terça-feira, 22 de setembro de 2026

Meu querido São Paulo.

 O empobrecimento financeiro do São Paulo Futebol Clube é o resultado de anos de déficits acumulados, antecipações de receitas e aumento de despesas operacionais. Embora o clube tenha registrado faturamento recorde e superávit contábil recente, a asfixia do caixa provocou atrasos graves no pagamento de direitos de imagem de atletas e intermediários.

Ao analisar o passivo total (que inclui obrigações trabalhistas, fiscais, fornecedores e empréstimos de curto e longo prazo), o endividamento real do clube é alarmante:Indicador Financeiro   Situação Atual e Impacto   Passivo Total Exorbitante  O passivo total do clube ultrapassa a marca de R$ 2,4 bilhões, colocando o São Paulo entre as três maiores dívidas do futebol brasileiro.Patrimônio Líquido NegativoO balanço acumulado gerou um Passivo a Descoberto de R$ 536 milhões, o que significa que o clube possui muito mais dívidas do que bens líquidos. Dívida Bancária e de MercadoA dívida líquida financeira flutua acima de R$ 1 bilhão. Rolar esses débitos com as taxas de juros elevadas consome cerca de R$ 140 milhões anuais apenas em despesas financeiras.Obrigações com Agentes    O clube acumula mais de R$ 51 milhões em comissões atrasadas devidas a empresários do futebol por intermediações de atletas.

O sufocamento financeiro parou de ser uma questão de planilhas e passou a afetar o cotidiano do futebol profissional:

Direitos de Imagem Atrasados: O elenco convive com atrasos recorrentes de 3 a 4 meses nos pagamentos de imagem. Atletas titulares expuseram publicamente que as pendências financeiras e as tensões políticas internas sufocam o dia a dia.

Risco de Saídas em Massa: Para evitar desgastes maiores na reta final das competições, os líderes do grupo fizeram um pacto profissional até dezembro. Contudo, há um risco real de debandada de atletas por rescisão contratual se as pendências não forem quitadas até o fim do ano.

Recuo no Mercado: Diante do perigo de perder o controle do vestiário, a diretoria recuou na busca por grandes reforços. O clube prioriza soluções caseiras da base e foca os recursos unicamente em estancar os atrasos. Segundos reportagens nos veiculos de imprensa.


Determinantes da eficiência financeira e esportiva de clubes de futebol brasileiros 

GABRIEL SANTOS CARVALHO 

Universidade Federal de São Carlos 

FLÁVIO LEONEL DE CARVALHO 

Universidade Federal de São Carlos 

Resumo 

A presente pesquisa busca medir a eficiência financeira e esportiva dos clubes de futebol 

brasileiros e identificar fatores determinantes da eficiência. Foram analisados os relatórios 

financeiros de 40 clubes nos anos de 2015 a 2017, período posterior à aprovação do Programa 

de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT). O 

método utilizado para determinar a eficiência financeira e esportiva foi a Análise por Envoltória 

de Dados (DEA), técnica de pesquisa operacional usada para avaliar a eficiência produtiva de 

DMU (decision making units), nesse caso, clubes de futebol, em transformar recursos (inputs) 

em produtos (outputs). Foi utilizando o retorno de escala variável com orientação para o output. 

Os outputs da eficiência financeira e esportiva foram respectivamente a Receita Operacional 

Bruta das equipes e a pontuação no Ranking de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol 

(CBF). O input comum em ambas às dimensões foram as despesas totais. Na dimensão 

esportiva, Athlético-PR e Santos mostraram-se os mais eficientes. Na dimensão financeira, o 

Flamengo-RJ apresentou o melhor resultado no período analisado. Para identificar os 

determinantes da eficiência obtida por meio da DEA, utilizou-se o modelo de regressão linear, 

cujas variáveis independentes Endividamento, Tamanho apresentaram significância estatística 

e coeficiente negativo, o que indica que quanto maior e mais endividado o clube, menos 

eficiente. A variável Rentabilidade dos ativos mostrou-se estatisticamente significativa com 

relacionamento positivo com a eficiência. Os resultados da pesquisa indicam que os clubes 

estão altamente endividados, são pouco eficientes financeiramente e que não há relação entre a 

eficiência financeira e esportiva. 

Palavras-chave: Eficiência financeira, eficiência esportiva, clubes de futebol. 

www.congressousp.fipecafi.org 

1 INTRODUÇÃO 

O futebol é uma paixão nacional. Além de atrair milhões de espectadores, nos estádios 

ou na televisão, os lances, as escalações, estratégias e a arbitragem são assuntos de conversas 

recorrentes durante o dia-a-dia das pessoas. Toda essa paixão gera recursos para clubes por 

meio da venda de ingressos, direitos de transmissão, patrocínios e venda de materiais 

esportivos. Para exemplificar a dimensão do esporte, um levantamento anual da empresa de 

auditoria Delloite (2019a) verificou que apenas na temporada 2017/2018 o faturamento dos 20 

maiores clubes da Europa superaram 8,3 bilhões de euros. Além disso, a final do campeonato 

europeu de 2014 foi visto por 380 milhões de pessoas em mais de 200 países (UEFA, 2014).  

Assim como os resultados dos jogos, grandes contratações e polêmicas, casos de 

corrupção e má-administração, são notícias frequentes nos jornais. Recentemente a polícia 

iniciou uma investigação contra a diretoria de um grande clube mineiro por indícios de 

pagamentos suspeitos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro (Moreira & Capelo, 2019). 

Outro exemplo é um levantamento da Folha de São Paulo, que verificou que em 2019, metade 

dos clubes da primeira divisão do campeonato brasileiro atrasaram o pagamento de atletas 

(Gabriel, 2019). 

Diversas ações governamentais buscaram reverter essa situação. Nesse sentido, pode-se 

citar a Lei 8.672/93 (Brasil, 1993), conhecida como Lei Zico; a Lei nº 9.615/98 (Brasil, 1998), 

conhecida como Lei Pelé e, mais recentemente a Lei nº 13.155 de 2015 (Brasil, 2015), que 

consistiu na criação do o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal 

do Futebol Brasileiro (PROFUT). 

A Lei 8.672/93, Lei Zico, buscou legislar sobre a participação do setor privado no 

esporte, estabelecer a justiça desportiva e possibilitar aos clubes transformarem-se em entidades 

comerciais (Rezende & Custódio, 2012; Rezende & Dalmácio, 2015; Silva, Santos, & Cunha, 

2017). Visto que os clubes não aderiram a esse ordenamento jurídico, foi criada em seguida a 

Lei nº 9.615/98, lei Pelé, que determinou um prazo de três anos para o estabelecimento dos 

clubes-empresas, além da extinção do passe. A lei Pelé também definia que os clubes deveriam 

ser transformados em pessoas jurídicas e ter um estatuto (Rezende & Custódio, 2012; Rezende, 

Salgado, Ribeiro, & Dalmácio, 2008). A Lei nº 9.615/98 posteriormente foi alterada pela 

medida provisória nº 79/02 e então convertida na Lei nº 10.672/2003, que retirou a 

obrigatoriedade dos clubes em se tornarem empresas, mas tornou mandatória a divulgação de 

suas demonstrações contábeis (Dantas & Boente, 2012; Silva et al., 2017).  

A última ação com o objetivo de regulamentação do setor foi a Lei nº 13.155 de 2015, 

que estabeleceu a criação do o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade 

Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT), possibilitando o parcelamento das dívidas tributárias 

e previdenciárias dos clubes, com redução de 70% (setenta por cento) das multas, 40% 

(quarenta por cento) dos juros e 100% (cem por cento) dos encargos legais (Brasil, 2015).  

Com tantas mudanças na gestão do futebol, questiona-se se as novas legislações foram 

efetivas para aumentar a eficiência dos clubes, aumentando o nível profissionalização do 

esporte e otimizando seu desempenho financeiro e esportivo. Aprofunda-se, portanto a 

necessidade de um maior conhecimento das finanças dos principais clubes do país, para medir 

os impactos dessas mudanças na gestão e nos resultados apresentados pelos clubes. Além disso, 

há também o questionamento dos torcedores e dirigentes em saber se os recursos utilizados pelo 

clube estão sendo empregados de forma eficiente.  

www.congressousp.fipecafi.org 

Uma maneira de medir se os resultados apresentados pelos times estão compatíveis com 

os desembolsos realizados é a análise da eficiência. Diferente de simples indicadores 

financeiros, a análise da eficiência permite medir de maneira clara a performance. Listando os 

clubes mais e menos eficientes, é possível investigar quais os fatores que resultam em uma 

maior ou menor eficiência, orientando as ações dos gestores do futebol em áreas de potencial 

melhoria. Além disso, os resultados da pesquisa podem servir de benchmarking, inspirando 

ações aos demais clubes. 

Alguns autores têm estudado a eficiência dos clubes de futebol e seus determinantes, 

(Barros, Assaf, & Sá-Earp, 2010; Dantas, Machado, & Macedo, 2015; Freitas, Flach, & Farias, 

2017), contudo, a implementação e consolidação do PROFUT torna a análise da eficiência 

novamente relevante, visto que as exigências determinadas em lei para participação no 

programa objetivam modernizar a gestão dos clubes, através de princípios de governança e 

responsabilidade fiscal. Assim, o presente artigo busca estudar a eficiência dos clubes, 

verificando quais os clubes tiveram melhor desempenho na transformação de recursos em 

resultados dentro e fora de campo e identificando os fatores determinantes da eficiência. 

Essa pesquisa diferencia-se dos demais pelo período analisado, posterior ao PROFUT, 

de 2015 a 2017, que permite verificar as possíveis mudanças na eficiência média dos clubes 

após a aprovação da legislação. Além disso, há também diferenças metodológicas, baseadas na 

escolha os inputs e variáveis independentes do modelo. 

2 REVISÃO DA LITERATURA 

2.1. 

Contexto Mercado Brasileiro de Futebol 

O futebol é uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo (Haas, 2003). 

Apenas na Europa, o mercado futebol movimentou 28,4 bilhões de euros na temporada 

2017/2018 (Deloitte, 2019b). Além da importância econômica, o futebol pode contribuir com 

a convivência pacífica entre os povos, criando canais diplomáticos entre países hostis e 

facilitando a reaproximação entre pessoas de diferentes grupos sociais, religiões e 

nacionalidades. Para defender essa ideia, Hough (2008) cita os campeonatos amistosos 

realizados pelo Santos de Pelé na Nigéria em 1969, que buscavam amenizar as tensões da guerra 

civil que ocorria no país, e que resultaram em um cessar fogo de três dias para que a população 

local pudesse acompanhar os eventos. Outro caso mencionado pelo autor foi a escolha da Coreia 

e Japão como países sede da copa do mundo de 2002, possibilitando uma reaproximação 

política entre duas potências asiáticas rivais há muitos anos. 

Os clubes de futebol brasileiros são em sua maioria entidades sem fins lucrativos 

(Dantas & Boente, 2012; Rezende & Custódio, 2012; Rezende, Facure, & Dalmácio, 2009), o 

que indica que essas organizações não objetivam o lucro, mas sim a otimização do retorno 

social através dos serviços prestados, nesse caso, entretenimento através do espetáculo do 

esporte (Rezende et al., 2009). Contudo, é importante destacar que a continuidade das 

atividades de entidades sem fins lucrativos dependem de resultados financeiros positivos. 

Estudos recentes verificaram que além do resultado dentro de campo, o resultado financeiro 

tem se tornado igualmente importante para os clubes (C. A. P. de Carvalho, Gonçalves, & 

Alcântara, 2003; Rodrigues & Silva, 2006) 

Ao contrário de outras organizações, movidas pela oferta e demanda, o futebol é movido 

pela paixão dos torcedores. Essa paixão dos fãs pelo esporte se traduz em audiência, ingressos, 

publicidade e compra de materiais esportivos, gerando receitas para os clubes. Com os recursos 

obtidos dos fãs, os clubes buscam o melhor desempenho esportivo através de contratações, altos 

salários, investimentos em estrutura e nas categorias de base (Dantas & Boente, 2011).  

www.congressousp.fipecafi.org 

Leoncini (2001) afirma que os clubes de futebol possuem clientes finais, os torcedores, 

que geram receita para o clube na compra de ingressos e merchandising, e clientes 

intermediários, as empresas, que utilizam a mídia gerada pelos campeonatos, clubes e jogadores 

como instrumento de promoção de negócios, marcas e produtos. Os clientes intermediários 

podem ser divididos em intermediador industrial, que busca utilizar o marketing esportivo para 

promoção dos seus produtos através de patrocínios e publicidades estáticas, e intermediador de 

revenda (TV e empresas licenciadas), que adquirem diretos de transmissão, licenciamento de 

produtos e loterias para revenda. 

Em ambos os casos, seja direta ou indiretamente, o público alvo são os torcedores do 

clube, o que os torna fator chave para geração de receita das equipes (Rezende, 2004). Por 

consequência, o sucesso dos clubes depende da minimização dos conflitos com seus torcedores 

(Rezende & Dalmácio, 2015), proporcionando a eles de um bom espetáculo, com alto 

desempenho esportivo, conforto e segurança nos estádios, contratação de grandes jogadores e 

retenção de jovens promissores. 

Freitas et al (2017) afirmam que é incomum clubes irem à falência devido à lealdade 

dos seus clientes (torcedores), que continuam gerando receita mesmo quando insatisfeitos com 

a qualidade do espetáculo. Esse comportamento paradoxal foi o objeto do estudo de Espartel, 

Müller Neto e Pompiano (2009), que verificaram que nem a satisfação ou a confiança no clube 

estão relacionadas com a lealdade dos torcedores, e sim na percepção de valor derivado na 

troca, ou seja, a lealdade é construída caso o torcedor perceba que seu esforço (torcer, 

acompanhar e consumir produtos do clube) traz benefícios suficientes. A pesquisa também 

conclui que o desempenho em campo é o elemento chave para aumentar a percepção de valor 

gerada pelo clube aos seus torcedores. 

Além da geração de receita com os mercados consumidores do espetáculo, existe um 

mercado secundário, movido pela negociação de jogadores entre os clubes (Leoncini & Silva, 

2005; Rezende et al., 2008). Para os clubes desportivos, ao contrário da maioria das 

organizações, os recursos humanos são considerados ativos. Segundo a CPC 04 (Comitê de 

Pronunciamentos Contábeis, 2009) “Ativo é um recurso controlado pela entidade como 

resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos 

para a entidade”. Em todas as organizações, os funcionários certamente podem gerar benefícios 

futuros, contudo os clubes de futebol em particular possuem o direito de exigir exclusividade, 

reter e negociar o contrato dos funcionários/atletas, o que não acontece em empresas cujos 

colaboradores podem solicitar o desligamento a qualquer momento (Rezende, 2004).  

2.2. 

Deficiências na Gestão do Futebol 

Apensar da grande relevância social, da expressiva movimentação financeira e das 

diversas legislações criadas para regulamentar à atividade desportiva, problemas financeiros 

dos clubes de futebol têm sido noticiados frequentemente nos últimos anos, em casos como 

atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem de jogadores, disputas judiciais com 

fornecedores, atrasos no pagamento de acordos de compra de atletas e aumento do 

endividamento fiscal e bancário.  

Diversos autores têm analisado o endividamento dos clubes para identificar seus 

determinantes e avaliar o risco na continuidade das operações. Jahara, Mello e Afonso (2016) 

estudaram os indicadores financeiros dos clubes de futebol em 2014. A pesquisa aponta que, de 

20 clubes analisados, apenas um clube (Atlético Paranaense) apresentou liquidez corrente 

suficiente para cumprir com seus compromissos de curto prazo. Na análise da liquidez geral, 

que considera endividamento de longo prazo, nenhum dos clubes possuía recursos suficientes 

www.congressousp.fipecafi.org 

para arcar com os compromissos estabelecidos, visto que no estudo nenhum apresentou o 

indicador de liquidez geral com valor maior que um.  

Dantas, Freitas, Costa, & Barbosa (2017) buscaram identificar a causa do 

endividamento dos clubes com base em indicadores financeiros e também no desempenho em 

campo, partindo da premissa que o desempenho esportivo tem influência no desempenho 

financeiro dos clubes (Barros et al., 2010; Dantas et al., 2015; Haas, 2003; Nascimento, Nossa, 

Bernardes, & Sousa, 2015). A pesquisa verificou times com maior rentabilidade (ROA), 

liquidez corrente e faturamento possuem menores níveis de endividamento. Por outro lado, 

clubes com maior endividamento estão relacionados a um maior índice de despesas sobre o 

ativo, assim como as dummys para os clubes da primeira divisão e para os classificados como 

os 12 maiores do país. 

Brandão (2012) pontua que uma das causas do insucesso financeiro dos clubes está 

associada a gestão não profissional dos clubes, como exemplo pontua as más contratações de 

atletas realizadas por dirigentes, simplesmente por que houve disponibilidade de um atleta no 

mercado, não necessariamente porque o clube precisa de um jogador com aquelas 

características. Essa tese vai de encontro com os estudos de Leoncini (2001), que relata essa 

situação como um exemplo típico de uma decisão tomada com base na emoção ao invés da 

razão, em prol de pressões sociais e interesses políticos. Desse modo, a solução para os 

problemas nos clubes de futebol surgem da busca pela racionalização no uso dos recursos e 

profissionalização da gestão, em outras palavras, de uma gestão mais eficiente.  

2.3. 

Desempenho e a Eficiência Esportiva e Financeira 

A relação entre a eficiência esportiva e financeira tem sido objeto de estudo de diversos 

autores nos últimos anos. Sendo que os autores analisados (Barros et al., 2010; Carvalho, 2015; 

Dantas et al., 2015; Freitas et al., 2017; Haas, 2003; Nascimento et al., 2015; Pereira, Júnior, 

Kronbauer, & Abrantes, 2015; Ribeiro & Lima, 2012), utilizaram  a Análise por Envoltória de 

Dados como método para determinar a eficiência das equipes de futebol.  

Haas (2003) verificou se os salários dos jogadores e treinadores geraram benefícios para 

os clubes nas perspectivas esportiva, medida pelo número de pontos na liga de futebol 

americana (MLS), na perspectiva do entretenimento, calculada pelo número de torcedores nos 

estádios e na perpectiva financeira, avaliada pelo faturamento dos clubes. Além de determinar 

quais os clubes mais eficientes da temporada, Haas concluiu que o sucesso em campo é fator 

fundamental para eficiência no entretenimento dos torcedores e para a geração de receita para 

os clubes. 

No Brasil, Barros et al (2010) estudaram a eficiência de 20 clubes nas temporadas de 

2006 e 2007. Concluiram que o desempenho em campo tem relação direta com a eficiência dos 

clubes, indicando que clubes eficientes apresentam bom desempenho financeiro e esportivo. 

Além disso, rejeitaram a hipotese que o tamanho ou a localização dos clubes tenha impacto na 

eficiência dos times no futebol brasileiro. 

Ribeiro & Lima (2012) estudaram o desempenho dos clubes portugueses de 2002 a 2008 

com base nos salários pagos e a pontuação dos clubes no campeonato nacional, e concluíram 

que os clubes estão gastando mais do que deveriam, visto que a utilização desses recursos não 

está sendo eficiente. Além disso, concluiram que uma maior variação nos salários pagos 

contribui com a eficiência da equipe (Tournament theory). 

Pereira et al (2015) pesquisaram a eficiência esportiva de 20 clubes brasileiros em 2012. 

Os autores verificaram que mesmo clubes mais bem colocados no ranking da CBF foram 

considerados ineficientes, pois utilizaram uma quantidade muito maior de recursos do que 

www.congressousp.fipecafi.org 

deveriam. Por outro lado, a pesquisa também concluiu que os clubes eficientes possuiam maior 

fragilidade financeira, visto que esses clubes apresentaram maior nível de endividamento e 

passivo a descoberto, o que difere dos estudos de Haas (2003) e Barros et al (2010). 

Nascimento et al (2015) fizeram uma análise longitudional da eficiência dos clubes 

brasileiros, medindo seu desempenho de 2006 a 2011, nas dimensões financeira e esportiva. Os 

resutados da pesquisa indicam que há significância na correlação entre os desempenhos 

financeiros e desportivos. Além disso, a pesquisa aponta significância na correlação positiva 

entre o custo do departamento do futebol e o ranking da CBF, possibilitando argumentar que 

maior investimento em salários e contratações possibilita um melhor desempenho desportivo. 

Carvalho (2015) avaliou o desempenho de 15 clubes campeões europeus de 2009 a 

2014. Os insumos escollhidos para a análise foram as despesas gerais e as despesas com pessoal. 

Os produtos gerados foram as receitas gerais, receitas de direitos televisivos, receitas 

comerciais, receitas de jogo e o coeficiente de pontos nos respectivos campeonatos nacionais. 

A pesquisa concluiu que dois terços dos clubes campeões apresentaram eficiência máxima e 

mesmo os demais apresentaram boa eficiência. 

Dantas et al (2015) analisaram a desempenho de 36 clubes brasileiros. Além disso 

utilizaram uma regressão para definir os fatores determinantes da eficiência. O estudo concluiu 

que títulos e a divisão do clube no campeonato brasileiro apresentam relação com o eficiência 

financeira e esportiva, hipótese também confirmada por Freitas et al (2017). Além disso, Dantas 

et al  (2015) verificaram que as variáveis nível de endividamento e passivo a descoberto não 

apresentam significância estatística com o desempenho.  

A relação entre o desempenho financeiro e esportivo também foi estudada por Santos, 

Dani & Hein (2016), que utilizaram o método multicritério para tomada de decisão VIKOR e 

correlação de Kendall para estudar a relação entre a pontuação do ranking da CBF e indicadores 

financeiros de 36 clubes de futebol. Os autores não encontraram significância nessa relação, o 

que indica que o desempenho esportivo pode não ter efeito positivo no desempenho financeiro 

das equipes, visto que diversos clubes brasileiros apresentam boas pontuações no ranking da 

CBF e situações financeiras ruins, o que difere dos estudos de Haas (2003) e Barros et al (2010) 

e Nascimento et al (2015). 

Embora diversos autores tenham estudado a eficiência dos clubes de futebol, poucos 

deles investigaram os fatores determinantes dessa eficiência. Além disso, os autores anteriores 

não mediram de forma separada as eficiências esportiva e financeira, o que poderia identificar 

fatores determinantes para cada dimensão. Por isso, o presente estudo tem como objetivo 

analisar a eficiência dos clubes e identificar os seus determinantes nas perspectivas esportivas 

e financeira separadamente. 

3 METODOLOGIA 

Tendo em vista o objetivo da pesquisa, qual seja, analisar a eficiência e identificar seus 

fatores determinantes, o trabalho será dividido em duas partes. A primeira parte busca a 

determinação da eficiência financeira e esportiva dos clubes de futebol brasileiros, para isso 

será empregada a Análise por Envoltória de Dados. A segunda parte consiste em identificar os 

determinantes da eficiência. Para isso, coletaram-se dados referentes às demonstrações 

contábeis nos sítios das federações e dos clubes. Entretanto, apesar da obrigação legal (Brasil, 

2015), diversos clubes não disponibilizam as demonstrações financeiras nos seus sítios 

eletrônicos ou nos seus sítios das federações. A baixa evidenciação dos clubes de futebol já foi 

constatada por Mayer (2017), que verificou que a disponibilidade das demonstrações e 

qualidade das informações financeiras acompanha o tamanho dos clubes, pois embora grandes 

www.congressousp.fipecafi.org 

clubes tendem a apresentar demonstrações mais completas, clubes de menor porte nem sempre 

divulgam suas demonstrações. 

Partindo do topo do ranking da CBF, foram pesquisados os dados financeiros de um 

total de 80 clubes, dos quais 40 foram selecionados para a pesquisa. A amostra, portanto, é não 

probabilística, pois os dados foram escolhidos de acordo com a sua disponibilidade.  

3.1. 

Análise por Envoltória de Dados 

O método utilizado para determinar a eficiência dos clubes será a Análise por Envoltória 

de Dados. A DEA é uma técnica de pesquisa operacional que permite à determinação da 

eficiência produtiva de uma unidade de tomada de decisão (Decision Making Unit - DMU) na 

transformação de múltiplas entradas (inputs) em saídas (outputs) (Cooper, Seiford, & Zhu, 

2004; Haas, 2003; Mariano, 2012).  

A DEA permite a construção de uma fronteira para separar as DMU eficientes das não 

eficientes. As DMU eficientes, localizadas na fronteira do plano, são aquelas que melhor 

transformam os insumos (inputs) em produtos (outputs). Já as DMU ineficientes estão 

localizadas abaixo da fronteira, e sua eficiência é medida pela distância até as DMU eficientes. 

A Análise por Envoltória de Dados é capaz de encontrar o conjunto de pesos que 

maximiza a eficiência da DMU, permitindo a utilização de diversas variáveis como inputs e 

outputs, sem que seja necessário converter os dados a uma base comum (Mariano, 2012). Essa 

característica torna a DEA indicada para análise de clubes de futebol, pois permite utilizar dados 

financeiros e ou não financeiros, como por exemplo, medidas para o desempenho esportivo e o 

valor das receitas ou despesas dos clubes (Dantas & Boente, 2012). 

A DEA possui diferentes modelos, que variam de acordo com seus pressupostos. Os 

dois principais modelos da DEA são o CRS (Constante Returns to Scale – Retorno constante 

de escala), também conhecido por CCR, em homenagem a Charnes, Cooper e Rhodes (1978), 

que desenvolveram a técnica em 1978. O segundo modelo é o VRS (Variable Return to Scale – VRS), também conhecido por BCC, em homenagem a seus criadores Banker, Charnes e 

Cooper (1984). A diferença entre os dois modelos, como seus nomes indicam, é o tipo de 

retorno de escala (Mariano, 2012; Melo, Boente, Vieira, & Braga, 2005; Nova & Santos, 2008). 

A hipótese de retorno constante considera que os outputs variam de forma constante em todas 

as regiões da fronteira de eficiência, e permite uma avaliação objetiva da eficiência global e 

identificar as fontes de ineficiência (Melo et al., 2005). O retorno variável considera que os 

outputs não variam de forma proporcional aos inputs em todas as regiões da fronteira, havendo 

regiões em que o retorno é crescente, em que os outputs aumentam proporcionalmente mais 

que on inputs, regiões de retorno constante, com outputs proporcionais aos inputs e regiões de 

retorno decrescente, cujos outputs variam proporcionalmente menos que os inputs (Mariano, 

2012).  

Ambos os modelos podem ter orientação para os inputs ou outputs. A orientação para 

os inputs determina, com base nos outputs produzidos, quanto os inputs poderiam ser reduzidos. 

Já o modelo orientado para os outputs busca analisar quanto os outputs poderiam ser 

aumentados com base nos inputs utilizados (Mariano, 2012; Nova & Santos, 2008) 

Na presente pesquisa, o retorno de escala variável foi definido para minimizar o efeito 

da disparidade entre os dados dos clubes devido à diferença de tamanho dos times, a exemplo 

de Barros et al (2010) e Dantas et al (2015). A orientação escolhida foi para o produto (output), 

verificando, portanto, qual o resultado máximo possível para os insumos (inputs) utilizados. 

Revisando a literatura, não foi possível identificar um consenso entre os inputs e outputs 

utilizados pelos diversos autores na análise da eficiência, contudo, em geral, as pesquisas 

www.congressousp.fipecafi.org 

buscam medir a eficiência dos clubes com base no sucesso esportivo e financeiro, o que remete 

aos principais objetivos dos clubes, entretenimento através do esporte e geração de receita para 

assegurar a continuidade das atividades.  

Para medir a eficiência esportiva, o output escolhido foi o ranking de clubes da 

Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que mede o desempenho desportivo dos clubes em 

diversas competições, a exemplo de Nascimento et al (2015) e Dantas et al (2015). O ranking 

da CBF possui um sistema que melhor pontua os clubes nas primeiras divisões do campeonato 

brasileiro, assim como os times com melhor desempenho na Copa do Brasil e competições 

internacionais. Dantas et al (2015) argumentam que o ranking da CBF é uma proxy preferível 

ao aproveitamento dos pontos, justamente por considerar diferente a pontuação das diferentes 

divisões. 

Para medir a eficiência financeira o output escolhido foi a receita operacional gerada 

pelos clubes, com base nos trabalhos de Barros et al (2010), Nascimento et al (2015) e Freitas 

et al (2017). A receita operacional mede a capacidade dos times de atrair recursos, fundamentais 

para manutenção e continuidade das equipes. 

A variável escolhida como insumo para a pesquisa foram as despesas totais, baseada na 

variável utilizada por Pereira et al (2015), composta pela soma de todas as despesas e custos 

necessários à manutenção das atividades do clube. Essa variável foi coletada das informações 

contábeis dos clubes, dada pela subtração da receita líquida pelo superávit/déficit do período, 

do qual se retira o efeito do resultado financeiro. 

3.2. 

Regressão com Dados em Painel 

Para identificar os fatores determinantes da eficiência, será utilizado o modelo de 

regressão com dados em painel. O modelo de regressão permite identificar variáveis que 

possuem alguma relação de significância com as variáveis dependentes (Dantas et al., 2015; 

Freitas et al., 2017) 

As variáveis independentes escolhidas na análise da Eficiência Esportiva foram os 

indicadores financeiros Liquidez Corrente, Rentabilidade, Endividamento e Tamanho. No 

estudo da Eficiência Financeira, adicionam-se aos indicadores financeiros as informações 

qualitativas Passivo a Descoberto, Títulos, Série A, Grandes 12, Promovidos e Rebaixados, 

tratadas como variável binária. As dummys citadas, assim como a variável de endividamento, 

foram escolhidas com base no trabalho de Dantas et al (2015). O Quadro 1 sintetiza as variáveis, 

forma de cálculo e sinal esperado para o coeficiente da regressão.  

Para a variável Títulos, foram considerados os campeonatos Libertadores da América, 

Campeonato Brasileiro (todas as divisões), Copa do Brasil, Sul-americana, Copa do Nordeste 

e todos os Campeonatos Estaduais (primeira divisão). Os 12 Grandes, de acordo com Dantas, 

Machado e Macedo (2015) são: Atlético-MG, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, 

Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco. 

Variáveis independentes Cálculo 

Liquidez Corrente (LC) Ativo Circulante / Passivo Circulante 

Sinal 

Rentabilidade (RA) 

Endividamento (Endiv) Passivo Total / Ativo Total 

Resultado (superávit ou déficit) / Ativo Total 

+ - 

Tamanho (Tam) 

Passivo a descoberto (PD) 1 para clubes com PL negativo, 0 para os demais 

Logaritmo Natural do Ativo Total 

Títulos 

Série A 

+ - 

1 para clubes que conquistaram títulos, 0 para os demais 

1 para clubes na Série A do campeonato brasileiro, 0 para os demais 

www.congressousp.fipecafi.org 

Grandes 12 (G12) 

1 para os 12 grandes clubes, 0 para os demais 

1 para clubes promovidos a série superior do Campeonato Brasileiro ou 

classificados para a Copa Libertadores no ano seguinte, 0 caso contrário 

Promovidos (Prom) 

Rebaixados (Rebaix) 

1 para clubes rebaixados para a divisão inferior do Campeonato Brasileiro, 0 

caso contrário - 

Quadro 1. Sinal refere-se aos sinais esperados dos coeficientes das variáveis independentes em relação à Eficiência 

Financeira e Eficiência Esportiva que são as variáveis dependentes. Fonte: Elaborado pelo autor. 

Visto que o ranking da CBF, output da dimensão esportiva na DEA, já pontua os clubes 

de acordo com os títulos conquistados e a posição dos clubes nos campeonatos, não faz sentido 

utilizar esses indicadores para identificar os fatores determinantes da eficiência esportiva. As 

equações de cada modelo estão detalhadas abaixo: 

 

 𝐸𝑖,𝑡 = 𝛽0 + 𝛽1𝐿𝐶𝑖,𝑡 + 𝛽2𝑅𝐴𝑖,𝑡 +𝛽3𝐸𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖,𝑡 + 𝛽4𝑇𝑎𝑚𝑖,𝑡 + 𝛽5𝑃𝐷𝑖,𝑡 + 𝜖𝑖,𝑡 

 

 𝐹𝑖,𝑡 = 𝛽0 +𝛽1𝐿𝐶𝑖,𝑡 + 𝛽2𝑅𝐴𝑖,𝑡 + 𝛽3𝐸𝑛𝑑𝑖𝑣𝑖,𝑡 + 𝛽4𝑇𝑎𝑚𝑖,𝑡 + 𝛽5𝑃𝐷𝑖,𝑡 + 𝛽6𝑇í𝑡𝑢𝑙𝑜𝑠𝑖,𝑡 + 𝛽7𝑆𝑒𝑟𝑖𝑒𝐴𝑖,𝑡

+𝛽8𝐺12𝑖,𝑡 + 𝛽9𝑃𝑟𝑜𝑚𝑖,𝑡 + 𝛽10𝑅𝑒𝑏𝑎𝑖𝑥𝑖,𝑡 + 𝜖𝑖,𝑡 

(1) 

(2) 

onde EE representa a Eficiência Esportiva; EF representa a Eficiência Financeira; LC trata-se 

da Liquidez Corrente; RA refere-se a rentabilidade do clube medida pela relação entre Resultado 

e Ativo Total; Endiv representa o nível de Endividamento; Tam trata-se do Tamanho, avaliado 

pelo logaritmo natural do Ativo Total; PD representa a variável binária para clubes com Passivo 

a Descoberto; Títulos é uma variável binária que recebe 1 se o clube obteve algum título; Série 

A trata-se da variável binária que recebe 1 se o clube faz parte da série A e zero, caso contrário; 

G12 refere-se aos 12 maiores clubes, conforme Dantas et al (2015); Prom trata-se de dummy 

para times promovidos de divisão/classificados para a libertadores ou não; Rebaix refere-se aos 

times que foram rebaixados de divisão no campeonato brasileiro. 

Para realizar a Análise por Envoltória de Dados foi utilizado o software DEAP versão 

2.1 e para a regressão, o software Stata. 

4 RESULTADOS 

A apresentação dos resultados da presente pesquisa será dividida em três subseções: a 

primeira trata-se da Análise Descritiva. Em seguida será analisada a Eficiência Esportiva e 

Financeira dos clubes, utilizando a Análise por Envoltória de Dados. Por fim, serão 

apresentados os resultados da Regressão com Dados em Painel e significância das variáveis, 

com a finalidade de identificar fatores determinantes da eficiência. 

4.1. 

Análise Descritiva 

Observa-se inicialmente na Tabela 1 o ranking da CBF, determinado pela posição dos 

clubes no Campeonato Brasileiro e desempenho em competições nacionais e internacionais, 

tem seu valor máximo representado por ambos Palmeiras-SP e Cruzeiro-MG em 2017, 

campeões do Campeonato Brasileiro série A de 2016 e da Copa do Brasil de 2017, 

respectivamente, e o valor mínimo no ranking obtido pelo Botafogo-SP em 2015, campeão da 

Série D de 2015. 

A disparidade dos tamanhos dos clubes pode ser percebida por meio da grande variação 

dos dados referentes às Receitas Operacionais, Despesas Operacionais e Ativo Total. O 

Flamengo em 2017, por exemplo, apresentou a maior receita operacional (623 milhões) e maior 

volume de despesas totais (431 milhões) no período analisado, e o Oeste-SP, por sua vez, 

apresentou os valores mínimos para a amostra do período estudado (receitas de despesas 

www.congressousp.fipecafi.org 

 

10 

www.congressousp.fipecafi.org 

 

próximas de 1 milhão). Observa-se que a média da Receita Operacional Bruta e das Despesas 

Totais é superior a cem milhões de reais.  

 

Tabela 1 – Estatísticas descritivas  

Variável Média Desvio Padrão Mínimo Máximo 

Ranking CBF 7.840,48 4.170,49 653,00 15.288,00 

Receita Operacional Bruta*  119.406 139.407 1.036 623.861 

Despesas Totais* 109.017 116.998 1.099 431.424 

Resultado* 2.383 39.004 -125.198 159.099 

Ativo Total* 248.498 319.237  121 1.351.700 

Rentabilidade sobre os Ativos (RA) -0,1450 0,8493 -8,2400 0,9900 

Liquidez Corrente (LC) 0,4050 0,4649 0,0000 2,9400 

Endividamento 1,8715 2,7899 0,2100 21,5900 

Tamanho (Tam) 18,1730 2,0271 11,7000 21,0200 

Passivo a descoberto (PD) 0,5416 - - - 

Títulos 0,3750 - - - 

Série A 0,5083 - - - 

Grandes 12 (G12) 0,3000 - - - 

Promovidos (Prom) 0,3083 - - - 

Rebaixados (Rebaix) 0,1333 - - - 

Obs.  120    

O símbolo * indica variável apresentada em milhares de reais. As variáveis Passivo a descoberto, Títulos, Serie A, 

Grandes 12, Promovidos e Rebaixados são binárias (dummys) cujo valor é 1 casa afirmativo e 0 caso negativo, o 

valor apresentado como média para essa variável representa o percentual de clubes com a característica analisada. 

Fonte: Elaborado pelo autor. 

 

Observa-se na Tabela 1 que os clubes apresentaram uma rentabilidade sobre os ativos 

(RA) média de -14,5%. O indicador de Liquidez Corrente aponta que os clubes possuem baixo 

nível de solvência, visto que, em média, o passivo circulante é mais que o dobro do ativo 

circulante (liquidez corrente de 0,4050). Dos 40 clubes analisados em 3 anos, totalizando 120 

observações, apenas 11 apresentaram liquidez corrente superior a 1. Resultados semelhantes 

aos encontrados por Jahara et al (2016) que, ao analisar informações financeiras de 20 clubes 

da série A, constataram que apenas 1 dos 20 clubes apresentou capital circulante positivo em 

2014. O Endividamento apresentou, conforme Tabela 1, um valor médio de 1,8715, variando 

de um mínimo de 0,21 para um valor máximo de 21,590. Esse resultado pode ser considerado 

um reflexo do alto volume de dívidas assumidas por esses clubes, e está em conformidade com 

as observações de Brandão (2012) e Dantas et al (2017) que, ao analisar amostras para os anos 

de 2006 a 2010 e 2010 a 2013, respectivamente, também observaram endividamento superior 

ao valor dos ativos. 

A análise do percentual de clubes com Passivo a Descoberto, ou seja, clubes com dívidas 

superiores ao Ativo Total, foi de 54% da amostra analisada. Em organizações convencionais, 

tais níveis de endividamento indicariam um alto risco de descontinuidade das operações, 

contudo, clubes de futebol apresentam capacidade de seguir com as operações apesar disso. 

Para Freitas et al (2017) os clubes dificilmente vão a falência devido a fidelidade de seus 

torcedores, clientes fiéis do espetáculo independente do momento esportivo ou financeiro das 

equipes. Contudo, questiona-se: Como os clubes conseguem obter recursos de terceiros para 

seguir com as operações mesmo apresentando Passivo a Descoberto? Uma possibilidade pode 

ser o oferecimento de receitas futuras como garantia ou a antecipação do recebimento desses 

recursos com a finalidade de alívio temporário da necessidade de caixa. Com base nos níveis 

endividamento dos clubes, pode-se questionar a efetividade das legislações criadas para regular 

 

11 

www.congressousp.fipecafi.org 

 

as entidades desportivas, em especial o PROFUT, criado justamente com o objetivo de 

modernizar a gestão dos clubes de futebol e estabelecer princípios de responsabilidade fiscal.  

 

4.2. Indicadores da Eficiência 

Com base nos pressupostos abordados na metodologia, utilizamos a Análise por 

Envoltória de Dados para identificar quais clubes da amostra selecionada foram mais e menos 

eficientes nas dimensões esportiva e financeira. O modelo DEA avalia a eficiência relativa das 

equipes definindo qual o máximo de produtos (outputs) que podem ser gerados com base nos 

insumos (inputs) utilizados dentro da amostra estudada. Dessa forma, os clubes considerados 

eficientes, que compõem a fronteira da eficiência, receberam a pontuação 1. Já os clubes 

considerados menos eficientes, localizados abaixo da fronteira, apresentam indicador menor do 

que 1, e o valor indica a distância do time até a fronteira da eficiência, em outras palavras, até 

o nível de outputs objetivo com base nos inputs utilizados. A Tabela 2 apresenta os times 

participantes da amostra e o nível de Eficiência Esportiva e Financeira atribuída a cada um deles 

pela Análise por Envoltória de Dados. Cabe destacar que essa eficiência é comparativa e 

restringe-se a amostra analisada.  

 

Tabela 2 – Eficiência Esportiva e Financeira dos Clubes Brasileiros 

Clube  Eficiência Esportiva   Eficiência Financeira  

2017 2016 2015 Média 2017 2016 2015 Média 

América-MG 0,856 0,825 0,602 0,761 0,650 0,854 0,505 0,670 

Athletico-PR 1,000 1,000 1,000 1,000 0,744 0,798 0,939 0,827 

Atlético-GO 0,903 0,958 0,917 0,926 0,717 0,575 0,466 0,586 

Atlético-MG 0,941 0,952 0,972 0,955 0,706 0,712 0,873 0,764 

Avaí-SC 0,787 0,967 0,631 0,795 0,719 0,464 0,406 0,530 

Bahia-BA 0,571 0,662 0,774 0,669 0,559 0,841 1,000 0,800 

Botafogo-RJ 0,946 0,909 0,882 0,912 1,000 0,686 0,584 0,757 

Botafogo-SP 0,393 0,264 0,115 0,257 0,532 0,544 0,406 0,494 

Bragantino-SP 0,938 1,000 0,798 0,912 0,278 0,615 0,274 0,389 

Brasil-RS 0,652 0,484 0,266 0,467 0,636 0,607 0,379 0,541 

Ceará-CE 0,829 0,956 0,791 0,859 0,724 0,624 0,545 0,631 

Chapecoense-SC 0,835 0,898 0,623 0,785 0,626 0,667 0,589 0,627 

Corinthians-SP 0,921 0,953 1,000 0,958 0,704 0,898 0,811 0,804 

Coritiba-PR 0,735 0,851 0,898 0,828 0,662 0,633 0,543 0,613 

Criciúma-SC 0,793 0,978 0,775 0,849 0,445 0,646 0,352 0,481 

Cruzeiro-MG 1,000 0,964 0,959 0,974 0,741 0,608 0,978 0,776 

Figueirense-SC 0,952 1,000 0,902 0,951 0,347 0,676 0,634 0,552 

Flamengo-RJ 0,837 0,795 0,931 0,854 1,000 1,000 1,000 1,000 

Fluminense-RJ 0,767 0,776 0,954 0,832 0,583 0,632 0,710 0,642 

Fortaleza-CE 0,508 0,635 0,429 0,524 0,626 0,634 0,469 0,576 

Goiás-GO 0,749 0,870 1,000 0,873 0,627 0,786 0,985 0,799 

Grêmio-RS 0,987 1,000 1,000 0,996 0,783 0,802 0,719 0,768 

Guarani-SP 0,419 0,413 0,322 0,385 0,457 0,243 0,401 0,367 

Internacional-RS 0,762 0,879 0,926 0,856 0,555 0,666 0,724 0,648 

Ituano-SP 0,265 0,278 0,227 0,257 0,620 0,552 0,463 0,545 

Joinville-SC 0,711 0,814 0,594 0,706 0,392 0,526 0,585 0,501 

Juventude-RS 0,654 0,673 0,291 0,539 0,745 0,447 0,281 0,491 

Oeste-SP 0,987 1,000 1,000 0,996 0,662 1,000 1,000 0,887 

 

12 

www.congressousp.fipecafi.org 

 

Palmeiras-SP 1,000 0,979 0,893 0,957 0,812 0,988 1,000 0,933 

Paraná-PR 0,571 0,828 1,000 0,800 0,207 0,471 1,000 0,559 

Paysandu-PA 0,853 0,833 0,804 0,830 0,603 0,692 0,643 0,646 

Ponte Preta-SP 0,879 1,000 0,736 0,872 0,574 0,605 0,573 0,584 

Portuguesa-SP 1,000 1,000 0,410 0,803 1,000 0,472 0,071 0,514 

Santa Cruz-PE 1,000 0,797 0,629 0,809 0,509 0,552 0,406 0,489 

Santos-SP 1,000 1,000 1,000 1,000 0,703 0,812 0,564 0,693 

São Paulo-SP 0,726 0,827 0,912 0,822 0,751 0,784 0,941 0,825 

Sport-PE 0,771 0,726 0,676 0,724 0,591 0,753 0,642 0,662 

Vasco da Gama-RJ 0,686 0,732 0,899 0,772 0,582 0,650 0,729 0,654 

Vila Nova-GO 0,490 0,595 0,474 0,520 0,604 0,506 0,268 0,459 

Vitória-BA 0,618 0,760 0,663 0,680 0,355 0,809 0,509 0,558 

Média 0,782 0,821 0,742 0,782 0,628 0,671 0,624 0,641 

Fonte: Elaborado pelo autor. 

 

Observa-se na dimensão esportiva, sete clubes alcançaram a eficiência máxima em 

2015, oito clubes em 2016 e seis clubes em 2017. Dos 40 clubes analisados na pesquisa, apenas 

Athlético-PR e Santos-SP foram classificados como eficientes nos três anos analisados. 

Destacam-se também o Grêmio-RS, Oeste-SP e a Portuguesa-SP, que foram classificados como 

os clubes de maior eficiência em 2 anos. Foram considerados eficientes em somente um ano o 

Bragantino-SP, Corinthians-SP, Cruzeiro-MG, Figueirense-SC, Goiás-GO, Palmeiras-SP, 

Paraná-PR, Ponte Preta-SP e Santa Cruz-PE. A eficiência média das equipes não apresentou 

evolução, partindo de 0,742 em 2015, chegando a 0,821 em 2016 e caindo a 0,782 em 2017, 

que coincidentemente é também o valor médio da eficiência em todo o período analisado. 

Assim como na pesquisa de Pereira et al (2015), diversos dos clubes melhor avaliados 

no ranking da CBF (output do modelo) foram considerados ineficientes pela modelagem DEA, 

pode-se citar como exemplos disso o Atlético-MG, o Corinthians e o Flamengo. Mesmo clubes 

campeões foram considerados ineficientes, enquanto outros não. O Corinthians-SP foi campeão 

brasileiro de 2015 e considerado eficiente naquele ano, contudo, ao conquistar o mesmo título 

em 2017, não foi considerado eficiente pelo modelo, apresentando inclusive um índice de 

eficiência menor que 2016, ano que não obteve título nenhum. Freitas et al (2017) encontram 

situação semelhante em sua pesquisa, quando em 2012, o campeão brasileiro Fluminense, ficou 

abaixo da fronteira da eficiência. Tendo em vista que o insumo considerado no modelo para 

produzir o produto desempenho em campo, pode-se concluir que esses clubes despenderam 

muitos recursos para obter tal resultado. 

Dos 40 clubes da amostra final, apenas o Flamengo obteve eficiência financeira máxima 

nos três anos estudados. O Flamengo-RJ curiosamente não conquistou nenhum título nacional 

ou internacional nesse período. Também é possível observar que menos clubes ocuparam a 

fronteira na eficiência financeira do que na eficiência esportiva: Apenas 5 clubes em 2015, 2 

clubes em 2016 e 3 clubes em 2017. O Oeste-SP alcançou a fronteira da eficiência duas vezes, 

e Palmeiras-SP, Bahia-BA, Botafogo-RJ, Paraná-PR e Portuguesa-SP uma vez cada. A 

eficiência financeira média foi de 0,641, o que indica que os clubes obtiveram em média apenas 

64,1% das receitas operacionais possíveis com base nos recursos despendidos. Mesmo clubes 

com as maiores receitas foram considerados ineficientes, devido ao montante de despesas 

incorridas para obter essas receitas. São exemplos Corinthians-SP, Grêmio-RS e São Paulo-SP, 

que apesar de apresentarem algumas das maiores receitas, não foram considerados eficientes 

em nenhum dos anos estudados. 

 

13 

www.congressousp.fipecafi.org 

 

Em ambas as dimensões, esportiva e financeira, a presença de clubes menores como 

Oeste, Paraná, Portuguesa, Bragantino e Santa Cruz é explicada pelo retorno variável de escala, 

que separa as DMU em grupos de acordo com suas escalas e determina a mais eficiente entre 

os grupos, o que é adequado para minimizar a disparidade entre o tamanho dos clubes, mas 

também tende a considerar DMU de escala muito grande ou pequena como eficientes, em 

semelhança as Dantas & Boente (2012) e Dantas et al (2015). 

Em seguida, com o objetivo de verificar se há relação entre as eficiências esportivas e 

financeiras analisou-se a matriz de correlação entre a eficiência calculada pelo DEA para os 

clubes pertencentes à amostra. Observa-se na Tabela 3 que a Correlação de Pearson não aponta 

sinais de correlação entre a eficiência dos clubes nas dimensões esportiva e financeira superior 

a 0,50, com exceção da correlação entre eficiência esportiva de 2015 e financeira de 2016, que 

foi de 0,5686, indicando um nível moderado de correlação, e entre a eficiência financeira e 

esportiva de 2015 com valor de 0,7011, indicado uma forte correlação. Há correlação moderada 

entre as eficiências esportivas de um período com o respectivo ano anterior, o que é esperado, 

visto que o ranking da CBF, output da dimensão esportiva, pontua o desempenho dos clubes 

nos anos anteriores também.  

 

Tabela 3 – Matriz de correlação entre as medidas de eficiência esportiva e financeira 

  

Eficiência 

Esportiva 

2017 

Eficiência 

Esportiva 

2016 

Eficiência 

Esportiva 

2015 

Eficiência 

Financeira 

2017 

Eficiência 

Financeira 

2016 

Eficiência 

Financeira 

2015 

Eficiência Esportiva 2017 1,0000 - - - - - 

Eficiência Esportiva 2016 0,8850*** 1,0000 - - - - 

Eficiência Esportiva 2015 0.6450*** 0,7595*** 1,0000 - - - 

Eficiência Financeira 2017 0,3613** 0,1956 0,0963 1,0000 - - 

Eficiência Financeira 2016 0,4424*** 0,3797** 0,5686*** 0,3087** 1,0000 - 

Eficiência Financeira 2015 0,2285 0,2698** 0,7011*** 0,1049 0,6381*** 1,0000 

Os símbolos ***, ** e * indicam significância de, respectivamente, 1%, 5% e 10%. Fonte: Elaborado pelo autor. 

 

Os resultados apresentados no presente estudo são coerentes com os estudos de Santos 

et al (2016), que não encontraram correlação entre os desempenhos esportivos e financeiros. 

Contudo, esse resultado difere dos estudos de Haas (2003), Barros et al (2010) e Nascimento et 

al (2015), que argumentam que clubes eficientes têm bom desempenho esportivo e financeiro. 

Diferenças entre a amostra e períodos podem justificar a divergência de resultados, assim como 

o uso de diferentes inputs e outputs na determinação da eficiência. 

 

4.3. REGRESSÃO EM PAINEL E SIGNIFICÂNCIA DAS VARIÁVEIS 

Para avaliar os determinantes da eficiência esportiva e financeira, foi aplicada uma 

Regressão com Dados em Painel, com a finalidade de identificar as variáveis independentes 

que apresentam relacionamento com índices de eficiência obtidos pelos clubes na Análise por 

Envoltória de Dados. Em seguida foi aplicado o teste de Hausman para determinar qual o 

modelo (fixo ou aleatório) é mais apropriado. A Tabela 4 sintetiza os resultados obtidos. O teste 

de Hausman aponta que o modelo fixo é mais indicado em ambas as dimensões esportiva e 

financeira.  

 

Tabela 4 – Variáveis determinantes da eficiência 

 Variável independente Eficiência Esportiva 

(FE) 

Eficiência Esportiva 

(RE) 

Eficiência 

Financeira (FE) 

Eficiência 

Financeira (RE) 

Constante 2,1087*** 

(0,4390) 

0,9426***  

(0,2871) 

2,3327*** 

(0,5758) 

1,3935*** 

(0,2888) 

Liquidez Corrente 

(LC) 

Rentabilidade sobre os Ativos 

(RA) -0,0013 

(0,0389) 

0,0017 

(0,0173) -0,0067 

(0,0369) 

0,0444 

(0,0511) 

0,0584 

(0,0381) -0,0010 

(0,0175) 

Endividamento (Endiv) -0,0024** 

(0,0108)  

0,0627*** 

(0,0224) 

0,0507** 

(0,0203) -0,0136 

(0,0092) 

Tamanho (Tam) -0,0694*** 

(0,0236) -0,0140 

(0,0139) -0,0045 

(0,0085) -0,0070 

(0,0150) 

Passivo a descoberto  

(PD) -0,0319 

(0,0414) -0,0926*** 

(0,0309) -0,0478*** 

(0,0158) -0,0082 

(0,0386) 

Títulos (Tit) - -0,0248 

(0,0543) -0,0462 

(0,0381) - 

Série A - 

0,0164 

(0,0375) 

0,0254  

(0,0329) - 

Grandes 12 (G12) - - 

0,0495 

(0,0625) 

0,1257*** 

(0,0445) 

(omitted) 

Promovidos (Prom) - - 

0,2383*** 

(0,0583) -0,0509 

(0,0381) 

Rebaixados (Rebaix) - - -0,0314 

(0,0358) 

0,0620 

(0,0568) 

0,0001 

(0,0489) 

Hausman 

0.0197  

0.0001  

As siglas FE e RE significam respectivamente modelo fixo e modelo aleatório. Erros padrão são mostrados em 

parênteses. As variáveis Passivo a descoberto, Títulos, Serie A, Grandes 12, Promovidos e Rebaixados são binárias 

(dummys) cujo valor é 1 casa afirmativo e 0 caso negativo. Os símbolos ***, ** e * indicam significância de, 

respectivamente, 1%, 5% e 10%. Foram estimados os modelos fixos e aleatórios com dados em painel e, seguindo 

o teste de Hausman, foi escolhida a estimativa dos coeficientes pelo modelo em ambas eficiências esportivas e 

financeiras. Fonte: Elaborado pelo autor. 

No modelo cuja variável dependente foi a eficiência esportiva, as variáveis 

Endividamento e Tamanho apresentaram coeficientes significativos e negativos. O 

relacionamento negativo entre Eficiência Esportiva e Endividamento indica que o 

endividamento causa impacto negativo na eficiência esportiva dos clubes. Uma possível 

explicação para esse resultado pode ser o fato do alto endividamento estar relacionado com 

problemas de gestão dos clubes, o que pode impactar de forma negativa o desempenho dos 

atletas em campo, considerando que esses clubes podem apresentar menos segurança para 

cumprir com os compromissos assumidos. Dantas et al (2015), contudo, ao analisar a mesma 

variável endividamento e eficiência não encontraram relacionamento estatisticamente 

significativo. Cabe destacar que os autores supracitados mediram a eficiência esportiva e 

financeira conjuntamente, o que pode justificar a diferença observada nos resultados. 

Em relação ao tamanho, observou-se um relacionamento negativo e significativo com a 

Eficiência Esportiva. Clubes maiores apresentaram, portanto, menor nível de eficiência 

esportiva. Considerando que esses clubes possuem boas pontuações no ranking da CBF, pode

se concluir que embora apresentem desempenho esportivo relativamente satisfatório, estão 

desembolsando um volume de excessivo de recursos. As variáveis Liquidez Corrente, 

Rentabilidade (RA) e a variável binária representativa do Passivo a Descoberto não foram 

estatisticamente significativas. 

Na análise da Eficiência Financeira, nenhuma das variáveis de desempenho esportivo 

(Títulos, Série A, Promovidos ou Rebaixados) apresentou significância estatística. Isso pode 

indicar que a eficiência financeira pode não estar relacionada ao desempenho em campo. Esse 

resultado, no entanto, diverge dos estudos de Dantas et al (2015) e Freitas et al (2017), cujos 

www.congressousp.fipecafi.org 

14 

estudos identificaram relacionamento entre a eficiência e as variáveis independentes títulos e 

pertencentes à Série A.  

Observa-se no presente estudo as variáveis Rentabilidade sobre os Ativos (RA) e 

Tamanho apresentaram significância na determinação da eficiência financeira. O coeficiente 

positivo significativo para a variável independente RA indica que quanto maior o retorno sobre 

os ativos, mais eficientes financeiramente os clubes são, o que era esperado, considerando que 

a rentabilidade é medida pela relação entre superávit ou déficit e o ativo total e a eficiência 

financeira foi determinada pela relação entre a Receita Operacional Bruta e as despesas totais. 

A variável tamanho, assim como na análise da eficiência esportiva, apresentou relacionamento 

negativo e significativo com a eficiência financeira. Os grandes clubes, ainda que tenham 

grande capacidade de geração de receita, o uso de recursos em excesso torna-os ineficientes. 

Resultado coerente com os achados de Pereira et al (2015), que verificou que clubes mais 

eficientes estão associados a menores valores de ativo não circulante. As variáveis de liquidez 

corrente, endividamento e passivo a descoberto não apresentaram significância com a eficiência 

financeira.  

5 CONCLUSÕES 

A partir dos resultados encontrados na pesquisa, pode-se concluir que embora os clubes 

apresentem movimentação financeira expressiva, os times de futebol possuem graves 

problemas financeiros.  

Observou-se que os clubes brasileiros apresentam indicadores financeiros que apontam 

para uma situação financeira altamente arriscada. Esse fato pode ser confirmando pelo alto nível 

de endividamento dos clubes e pelo fato de 54% dos times analisados na amostra apresentarem 

Patrimônio Líquido negativo. Apesar dessa situação, insustentável para outros tipos de 

organizações, os clubes mantêm suas atividades em operação, uma possível explicação para 

isso seria a fidelidade dos torcedores, clientes desse mercado, mas são necessários estudos mais 

aprofundado em relação a sustentabilidade dessas organizações. 

Na análise da eficiência esportiva, é possível concluir que os clubes apresentam bons 

níveis de eficiência relativa média, próxima a 80%. Das 120 observações analisadas, sendo 40 

clubes em 3 anos, 21 observações alcançaram a fronteira da eficiência esportiva, o que 

corresponde a 17,5% da amostra total. Contudo, mesmo clubes no topo do ranking da CBF, 

podem, pela modelagem empregada, não ser considerados eficientes, com base na relação entre 

inputs consumidos para obter o output desempenho esportivo, medido pelo ranking da CBF. 

Além disso, cabe destacar que essa eficiência é relativa, pois considera somente a eficiência 

comparativa entre os clubes da amostra analisada. Se compararmos os clubes considerados 

eficientes no presente estudo, por exemplo, com clubes de outros países ou ligas esportivas, 

essa análise pode ser diferente.  

Em relação à análise da eficiência financeira, pode-se observar que os clubes 

apresentaram eficiência relativa de 0,641, menor, portanto, que a eficiência esportiva, que foi 

0,782. Além disso, um número menor de clubes atingiram a fronteira da eficiência financeira, 

semente 10 de 120 observações, o que equivale a pouco mais de 8% da amostra. Analisou-se 

também a correlação entre os desempenhos esportivo e financeiro, embora exista correlação 

estatisticamente significativa, a correlação foi superior a 0,5 somente para a eficiência esportiva 

de 2015 e eficiência financeira de 2016 e para a eficiência esportiva e financeira do ano de 

2015.  

www.congressousp.fipecafi.org 

15 

Na identificação dos fatores determinantes da eficiência, foi verificado que o indicador 

de endividamento foi significante com coeficiente negativo, o que indica que altos níveis de 

endividamento podem afetar negativamente a eficiência esportiva. A variável Tamanho 

mostrou-se significativa para ambas às dimensões, esportiva e financeira. No entanto, o 

relacionamento entre tamanho e eficiência foi negativo, indicando que quanto maior o clube, 

menor será sua eficiência, tanto financeira quanto esportiva. A Rentabilidade sobre os Ativos 

(RA) foi significativa e positivamente relacionada com a eficiência financeira.  

Por fim, apesar dos esforços governamentais e a ação de dirigentes, a gestão financeira 

dos clubes de futebol brasileiro ainda pode ser considerada inadequada. Muitos clubes 

brasileiros são deficitários, apresentam alto nível de endividamento e baixa liquidez. Além 

disso, não obtém receitas suficientes para cobrir todos os custos e despesas operacionais. 

Destaca-se o fato de 54% da amostra ser composta por clubes com passivo a descoberta. Esse 

cenário requer ação imediata dos responsáveis pela gestão dos clubes, tendo em vista não 

somente o equilíbrio financeiro, mas também os possíveis impactos para o desempenho dentro 

de campo apontados pela pesquisa. A diversificação das fontes de receita e melhor controle dos 

gastos podem ajudar os clubes a ter mais solidez financeira. Além disso, sugere-se que seja 

implementada alguma política de controle e acompanhamento da gestão dessas entidades.  

O presente estudo contribui para a literatura existente ao analisar de formam separada a 

eficiência esportiva e financeira, além de analisar um período posterior à aprovação e 

implementação do PROFUT, cujo objetivo seria modernizar e estabelecer princípios de 

responsabilidade fiscal nos clubes de futebol brasileiros, retratando a eficiência dos clubes após 

a referida lei.  

Para estudos futuros, recomenda-se o uso de diferentes modelos e variáveis para medir 

a eficiência e os seus fatores determinantes. Uma das possibilidades é analisar se as contratações 

de jogadores, realizadas pelos clubes, resultam em eficiência esportiva e financeira, visto que 

os times despendem montantes significativos nesse mercado. Também são necessários estudos 

mais profundos sobre o endividamento dos clubes, em especial sobre os custos de manutenção 

das dívidas e sobre a continuidade das operações dos clubes com passivo a descoberto. Outra 

sugestão são novos estudos a respeito da relação entre o desempenho esportivo e financeiro, 

dada a divergência de resultados entre os autores. 

Referências 

Banker, R. D., Charnes, A., & Cooper, W. W. (1984). Some Models for Estimating Technical 

and Scale Inefficiencies in Data Envelopment Analysis. Management Science, 30(9), 

1078–1092. https://doi.org/10.1287/mnsc.30.9.1078 

Barros, C. P., Assaf, A., & Sá-Earp, F. (2010). Brazilian football league technical efficiency: A 

Simar and Wilson approach. Journal of Sports Economics, 11(6), 641–651. 

https://doi.org/10.1177/1527002509357530 

Brandão, A. R. (2012). O endividamento dos clubes de futebol no Brasil. Dissertação de 

Mestrado em Administração de Empresas, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São 

Paulo, SP, Brasil. Recuperado de http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/626 

Brasil. (1993). Lei No 8.672, de 6 de Julho de 1993. Institui normas gerais sobre desportos e 

dá 

outras 

providências. 

Recuperado 

de 

www.congressousp.fipecafi.org 

16 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8672.htm 

Brasil. (1998). Lei no 9.615, de 24 de Março de 1998. Institui normas gerais sobre desporto e 

dá 

outras 

providências. 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9615consol.htm 

Recuperado 

de 

Brasil. (2015). Lei No 13.155, de 4 de Agosto de 2015. Estabelece princípios e práticas de 

responsabilidade fiscal e financeira e da outras providências. Diário Oficial da União. 

Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13155.htm 

Carvalho, A. M. G. (2015). Eficiência de Clubes Europeus de Futebol Profissional – Análise 

Financeira e de Performance através do Método DEA. Dissertação de Mestrado em 

Ciências do desporto, Universidade de Beira Interior, Covilhã, Portugal. Recuperado de 

https://ubibliorum.ubi.pt/handle/10400.6/6518 

Carvalho, C. A. P. de, Gonçalves, J. C. de S., & Alcântara, B. C. S. de. (2003). A Transformação 

do Futebol: da Diversão à Hegemonia do Mercado. Anais do Encontro da Associação 

Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Administração, Atibaia, SP, Brasil, 27. 

Recuperado de http://www.anpad.org.br/admin/pdf/enanpad2003-teo-2138.pdf 

European 

Charnes, A., Cooper, W. W., & Rhodes, E. (1978). Measuring the efficiency of decision making 

units. 

Journal 

of 

Operational 

https://doi.org/10.1016/0377-2217(78)90138-8 

de 

julho 

Research, 

2(6), 

429–444. 

Comitê de Pronunciamentos Contábeis. (2009). Pronunciamento Técnico CPC 04. Recuperado 

30 

de 

2019, 

de 

http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos

Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35 

Cooper, W., Seiford, L., Zhu, J. (2004). Handbook on Data Envelopment Analysis. Boston: 

Kluwer Academic Publishers. 

Dantas, M. G. da S., & Boente, D. R. (2011). A eficiência financeira e esportiva dos maiores 

clubes de futebol europeus utilizando a análise envoltória de dados. Revista de 

Contabilidade 

Organizações, 

https://doi.org/https://doi.org/10.11606/rco.v5i13.34805 

5(13), 

75–90. 

Dantas, M. G. da S., & Boente, D. R. (2012). A Utilização da Análise Envoltória de Dados na 

Medição de Eficiência dos Clubes Brasileiros de Futebol. Revista Contabilidade Vista & 

Revista, 

23(4), 

101–130. 

Recuperado 

https://revistas.face.ufmg.br/index.php/contabilidadevistaerevista/article/view/1549 

de 

Dantas, M. G. da S., Machado, M. A. V., & Macedo, M. A. D. S. (2015). Fatores determinantes 

da eficiência financeira e esportiva de clubes de futebol do Brasil. Advances in Scientific 

and Applied Accounting, 8(1), 113–132. https://doi.org/10.14392/asaa.2015080106 

Dantas, M. G. da S., Freitas Neto, R. M., Costa, M. A. A. da, & Barbosa, A. (2017). The 

Determinants of Brazilian Football Clubs’ Debt Ratios. Brazilian Business Review, 

www.congressousp.fipecafi.org 

17 

14(Edição especial), 94–109. https://doi.org/10.15728/edicaoesp.2017.5 

Deloitte. (2019a). Deloitte Football Money League. Recuperado 19 de maio de 2019, de 

https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business-group/articles/deloitte-football

money-league.html 

Deloitte. (2019b). World in motion: Annual Review of Football Finance 2019. Recuperado 1 

de agosto de 2019, de https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business

group/articles/annual-review-of-football-finance.html 

Espartel, L. B., Müller Neto, H. F., & Pompiani, A. E. M. (2009). “Amar é ser fiel a quem nos 

trai”: a relação do torcedor com seu time de futebol. Organizações & Sociedade, 16(48), 

59–80. https://doi.org/10.1590/s1984-92302009000100003 

Freitas, M., Flach, L., & Farias, R. (2017). Efficiency Determinants in Brazilian Football Clubs. 

Brazilian Business Review, 14, 1–23. https://doi.org/10.15728/edicaoesp.2017.1 

Gabriel, J. (2019). Metade da Série A atrasou pagamentos de atletas em 2019. Folha de São 

Paulo. Recuperado de https://www1.folha.uol.com.br/amp/esporte/2019/10/metade-da

serie-a-atrasou-pagamentos-de-atletas-em

2019.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social

media&utm_content=geral&utm_campaign=esporte&__twitter_impression=true 

Haas, D. J. (2003). Technical Efficiency in the Major League Soccer. Journal of Sports 

Economics, 4(3), 203–215. https://doi.org/10.1177/1527002503252144 

Hough, P. (2008). ‘Make Goals Not War’: The Contribution of International Football to World 

Peace. The International Journal of the History of Sport, 25(10), 1287–1305. 

https://doi.org/10.1080/09523360802212214 

Jahara, R. D. C., Mello, J. A. V. B., & Afonso, H. C. A. da G. (2016). Proposta de Índice Padrão 

e Análise de Performance Financeira dos Clubes Brasileiros de Futebol da Série A no Ano 

2014. 

PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review, 5(3), 20–40. 

https://doi.org/10.5585/podium.v5i3.144 

Leoncini, M. P. (2001). Entendendo o negócio futebol: um estudo sobre a transformação do 

modelo de gestão estratégica nos clubes de futebol. Tese de Doutorado em Engenharia, 

Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. https://doi.org/10.11606/T.3.2001.tde

08122003-165621 

Leoncini, M. P., & Silva, M. T. da. (2005). Entendendo o futebol como um negócio : um estudo 

exploratório. Gestão & Produção, 12(1), 11–23. http://dx.doi.org/10.1590/S0104

530X2005000100003 

Mariano, E. B. (2012). Crescimento econômico e desenvolvimento humano: uma análise 

mundial da eficiência social de Estados-nação. Tese de Doutorado em Engenharia de 

Produção, Universidade de São Paulo, São Carlos, SP, Brasil. Recuperado de 

www.congressousp.fipecafi.org 

18 

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18157/tde-24082012-142856/pt-br.php 

Mayer, R. (2017). A Evidenciação de Informações Contábeis Obrigatórias e Voluntárias: Um 

Estudo em Clubes de Futebol Brasileiros. Dissertação de mestrado em Ciências Contábeis, 

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, RS, Brasil. Recuperado de 

http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/6635 

Melo, C. L. L. de, Boente, D. R., Vieira, E. R. F. da C., & Braga, P. de T. S. (2005). Avaliação 

do Desempenho Organizacional : um Estudo das Companhias do Setor Elétrico Brasileiro 

com Base na Análise Envoltória de Dados (DEA). Anais Congresso Brasileiro de Custos, 

Curitiba, 

PR, 

Brasil, 

15. 

https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/1325 

Recuperado 

de 

Moreira, G., & Capelo, R. (2019). Polícia investiga diretoria do Cruzeiro por indícios de 

pagamentos suspeitos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Recuperado 29 de 

novembro 

de 

2019, 

de 

Globo 

Esporte 

website: 

https://globoesporte.globo.com/futebol/times/cruzeiro/noticia/policia-investiga-cruzeiro

por-indicios-de-pagamentos-suspeitos-falsidade-ideologica-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml 

Nascimento, J. C. H. B. do, Nossa, V., Bernardes, J. R., & Sousa, W. D. de. (2015). A eficiência 

dos maiores clubes de futebol brasileiros: evidências de uma análise longitudinal no 

período de 2006 a 2011. Revista Contabilidade Vista & Revista, 26(2), 137–161. 

Nova, S. P. de C. C., & Santos, A. dos. (2008). Aplicação Da Análise Por Envoltória De Dados 

Utilizando Dados Contabeis. Revista de Contabilidade e Organizações, 3(2), 132–154. 

https://doi.org/https://doi.org/10.11606/rco.v2i3.34717 

Pereira, A. G. C., Júnior, A. C. B., Kronbauer, C. A., & Abrantes, L. A. (2015). Eficiência 

Técnica e Desempenho Econômico-Financeiro dos Clubes de Futebol Brasileiros. 

REUNA, 20(2), 115–138. Recuperado de https://revistas.una.br/reuna/article/view/665 

Rezende, A. J. (2004). Estudo Sobre as Decisões Identificadas na Gestão de Contratos de 

Jogadores De Futebol: O Caso do Clube Atlético Paranaense. Dissertação de Mestrado  

em Ciências Contábeis, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Recuperado de 

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-29092006-160827/pt-br.php 

Rezende, A. J., & Custódio, R. D. S. (2012). Uma Análise Da Evidenciação Dos Direitos 

Federativos Nas Demonstrações Contábeis Dos Clubes De Futebol Brasileiros. Revista de 

Educação 

Pesquisa 

em 

Contabilidade 

https://doi.org/10.17524/repec.v6i3.235 

(REPeC), 

6(3), 

229–245. 

Rezende, A. J., & Dalmácio, F. Z. (2015). Práticas de Governança Corporativa e Indicadores 

de Performance dos Clubes de Futebol : uma Análise das Relações Estruturais. 

Contabilidade, Gestão e Governança, 18(3), 105–125. Recuperado de https://cgg

amg.unb.br/index.php/contabil/article/view/878/pdf 

Rezende, A. J., Facure, C. E. F., & Dalmácio, F. Z. (2009). Práticas de Governança Corporativa 

www.congressousp.fipecafi.org 

19 

São 

em Organizações Sem Fins Lucrativos. Anais Congresso USP de Controladoria e 

Contabilidade, 

Paulo, 

SP, 

Brasil, 

16. 

http://www.fucape.br/_public/producao_cientifica/2/Dalmacio 

governanca.pdf 

Recuperado - 

Praticas 

de 

de 

Rezende, A. J., Salgado, A. L., Ribeiro, E. M. S., & Dalmácio, F. Z. (2008). Uma Análise do 

Tratamento Contábil dos Ativos Intangíveis (Jogadores De Futebol) nos Clubes 

Brasileiros. Anais Congresso Brasileiro de Custos, Curitiba, PR, Brasil, 15. Recuperado 

de https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/1282/1282 

Ribeiro, A. S., & Lima, F. (2012). Portuguese football league efficiency and players’ wages. 

Applied 

Economics 

Letters, 

https://doi.org/10.1080/13504851.2011.591719 

no 

19(6), 

599–602. 

Rodrigues, M. S., & Silva, R. de F. C. (2006). Clientes ou torcedores: A Empresarização do 

Futebol 

Brasil. 

Alcance, 

13(2), 

167–185. 

https://siaiap32.univali.br/seer/index.php/ra/article/view/159 

Recuperado 

de 

Santos, C. A. dos, Dani, A. C., & Hein, N. (2016). Estudo da Relação entre os Rankings 

Formados pela Confederação Brasileira de Futebol e Indicadores Econômico-Financeiros 

dos Clubes de Futebol Brasileiros. PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review, 5(3), 

41–59. https://doi.org/10.5585/podium.v5i3.161 

Silva, T. B. de J., Santos, C. A. dos, & Cunha, P. R. da. (2017). Relação entre o Desempenho 

Econômico-Financeiro e o Relatório de Auditoria dos Clubes de Futebol Brasileiros. 

Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 7(3), 177–200. Recuperado de 

http://www.spell.org.br/documentos/ver/46571/relacao-entre-o-desempenho-economico

financeiro-e-o-relatorio-de-auditoria-dos-clubes-de-futebol-brasileiros 

UEFA. (2014). Worldwide reach of the Lisbon final. Recuperado 1 de julho de 2019, de 

UEFA.com 

website: 

http://www.uefa.com/uefachampionsleague/news/newsid=2111684.html . O artigo dos autores GABRIEL SANTOS CARVALHO  e FLÁVIO LEONEL DE CARVALHO na Universidade de São Paulo (USP).

O fator econômico nos clubes de futebol envolve a relação direta entre a gestão financeira, as receitas, os gastos com salários e o desempenho esportivo em campo.

Estudos acadêmicos e relatórios em formato PDF mostram que fatores como despesas com o elenco e receita líquida apresentam forte ligação positiva com o sucesso nos campeonatos.

Principais Fatores Econômicos nos ClubesReceitas de Transmissão e Premiações: Os direitos de TV representam a maior fatia do dinheiro que entra nos clubes brasileiros.Gastos com Pessoal: Investimentos altos em salários de jogadores e comissão técnica costumam trazer melhores resultados esportivos.Endividamento: Dívidas acumuladas e passivos elevados dificultam a saúde financeira e a capacidade de investimento a longo prazo.Eficiência de Gestão: Métodos como a Análise Envoltória de Data (DEA) avaliam como os clubes transformam recursos financeiros em títulos e pontos.

Confira a noticia no UOL .https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/09/22/como-sao-paulo-conseguiu-dinheiro-para-pagar-salarios-atrasados-em-carteira.ghtm

Confira a História e Títulos do São Paulo . No Site Campeões do Futebol..https://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_saopaulo.html

Pobreza fiuançeira que se reflete em campo.

Imagem do Site Oficial do São Paulo Futebol Clube .






 



 

Pobreza finançeira que se reflete em campo .