 

pagou o imposto de renda sobre os juros em 5 de novembro de 1999, quase um ano depois. Valor do IR pago: 

R$ 168.768,97. Valor da multa: R$ 33.753,79.  Valor de encargos: R$ 35.677,76.  Total: R$ 238.200,52. Mais 

um prejuízo de R$71 mil para a CBF. 

A imprevidência resultou em mais prejuízos. Esse empréstimo foi feito quinze dias antes da 

desvalorização do Real. Essa falha administrativa é indesculpável.  

3. TERCEIRO EMPRÉSTIMO: US$ 10 MILHÕES, JUROS DE 25%, PAGOS ANTECIPADAMENTE 

Há o mesmo procedimento dos outros empréstimos, com pequena diferença.  

Em 5 de fevereiro de 1999, 35 dias após o último empréstimo (o 2.°), a CBF recebeu outro empréstimo do 

Delta Bank, no valor de US$ 10 milhões de dólares. Com juros de 25% ao ano, e vencimento em onze meses, 

em 5 de janeiro de 2000 (data de receber o dinheiro da Nike).  

Por onze meses, pagou US$ 2.326.388,89 dólares de juros. Os juros foram pagos antecipadamente. 

Pagou o IOF à vista, mas o Imposto de Renda não pagou logo. Pressionada pela Receita Federal, a CBF só 

veio a pagar nove meses depois. A seguir, os valores pagos: 

Valor do principal do pagamento do IR R$ 722.549,02 

Valor da multa R$ 144.509,80 

Valor dos juros e encargos R$ 119.003,82 

Total R$ 986.062,64 

Além dos gastos com os juros e do imposto sobre esses juros, mais um outro prejuízo contabilizado 

para a CBF, representado pela soma da multa com os juros e encargos: R$ 263,5 mil!  

4. Quarto Empréstimo: US$ 3,7 milhões, Juros de 21%ªª  

Em 21 de setembro de 1999 a CBF tomou junto ao Delta Bank um empréstimo de US$ 3.708.281,83. 

Pagou juros de 21% aa., o dobro do que o mercado estava praticando no período. Prazo do vencimento: 

14/09/2000. Valor dos juros pagos: US$ 748.454,88. Esse juros não foram pagos antecipadamente.  

O agravante aqui é que esse foi um empréstimo pelo prazo de um ano. E nem assim a CBF 

“conseguiu” taxas de juros na média dos 10% como as outras empresas (menores que a CBF) conseguem. 

Destaque-se que esse empréstimo foi tomado 19 dias depois da data de pagamento do segundo empréstimo, 

indicação de que estava em curso um processo de rolagem de dívida. 

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5. QUINTO EMPRÉSTIMO: US$ 10 MILHÕES, JUROS DE 16%AA., PAGOS ADIANTADAMENTE 

Em 24 de fevereiro de 2000 a CBF tomou um empréstimo de US$ 10 milhões de dólares, com juros 

de 16% ao ano, para pagamento em 12 de janeiro de 2001. (antecipando em quase um ano o recebimento da 

Nike, mas á custa de juros ruinosos.  

A CBF pagou US$ 1,436 milhão de dólares de juros! E, além do valor elevado, os juros foram pagos 

antecipadamente. E o imposto de renda sobre a remessa dos juros foi pago em 25/02/2000. Valor do principal: 

R$ 378.448,34. Valor da multa: R$ 23.728,71.  Total pago à Receita: R$ 402.177,05. 

 

6. Sexto Empréstimo: US$ 4,5 milhões, Juros de 14,5%ªª, Pagos Adiantadamente  

Em 7 de setembro de 2000, a CBF contratou um sexto empréstimo com o Delta Bank, no valor de 

US$ 4.500.000,00, com vencimento em 10/01/2001, à taxa de juros de 14,5% aa., pagos antecipadamente. 

Mesmo essa taxa de juros, mais baixa que as anteriores, ainda é mais elevada que a de quaisquer outros 

empréstimos junto ao Delta Bank feitos por outras empresas e até por pessoas físicas. E uma vez mais a 

inexplicável generosidade com o Banco credor, com o pagamento antecipado dos juros, que foram de US$ 

290 mil  por quatro meses de empréstimo. 

 

SOMA DOS CUSTOS GERADOS PELOS SEIS EMPRÉSTIMOS 

Conforme mostra o quadro anexo, a CBF fez empréstimos junto ao Delta Bank num total de US$ 

39,7 milhões. E pagou de juros nada menos que US$ 6,22 milhões. Além dos juros, a CBF pagou impostos e 

multas por atraso de  pagamento, perdeu muito com a desvalorização cambial, dentre outros encargos 

financeiros.   

Esses dados, mostrados na tabela abaixo, ajudam  a entender os motivos do crescente endividamento da CBF: 

 

Empr. 

Núm. 

Juros 

Nomin 

ao ano 

Juros  

Reais 

 ao ano 

JUROS 

 (US$) IOF (US$) CPMF  

(US$) 

Desvaloriz.  

Cambial 

 (US$) 

IR S/ Juros 

mais Multas 

 (US$) 

Comissões,  

 Etc. (US$) 

TOT.AL 

DESPESA  

(US$) 

1 43,58% 52,12% 652.429,56 140.000,0014.000,00  115.134,57 159.486,69 1.081.050,82 

2 25,00% 34,30% 843.750,00 72.139,36 7.213,94 1.857.552,63 125.368,69 49.266,96 2.955.291,58 

3 25,00% 32,48% 2.326.388,89 147.496,9214.749,69  538.449,54 298.765,07 3.325.850,11 

4 21,00% 20,70% 748.454,88 72.182,60 14.732,29  131.875,37 158.643,08 1.125.888,23 

5 16,00% 18,68% 1.435.555,56 256.423,4332.044,26  ?? 285.716,42 2.009.739,67 

6 14,50% 15,23% 215.702,48        ?? 807,23  41.132,79 266.441,63 524.084,13 

Total   6.222.281,37 688.281,3183.547,42 1.857.552,63 951.960,97 1.218.319,84 11.021.904,55 

Fonte: Delta Bank, CBF, CPI CBF Nike 

 

Verifica-se que as despesas com os seis empréstimos ultrapassaram US$ 11 milhões. E esse gasto foi 

realizado em menos de dois anos e meio, no período que vai de outubro de 1998 a janeiro de 2001. 

 

 

Comparação com empréstimos tomados por outras empresas brasileiras junto ao Delta no mesmo 

período    

Para justificar os juros elevados, em seu depoimento na CPI, Ricardo Teixeira disse que o primeiro 

empréstimo (19/10/98) foi tomado num momento conturbado (crise da Rússia), e que havia falta de capitais 

para empréstimo no mercado financeiro, tanto no Brasil como no Exterior. O exame dos jornais da época 

mostra um clima tenso no mercado financeiro, mas os juros praticados em dólar eram bem mais modestos.A 

Comissão examinou dezenas de empréstimos feitos pelo Banco Delta a empresas e mesmo pessoas físicas 

brasileiras naquele período e todos foram contratados com taxas em torno de 10% ao ano. 

 

 

CONCLUSÃO 

A CBF foi convertida numa agência de negócios milionários que explora a imagem da seleção 

brasileira. O dinheiro jorra: em 2001 a CBF recebe US$ 25 milhões só de patrocínio da Nike e da Ambev. O 

dinheiro desaparece: o passivo circulante da CBF chega a R$ 55 milhões e o prejuízo acumulado vai a R$ 25 

milhões.  

De que forma a CBF tem gastado tanto dinheiro?A função da CBF é promover o futebol do país, 

desde a seleção principal até o futebol de base. Mas o futebol brasileiro vai de mal a pior: a seleção é uma 

sombra do passado de glórias; os melhores jogadores são vendidos para o exterior; o futebol de base, de 

formação de novos craques, está abandonado. Jovens jogadores, exportados em massa, com documentos 

adulterados, passaportes falsos.Atletas menores de idade são traficados e submetidos à exploração, à fome, 

doença e até à prostituição em países estrangeiros. 

O “sistema” CBF desorganiza o futebol, submete o calendário a pressões de patrocinadores como 

emissoras de TV, e de interesses políticos; para isso, corrompe dirigentes de clubes e de federações. E 

culmina com a falência do futebol. 

Recebido para publicação em: 30/03/2002 

Aprovado em: 28/04/2002 

∗ Carlos Azevedo é jornalista, atuou como assessor da CPI da CBF-Nike e participou da elaboração desse texto, que é um 

resumo de partes do relatório final das investigações, em parceria com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), 

que foi quem requereu a convocação da CPI e a presidiu. O mesmo texto foi apresentado por Aldo Rebelo O  artigo dos autores Carlos Azevedo e Aldo Rebelo∗  No site Oficial da Presidencia da República.

A falta de distinção entre o público e o privado nos clubes de futebol brasileiro é uma característica histórica que moldou a estrutura do esporte no país. Tradicionalmente organizados como associações civis sem fins lucrativos, muitos clubes operaram por décadas em uma "zona cinzenta", onde recursos, interesses e influências políticas e particulares se misturaram com a função social e a paixão popular.

Historicamente, os clubes de futebol no Brasil nasceram como clubes sociais e recreativos.

 Ausência de Donos: Juridicamente, não pertenciam a ninguém além de seus associados.

 Falta de Fiscalização: Por não serem empresas, não eram submetidos aos mesmos rigores contábeis, auditorias e leis de governança do setor privado.

 Uso Político: Dirigentes frequentemente utilizavam a imensa massa de torcedores (público) como capital político pessoal (privado) para se elegerem a cargos públicos ou projetarem seus próprios negócios.

Embora os clubes operem no mercado privado (venda de atletas, direitos de TV, patrocínios), eles historicamente dependeram do patrimônio e do socorro público de diversas formas:

Perdão de Dívidas e Refinanciamentos: Programas governamentais como o Profut surgiram para renegociar bilhões de reais em dívidas fiscais e trabalhistas que os clubes acumularam por má gestão privada.

Patrocínios Estatais: Por décadas, bancos públicos (como a Caixa Econômica Federal) e empresas estatais foram os maiores financiadores de camisas de futebol.

Uso de Estádios Públicos: Muitos clubes cresceram utilizando e lucrando sobre praças esportivas construídas e mantidas pelo Estado, sem a contrapartida equivalente de manutenção ou aluguel.

O futebol carrega uma dualidade intrínseca: o clube é um bem cultural intangível da comunidade (público), mas as decisões financeiras e políticas ficam concentradas nas mãos de oligarquias de conselheiros e cartolas (privado). Essa falta de separação gerou:

 Irresponsabilidade Fiscal: Dirigentes podiam endividar o clube em milhões para contratar jogadores (buscando glória imediata ou satisfação pessoal) e, ao fim do mandato, deixar a conta para a instituição e, indiretamente, para a sociedade (via impostos sonegados).

 Falta de Transparência: Dificuldade de acesso a contratos, comissões de transferências e balanços reais..

Triste realidade no futebol. E seus casos de corrupção.

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Imagem do Site R7 esportes .