sábado, 28 de fevereiro de 2026

Novorizontino x Corinthians .

  

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 
  • Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.
  • Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.
  • Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.
  • Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.
  • Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.
  • Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

  • Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).
  •  Leitura de campo em diferentes fases do jogo.
  •  Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência .                                                 O Novorizontino se classificou para as finais do Campeonato Paulista , ao vencer o Corinthians por 1 a 0, agora a noite , no estádio Doutor José Ismael de Blasi , pela semifinal do Campeonato Estadual .                 O lateral esquerdo Mayk marcou o gol da vitória  após cruzamento de Robson . O único chute a gol do Novorizontino , foi justamente o gol que lhe valeu a vaga na decisão . De maneira geral , o time corintiano teve melhor jogo ofensivo , Com marcação alta no campo adversário , nas movimentações constantes dos jogadores de meio campo e ataque , nas finalizações constantes e na roubada de bola no campo adversário   . Mas no segundo tempo , o ataque corintiano deixou a desejar .  O Novorizontino havia chego a final do Estadual Paulista pela última vez em 1990, quando foi vencido pelo Bragantino .  As finais do Campeonato Paulista , serão jogadas na quarta feira dia 04 e no domingo dia 08.                                                   Palmeiras e Sao Paulo decidem a outra vaga na final , amanhã às 20 e 30 HS na Arena Barueri . O Novorizontino pode decidir o Paulistão em casa , caso o Palmeiras não goleie o São Paulo .
A resposta dota

Cruzeiro x Pouso Alegre

 

A qualidade técnica seria a habiludade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 
  • Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.
  • Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.
  • Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.
  • Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.
  • Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.
  • Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

  • Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).
  •  Leitura de campo em diferentes fases do jogo.
  •  Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência .                                                O Cruzeiro se classificou para as finais do Campeonato Mineiro , ao vencer o Pouso Alegre por 1 a 0;, em jogo disputado no Mineirão .                                                             Kaio Jorge marcou o gol cruzeirense . E agora a Raposa aguarda o vencedor do jogo ente Atlético MG e América MG para saber seu adversário na final do estadual .     Em meio a pressão externa , o time cruzeirense teve muita inteligência tática na maior parte dos dois tempos da partida . Os cruzeirenses souberam estudar o time adversário com antecedência , e assim achar as melhores soluções táticas para o andamento da partida . O time cruzeirense soube estudar muito bem as características do time adversário e consegui a classificação . A preocupação fica com Gerson e Cássio , que saíram lesionados .O meia sentiu no primeiro tempo e o goleiro saiu lesionado na etapa final .O Cruzeiro volta a campo as 21 e  hs no Maracanã contra o Flamengo na próxima quarta feira dia 11 pelo Campeonato Brasileiro .
A resposta dota

Flamengo .

 Um clube esportivo é uma associação civil, geralmente sem fins lucrativos, constituída com o objetivo principal de fomentar, desenvolver, promover e praticar atividades esportivas. 

Essas organizações podem variar significativamente em termos de tamanho, estrutura e foco, abrangendo desde clubes amadores locais até organizações profissionais de grande porte, como times de futebol renomados. 

Características Principais

Foco no Esporte: A razão central da existência de um clube esportivo é o desenvolvimento de uma ou múltiplas modalidades esportivas.

Associação de Pessoas: É formado por um grupo de indivíduos (sócios, membros ou atletas) que partilham do interesse em praticar ou apoiar o esporte.

Infraestrutura: Geralmente dispõe de instalações específicas para a prática esportiva, como quadras, campos, piscinas, ginásios, pistas de atletismo e vestiários.

Gestão Organizada: Possui uma estrutura de gestão (diretoria, conselho) responsável pelo planejamento, organização, direção e controle das atividades, finanças e manutenção das instalações.

Formação e Lazer: Além do aspecto competitivo, muitos clubes esportivos também oferecem espaços e programas para a formação de novos atletas (categorias de base), lazer e qualidade de vida para a comunidade. 

Tipos de Clubes Esportivos

Os clubes esportivos podem ser classificados de diversas formas:

Amadores/Locais: Frequentemente operam como associações sem fins lucrativos, focando na base, formação e prática esportiva por lazer, com dirigentes voluntários.

Profissionais: Clubes que participam de competições de alto nível, muitas vezes organizados como empresas ou sociedades anônimas (SAF no Brasil), onde os atletas são pagos para competir.

Sociais-Esportivos: Agregam as duas funções, oferecendo uma ampla gama de atividades sociais e recreativas, além das modalidades esportivas competitivas para seus associados (Ex: Esporte Clube Pinheiros em São Paulo). 

Em resumo, o clube esportivo é um pilar fundamental na promoção da saúde, do lazer, da socialização e do desenvolvimento de talentos no esporte

Confira artigo da  Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 7

mbito esportivo.


ARTIGO ORIGINAL

 A GESTÃO ESPORTIVA DE UM CLUBE COMO FATOR DETERMINANTE PARA 

SATISFAÇÃO DE ASSOCIADOS

 The sportive management of a club as a determining factor for satisfaction of associates

 ISSN: 2178-7514

 Carlos Henrique Prevital Fileni2,3, Braulio N. Lima1,2, Rodrigo C. Oliveira 1,2,Evandro O. de Almeida3, Luis Silio4,5, Leandro B 

Camargo1,2, Gustavo C. Martins2,3, Fernanda T. Costa1,2, Claudio Novelli2, Cynara C. Pereira2, Fabio F. Vieira2,7,8, 

Valter R. Moraes2, Liliane S. C. Pizzatto4, Felipe P. Maia6, Mauro A. Guiselini, Ricardo Pablo Passos1,2

 Vol. 11| Nº. 2| Ano 2019

 RESUMO

 Introdução: Atualmente o desenvolvimento da gestão de novas instalações esportivas e a otimização de 

seu uso tem sido um dos principais objetivos das organizações esportivas. O gestor de instalações esportivas 

influencia decisivamente no comportamento organizacional do esporte nestes locais. O esporte como 

promotor de saúde, qualidade de vida e lazer proporcionados pelo clube, vem aumentando o número de 

procura devido a auto diversidade oferecida, no entanto surge a necessidade de uma boa administração 

esportiva, para que os mesmos possam oferecer mão de obra qualificada aos associados. Objetivo: realizar 

pesquisa qualitativa utilizando um questionário,  referente à estrutura, modalidades esportivas, eventos e 

novidades do clube, junto a uma amostra de 189 associados. Métodos: questionário composto por nove 

questões, sendo cinco do tipo múltipla escolha e as outras quatro na escala Lickert. Foi realizada a estatística 

descritiva das respostas obtidas. Resultados: Em relação à frequência dos associados no clube, destaca-se 

que 81% o frequentam três ou mais vezes por semana; 13% dos mesmos, apenas uma vez por semana e 

6% raramente vão ao clube, ou seja, 19% dos associados subutiliza o clube, o que é um dado importante, 

para que os gestores possam desenvolver estratégias para que estes passem a usufruir do clube com mais 

frequência. O principal resultado foi o nível de satisfação 87% de contentamento dos associados, resultado 

este que faz o que o clube seja uma referência na cidade e também na região. 

Palavras-chave: Clube Sócioesportivo; Gestão do Esporte; Satisfação; Qualidade de vida.

 ABSTRACT

 Introduction: The development of the management of new sports facilities and the optimization of their 

use has been one of the main goals of sports organizations. The manager of sports facilities decisively 

influences the organizational behavior of the sport in these places. Sport as a promoter of health, quality 

of life and leisure provided by the club, has been increasing the number of demand due to the self 

diversity offered, nevertheless arises the need for a good sports administration, so that they can offer 

qualified manpower to the associated. Objective: to carry out qualitative research using a questionnaire, 

referring to the structure, sports modalities, events and news of the club, together with a sample of 189 

associates. Methods: a questionnaire composed of nine questions, five of which were multiple choice 

and the other four were on the Lickert scale. The descriptive statistics of the answers obtained were 

performed. Results: Regarding the frequency of club members, it is important to note that 81% attend 

it three or more times a week; 13% of them, only once a week and 6% seldom go to the club, that is, 

19% of the members underutilized the club, which is an important fact, so that managers can develop 

strategies for them to take advantage of the club more often. The main result was the satisfaction level of 

87% of members’ satisfaction, which is what makes the club a reference in the city and also in the region.

 Keywords: Socio-Sports Club; Sports Management; Satisfaction; Quality of life.

 Autor de correspondência

 Carlos Henrique Prevital Fileni 

1- Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep - Programa de Pós Graduação em Ciências do 

Movimento Humano.

 2 - Núcleo de Pesquisas em Biomecânica Ocupacional e Qualidade de Vida

 3 - Faculdade Euclides da Cunha - FEUC - S.J.do Rio Pardo - SP

 4 - Faculdade São Lucas - Porto Velho - Rondônia

 5 - Universidade Federal de Rondônia - Porto Velho - Rondônia

 6 - UNESC - Faculdade de Educação e cultura de Vilhena - Rondônia

 7-  Uniesp (Universidade Brasil) 

8-  FIEP (Federátion Internationale D’Éducation Physique)

 Faculdade Euclides da Cunha - FEUC - S.J.do Rio Pardo - SP

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 clube sócioesportivo a formalização de espaços 

INTRODUÇÃO

 A importância crescente do Esporte na 

sociedade atual pode ser verificada pelo aumento 

no número de pessoas ligadas a ele em suas 

diversas manifestações, além da realização de 

grandes eventos esportivos no país, que gera 

interesse econômico e também acadêmico no 

fenômeno do esporte e na necessidade de uma 

gestão profissional de suas atividades. Nesse 

cenário, é observado que algumas organizações 

esportivas conseguiram acompanhar o processo 

de desenvolvimento do esporte e adotar práticas 

de uma gestão profissionalizada para o alcance de 

seus objetivos.

 Sabemos que existem dificuldades para 

adesão a um clube esportivo, dentre elas estão: 

problemas financeiros, socialização, identificação, 

logística entre outros. Cabe então aos gestores 

esportivos a fidelização dos associados para que 

estes continuem e possam despertar interesses ao 

público a conhecer as instalações e métodos de 

trabalho.

 A gestão de clube sempre esteve ligada 

gestão de esportes, pois os clubes ainda 

são, nos dias de hoje, um campo fundamental 

para o desenvolvimento de práticas esportivas 

formais (ROCHE, 2002). De certa forma, a 

manutenção e a eficiência da organização dos 

clubes sócioesportivos, quanto a sua capacidade 

de sustentabilidade pode ser vital para a 

sobrevivência do esporte nacional.

 Silva (2010) traz como definição de 

privados, sem fins lucrativos, com finalidade de 

oferecer a públicos restritos, oportunidades de 

lazer, constituindo um modelo muito peculiar da 

empresa. 

Um clube pode representar uma pequena 

sociedade, criada por um grupo de pessoas que 

partilham de certos interesses como atividades 

desportivas, culturais ou recreativas (lazer), 

individuais ou conjuntamente.

 O setor de serviços de um clube sócio 

recreativo é formado por entidades que se 

ocupam de atividades sociais ou beneficentes, 

mesmo que não sejam parte da administração 

pública pertencente às autarquias e empresas 

públicas, estas entidades de utilidade pública 

não possuem finalidade lucrativa, são fundações 

com capacidade de gerar projetos, empreender 

iniciativas e mobilizar recursos necessários ao 

desenvolvimento social.

 A Fasfil - Fundações Privadas e 

Associações sem Fins Lucrativos são entidades 

relativamente novas no Brasil 40% delas foram 

criadas entre 2001 e 2010, evidenciando um 

crescimento regular na última década, que das 

118,6 mil, metade surgiu nos últimos cinco anos. 

Observa-se também que as entidades criadas 

entre o período de 1981 a 2000 representam 

46,5% do total de entidades que ainda estão em 

atividade no Brasil (IBGE, 2010).

 No campo esportivo ou da prática de 

lazer, atualmente, observamos o crescimento 

desenfreado de políticas públicas ou privadas, 

Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 2

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 que se autodenominam promotoras da cidadania, 

é um contraponto ao projeto anterior, que visava 

a formação e descoberta de novos talentos. 

O resultado dessa proliferação de políticas 

associadas à imagem e à ideia de cidadania é que: 

qualquer ação que tire os jovens da rua é resgate 

de cidadania, qualquer ação solidária, como 

f

 ilantropia empresarial, ação caridosa de uma 

igreja, ou mesmo as novas políticas esportivas 

de atletas famosos, tudo se transforma numa 

promoção de cidadania (MELO NETO, 1995).

 O esporte é um dos maiores meios de 

lazer da sociedade. Capaz de retardar vários 

tipos de doenças psicológicas e físicas, praticado 

desde a infância tem sido o maior desencadeador 

de ‘hobbies’ entre os adultos. Com o intuito de 

mudar e estruturar uma nova sociedade, estudos 

são feitos para demonstrar a importância dos 

diversos tipos de esportes na criação pedagógica 

e funcional de uma criança, que com a adoração 

pela prática poderá desenvolver uma espécie de 

rotina e descarga de energias que incluem como 

lazer nas horas livres do cotidiano. O aumento 

da atividade física melhora a aptidão física, e 

os altos níveis de ambos estão relacionados a 

menores taxas de morbidade e mortalidade por 

várias causas, incluindo doenças cardiovasculares. 

(Penha et al., 2018).

 O mercado esportivo vem crescendo em 

demasia, visto os diversos eventos, bem como 

as diversas atividades esportivas desenvolvidas 

no país, o que gera influência fundamental na 

população, em aceitação e prática das modalidades 

(BATTAGLIA, 2003). Por outro lado, com tal 

aumento, surge a necessidade ainda maior no 

processo de se administrar todo esse campo. Para 

Saba (2012), o sucesso do esporte, bem como dos 

produtos, serviços, marcas, ideias a que o mesmo 

está vinculado, se dá especialmente pelo sucesso 

da gestão esportiva desenvolvida, pois cabe a 

essa o planejamento, a organização, a direção, 

o controle e acompanhamento das diversas 

estratégias, a fim de conquistar o mercado em 

questão.

 Baseados nestas definições iniciais, 

devemos considerar que, um clube sócioesportivo 

é uma organização, com uma gestão voltada para 

promover a saúde e o lazer aos seus associados.

 O presente estudo vem abordar o nível de 

satisfação de associados em plano de gestão do 

esporte e quais são os fatores determinantes 

para a fidelização. Trazendo como objetivo 

geral do estudo analisar o nível de satisfação 

dos associados do clube Associação Atlética 

Riopardense. Para os objetivos específicos foram: 

Analisar a satisfação com as estruturas do clube, 

as modalidades esportivas, lazer oferecido, 

eventos esportivos e novidades. 

MÉTODOS

 Usando como referência o livro “Pesquisa 

de Marketing - Conceitos e Metodologia”, de 

Beatriz Santo Samara e José Carlos de Barros, 

foi determinado o método quantitativo com 

abordagem para pesquisa no clube Associação 

Atlética Riopardense, município de São José do 

Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 3

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 Rio Pardo, mediante a aplicação de questionário 

estruturado e não identificado, composto por 

cinco questões de múltipla escolha e quatro 

questões na Escala de Lickert. A pesquisa foi 

aplicada para associados maiores de 18 anos de 

ambos os sexos, no período de 04 de junho a 05 

de julho de 2018. Foram elaboradas perguntas que 

se referem ao nível de satisfação dos associados 

frequentes em relação às atividades e eventos 

esportivos oferecidos pelo clube. A margem de 

segurança é de 95% com desvio padrão de Z= 

1,96. Sobre o cálculo amostral de número de 

associados: 4.756, porcentagem de erro: 7%, 

amostra: 189. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 Com o objetivo de esclarecer e obter 

maiores informação sobre os níveis de satisfação 

de 

associados o questionário elaborado 

foi respondido no período de um mês, a 

predominância de resposta foi do sexo masculino 

e a categoria de sócio predominante foi o sócio 

familiar, como mostra a tabela 1. 

Ao analisar os dados da frequência 

em que os sócios vão ao clube no Gráfico 1, 

percebemos que 81% dos entrevistados são 

associados frequentes, 13% frequentam o clube 

1 vez na semana, enquanto 6% dos associados 

raramente vão ao clube.

 Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 4

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 Em relação aos motivos que mantêm os sócios 

no clube, identificamos que a maior parte dos 

associados frequentam o clube com o intuito de 

praticar esportes (36%), enquanto 29% procuram 

qualidade de vida. Encontrar amigos, tradição, 

lazer e eventos são outros dos motivos que levam 

o sócio até o clube, como mostra o Gráfico 2.

 Quando analisamos os resultados do Gráfico 3, 

podemos perceber uma grande satisfação por 

meio dos associados, onde 92% estão felizes 

com a estrutura do clube, 90% exultam sobre as 

modalidades esportivas, 87% participam e estão 

contentes com os eventos que o clube oferece 

e organiza e 84% dizem estar contentes com o 

lazer e novidades oferecidas pelo clube.

 Dentro do estudo 47% dos entrevistados 

pertencem a categoria de sócio familiar, o que 

podemos destacar o grande número de crianças 

que frequentam o clube e diante dos resultados 

os pais satisfeitos com as atividades oferecidas. 

Pode-se ver no artigo de Alves, 

Montenegro, Oliveira e Alves (2005) algumas 

afirmações sobre a importância do esporte no 

Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 5

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 crescimento e retardamento de doenças crônicas. 

Foi realizado um estudo para verificar em adultos 

jovens a frequência de atividade física de lazer 

(AFL) e determinar se a prática de esportes 

durante a adolescência influenciou esta atividade, 

foi feito um estudo transversal, tipo inquérito, 

no período de novembro de 2003 a abril de 

2004, em 170 alunos do curso médico que 

realizaram o estágio de internato em pediatria e 

tocoginecologia no Instituto Materno Infantil de 

Pernambuco (IMIP). Foram considerados como 

atletas aqueles que afirmaram terem praticado 

algum tipo de esporte durante pelo menos dois 

anos consecutivos, entre a faixa etária dos 10 aos 

19 anos. Atividade física desenvolvida atualmente 

foi aferida através da informação sobre AFL, 

na última semana que antecedeu a aplicação 

do questionário, para a prática de algum tipo 

de atividade física que provocasse sudorese e 

respiração acelerada. Foram considerados como 

f

 isicamente ativos aqueles que despenderam um 

mínimo de 150 minutos de atividade física por 

semana. Resultados: Apenas 22,5% (35/155) dos 

internos desenvolviam AFL. Entre aqueles que 

foram atletas durante a adolescência, a prática de 

AFL na vida adulta foi maior; 26,8% (33/123), 

do que aqueles não atletas, 6,2% (2/32); p < 

0,03 (tabela 1). Entretanto, a presença de excesso 

de peso ou obesidade, hipertensão arterial, 

tabagismo e antecedentes familiares de doença 

aterosclerótica precoce não diferiu entre os 

grupos com maior e menor AFL. Práticas de 

atividades esportivas durante a adolescência 

contribuem para AFL na vida adulta.                                             

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

O esporte, como um todo, vem mudando 

muito ao longo dos anos. Muitos pedem a 

profissionalização de sua gestão e dizem que 

reside nisso o sucesso ou o fracasso do esporte 

nos anos futuros. Porém, no campo acadêmico, 

os estudos da Gestão do Esporte ainda estão 

engatinhando e levantam uma série de dúvidas 

e questões a serem debatidas. O Brasil atual 

são poucas as revistas acadêmicas, na área da 

administração, especializadas no esporte.

 Podemos concluir com o trabalho 

apresentado, que o nível de satisfação dos 

associados do clube Associação Atlética 

Riopardense chega a 87%, resultado este de 

uma boa administração e gestão esportiva. O 

clube procura sempre estar inovando, tanto em 

modalidades como em eventos esportivos, com 

objetivos de atingir o público de todas faixas 

etárias. 

Com esses resultados o clube acaba sendo 

uma grande referência na cidade e região pelo 

modelo de administração despertando o amor do 

associado pelo lugar, cabendo estudos futuros de 

analises e comparações.  

Diante do cenário atual cabe a importante 

dos gestores diretores e presidentes estar se 

aperfeiçoando e trazendo novidades para que 

assim o clube possa atingir números e resultados 

ainda mais expressivos. 

Qualidade nunca é um acidente, o 

Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 6

 A gestão esportiva de um clube como fator determinante para satisfação de associados

 resultado da intenção firme, de esforço sincero, 

da direção inteligente e da execução caprichada. 

REFERÊNCIAS 

ALVES, João Guilherme Bezerra; MONTENEGRO, 

Fernanda Maria Ulisses;

 OLIVEIRA Fernando Antônio; ALVES, Roseane 

Victor - Prática de esportes

 durante a adolescência e atividade física de lazer na 

vida adulta.

 Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/%0D/

 rbme/v11n5/27591.pdf> Acesso

 em 27 de Junho de 2018.

 BATTAGLIA, A.F.A. Administração de Clube: uma 

perspectiva inovadora do mercado profissional. São 

Paulo: Editora Arte & Ciência, 2003.

 DRUCKER, P.F. Gestão. Rio de Janeira: Editora Agir, 

2010.

 GARCIA, Manuel Enriquez; VASCONCELLOS, 

Marco Antonio Sandoval de. Fundamentos de 

economia. São Paulo: Saraiva, 2002.

 IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE 

GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. As fundações 

privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil: 

Rio de Janeiro , 2010. ISBN 978-85-240-4268-3 (meio 

impresso).

 MELO NETO, F. P. M. Marketing Esportivo. Rio de 

Janeiro, Record, 1995.

 Penha, J. T. da et al. (2018) ‘Physical fitness and activity, 

metabolic profile, adipokines and endothelial function 

in children’, Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira 

de Pediatria, (xx). doi: 10.1016/j.jped.2018.04.010.

 ROCHE, P.F. Gestão Desportiva: planejamento 

estratégico nas organizações desportivas. Porto 

Alegre: Editora Artmed, 2002.

 SABA, Fabio. Liderança e gestão: para academia e 

clubes esportivos. São Paulo: Phorte, 2012. 

SILVA, M. R. Temas para a Administração de Clubes 

Sociorecreativos. Curitiba: Factash Editora, 2010.

 OBSERVAÇÃO 01: Os autores declaram 

não existir conflitos de interesse de qualquer 

natureza. 

OBSERVAÇÃO

 02: O artigo da  Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida | Vol.11| Nº. 2| Ano 2019| p. 7

A  redução de dívidas e a reestruturação financeira do Flamengo foram fatores cruciais para que o clube se tornasse uma potência econômica e se consolidasse com a maior torcida do Brasil. A estabilidade financeira permitiu investimentos significativos no futebol e na infraestrutura, melhorando o desempenho esportivo e atraindo mais torcedores. Reestruturação e poder econômicoA partir de 2013, o Flamengo iniciou uma reestruturação financeira que resultou em melhoria na governança e na credibilidade no mercado. Isso permitiu ao clube: Aumentar receitas: A marca Flamengo, já forte por sua grande torcida, se valorizou, atraindo mais patrocínios e parcerias.Investir em contratações: A saúde financeira possibilitou a contratação de jogadores de alto nível, o que aumentou a competitividade do time.Bater recordes: Em 2024, o clube superou a marca de R\(1bilhãoemfaturamentopeloquartoanoconsecutivo,comreceitabrutadeR\) 1,3 bilhão.Alcançar valor bilionário: Em 2025, o clube foi avaliado em R$ 4,879 bilhões, sendo considerado o mais rico do Brasil.Melhorar resultados financeiros: No terceiro trimestre de 2025, o clube registrou receita de R\(1,5bilhão,superávitdeR\) 329 milhões e uma redução da dívida operacional líquida para R$ 114 milhões. A maior torcidaA gestão financeira vitoriosa e os resultados dentro de campo ajudaram a consolidar a posição do Flamengo como o clube com a maior torcida do Brasil, mantendo uma ampla vantagem sobre os concorrentes. Resultados de pesquisa: Uma pesquisa da CBF em novembro de 2025 mostrou que o Flamengo tem 26% da preferência nacional. Outra pesquisa, da AtlasIntel em julho de 2025, já apontava a liderança rubro-negra.Dimensão nacional: A torcida do Flamengo é nacionalmente distribuída, com pesquisas indicando que grande parte de seus torcedores está fora da região Sudeste. Tabela: Comparativo financeiro recente Indicador Financeiro 20242025 (1º sem.)2025 (3º tri.)Faturamento/ReceitaR$ 1,3 bilhão-R$ 1,5 bilhãoDívida OperacionalR$ 327,4 milhões (fim de 2024)R$ 128,2 milhões (junho)R$ 114 milhõesDéficit/SuperávitDéficit de R$ 734 milDéficit de R$ 79 milhões (1º sem.)Superávit de R$ 329 milhõesVendas de Jogadores-R$ 378,5 milhões-Segundo especialistas nos veiculos de imprensa no Brasil.                             .          

Confira abaixo no Site Oficial do Flamengo .

Flamengo sobe no ranking dos clubes mais ricos do mundo

Único clube não europeu entre os 30 mais ricos do mundo, rubro-negro ganha uma posição no Football Money League 2025 da Deloitte

Por Comunicação - em 22/01/2026 às 15:22
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O Flamengo escreveu mais um capítulo marcante na sua gestão além das quatro linhas: subiu uma posição e figura como o 29º clube no relatório “Football Money League 2025”, elaborado pela Deloitte, a principal referência de avaliação financeira da indústria do futebol. O para que reúne os 30 clubes de maior receita do futebol mundial. É a melhor colocação desde que o ranking existe (1997), um claro sinal de protagonismo rubro-negro em um palco que por tanto tempo foi majoritariamente europeu.

Na edição mais recente do estudo, anunciada hoje, o Flamengo registrou receita estimada em 202,7 milhões de euros na temporada 2023/2024, aproximadamente R$ 1,26 bilhão. É a segunda vez consecutiva que o clube aparece entre os 30 maiores do mundo quando o assunto é receita recorrente, sem considerar vendas de atletas.

O Football Money League coloca Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique no topo da lista. E o avanço do Flamengo, passo a passo, traduz a força da Nação Rubro-Negra, a gestão profissional e a estratégia de diversificação de receitas, consolidando o clube como liderança no continente americano.

A recuperação financeira iniciada em 2013, somada à transparência e à solidez administrativa, abriu caminho para o Flamengo ampliar seu faturamento, atrair novos patrocínios e ativar mercados dentro e fora do Brasil. Com o faturamento recorde em 2025 ainda não contabilizado no relatório atual, o futuro rubro-negro promete ser de ainda mais crescimento.


CConfira os clubes mais bem posicionados na edição 2025 do relatório:

1. Real Madrid – 1,161 bilhão de euros

2. Barcelona – 974,8 milhões de euros

3. Bayern de Munique – 860,6 milhões de euros

4. Paris Saint-Germain – 837 milhões de euros

5. Liverpool – 836,1 milhões de euros

6. Manchester City – 829,3 milhões de euros

7. Arsenal – 821,7 milhões de euros

8. Manchester United – 793,1 milhões de euros

9. Tottenham – 672,6 milhões de euros

10. Chelsea – 584,1 milhões de euros

11. Inter de Milão – 537,5 milhões de euros

12. Borussia Dortmund – 531,3 milhões de euros

13. Atlético de Madrid – 454,5 milhões de euros

14. Aston Villa – 450,2 milhões de euros

15. Milan – 410,4 milhões de euros

16. Juventus – 401,7 milhões de euros

17. Newcastle – 398,4 milhões de euros

18. Stuttgart – 296,3 milhões de euros

19. Benfica – 283,4 milhões de euros

20. West Ham – 276 milhões de euros

21. Eintracht Frankfurt – 269,9 milhões de euros

22. Brighton – 238,7 milhões de euros

23. Everton – 234 milhões de euros

24. Crystal Palace – 232,5 milhões de euros

25. Bournemouth – 218,5 milhões de euros

26. Roma – 216,3 milhões de euros

27. Wolverhampton – 206,3 milhões de euros

28. Brentford – 206 milhões de euros

29. Flamengo – 202,7 milhões de euros

30. Olympique de Marselha – 188,7 milhões de euros. Segundo o Site Oficial do Flamengo .

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Confira os títulos do Flamengo                           .https://www.flamengo.com.br/titulosdoflamengo

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Imagem ; UOL 
 

 

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Fator econômico .

                       

O fator econômico é fundamental para a sobrevivência e competitividade dos clubes de futebol, influenciando diretamente o desempenho em campo. A saúde financeira dos times é determinada pela sua capacidade de gerar receitas e gerir despesas de forma eficiente, algo que ainda é um grande desafio para muitos clubes brasileiros, que frequentemente acumulam dívidas significativas. 

Principais fontes de receita

Direitos de transmissão: Representam a maior fonte de renda para a maioria dos clubes brasileiros, superando até mesmo a venda de jogadores. Esses valores vêm de contratos com empresas de comunicação que transmitem os jogos.

Negociação de jogadores: A venda de atletas é crucial para a saúde financeira dos clubes, especialmente os de menor porte. A porcentagem de receita gerada pode variar entre 10% e 30% do faturamento total. O desenvolvimento de novos talentos nas categorias de base é uma estratégia importante para garantir essa receita.

Publicidade e patrocínios: Acordos com patrocinadores e fornecedores de material esportivo geram valores significativos para os clubes.

Receitas de match day: Incluem a bilheteria e a exploração do estádio. Em 2023, o Flamengo liderou as maiores rendas de bilheteria do Campeonato Brasileiro.

Programas de sócio-torcedor: A participação dos torcedores nos programas de sócio-torcedor tem se mostrado fundamental para as finanças dos clubes. Em 2023, a receita com sócios-torcedores da Série A cresceu 72%, com Corinthians, Flamengo, Internacional, Grêmio e Palmeiras sendo os principais arrecadadores. 

Desafios e desafios financeiros

Endividamento: Muitos clubes brasileiros lutam contra altas dívidas, que podem comprometer a estabilidade financeira e a capacidade de investimento. Em 2025, o Corinthians liderou o ranking dos clubes mais endividados do Brasil, seguido por Atlético Mineiro, Cruzeiro, Vasco e São Paulo.

Custo de pessoal: Salários de jogadores e comissão técnica representam uma das maiores despesas dos clubes. Uma má gestão desses custos pode levar a déficits financeiros.

Gestão financeira ineficiente: A falta de organização financeira e a dependência de receitas não recorrentes, como a venda de jogadores, para cobrir custos operacionais recorrentes, é um problema comum. 

Tendências e inovações econômicas

Sociedade Anônima do Futebol (SAF): A criação da SAF permite que os clubes se transformem em empresas, com ações que podem ser adquiridas por investidores. Esse modelo atrai capital externo e pode melhorar a gestão financeira, mas sua eficácia depende da administração.

Diversificação de receitas: Há um crescente esforço para diversificar as fontes de receita, explorando o potencial de marketing digital e novas parcerias comerciais.

Fair play financeiro: A CBF tem trabalhado na implementação de um modelo de fair play financeiro para promover uma gestão mais responsável entre os clubes. Segundo especialistas nos veiculos de imprensa no Brasil.

Confira o artigo dos autores MARKE GEISY DA SILVA DANTAS 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

YURI GOMES PAIVA AZEVEDO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

CHRISTIANE LARISSA DUARTE DO NASCIMENTO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte na Universidade de São Paulo.

 Influência dos Fatores Financeiros e Esportivos Sobre o Valor dos Clubes de Futebol 

Brasileiros 

MARKE GEISY DA SILVA DANTAS 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

YURI GOMES PAIVA AZEVEDO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

CHRISTIANE LARISSA DUARTE DO NASCIMENTO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

Resumo 

O presente estudo tem como objetivo investigar quais são as variáveis financeiras e esportivas 

que influenciam no valor dos clubes de futebol brasileiros mais valiosos de acordo com a 

pesquisa da BDO RCS (2015), justificando-se pelo aprofundamento em uma esfera dos 

estudos do mercado de futebol até então pouco explorada, que é o valor dos clubes de futebol 

brasileiros, bem como a sua relação com as variáveis financeiras e esportivas. Para investigar 

essa relação, foram coletados dados da BDO RCS (2015), que elenca os clubes de futebol 

mais valiosos no Brasil, bem como das demonstrações contábeis dos clubes futebol no 

período de 2011 a 2014, sendo a amostra da pesquisa composta por 24 times, tendo em vista a 

exclusão de seis clubes que não tinham dados disponíveis ou foram considerados outliers 

através da análise do boxplot. No modelo proposto, o Q de Tobin foi utilizado como proxy 

para o valor dos clubes, sendo utilizada, através do pacote estatístico Gretl 2015®, a regressão 

linear múltipla para tratamento dos dados. Dentre os principais resultados, observa-se que as 

variáveis “ranking CBF”, “grau de endividamento” e “custo/receita” apresentaram-se 

estatisticamente significativos para explicar o valor dos clubes de futebol brasileiros, 

diferentemente das variáveis “retorno sobre ativos”, “primeira divisão” e “liquidez corrente”, 

que não apresentaram-se significantes ao nível de 5%. Dessa forma, percebe-se que os clubes 

que possuem maior pontuação de acordo com a convenção do ranking nacional de clubes, 

bem como que apresentam maiores índices de endividamento e menor relação “custo/receita” 

são mais valorizados no mercado. 

Palavras chave: Valor dos Clubes, Clubes de Futebol Brasileiros, Q de Tobin. 

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1 Introdução 

Considerado como o esporte mais popular do mundo, de acordo com Nicolau (2011), o 

futebol têm-se tornado cada vez mais profissional, tendo em vista o crescimento das receitas 

na comercialização de produtos relacionados aos times nos últimos 20 anos, bem como da 

concessão de direitos de mídia e merchandising, em comparação com décadas anteriores 

(Gerhards & Mutz, 2016). 

Por estarem crescendo mais que outros tipos de negócios nas últimas décadas, conforme 

descrevem Ecer e Boyukaslan (2014), verifica-se que a indústria do futebol vem sofrendo 

mudanças significativas, tendo em vista que as equipes tornaram-se negócios competitivos, 

em que os custos dos clubes, a divulgação na mídia e o número de fãs-consumidores 

cresceram substancialmente, impactando cada vez mais na criação de valor dos clubes de 

futebol (Capasso & Rossi, 2013). 

No tocante à criação de valor, Freeman, Harrison, Wicks, Parmar e De Colle (2010) 

descrevem que os clubes estão sujeitos às mesmas pressões que outras organizações, como 

objetivos relacionados à busca de eficiência e sustentabilidade financeira. Nessa perspectiva, 

Frick (2007) complementa, descrevendo que o valor de um clube de futebol é composto por 

seus ativos tangíveis, como estádios e equipamentos, bem como pelos ativos intangíveis, os 

quais são constituídos principalmente pelos valores individuais dos jogadores de futebol.  

Levando em consideração que os clubes de futebol são companhias semelhantes às 

grandes empresas em relação à estrutura de ativos (Yang & Sonmez, 2005), percebe-se que os 

clubes de futebol no Brasil diferenciam-se de clubes de outros países, tendo em vista que os 

times brasileiros, em sua maioria, são associações sem fins lucrativos, enquanto que no 

mercado internacional, alguns clubes são listados na Bolsa de Valores, conforme evidenciam 

Capasso e Rossi (2013). 

No futebol brasileiro, cada clube possui características particulares que influenciam na 

criação de valor dos mesmos, denominadas pela BDO RCS (2015) como variáveis 

mercadológicas, tendo em vista os diferentes perfis de torcida, desenvolvimentos das receitas, 

marcas e características dos mercados em que estão localizados. No entanto, apesar da 

importância de investigar os fatores que influenciam no valor dos clubes de futebol, percebe

se que os únicos ensaios realizados na área foram os de Scelles, Helleu, Durand e Bonnal 

(2013) e Scelles, Helleu, Durand e Bonnal (2016), que identificaram os determinantes do 

valor dos clubes Europeus. 

Dessa forma, percebe-se que a literatura acerca dos determinantes do valor de clubes é 

mais extensa quando trata-se de participantes da Major League Baseball (MLB), National 

Basketball Association (NBA), National Hockey League (NHL) e National Football League 

(NFL), tendo em vista os estudos realizados por Alexander e Kern (2004), Miller (2007), 

Humphreys e Mondello (2008), Miller (2009) e Ulrich (2011), sendo as primeiras pesquisas 

realizadas nos Estados Unidos, conforme evidenciam Scelles et al. (2016). 

Considerando, então, a incipiência de estudos que investiguem os determinantes do 

valor dos clubes de futebol, principalmente no contexto nacional, bem como pelo desempenho 

econômico, financeiro e esportivo de um clube de futebol gerar impacto em seu valor, o 

presente estudo tem como objetivo investigar quais são as variáveis esportivas e financeiras 

que influenciam significativamente na geração de valor dos clubes mais valiosos do futebol 

brasileiro.  

Nesse sentido, esta análise de valor dos clubes brasileiros de futebol é desenvolvida 

com base em dois grupos de variáveis: as variáveis financeiras e esportivas. Ademais, a BDO 

RCS (2015) enfatiza que o uso de dados financeiros, pesquisas com o torcedor, informações 

de marketing esportivo de cada clube, dados econômicos e sociais dos brasileiros, como os 

hábitos de consumo dos torcedores são variáveis indispensáveis na avaliação das marcas de 

tais clubes.  

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A presente pesquisa justifica-se pelo aprofundamento em uma esfera dos estudos do 

mercado de futebol até então pouco explorada, que é o valor dos clubes de futebol brasileiros, 

bem como a sua relação com as variáveis financeiras e esportivas que influenciam na geração 

de valor. De forma complementar, esta pesquisa contribui com o processo de gestão dos 

clubes de futebol, buscando o entendimento dos aspectos que influenciam este esporte e gera 

a maximização dos resultados financeiros. 

O estudo está estruturado em cinco sessões. Na próxima seção, encontra-se o referencial 

teórico, que aborda aspectos relacionados ao mercado de futebol, como os direcionadores de 

valor dos clubes, além dos estudos recentes relacionados à área. A terceira apresenta a 

metodologia utilizada para a análise de dados. Na quarta tem-se a análise dos resultados 

obtidos, para, em seguida, na quinta parte, apresentar as considerações finais, onde foram 

evidenciadas as constatações do estudo, também apresentando sugestões para futuros 

trabalhos. 

2 Referencial Teórico 

2.1 Direcionadores de Valor dos Clubes de Futebol 

Atualmente, o futebol não é mais visto apenas como um esporte, e sim como uma 

grande indústria de entretenimento capaz de gerar bilhões de dólares em bilheterias, 

patrocínios, na compra e venda de jogadores, entre outras formas de arrecadar recursos 

(Dantas & Boente, 2012). Nessa perspectiva, Silva e Campos (2006) evidenciam que o 

futebol mundial movimenta cerca US$ 250 bilhões por ano, sendo o Brasil responsável por 

aproximadamente 1% desse valor.  

De acordo com uma pesquisa da Forbes (2016a), o Real Madrid foi eleito como o clube 

mais valioso do mundo, pelo quarto ano consecutivo, chegando à US$ 3,65 bi, valor 12% 

maior que no ano passado. A pesquisa ainda destaca que o Barcelona aproxima-se ao Real 

Madrid, com o valor de US$ 3,55 bi, também com crescimento de 12% quando comparado 

com o valor de 2015. Entretanto, apesar de se destacarem como celeiros de craques, os clubes 

brasileiros não alcançam esse nível, fato evidenciado por Tavares (2009), que afirma que a 

maioria dos clubes de futebol brasileiros se tornaram menos capazes de competir com os 

países desenvolvidos, por serem desestruturados e amadores, e pela incapacidade de reter 

grandes talentos por um período suficiente para se montar um time competitivo e conquistar 

títulos.  

Dantas (2013) consolida tal realidade ao afirmar que os aspectos econômicos dos clubes 

brasileiros há tempos atrás não eram explorados, que não havia uma preocupação com a 

gestão dos clubes como nos países da Europa. Silva e Campos (2006) complementam, 

descrevendo que os resultados obtidos no esporte em outros países como EUA, Inglaterra, 

Itália, Espanha e Alemanha sugerem que o Brasil está atrasado em sua gestão profissional. Na 

visão dos autores, o futebol Europeu avançou muito em comparação ao Brasileiro, pois o seu 

governo e os administradores europeus do futebol adiantaram o conceito de profissionalização 

e formularam leis que forneceram maior segurança e estímulo ao torcedor.  

No âmbito brasileiro, segundo pesquisa da Forbes (2016b), o Corinthians é o clube mais 

valioso. Com valor estimado em quase US$ 532,7 milhões, ele é também o clube que mais 

vende seus espaços de patrocínio. O Palmeiras e o Grêmio seguem atrás, avaliados por US$ 

480,1 milhões e US$ 320,9 milhões, respectivamente. Dessa forma, observa-se que os clubes 

brasileiros estão longe de aproveitar todo o seu potencial, se comparado aos clubes mais 

valiosos do mundo citados anteriormente.  

De acordo com Perruci (2006), os clubes que apresentam melhores resultados 

esportivos e financeiros são aqueles que utilizam sistemas de gestão baseados nos princípios 

da administração. Porém, a aplicação de tais modelos não garante que os clubes de futebol 

profissionais brasileiros tenham superioridade técnica-esportiva e financeira em relação aos 

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demais. De forma complementar, os autores evidenciam, no tocante ao aspecto econômico 

dos clubes de futebol, que o seu êxito se deve a vários fatores além das políticas de gestão 

profissional ou o desempenho nos gramados, como o tamanho da sua torcida, pois esta 

influencia todas as suas fontes de receita.  

Dentre os direcionadores relacionados à criação de valor dos clubes de futebol, Zagnoli 

e Radicchi (2010) consideram que os torcedores são de importância central para a criação de 

valor, levando em consideração a presença nos jogos, bem como a aquisição de produtos 

oficiais. Além disso, considera-se que os torcedores também são importantes na criação de 

valor dos clubes, tendo em vista que, além da fidelização no consumo de produtos registrados 

e comparecimento nos jogos, eles atraem novos torcedores.  

Segundo Pereira (2013), sem dúvida é importante estudar e interpretar os torcedores dos 

clubes com a finalidade de desenvolver estratégias que satisfaçam eficientemente as suas 

expectativas, sendo fundamental perceber quais são as suas motivações e quais as variáveis 

que determinam seu perfil. Entretanto, os autores ressaltam também que o envolvimento dos 

adeptos com os seus clubes não é homogêneo, muito menos estático, pelo contrário, é 

resultado de um processo de desenvolvimento da intensidade, do apoio, do conhecimento e da 

identidade, com diferentes antecedentes, manifestações e consequências em cada indivíduo. 

A Copa do Mundo de 2014, na qual o Brasil foi a sede, gerou vários benefícios 

econômicos. De acordo com Domingues, Betarelli e Magalhães (2011), tais benefícios dizem 

respeito, por exemplo, às obras de infraestrutura urbana e a construção de 12 estádios 

espalhados pelo Brasil de alta qualidade. Assim, tal fato incentivou a ida dos torcedores aos 

estádios para prestigiar os jogos de perto.  

Assim, um dos fatores que podem influenciar diretamente no valor dos clubes de 

futebol é a qualidade de seus estádios, confirmando, assim, a perspectiva de Scelles et al. 

(2013) e Scelles et al. (2016), que evidenciam que quanto maior a idade do estádio, menor a 

criação de valor nos clubes europeus. 

Além desse direcionador de valor, destacam-se os atletas, tendo em vista que, segundo 

Rowbottom (2002), o registro dos direitos dos jogadores é considerado um dos principais 

bens dos clubes de futebol. Nessa perspectiva, Dimitropoulos e Koumanakos (2015) 

evidenciam que o investimento em jogadores de futebol, representado pelo ativo intangível 

capital humano, possibilita agregar valor ao clube, otimizando, assim, seu desempenho 

econômico-financeiro. De forma complementar, Scelles et al. (2016) demonstram que o valor 

dos jogadores que atuam nos clubes é significativo para a criação de valor das equipes. 

De forma complementar à criação de valor pelo aumento de público nos estádios e 

campanhas de publicidade, de forma geral, também observa-se que o investimento nos 

jogadores propicia criar valor através da venda de jogadores para o mercado exterior, tendo 

em vista que, de acordo com Magee e Sungden (2002) e Poli (2010), os clubes brasileiros têm 

obtido receitas consideráveis na venda de jogadores devido ao processo de globalização do 

futebol, corroborando, assim, com Capasso e Rossi (2013), que descrevem que uma 

temporada bem sucedida para um clube de futebol está relacionada com fatores como o 

aumento de receitas com títulos, direitos de transmissão e vendas de ingressos. 

Outro fator que também influencia na criação de valor, de acordo com as pesquisas 

empíricas realizadas na área, é o desempenho esportivo em campo, levando em consideração 

os achados de Nicolau (2011), Scelles et al. (2013), Rohde e Breuer (2016) e Scelles et al. 

(2016), tendo em vista a relação entre o desempenho nos jogos e a conquista de títulos, que 

impactam positivamente no aumento de receitas dos clubes. 

Em relação às receitas dos clubes de futebol, que estão relacionadas com a criação de 

valor nos clubes, Baroncelli, Lago e Szymanski (2004) descrevem que as principais são: 

vendas de ingressos, sócio-torcedor, aluguel dos estádios, patrocínios, merchandising e venda 

de jogadores. De forma complementar, Capasso e Rossi (2013) evidenciam que os patrocínios 

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são uma importante fonte de receita para os clubes de futebol, levando em consideração que 

diversas empresas desejam associar suas marcas a uma equipe bem sucedida. Além disso, as 

receitas de transmissão também são consideradas uma importante fonte de receita, 

principalmente com a expansão das transmissões em canais pay-per-view. 

 

2.2 Estudos Recentes 

Levando em consideração que fatores econômicos, financeiros e esportivos dos clubes 

impactam no seu valor, estudos anteriores investigaram os fatores determinantes do valor dos 

clubes de futebol na Europa, bem como de clubes de outros esportes, com base nas ligas 

MLB, NBA, NFL e NHL, conforme demonstra a Tabela 1. 

 

Tabela 1. Estudos recentes na área 

Autores Amostra Principais Resultados 

Alexander e Kern 

(2004) 

Quatro grandes ligas 

americanas (MLB, NBA, 

NFL e NHL), no período 

entre 1991-1997 

A única variável que se apresentou estatisticamente 

significante e com coeficiente positivo para todas as 

ligas foi a “performance esportiva no ano anterior”. A 

“população” se apresentou significativa para a MLB, 

NBA e NHL, enquanto que a variável “novas 

instalações” se demonstrou significativa e também 

com coeficiente positivo para a MLB e NHL. Por fim, 

a “renda” se apresentou significante apenas para a 

NBL. 

Miller (2007) 26 times da MLB no período 

entre 1990-2002 

Os resultados demonstram que as variáveis 

“população”, “performance esportiva no ano”, 

“performance esportiva no ano anterior” apresentaram

se significantes e com coeficientes positivos, enquanto 

que a variável “idade das instalações” apresentou-se 

significativa, mas com coeficiente negativo. 

Humphreys e 

Mondello (2008) 

Quatro grandes ligas 

americanas (MLB, NBA, 

NFL e NHL), no período 

entre 1969-2006 

As variáveis “população”, “propriedade privada” e 

“idade da franquia” apresentaram uma associação 

significativa e positiva com o valor da empresa. No 

entanto, a variável “competição local” demonstrou-se 

significante, mas com coeficiente negativo. 

Miller (2009) 

73 times da NBA, NFL e 

NHL, no período entre 

1991-2005 

As variáveis que se apresentaram estatisticamente 

significantes e com coeficientes positivos foram a 

“renda”, para os times da NBA e NFL, a “performance 

esportiva no ano anterior” para os times da NBA e 

NHL e a “propriedade privada” apenas para a NHL. A 

única variável que se apresentou significativa, porém, 

com coeficiente negativo, foi a “idade das 

instalações”, para os times da NFL. 

Ulrich (2011) 30 times da MLB no período 

entre 2000-2010 

As variáveis “população da área metropolitana”, 

“frequência anual dos torcedores”, “índice de fãs” 

demonstraram-se estatisticamente significativas e com 

coeficientes positivos. Entretanto, a variável “idade do 

estádio” apresentou coeficiente negativo, sugerindo 

que estádios mais antigos impactam negativamente no 

valor dos times. 

Scelles et al. (2013) 

23 times europeus e 105 

times das grandes ligas 

americanas (MLB, NBA, 

NFL e NHL), no período 

entre 2004-2011 

Os fatores determinantes que apresentaram-se 

significativos e com coeficientes positivos para a 

amostra dos times de futebol europeu foram: “tipo de 

propriedade”, “número de torcedores”, “lucro” e 

“performance desportiva”. Já as variáveis “idade das 

instalações” e “competição local” apresentaram-se 

significativas, mas com coeficientes negativos. 

Scelles et al. (2016) 

34 times europeus 

(Alemanha, Espanha, 

Escócia, França, Holanda, 

Inglaterra, Itália e Portugal), 

no período entre 2005-2013 

As variáveis “valor dos jogadores”, “tipo de 

propriedade”, “número de torcedores”, “lucro”, “lucro 

operacional”, “competição local” e “performance 

desportiva” 

apresentaram-se 

estatisticamente 

significativas e com coeficientes positivos. Entretanto, 

as variáveis “idade das instalações” e “população 

local” apresentaram-se significativas, porém, com 

coeficientes negativos. 

Fonte: Elaborado pelos autores 

Com base nos estudos anteriores, percebe-se que a literatura é mais extensa no tocante 

às ligas MLB, NBA, NFL e NHL. No entanto, em relação aos clubes de futebol, o primeiro 

estudo na área foi o de Scelles et al. (2013). Este fato é justificado pelo autor, na perspectiva 

que o valor da empresa, no contexto dos clubes de futebol, só começou a ser investigado 

recentemente, explicando, assim, a não realização de estudos anteriores que verifiquem os 

fatores determinantes do valor dos clubes europeus. De forma complementar, observa-se a 

inexistência de estudos nacionais que investiguem os fatores determinantes do valor dos 

clubes de futebol, bem como de outros esportes. 

3 Procedimentos Metodológicos 

Considerando que este estudo tem como objetivo investigar as variáveis financeiras e 

esportivas dos clubes de futebol, bem como a influência destas sobre o valor dos clubes 

brasileiros mais valiosos, utilizou-se a pesquisa mais atual da BDO RCS (2015), empresa que 

realiza um estudo anual sobre os clubes de futebol brasileiros, no qual é feito uma avaliação 

das marcas dos maiores clubes de futebol do Brasil.  

O ranking conta com 30 marcas avaliadas no estudo de 2015, que são: Corinthians, São 

Paulo, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Ponte Preta, Guarani, Flamengo, Vasco da Gama, 

Fluminense, Botafogo, Atlético-PR, Curitiba, Paraná, Sport, Náutico, Santa Cruz, Avaí, 

Figueirense, Criciúma, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Bahia, Vitória, Goiás, 

Atlético GO, Ceará e Fortaleza.  

No entanto, para este estudo, foram coletados os dados de 24 clubes dos 30 contidos na 

classificação da BDO RCS (2015) como os mais valiosos do Brasil, sendo retirados da 

amostra o Fortaleza, Ceará, Atlético Goianiense, Santa Cruz, Guarani e Portuguesa devido à 

indisponibilidade de dados referentes aos seis clubes, entre os anos de 2011 e 2014, período 

analisado neste estudo. Assim, a amostra final é composta por 24 clubes, sendo ela do tipo 

não probabilística, tendo em vista a inacessibilidade a todos os elementos da população.  

O método estatístico de análise utilizado neste trabalho para descrever e prever o 

comportamento das variáveis esportivas e financeiras foi à chamada Regressão Linear 

Múltipla com dados cross sectional, feita no software Gretl 2015®, em que as variáveis foram 

selecionadas pelo critério teórico, isto é, foram introduzidas por que constituem a base teórica 

da pesquisa. Assim, pode-se afirmar que o método de seleção de variáveis utilizado neste 

trabalho foi o chamado “Especificação Confirmatória”, que segundo Corrar, Paulo e Dias 

(2009), as variáveis são inseridas pelo pesquisador conforme deseja de acordo com 

especificação de estudos anteriores e, assim sendo, é preciso especificar o conjunto de 

variáveis explicativas nas mesmas bases dos estudos anteriores.  

A Tabela 2 apresenta as variáveis utilizadas neste estudo, o seu cálculo e a fonte além 

dos sinais esperados para os coeficientes. 

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Tabela 2. Variáveis da pesquisa 

Proxy 

Cálculo/Fonte 

Q de Tobin 

Valor de Mercado dividido pelo Ativo Total 

Sinais 

Esperados 

Estudos 

Anteriores 

Variável 

Dependente 

Liquidez 

Corrente 

Ativo Circulante dividido entre Passivo Circulante - 

Grau de 

Endividamento 

Relação entre o Passivo Total e o Ativo Total 

Dantas, Freitas, 

Costa e Barbosa 

(2017) 

+⁄ - 

Custo/Receita 

Relação entre Custo Operacional e Receita 

Halkos e Tzeremes 

(2013) e Dantas, 

Machado e Macedo 

(2015) 

ROA 

Relação entre Lucro Líquido e Ativo Total 

Lei N° 13.155 

(2015) 

Dummy 

Rebaixamento 

Assume 1 para os clubes rebaixados para divisões 

inferiores do Campeonato Brasileiro 

Dantas (2013) - 

Dummy 1ª 

divisão  

Assume 1 para os clubes da 1ª divisão do Campeonato 

Brasileiro 

Barbosa, Dantas, 

Azevedo e Holanda 

(2017) 

Ranking CBF 

Somatório da pontuação determinada pela CBF de 

acordo com a posição final de cada clube nos 

campeonatos providos pela instituição 

Barros e Rossi 

(2014) 

Fonte: Elaborado pelos autores 

Dantas et al. (2015) 

Ressalta-se que o “Q de Tobin’’ foi definido como variável dependente do modelo de 

regressão por ser considerado proxy para a criação de valor (Megna & Klock, 1993). De 

acordo com Reinhart (1977), o Q de Tobin é definido como a vinculação entre o valor de 

mercado de uma empresa e o valor de reposição de seus ativos físicos, sendo expresso por 

Famá e Barros (2000) pela Equação 1: 

(1) 

Em que o VMA representa o valor de mercado das ações, ou o capital próprio da 

entidade, VMD é o valor de mercado das dívidas, ou o capital de terceiros empregado, e VRA 

é o valor de reposição dos ativos da empresa. Posto isso, o VMA+VMD evidencia o valor de 

mercado total das empresas analisadas.  

Neste trabalho, foi necessário fazer uma adaptação da fórmula do Q de Tobin, em que o 

VMA+VMD é substituído pelos valores dos clubes de Futebol conforme pesquisa da BDO 

RCS (2015), isto é, o valor de mercado dos 24 clubes analisados, visto que, trata-se de clubes 

de futebol e não de sociedades anônimas com ações negociadas em bolsa de valores.  

Dentre as variáveis selecionadas, apontam-se as denominadas desportivas, que foram 

fundamentadas com base em estudos que indicam a relação entre fatores desportivos e a 

geração de valor dos clubes. Já as variáveis financeiras foram selecionadas por representarem 

indicadores financeiros referentes às empresas em geral e por serem informações extraídas 

das demonstrações contábeis dos mesmos. 

O “índice de liquidez corrente” demonstra a razão entre os ativos circulantes e os 

passivos circulantes. Assim, representa a capacidade da empresa em honrar suas obrigações 

financeiras de curto prazo. Tendo em vista que este índice pode evidenciar o potencial de 

crescimento futuro da empresa, pode então afetar o valor de mercado da mesma.  

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Kayo (2002) corrobora com esta perspectiva, afirmando que uma liquidez muito alta 

pode indicar a falta de projetos de investimento, prejudicando, assim, o crescimento futuro da 

empresa e, consequentemente, o valor de mercado da empresa. Dessa forma, essa variável foi 

inserida com base em Dantas et al. (2017), esperando-se que exista uma relação positiva entre 

o índice de liquidez corrente e o “Q de Tobin”, isto é, quanto maior forem os recursos para 

saldar as dívidas de curto prazo, maior será o valor dos clubes. 

Considerando que o “grau de endividamento” é uma proxy que evidencia as 

dificuldades financeiras dos clubes de futebol do país, esta variável foi inserida no modelo 

com base nos estudos de Halkos e Tzeremes (2013) e Dantas et al. (2015), objetivando apurar 

se a geração de valor é influenciada pelo índice de endividamento. Supõe-se nesta pesquisa, 

que haja uma inter-relação negativa ou positiva entre o valor e o grau de endividamento dos 

clubes, em outras palavras, este indicador pode apresentar tanto um coeficiente positivo como 

também negativo.  

Se este indicador for positivo, pode sugerir que os clubes estão com maior 

endividamento por estarem utilizando maiores valores de terceiros na realização de 

investimentos em atletas de melhores qualidades, em suas arenas, na estruturação dos clubes, 

entre as demais atividades operacionais do futebol em geral e assim, fomentar o crescimento 

dos clubes para gerar mais riquezas. Dessa forma, um saldo positivo de endividamento poderá 

retratar a magnitude do investimento operacional mantido pelos clubes para a implementação 

do nível desejado de operações. Entretanto, quanto maior seu resultado, maior é a 

dependência do capital de terceiros e maior será o risco do clube não conseguir pagar seus 

compromissos. 

Todavia, se o grau de endividamento dos clubes for negativo, retrata que o ativo total 

dos clubes está sendo financiado em sua maior parte com o capital próprio, isto é, que a 

dependência financeira de terceiros é pequena, consequentemente, menores são as dívidas 

financeiras destes clubes e menor é o risco de não conseguir honrar com seus compromissos, 

o que pode sinalizar um aumento do lucro dos clubes. 

A variável “Custo/Receita” foi inserida com base na Lei nº 13.155 (2015), que define 

que os custos com folha de pagamento e direitos de imagem de atletas profissionais não 

superem 80% da receita bruta anual das atividades do futebol profissional, representando, 

assim, a relação entre os custos e as receitas dos clubes de futebol brasileiros.  

Espera-se que o coeficiente desta variável seja negativo, porque, quanto maior for seu 

resultado, indica que os custos dos clubes são maiores que as receitas dos mesmos e 

consequentemente o lucro apurado é menor e assim, menor será o valor dos clubes. Dessa 

forma, esta variável pode ser tida como uma espécie de indicador do lucro dos clubes e por 

isso é de suma importância que esta faça parte do modelo de regressão estimado.   

Com base no estudo de Dantas (2013), a variável ROA foi inserida no modelo por 

representar a lucratividade do ativo investido, bem como por demonstrar-se determinante na 

eficiência financeira e esportiva dos clubes de futebol brasileiros. Dessa forma, em relação á 

variável ROA, espera-se que o resultado do mesmo seja positivo, pois indica que os clubes 

obtiveram uma rentabilidade positiva associada à atividade operacional dos mesmos. 

A variável “Rebaixamento em campeonatos nacionais”, segundo Dantas et al. (2015), 

representa, esportivamente falando, o insucesso maior de um clube no campeonato brasileiro, 

foi inserida no modelo com base em Barbosa et al. (2017). Assim, pretendeu-se analisar se há 

alguma relação entre este aspecto esportivo e o valor dos clubes, com o entendimento de que 

o rebaixamento dos clubes provoca uma queda nos seus valores e por isso esta tende a 

influenciar o valor dos clubes negativamente. 

As variáveis “Primeira Divisão” e “Ranking CBF” representam características 

esportivas do futebol. Para estas, espera-se que se apresentem de forma positiva, pois 

certamente com maior sucesso esportivo, isto é, os clubes que permanecem na série “A” e 

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melhor pontuação no Ranking CBF, maior também podem ser as receitas dos clubes e assim, 

pode acarretar em mais valor aos clubes. 

A variável “Primeira Divisão” foi inserida no modelo com base em Barros e Rossi 

(2014), partindo do pressuposto que os clubes da primeira divisão são mais valiosos que os 

das demais divisões, tendo em visa que existe uma redução nas receitas dos clubes quando 

estes são rebaixados. 

A variável “Ranking CBF” foi escolhida com base no estudo de Dantas et al. (2015), 

que representa os principais resultados esportivos dos clubes brasileiros, tendo em vista que o 

Ranking CBF é uma metodologia que atribui pontuações tanto do campeonato brasileiro (em 

todas as séries), como a Copa do Brasil. 

 

4 Análise de Resultados 

4.1 Análise Descritiva 

No que diz respeito à variável que representa o valor dos clubes de Futebol “Q de 

Tobin”, conforme Tabela 3, os clubes Goiás e Flamengo apresentaram-se com os maiores 

valores da amostra, sobretudo o Goiás, pois esteve na frente nos anos de 2011, 2012 e 2014 e 

o Flamengo, no ano de 2013. Já o clube Paraná, em todo o período estudado, isto é, de 2011 a 

2014, apresentou o valor menos expressivo, em outras palavras, foi o clube de menor valor da 

amostra. A média varia entre 0,62 (2012) e 1,05 (2013). Já o desvio-padrão se mantém entre 

0,50 (2012) e 0,78 (2013). 

 

Tabela 3. Estatística Descritiva das variáveis do modelo de Regressão Linear Múltipla 

Variáveis Est. 

Descritiva 2011 2012 2013 2014 

“Q de Tobin’’ 

(R$) 

Média 0,78 0,62 1,05 0,99 

D. Padrão 0,56 0,5 0,78 0,64 

Máximo 2,05 (Goiás) 1,98 (Goiás) 2,63 (Flu) 2,54 (Goiás) 

Mínimo 0,1 (Paraná) 0,1 (Paraná) 0,11 (Paraná) 0,13 (Paraná) 

Custo/Receita 

(%) 

Média 83,53 77,54 85,14 109,92 

D. Padrão 21,1 18,56 17,86 97,2 

Máximo 145,06 (Goiás) 116,84 (Ponte) 136,03 (Figue.) 542,79 (Paraná) 

Mínimo 57,42 (Bota.) 45,85 (Flu) 62,39 (Cricíu.) 41,85 (Goiás) 

Grau de 

Endividamento 

(%) 

Média 122,22 98,79 156,31 149,84 

D. Padrão 105,36 79,69 179,57 167,55 

Máximo 450,13 (Goiás) 396,71 (Goiás) 674,95 (Bahia) 815,88 (Bota) 

Mínimo 17,23 (Sport) 16,55 (Sport) 14,6 (Sport) 37,73 (Cricíu.) 

ROA (%) 

Média -10,62 -0,61 -27,01 -12,7 

D. Padrão 22,22 9,02 83,28 37,51 

Máximo 7,83 (Cricíu.) 22,2 (Atl.-PR) 10,18 (Cricíu.) 60,19 (Goiás) 

Mínimo -93,19 (Goiás) -22,29 (Figue.) -406,62 (Bahia) -158,42 (Bota.) 

Índice de 

Liquidez 

Corrente (R$) 

Média 0,39 0,46 0,33 0,27 

D. Padrão 0,28 0,42 0,3 0,27 

Máximo 1,28 (Atl.-PR) 1,85 (Sport) 1,2 (Cricíu.) 1,19 (Atl.-PR) 

Mínimo 0,01 (Náutico) 0,01 (Ponte) 0,01 (Ponte) 0,01 (Náutico) 

Ranking CBF Média 739,08 783,65 794 659,3 

D. Padrão 289,89 254,61 333,38 252,24 

Máximo 

1240 (Vasco) 

1290 (São Paulo) 1490 (Grêmio) 1280 (Cruzeiro) 

Mínimo 

240 (Cricíu.) 

300 (Atl.-PR) 

289 (Paraná) 

294 (Náutico) 

Fonte: Dados da pesquisa 

Observa-se que os clubes que possuem maior grau de endividamento são o Goiás, nos 

anos de 2011 e 2012, o Bahia, no ano de 2013, e o Botafogo, no ano de 2014. Enquanto os 

que menos utilizam o capital de terceiros são o Sport, durante os anos de 2011, 2012 e 2013, e 

o Criciúma, no ano de 2014. Considerando a média, percebe-se que, no período analisado, o 

nível de endividamento sofreu uma queda de 2011 para 2012, passando de 122,22% para 

98,79%, mas nos anos subsequentes ficou em alta, chegando a 156,31% em 2013.  

Em relação à variável calculada pela razão entre os custos e a receita total dos clubes 

(Custo/Receita), cujo objetivo é medir a eficácia de seus custos, os times que apresentaram os 

maiores resultados foram: Goiás, Ponte Preta, Figueirense e Paraná, nos anos de 2011, 2012, 

2013 e 2014, respectivamente. Todos estes clubes demonstraram resultado maior que 100%, 

no entanto, o Paraná se destacou negativamente, pois apresentou como resultado dessa relação 

542,79%, demonstrando que a capacidade de geração de receitas está muito abaixo dos custos 

incorridos, revelando uma situação financeira não planejada.  

Enquanto o Botafogo, o Fluminense, o Criciúma e o Goiás apresentaram os menores 

resultados a essa relação nos anos de 2011 (57,42%), 2012 (45,85%), 2013 (62,39%) e 2014 

(41,85%), respectivamente. Como tais resultados se mantiveram abaixo de 100%, demonstra 

que tais clubes obtiveram maiores receitas em relação aos custos incorridos em tais anos, com 

média variando entre 77,54% (2012) e 109,92% (2014). 

No tocante ao índice de Liquidez Corrente, os clubes que apresentaram maior 

capacidade em honrar suas obrigações financeiras no curto prazo foram o Atlético-PR, nos 

anos de 2011 e 2014, o Sport, no ano de 2012, e o Criciúma, no ano de 2013. Já os times que 

apresentaram menor valor desse indicador foram o Náutico, nos anos de 2011 e 2014, e a 

Ponte Preta, nos anos de 2012 e 2013. 

Sobre a variável financeira ROA, os clubes que apresentaram maior retorno sobre os 

ativos foram o Criciúma, nos anos de 2011 e 2013, o Atlético-PR, no ano 2012, e o Goiás em 

2014. Já os times com menor retorno foram o Goiás, Figueirense, Bahia e Botafogo, nos anos 

de 2011, 2012, 2013 e 2014 respectivamente.  

É importante destacar que realizou-se um ajustamento dos pois os clubes Santos, no ano 

de 2012 e o Flamengo, no ano de 2014 foram considerados outliers, através do boxplot, as 

quais prejudicam a interpretação do resultado do estudo de relações entre as variáveis 

independentes e a dependente, sendo assim, retirados da amostra.  

Variáveis 

Tabela 4. Variáveis Dicotômicas (Frequência de Valores “1’’) 

Est. Descritiva 

2011 

2012 

2013 

2014 

Primeira Divisão 

Frequência 

17 

16 

19 

19 

Rebaixamento 

Frequência 

Fonte: Dados da peqsuisa 

Em relação a frequência das variáveis Dummies, destaca-se a variável Primeira Divisão, 

que aponta a quantidade de clubes da amostra que se encontraram na série A em cada ano 

analisado (17, 16, 19 e 19 clubes na primeira divisão, para os anos 2011, 2012, 2013 e 2014, 

respectivamente). Quanto a variável Rebaixamento, demonstra que poucos clubes da amostra 

passaram por tal situação, com uma variação de 2, no ano de 2011, passando para 3, no ano de 

2012 e 4 nos anos de 2013 e 2014. 

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4.2 Análises do Modelo de Regressão Múltipla 

Neste estudo, o R2 calculado é de 0,4963, isto demonstra que as sete variáveis 

independentes usadas no modelo explicam 49,63% da variável dependente “Q de Tobin”. 

Visto que o objetivo deste estudo não é de previsão com o modelo de Regressão múltipla e 

sim para investigar se as variáveis explicativas exercem influência sobre o valor dos clubes de 

futebol, então essa medida é considerada satisfatória.  

Foi realizado o Teste F-ANOVA, usado para testar a adequação global do modelo de 

Regressão, o qual permite concluir se há variáveis explicativas no modelo que são 

significantes. Conforme a estatistica do teste, se o valor F estimado pelo modelo for maior o 

valor de F da média de variabilidade explicada, rejeita-se H0, isto é, se a quantia de variação 

explicada pelo modelo de regressão for maior que a variação explicada pela média, o modelo 

de regressão estimado é significativo. Neste estudo, o teste-F atingiu um resultado abaixo de 

0,05, indicando que pelo menos uma variável presente no modelo explica a variabilidade da 

variável “Q de Tobin”. 

Ademais, foi necessário realizar alguns testes para verificar se são atendidos os 

principais pressupostos da Regressão Linear Múltipla. Na Tabela 5 estão demonstrados os 

procedimentos utilizados para a verificação dos pressupostos do modelo dos estimadores de 

Método dos Mínimos Quadrados e validação das inferências. 

Tabela 5. Testes de verificação dos pressupostos do modelo de regressão 

Pressuposto 

Ho 

P-Valor 

Nível de 

Significância 

Resultado 

Teste da Normalidade dos 

Resíduos 

Os resíduos apresentam 

distribuição normal 

0,33657 

5% 

Não Rejeita Ho 

Teste RESET para Especificação 

A especificação é 

adequada 

0,000489692 

5% 

Rejeita Ho 

Teste White para a 

Heteroscedasticidade 

Sem 

heteroscedasticidade 

0,0828145 

5% 

Não Rejeita Ho 

Fonte: Dados da pesquisa 

O resultado do teste de avaliação do pressuposto da distribuição normal dos resíduos 

constata que o p-valor de 0,33657, que corresponde à Sig. maior que α = 0,05, condição para 

aceitar a hipótese nula do teste, isto é, a distribuição da série é tida como normal.  

O teste Ramsey Reset verifica se há problemas de especificação na forma funcional do 

modelo de regressão adotado, isto é, se há funções não lineares de variáveis independentes. 

Através da implementação de um teste de restrição nos coeficientes usando a estatística F para 

verificar H0. Como o resultado do p-valor foi de 0,000489692, que corresponde a Sig.  menor 

que α, rejeita H0, demonstrando que há algum problema com não-linearidades no modelo, ou 

seja, tem-se um modelo tido como mal especificado, pois apresenta variáveis independentes 

insignificantes para explicar a variável dependente “Q de Tobin”.   

Em relação ao processo de avaliação do comportamento dos resíduos, foi realizado o 

teste White com o intuito de examinar a inexistência de heteroscedasticidade, isto é, se a 

variância dos resíduos das variáveis independentes mantém-se constante em toda a regressão. 

Em outras palavras, o efeito da observação de cada variável X é nulo sobre as observações 

seguintes, não existindo dependência dos erros. No caso estudado, o sig. é de 0,0828145, 

portanto, seu coeficiente é significativamente diferente de zero e consequentemente se rejeita 

a H0, isto é, indica que a heteroscedasticidade está solucionada para interferências estatísticas 

(o conjunto dos resíduos referentes a cada observação de X tem variância constante em toda a 

extensão das variáveis independentes). 

Em resumo, no que diz respeito aos testes dos principais pressupostos da Regressão 

Linear Múltipla, constatou-se que apenas o teste Ramsey Reset apontou resultado que implica 

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em especificação inadequada na forma funcional do modelo de regressão adotado, isto porque 

no modelo encontram-se variáveis que não exercem influência significativa sobre a variável 

dependente. Todavia, como esta pesquisa busca identificar as variáveis que influenciam e as 

que não influenciam a variável dependente, tal constatação não invalida o modelo estimado. 

Já o teste da normalidade dos resíduos e o teste White para a Heteroscedasticidade, 

demonstraram p-valores aos testes aplicados satisfatórios para validar o modelo estimado. 

Para diagnosticar tal pressuposto, foi feito o teste chamado VIF (Fator de Inflação da 

Variância), examinando as variâncias, já que estas indicam a relação entre as variáveis. Se 

todos os VIF forem abaixo de 1, não há indícios de multicolinearidade, mas se houver algum 

VIF maior que 1, os preditores são correlacionados, com multicolinearidade aceitável. 

Entretanto, quando o resultado do teste atinge valores maiores que 10,0, isto indica a 

existência de uma multicolinearidade problemática. Assim, nenhuma das variáveis apresentou 

problemas de multicolinearidade. 

Na Tabela 6, com base no resultado do modelo de regressão, verifica-se que as variáveis 

Ranking CBF, relação Custo/Receita e Grau de endividamento, apresentam significância 

estatística ao nível de 5%.  

 

Tabela 6. Resultados do modelo de regressão múltipla 

 Coeficiente Erro Padrão Razão-t P-valor VIF 

Constante 0,207927 0,145332 1,431 0,1561 - 

Ranking CBF 0,000530786 0,000228665 2,321 0,0226 ** 1,760 

Custo/Receita -0,000992751 0,000477310 -2,080 0,0405 ** 1,214 

ROA 0,000590714 0,00189331 0,3120 0,7558 1,992 

Divisão 0,0723027 0,133875 0,5401 0,5905 1,758 

Rebaixamento -0,182133 0,126408 -1,441 0,1533 1,117 

Liquidez Corrente -0,153256 0,109449 -1,400 0,1650 1,179 

Grau de Endividamento 0,00289083 0,000772274 3,743 0,0003 *** 2,023 

*** Significante ao nível de 1%  ** Significante ao nível de 5%. * Significante ao nível de 10%.   

   Fonte: Dados da pesquisa 

 

Neste trabalho, adotou-se o Teste T com o objetivo de atestar quais são os coeficientes 

estatisticamente relevantes das variáveis independentes do modelo no qual se utilizou o nível 

de significância de 5% (α = 0,05). Com base na amostra, verificou-se que, das sete variáveis 

independentes, apenas três apresentaram nível de significância em relação a variável 

dependente. 

Em relação ao fator “Ranking CBF”, seu p-valor (0,0226) é significante ao nível de 5%, 

podendo-se, então, concluir que esta variável independente exerce influência significativa 

sobre o valor dos clubes de futebol. Dessa forma, observa-se que os clubes que possuem 

maior pontuação no Ranking (calculado a partir da Convenção de Pontos da CBF, para 

campeonatos nacionais) conseguem agregar maior valor e obter maiores condições para 

investir no clube como um todo do que os que se encontram com pontuações menos 

expressivas.  

Com base nesse resultado, destaca-se a dependência do valor dos clubes diante do 

resultado esportivo nos campeonatos nacionais. De forma complementar, percebe-se que este 

resultado corrobora com os achados de Dantas et al. (2015), tendo em vista que essa 

apresentou-se com coeficiente positivo para explicar o valor dos clubes.  

A variável “Custo/Receita” também se demonstra relevante para o estudo, com p-valor 

de 0,0405, influenciando, assim, no valor dos clubes de futebol a um grau de confiabilidade 

de 95%. Porém, esta relação entre o custo e a receita, diferentemente da variável “Ranking 

CBF”, apresenta coeficiente negativo, significando que, quanto maior for seu resultado, 

consequentemente, menor será o valor dos clubes de futebol.  

Dessa forma, entende-se que os clubes que obtiveram os resultados maiores nessa 

relação, estão com os custos maiores que as receitas geradas, demonstrando situação 

financeira indesejada, que pode ser minimizada através de possíveis decisões apontadas para 

atingir um maior retorno sem a utilização de mais capital. 

Além das duas citadas, a variável “Grau de endividamento” apresentou-se significativa 

ao nível de 1%, expressando que esta possui poder de influência sobre o valor dos clubes de 

Futebol. Vale ressaltar, como tal indicador apresentou coeficiente positivo, demonstra que os 

clubes mais endividados, possuem maior capacidade de gerar valor. 

Por outro lado, as dummies Primeira Divisão e Rebaixamento em campeonatos 

nacionais, além das variáveis, Liquidez Corrente e ROA, apresentaram um p-valor maior que 

o nível de significância de 5%, não sendo possível fazer nenhum tipo de inferência da relação 

entre essas variáveis e o valor dos clubes analisados. 

5 Considerações Finais 

Esta pesquisa buscou coletar e analisar o valor dos clubes de futebol no Brasil, 

utilizando como base para tal fim a pesquisa da BDO RCS (2015), estudo sobre as marcas 

mais valiosas do futebol brasileiro e aponta possíveis determinantes dos seus valores através 

de um modelo de Regressão Linear Múltipla, para os anos de 2011, 2012, 2013 e 2014. Além 

disso, utilizou-se de estudos anteriores para compor a métrica da análise das variáveis que 

possuem grande potencial para influenciar o valor da marca de cada clube analisado.  

Considerando os fatores que vêm se intensificando ao longo dos anos à respeito do 

cenário do futebol, como a continuidade da ampliação das receitas de cada entidade com 

marketing, estádio, sócios e mídia, o aumento dos valores recebidos dos patrocinadores e 

ampliação do interesse de empresas em se associar aos clubes, a maior participação do 

torcedor nos negócios gerados pelas entidades, as novas arenas com potencial de exploração, 

o crescimento dos programas de sócio torcedor, enfim, a evolução dos clubes brasileiros ao 

longo dos anos, optou-se por investigar o ramo do Futebol.  

Por outro lado, deve-se levar em consideração a dificuldade financeira dos clubes, 

evidenciada principalmente pelo indicador de endividamento e a relação “Custo/Receita”. O 

grau de endividamento expõe o quanto os clubes estão endividados, percebendo-se que, 

conforme o resultado da regressão, os clubes que agregaram mais valor no mercado são os 

mais endividados.  Nessa perspectiva, observou-se que os clubes elevaram seu valor ao passo 

que aumentaram os investimentos em suas atividades operacionais utilizando-se do capital de 

terceiros.  

Dentre os fatores determinantes do valor dos clubes, observou-se que o endividamento 

exerce influência positiva no valor dos clubes. Assim, um maior giro do capital investido com 

recursos de terceiros possibilitará um incremento maior de valor, valorizando a marca dos 

clubes. Partindo do pressuposto de que estes estão conseguindo suprir as necessidades da 

gestão financeira do negócio ao longo do tempo analisado. 

Além disso, a respeito do resultado da relação “custo/receita”, os clubes apresentaram

se em sua maioria com custos maiores do que as receitas atingidas nos anos analisados e 

consequentemente o lucro dos mesmos diminuiu. Assim, a maior parte dos clubes demonstra 

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que a capacidade de geração de receitas esta muito abaixo dos custos incorridas, revelando 

uma situação financeira não planejada. 

Na análise dos resultados da pesquisa foi exposto que os clubes mais valorizados em 

termos de geração de valor são aqueles que conquistam as maiores pontuações na convenção 

do Ranking nacional de clubes, partindo do pressuposto de que a maximização de resultados 

esportivos nacionais está diretamente ligada ao valor de um clube de futebol. 

Apesar das variáveis “ranking CBF”, o “grau de endividamento” e “custo/receita” 

apresentaram-se estatisticamente significativos para explicar o valor dos clubes de futebol, 

percebeu-se que as dummies Primeira Divisão e Rebaixamento em campeonatos nacionais, 

além das variáveis, Liquidez Corrente e ROA, apresentaram um p-valor maior que o nível de 

significância de 5%, não sendo possível fazer nenhum tipo de inferência da relação entre essas 

variáveis e o valor dos clubes analisados.  

Entretanto, apesar de não existir significância não impede de ressaltar o fato de que, os 

clubes, de acordo com a amostra analisada, possuem uma situação indesejável em relação à 

Liquidez Corrente e ao Retorno dos Ativos, variáveis tidas como financeiras, haja vista a 

estatística descritiva dessas variáveis. 

Os resultados desta pesquisa podem ser úteis para novos estudos que tenham como 

objetivo identificar os fatores financeiros e esportivos que influenciem no valor dos clubes de 

futebol do Brasil, que é ainda escassa ao nível nacional, conforme revisão da literatura. Além 

disso, resultados de trabalhos relacionados à valoração dos times podem auxiliar gestores de 

clubes a compreender melhor os elementos que influenciam, seja negativamente ou 

positivamente na geração de valor dos clubes e valorização de suas marcas. 

Como sugestão para estudos futuros, recomenda-se investigar se a quantidade de 

jogadores estrangeiros que atuam nos clubes brasileiros influencia na criação de valor, 

levando em consideração que as equipes cada vez mais têm-se tornado multinacionais, 

conforme evidenciam Gerhards e Mutz (2016). 

Referências  

Alexander, D. A., & Kern, W. (2004). The economic determinants of professional sports 

franchise values. Journal of Sports Economics, 5(1), 51–66. 

Barbosa, A., Dantas, M. G. S., Azevedo, Y. G. P., & Holanda, V. B. (2017). Fiscal 

responsibility strategy in Brazilian football clubs: a dynamic efficiency analysis [Special 

Issue]. Brazilian Business Review, 45-66. 

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Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

YURI GOMES PAIVA AZEVEDO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte 

CHRISTIANE LARISSA DUARTE DO NASCIMENTO 

Universidade Federal do Rio Grande do Norte na Universidade de São Paulo.

Fator econômico é crucial nos clubes de futebol. E o  Allianz Parque tem sido fundamental ao Palmeiras .                                  Confira a notícia no UOL.                                     


Palmeiras abre mão de R$ 14 milhões para trocar gramado do Allianz Parque


Novo gramado do Allianz Parque começa a ser instaladoNovo gramado do Allianz Parque começa a ser instaladoImagem: UOL

O Palmeiras  deixou de  arrecadar mais de R$ 14 milhões ao mandar seu primeiros jogos de 2026 na Arena Crefisa Barueri. O clube abriu mão da receita para que fosse possível a troca do gramado do Allianz Parque. Segundo o UOL.

Palmeiras e São Paulo se enfrentam amanhã, às 20h30 (de Brasília), mais uma vez em Barueri, em jogo único da semifinal do Paulistão. O Alviverde só terá seu estádio de volta em uma eventual final. Segundo o UOL 

Entenda os números

O Palmeiras fez seus primeiros 7 jogos como mandante em 2026, todos em Barueri, e teve uma renda total de R$ 3,975 milhões com um público total de 109.760. Uma média de 15.667 torcedores por jogo. Segundo o UOL.

No ano passado, no mesmo recorte, o Palmeiras arrecadou R$ 18,228 milhões com um público total de 196.157 pessoal. O UOL apurou que a perda da receita relacionada à não utilização do Allianz Parque já era esperada. Segundo o UOL.

A direção palmeirense entende que está abrindo mão da receita para proporcionar a troca do gramado, de modo a entregar um campo em perfeitas condições para os atletas e também priorizar a saúde dos jogadores, bem como a qualidade das partidas. O Flamengo, por exemplo, levantou a bandeira contra o sintético no Brasil no fim do ano passado. Segundo o UOL 

Os jogadores do Palmeiras e a comissão técnica estão muito satisfeitos com o gramado da Arena Barueri, e veem a reforma no gramado do Allianz como positiva  . Segundo o UOL.

O nosso gramado aqui está top. Este gramado aqui é melhor que 70% dos gramados naturais do Brasil. Eu também já vi gramados sintéticos horríveis, e quando isso acontece, tem de fazer uma coisa, que é o que acontece em Portugal, ou o que acontece na Inglaterra... Quando os gramados não estão em condições, há que ir lá cobrar para que o gramado seja trocado, para que os atletas profissionais de alta competição joguem com o gramado como deve ser. Isso é o que tem que ser feito. Portanto, eu gosto muito de jogar aqui porque o gramado é top.Abel Ferreira

Momento e obras milionárias explicam Palmeiras mais calmo com Barueri

Flaco López, do Palmeiras, comemora gol contra o São Paulo, pelo Campeonato PaulistaFlaco López, do Palmeiras, comemora gol contra o São Paulo, pelo Campeonato PaulistaImagem: REBECA SCHUMACKER/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚD

O Palmeiras vive o seu melhor momento desde que passou a mandar jogos em Barueri: são nove jogos sem perder com sete vitórias consecutivas (incluindo clássicos contra São Paulo e Santos). Segundo o UOL 

Leila Pereira investiu cerca de R$ 70 milhões para reformar a Arena — que ela tem a concessão via Placar. Segundo o UOL 

O objetivo com as obras era modernizar a Arena e oferecer uma instalação melhor para os atletas, principalmente no campo (que também foi reformado). A aceitação dos atletas e da comissão técnica são muito maiores hoje com o estádio . Segundo o UOL 


Confira os campeões de todos os campeonatos de futebol no Brasil e no mundo. No Site campeões do futebol.   https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html

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