segunda-feira, 1 de junho de 2026

Remo x São Paulo .

 O Remo venceu o São Paulo , ontem a noite , no Mangueirão , em Belem do Para , pelo Campeonato Brasileiro . O gol da vitória foi marcado por Marcelinho , nos acréscimos do segundo tempo .                      Os clubes somente voltam a campo após a Copa do Mundo.  O Remo fica em décimo oitavo com 18 pontos . O São Paulo fica em oitavo com 25 .                                          Tivemos um primeiro tempo equilibrado . Os times jogaram de forma ofensiva e criaram chances de gol nos primeiros 45 minutos . Os goleiros trabalharam bastante e mantiveram o placar em branco na etapa inicial .               Com a entrada do volante Marcos Antônio aos dezesseis minutos do segundo tempo , o time são Paulino ganhou maior fluidez ofensiva . O jogo vinha truncado até a entrada do volante são paulino aos dezesseis minutos do segundo tempo .Mas após cruzamento na área , a defesa são Paulino afastou mal e Marcelinho deu a vitória ao Remo no minuto final. Conforme eu sempre digo a nação são Paulina , a ordem se torna garantir uma pré libertadores em 2027 com o atual elenco . O Remo lutará arduamente contra o rebaixamento 


A Lei Bosman (1995) transformou o futebol global, eliminando o limite de jogadores estrangeiros europeus na Europa e o valor do passe pós-contrato, o que alargou drasticamente o abismo financeiro entre clubes sul-americanos e europeus. Antes da lei, o futebol sul-americano competia em nível de igualdade técnica e econômica; após ela, tornou-se um polo exportador de talentos para as ligas mais ricas do mundo. 

O impacto econômico e estrutural dessa transição divide-se claramente em dois períodos:

O Cenário Antes da Lei Bosman (Até 1995)

Antes da regulamentação, as barreiras de mercado mantinham o equilíbrio de forças econômicas e competitivas:

Retenção de Talentos: Os clubes europeus tinham um limite rígido de estrangeiros em campo (geralmente três por equipe). Isso forçava os craques sul-americanos a permanecerem em seus países de origem por muito mais tempo.


Equilíbrio Financeiro: Os salários e receitas de TV na Europa ainda não haviam explodido. Clubes do Brasil e da Argentina conseguiam pagar salários competitivos o suficiente para manter atletas do nível de seleção.


Competitividade Esportiva: O reflexo financeiro se via no antigo Mundial de Clubes (Copa Intercontinental). O confronto era equilibrado, e os sul-americanos frequentemente superavam as potências europeias em campo. 


O Cenário Após a Lei Bosman (Pós-1995)

A abertura total das fronteiras europeias para jogadores comunitários gerou um efeito cascata devastador na economia do futebol sul-americano:

Êxodo Massivo e Precoce: Como jogadores com dupla cidadania europeia deixaram de ocupar vagas de estrangeiros, a demanda por jovens sul-americanos disparou. Os atletas começaram a migrar cada vez mais jovens.


A Explosão da Desigualdade de Receitas: Enquanto a Europa centralizou os direitos de transmissão globais da UEFA Champions League e atraiu bilionários, os clubes sul-americanos ficaram restritos a mercados locais de TV desvalorizados.


Mudança no Modelo de Negócios: Os clubes sul-americanos foram forçados a adotar um modelo de clube exportador. A venda de direitos econômicos de atletas passou a ser o principal recurso para equilibrar o caixa e cobrir deficits operacionais.


Comparação Direta das Estruturas Econômicas

O impacto direto nos pilares de faturamento reflete o tamanho do abismo atual:

Pilar Econômico

Antes da Lei Bosman (Até 1995)Após da Lei Bosman (Pós-1995)Principais Fontes de ReceitaBilheteria local e patrocínios regionais focados no mercado interno.Direitos globais de TV e patrocínios internacionais na Europa; venda de jogadores na América do Sul.Poder de Compra no MercadoEquivalente. Clubes sul-americanos compravam e mantinham astros mundiais.Unilateral. A Europa dita os preços, e a América do Sul apenas vende ou repatria atletas em fim de carreira.Destino dos LucrosReinvestimento imediato na manutenção do elenco principal e infraestrutura local.Na Europa: Expansão global da marca e contratações astronômicas. Na América do Sul: Quitação de dívidas operacionais.

Se você quiser se aprofundar nessa transformação, posso analisar os dados específicos de faturamento das ligas atuais ou detalhar como os clubes sul-americanos estão se reestruturando financeiramente por meio de modelos como as SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) para tentar mitigar essa distância. Como gostaria de prosseguir?

15 de dezembro de 1995: Justiça europeia profere “Lei Bosman”, que modificaria transferências no futebol .

Que saudade dos tempos em que o tricolor era protagonista com os maiores talentos em campo .Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html. Imagem do Portal Terra 

Palmeiras x Chapecoense .

 Superando a desvantagem numérica , o Palmeiras venceu a Chapecoense , na tarde de ontem, pelo Campeonato Brasileiro . Saindo do banco de reservas , Paulinho fez o gol da vitória aos 18 minutos do segundo tempo .No último lance , Bolasie perdeu pênalti , desperdiçando a chance do empate .                                         Com 41 pontos , o Palmeiras volta a abrir sete pontos para o vice líder Flamengo . Com nove pontos , a Chapecoense fica na lanterna no campeonato nacional . O campeonato brasileiro volta apenas no dia 22 de julho após a Copa do Mundo .                                          Até a expulsão de Allan , o alviverde vinha dominando o primeiro tempo . Os alviverdes vinham melhor no jogo ofensivo , criando as melhores chances na etapa inicial . Mas o jovem Allan , que vinha fazendo excelente partida ,foi expulso após forte entrada em Giovani .                                          Paulinho saiu do banco de reservas e fez o gol da vitória alviverde aos 18 minutos do segundo tempo . Com vantagem no placar , Abel Ferreira fechou o time com três zagueiros , visando proteger área e meio campo com nove jogadores de linha . No fim , a Chape teve a chance do empate . Mas perdeu um pênalti .                                           


A inteligência tática no futebol é a capacidade do jogador de ler o jogo, processar informações rapidamente e tomar a decisão mais eficiente sob pressão. Conhecida popularmente como o "QI de jogo", ela dita como o atleta gerencia o espaço e o tempo para resolver os problemas que a partida apresenta. Mais do que a força física ou a habilidade técnica isolada, é a mente que dita a velocidade real da engrenagem coletiv

Para entender como ela se manifesta nas quatro linhas, podemos dividi-la em três pontos .

Percepção (Ler o jogo): Identificar o posicionamento de companheiros, adversários e o comportamento da bola usando a visão periférica.


Antecipação (Prever ações): Decifrar a jogada antes mesmo de ela acontecer, posicionando-se no lugar correto segundos antes do rival.


Tomada de Decisão (Executar): Escolher o caminho ideal (um passe de primeira, cadenciar o jogo ou fechar uma linha de passe) em frações de segundo. 


A inteligência tática funciona de forma diferente dependendo da fase da partida: 

Na Fase Ofensiva

Criação de espaços: Atrair a marcação para liberar um companheiro livre, sem necessariamente tocar na bola.


Raciocínio prático: Evitar firulas e escolher o passe vertical que quebra linhas defensivas de forma simples e fatal. 


Na Fase Defensiva

Temporização: Saber a hora exata de dar o combate ou recuar para atrasar o contra-ataque adversário.


Preenchimento de zonas: Cobrir espaços vazios deixados por companheiros que subiram ao ataque automaticamente.

No futebol moderno, o desenvolvimento dessa inteligência ganhou o reforço da tecnologia de ponta. Clubes de elite utilizam softwares modernos, dados de rastreamento automático (ATD) e inteligência artificial para mapear padrões táticos complexos e otimizar os treinos cognitivos. Os analistas  comportamentos coletivos a partir de vídeos oficiais de gigantes europeus, transformando dados brutos em decisões acionáveis no campo. 

Xavi Hernández: Famoso por dizer que "a velocidade do cérebro é mais importante que a das pernas", ditando o ritmo de uma era do futebol mundial.


Thomas Müller: O autoproclamado "Espaçador" (Raumdeuter), um jogador sem grande velocidade física, mas com um posicionamento impecável que desmonta defesas.


Lionel Messi: Transforma segundos em vantagens milimétricas ao caminhar estrategicamente em campo buscando as vulnerabilidades do adversário

Pelo nível de inteligência tática que possui . O alviverde vem devendo.  Nisso a imprensa corporativa tem razão .



A qualidade técnica seria a habilidade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 
Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html. Imagen do Jornal Gaúcho Zero Hora .

Carlo Ancelotti .

O Brasil fez o que se esperava , não tomou conhecimento e goleou o Panamá por 6 a 2 , ontem , no estádio Mario Filho , no Rio de Janeiro , no último amistoso antes do embarque do time canarinho para a disputa da Copa do Mundo.        Vinícius Junior abriu a contagem e Casemiro ampliou ainda não etapa inicial .Ryan , Lucas Paquetá , Igor Thiago e Danilo Santos ampliaram para os brasileiros na segunda etapa. Enquanto Armin Murillo e Carlos Harley descontaram para o time panamenho. O time brasileiro viaja para os Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo e joga o último amistoso no sábado contra o Egito as 19 HS .                              O time canarinho integra o Grupo C do Mundial , junto com Marrocos , Escócia e Haiti . Os brasileiros entrariam no Mundial as 19 HS do dia 13 de Junho contra Marrocos .              


O jogo ofensivo no futebol é um modelo tático focado na iniciativa de atacar, onde a equipe prioriza o controle da bola, a criação de espaços e a finalização para marcar gols. Ao contrário do que se pensa, um time ofensivo não é necessariamente desprotegido; ele busca desequilibrar o adversário através de princípios estruturais que organizam o ataque. 

Para que um ataque seja eficiente, ele se baseia em conceitos fundamentais que orientam o movimento dos jogadores: 

Amplitude (Largura): Alargar o campo, geralmente usando os corredores laterais, para obrigar a defesa adversária a se abrir e criar espaços internos.


Profundidade: Movimentação em direção à linha de fundo ou à baliza para "empurrar" a defesa rival e aumentar a área de jogo útil.


Penetração: Ações que visam romper as linhas defensivas, seja por passes verticais, infiltrações ou dribles.


Mobilidade: Troca constante de posições e movimentações imprevisíveis para confundir a marcação e gerar novas linhas de passe.


Vigilância Ofensiva: O posicionamento estratégico de jogadores que não estão diretamente na jogada para controlar espaços, evitar contra-ataques e facilitar a recuperação rápida da bola.


Diferentes esquemas táticos podem favorecer o estilo ofensivo, dependendo de como os jogadores ocupam o campo:



Pressão Alta: Uma estratégia agressiva onde a equipe avança suas linhas para tentar recuperar a bola o mais próximo possível do gol adversário.


Transição Ofensiva: O momento crítico em que a equipe recupera a posse e tenta chegar ao gol em poucos segundos (contra-ataque rápido). 


O sucesso de um jogo ofensivo depende da precisão técnica (passes curtos e finalizações certeiras) e da compactação, mantendo os setores próximos para facilitar o apoio mútuo. 

O jogo ofensivo do time canarinho apresenta melhoras . Mas já não temos no time canarinho a magia de outros tempos na minha infância e adolescência 


 Um gênio  ou génio  é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto  de primeira grandeza, ou um talento criativo  fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Markson Terman , em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Weschler , o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford Birnet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo superdotado  para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polimata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI, quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade. Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha. E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feyeman  por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século 20; ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais. Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasaoarov, que obteve escores 123 e 135 em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual.

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."


- citado em "Frases Geniais‎" - Página 40, de Paulo BuchsbaumA partir desse tema, também não podemos desconsiderar a citação: "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."- Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. - "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575, Denis Diderot - A. Belin, 1818é uma citação atribuída a Denis Diderot. Ela destaca a importância do entusiasmo como elemento fundamental para o bom desempenho em qualquer tipo de trabalho.

Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135. Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do seculo 21  houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto QI  e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual. De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia  como IBM e Microsoft , desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio". Segundo a Revista Espaços .


Essa é a "hierarquia sagrada" do futebol. Cada nível separa o talento comum da imortalidade esportiva. Em 2026, com o futebol cada vez mais físico, essas distinções ficam ainda mais claras:

Bom Jogador: É o "carregador de piano" de luxo. Tem disciplina tática, técnica sólida e entrega constância. É o cara que todo treinador quer no elenco porque ele cumpre a função sem errar o básico. Exemplos atuais seriam nomes como Declan Rice ou Gündogan.

Craque: É quem decide o jogo quando a tática falha. Tem um recurso técnico acima da média (um drible, um passe milimétrico, uma finalização impecável). O craque chama a responsabilidade e resolve. Hoje, falamos de Vinícius Júnior, Mbappé e Haaland.

Super Gênio e Gênio: É quem vê o que ninguém mais vê. O gênio e o super gênio não apenas jogam ele dita o ritmo e subverte as leis da lógica em campo. É o jogador que antecipa o lance três segundos antes dele acontecer. Na história recente, Lionel Messi é o maior expoente, e muitos olhos se voltam agora para ver se Lamine Yamal atingirá esse patamar absoluto.

Confira meu artigo .
https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2025/11/lei-bosman.html. Confira meu artigo .

Confira as informações no Site Sofascore                 https://www.sofascore.com/news/pt/tecnicos-de-futebol-famosos-e-suas-filosofias-carlo-ancelotti/

O conhecimento tático no futebol é a capacidade de um jogador ou equipe de tomar decisões inteligentes e eficazes durante o jogo, com ou sem a posse de bola. Esse entendimento vai além da habilidade técnica individual, envolvendo a coordenação e a estratégia coletiva. 

Ele se manifesta em dois níveis principais: 

Tático declarativo: O conhecimento teórico sobre o que fazer em diferentes situações do jogo.

Tático processual: A capacidade de aplicar esse conhecimento de forma prática e instintiva em tempo real. 

Principais componentes táticos

Fases do jogo 

A tática se aplica em todas as fases de uma partida:

Organização ofensiva: Quando a equipe tem a posse de bola e busca atacar de forma organizada, ocupando espaços e criando oportunidades.

Transição ofensiva: O momento de recuperação da posse da bola e a rápida mudança de postura defensiva para a ofensiva.

Organização defensiva: Quando a equipe não tem a posse da bola e se posiciona para defender, impedindo as ações do adversário.

Transição defensiva: A reação da equipe no momento em que perde a posse da bola, buscando se reorganizar rapidamente para defender.

Bolas paradas: Jogadas específicas (escanteios, faltas) que envolvem estratégias planejadas para ataque e defesa. 

Princípios táticos fundamentais

Para cada fase do jogo, existem princípios que orientam o comportamento da equipe: 

Princípios ofensivos:

Penetração: Buscar a profundidade e a infiltração na defesa adversária.

Espaço: Criar e explorar espaços livres para receber a bola.

Cobertura ofensiva: Oferecer suporte ao companheiro que tem a bola.

Mobilidade: Movimentação constante para confundir a marcação.

Unidade ofensiva: Atuar em conjunto para atacar.

Princípios defensivos:

Contenção: Ação do jogador mais próximo da bola para atrasar o avanço adversário.

Cobertura defensiva: Apoiar o companheiro que faz a contenção.

Equilíbrio: Distribuir os jogadores para proteger a área do gol.

Concentração: Fechar espaços no centro do campo, onde há mais perigo.

Sistemas e esquemas táticos

Os esquemas táticos, representados por números (ex: 4-4-2, 4-3-3), são a forma como o treinador organiza a equipe em campo. Eles definem o posicionamento inicial e as funções dos jogadores, mas são adaptáveis e podem variar durante a partida. 

O italiano levará tempo para maturação no Brasil.  Pois a geopolítica mudou após a Lei Bosman .

Confira os campeões de todos os campeonatos de futebol no Brasil e no mundo. No Site campeões do futebol.   https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html

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Imagem ; LANCE .





domingo, 31 de maio de 2026

Algo na Fórmula 1.


 Confira no Site Tudo sobre Fórmula 1. 

https://www.tudosobreformula1.com.br/performance-em-corridas.

Em condições normais de pista (asfalto seco e temperatura ideal), o talento e a inteligência de um piloto de Fórmula 1 são expressos na busca pela perfeição milimétrica e na consistência absoluta. Sem o caos da chuva, o foco muda para a máxima eficiência técnica e mental.


Abaixo estão as principais formas como essas habilidades se manifestam:


1. Inteligência Técnica e Otimização


Gerenciamento de pneus: Controlar o desgaste da borracha sem perder velocidade nas curvas.


Cálculo de combustível: Mudar o mapeamento do motor nos momentos certos para economizar combustível.


Ajustes no volante: Alterar o balanço de freio e o diferencial a cada curva da pista.


Comunicação com engenheiros: Traduzir reações complexas do carro em feedback técnico claro via rádio. 


2. Visão de Corrida e Estratégia Mental


Leitura do tráfego: Prever o comportamento de retardatários e antecipar pontos de ultrapassagem.


Gestão de janelas de pit stop: Acelerar o ritmo em voltas cruciais (in-laps e out-laps) para superar rivais.


Economia de energia física: Relaxar os músculos em retas para suportar forças de até 5G nas curvas.


Adaptação à evolução da pista: Ajustar as linhas de corrida conforme a pista acumula borracha e ganha aderência. 


3. Talento Puro e Execução Física


Memória muscular extrema: Repetir pontos de frenagem com precisão de centímetros, volta após volta.


Velocidade de reação: Responder a travadas de roda ou saídas de traseira em milissegundos.


Exploração do limite aerodinâmico: Confiar na pressão do carro para contornar curvas de alta velocidade sem hesitar.


Consistência de classificação: Juntar os três melhores setores da pista em uma única volta sob extrema pressão.


Confira o ranking das 161 corridas no Portal Terra . https://www.terra.com.br/parceiros/guia-do-carro/senna-so-perde-para-schumacher-no-ranking-de-161-corridas,3f9160f6fe2181d1d9cfd98ac275d45agiaw1xie.html. Confira as estatísticas dos pilotos na Fórmula 1 .https://www.statsf1.com/pt/statistiques/pilote.aspx. Imagem Jornal do Bras.

Santos x Vitória.

 O Santos venceu o Vitória por 3 a 1 , no estádio Urbano Caldeira , em Santos , pelo Campeonato Brasileiro .               Miguelito , Barreal e Gabigol ,marcaram para o Santos e Renê descontou para o Vitória.   O Santos fica em décimo quinto lugar com 21 pontos  e o Vitória fica em décimo segundo com 22 pontos .            Esse foi o último jogo dos clubes antes da Copa do Mundo . O campeonato nacional volta dia 22 de julho após o Mundial .                           Em um primeiro tempo fraco tecnicamente , o Santos soube aproveitar melhor . Os times erraram muitos passes no meio campo e não criaram nos primeiros 45 minutos . Na única chance do time baiano , Gabriel Brasão fez grande defesa .                                           O segundo tempo foi mais ofensivo . Os times passaram a se arriscar mais no campo ofensivo e trabalharam melhor a posse de bola no meio campo . O Peixe soube aproveitar melhor e abriu 3 a 0 no placar . Gabigol foi expulso por gesto obsceno e o Vitória diminuiu . Mas não ameaçou o triunfo santista . Aparentemente , o time santista tenta apresentar evolução.  Mas com elenco muito fraco tecnicamente , o ordem se torna ganhar fôlego contra o rebaixamento no campeonato nacional.  O mesmo raciocínio se aplica ao Vitória .  

A qualidade técnica seria a habilidade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 
Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.. imagem do Portal Terra .

PGR x Arsenal .

 Pela segunda vez consecutiva, o PSG soltou o grito de campeão.  Após empate em 1 a 1 no tempo normal , o PSG venceu o Arsenal nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou o Champions League 2026.           Esse se torna o segundo título consecutivo do PSG na Champions League , em 2025 , o PSG massacrou  a Inter de Milão .                                             Após abrir o marcador aos seis minutos , o Arsenal vinha se defendendo bem . O time inglês soube compactar suas linhas de defesa , meio campo e ataque , protegendo seu meio campo e sua área . O PSG teve o domínio do jogo . Mas parou na marcação do time inglês .     O segundo tempo vinha muito truncado  .Mas o jogo mudou após o empate do PSG . O Arsenal saiu mais para o jogo e se igualou ao time francês nas chances de gol . Na prorrogação , a partida seguia muito ofensiva , com chances para ambos os lados . Mas o jogo foi para aos pênaltis .  No quinto e último pênalti , o zagueiro brasileiro , que fez uma excelente partida , isolou o último pênalti e deu o título ao clube francês  . Bom . Outro coisa ver um PSG com os melhores do mundo em um final da Champions  .

O talento natural de um jogador de futebol, frequentemente chamado de "dom", 

é um conjunto de capacidades inatas que permitem ao atleta realizar ações complexas com facilidade incomum 

Os principais componentes do talento natural incluem:

Inteligência futebolística A capacidade de  entender plenamente  o campo, antecipar jogadas e tomar decisões rápidas em momento crítico  Jogadores talentosos costumam ter uma inteligência extrema 


Controle e Técnica Refinada: Uma facilidade instintiva no domínio de bola, passes precisos e finalizações, sem ter treinado 


Capacidade Física : Tem  velocidade , técnica agilidade e habilidade técnica 


Criatividade: A leitura completa da partida , e encontra soluções em qualquer situação. Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html. Imagem do SBT Sports 




Grêmio x Corinthians

 No último jogo antes da Copa do Mundo , o Corinthians venceu o Grêmio por 3 a 1 , na Arena Grêmio , em Porto Alegre , pelo Campeonato Brasileiro .     Sem Memphis e Lidgard , Andre foi decisivo . O volante marcou  dois gols na vitória alvinegra e Kaio Cesar completou o placar .Pelo Grêmio , Andre Mec marcou .      Com 24 pontos , o Corinthians fica em nono lugar no campeonato nacional .Com 21 pontos ,o Grêmio fica em décimo quinto , e corre risco de entrar na zona do descenso .      O campeonato brasileiro retornará apenas no dia 22 de julho.                                                O tricolor gaúcho começou melhor a abriu o placar aos seis minutos de jogo . Atrás no placar , o time alvinegro teve as melhores chances de gol , mas foi barrado pelas grandes defesas de Thiago Beltrame . Melhor em campo , os coritianos chegaram ao empate no primeiro tempo .        O segundo tempo vinha bastante equilibrado , com chances para ambos os lados . Mas os corintianos eram mais velozes na saida de bola e viraram o placar . A situação gremista , piorou com a expulsão do goleiro Thiago Breme . Com um a mais , os corintianos fizeram o terceiro gol e administraram a partida até o apito final . Os alvinegros estão subindo de produção . Mas seu elenco tecnicamente e empobrecido . Muito abaixo salvo valores individuais . Assim como o Grêmio . Ambos devem focar em fôlego contra o rebaixamento no campeonato nacional .


A qualidade técnica seria a habilidade técnica em executar os fundamentos do futebol 

A qualidade técnica envolve a capacidade do atleta de realizar movimentos com precisão e eficiência. É a competência individual com a bola e inclui fundamentos como: 

Condução de bola: Habilidade de se movimentar com a posse da bola pelo campo.


Passe: Ações de tocar a bola para um companheiro, variando em distância e trajetória.


Chute/Remate: Ação de finalizar em direção ao gol.


Drible/Finta: Capacidade de enganar e superar adversários com movimentos coordenados.


Recepção/Domínio: Ação de receber e controlar a bola vinda de um passe ou lançamento.


Cabeceio: Uso da cabeça para passar, dominar ou chutar a bola. 

O padrão de jogo é o conjunto de ações coletivas, repetidas e coordenadas que um time de futebol mantenha o mesmo nível por várias partidas . Tendo consistência nos mesmos movimentos .

Comportamentos planejados para atacar (ex: troca de passes, contra-ataques, ultrapassagens) e defender (ex: compactação, marcação por zona).


 Leitura de campo em diferentes fases do jogo.


 Inteligência para melhorar os fundamentos e melhorar a leitura de campo

A qualidade técnica é fundamental para um time vencer  Jogadores com alta qualidade técnica conseguem executar as demandas táticas do treinador com maior eficácia  Por outro lado, um padrão de jogo melhora a qualidade técnica do jogador  criando situações em que os jogadores possam utilizar suas melhores habilidades técnicas com inteligência 
Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.htm. Imagem do Jornal Gaúcho Zero Hora .

Fator econômico .

  O fator económico nos clubes de futebol engloba diversas fontes de receita, como direitos de transmissão (TV), patrocínios, vendas de jogadores, e receitas de bilheteira, que financiam as operações e o investimento desportivo, gerando um impacto económico significativo na sociedade, incluindo o emprego e a contribuição para o PIB. Contudo, o setor enfrenta desafios financeiros, como altos níveis de endividamento, e problemas como a sonegação de impostos e a má gestão de receitas, que podem levar a dificuldades financeiras e a um impacto negativo na economia do esporte. 

Fontes de Receita

Direitos de Transmissão (TV):

A principal fonte de receita da maioria dos clubes, proveniente da venda dos direitos de transmissão de jogos e premiações por desempenho em competições. 

Patrocínios e Publicidade:

Contratos com empresas de patrocínio e publicidade que rendem valores significativos aos clubes, como o patrocínio do Palmeiras com a Sportingbet, mencionado na Poder360. 

Venda de Jogadores:

Transações milionárias de jogadores entre clubes geram uma receita expressiva para os clubes. 

Receitas de Bilheteira:

Dinheiro arrecadado com a venda de ingressos para os jogos, que é uma receita relevante, embora não seja a maior do mercado. 

Ações de Marketing:

Venda de produtos licenciados, merchandising e outras ações de marketing também geram receita para os clubes. 

Défices e Endividamento 

Muitos clubes brasileiros enfrentam altos níveis de endividamento, com dívidas fiscais significativas, muitas vezes motivadas pela apropriação indébita de valores destinados aos impostos.

A má gestão financeira e a falta de recolhimento dos impostos sobre os salários dos atletas são causas importantes de endividamento e problemas fiscais.

Impacto Económico Geral

O futebol é um grande negócio que movimenta bilhões globalmente, atraindo a atenção de diversos estudos acadêmicos. 

Representa uma parcela significativa da economia de países como o Brasil, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) e sendo uma importante fonte de emprego. 

O setor de transferências e a atração de turistas pelo esporte também impulsionam as economias locais.  Segundo especialistas nos veiculos de imprensa no Brasil.

Exemplos no Brasil

Clubes como Corinthians, Atlético Mineiro, Cruzeiro, e Vasco da Gama figuram entre os mais endividados do Brasil, de acordo com a CNN Brasil. 

O Flamengo foi o clube com maior receita em 2024, segundo a Sports Value. 

O financiamento dos clubes na Europa assenta principalmente na receita de receitas geradas através de direitos de transmissão, patrocínios, venda de bilhetes e merchandising, complementado por investimentos de acionistas e proprietários. O sistema é regulado pela UEFA, que impõe o seu modelo de Fair Play Financeiro (FPF) para garantir a sustentabilidade financeira dos clubes, limitando o endividamento e os prejuízos, com a recente implementação da regra de custos com o plantel, que restringe gastos com salários, transferências e agentes a 70% das receitas a partir da época 2025/26. 

Principais fontes de financiamento:

Receitas comerciais:

Venda de direitos televisivos, acordos de patrocínio, merchandising e bilhética. 

Investimento de proprietários e acionistas:

Capital injetado pelos donos dos clubes para cobrir défices ou financiar investimentos em infraestruturas. 

Pagamentos de solidariedade da UEFA:

Uma percentagem das receitas da UEFA é redistribuída para clubes que não participam nas suas competições, destinados a programas de desenvolvimento juvenil ou comunitário. 

Regulação e controlo:

Fair Play Financeiro (FPF):

Conjunto de regras da UEFA para garantir a saúde financeira dos clubes. 

Os clubes não podem gastar mais do que arrecadam nem acumular dívidas insustentáveis.

Existem limites para os prejuízos acumulados ao longo de um período de três anos. 

Desde a época 2025/26, os clubes estão limitados a gastar 70% das suas receitas em salários, transferências e honorários de agentes. 

O não cumprimento das regras pode resultar em sanções financeiras e medidas desportivas, como a exclusão de competições. 

Impacto do FPF:

Promove a sustentabilidade: Ajuda a criar clubes financeiramente saudáveis a longo prazo, capazes de honrar os seus compromissos. 

Evita a acumulação de dívidas: Controla a dívida e a dependência de gastos excessivos. 

Melhora a equidade: Cria um ambiente mais equilibrado, impedindo que clubes mais ricos simplesmente gastem mais para ter sucesso.  Segundo especialistas nos veiculos de imprensa no Brasil.

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

Research Paper 

O impacto do desempenho desportivo e financeiro dos clubes de futebol 

europeus no preço das suas ações 

The impact of the sports and financial performance of European 

football clubs on their share prices 

Submitted in 15 th, November 2023 

Accepted in 13 th, December 2023  

Evaluated by a double-blind review system 

LUÍS FERNANDES1* 

LUÍS COSTA2* 

RESUMO 

Objetivo: A presente investigação tem como objetivo a análise das ações dos clubes de 

futebol europeus cotados em bolsa de valores. 

Desenho/metodologia/abordagem: Este trabalho examina de modo empírico a relação 

entre indicadores de desempenho desportivo e de desempenho financeiro e a 

determinação do preço de mercado de um conjunto de 9 clubes de futebol europeus, no 

período entre 2016 e 2022. A metodologia empírica selecionada foi a de dados em painel. 

Resultados: Os resultados indicam que o desempenho desportivo dos clubes de futebol 

desempenha um papel crucial na determinação dos preços de mercado das suas ações. 

Adicionalmente, as variáveis de desempenho financeiro tais como a dimensão, o 

endividamento e a rendibilidade líquida das vendas também exercem uma influência 

estatisticamente significativa na determinação do preço das ações dos clubes de futebol 

europeus. 

Originalidade/valor: Este trabalho pretende contribuir para o desenvolvimento da 

literatura que aborda os fatores determinantes do preço das ações dos clubes de futebol 

negociados no mercado de capitais e pode ser uma ferramenta muito útil para os 

potenciais investidores de clubes de futebol. 

Palavras-Chave: Preço das ações, clubes de futebol, desempenho desportivo, 

desempenho financeiro, rácio de solvabilidade. 

1  ISCTE, Portugal. E-mail: ljfss@iscte-iul.pt  

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2* Corresponding autor. Universidade de Aveiro. E-mail: miguelveloso-7@hotmail.com  

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

ABSTRACT 

Purpose: The aim of this research is to analyse the shares of European football clubs 

listed on the stock exchange. 

Methodology: This paper empirically examines the relationship between sports 

performance and financial performance indicators and the determination of the market 

price of a group of 9 European football clubs between 2016 and 2022. The empirical 

methodology selected was panel data. 

Findings: The results indicate that the sports performance of football clubs plays a crucial 

role in determining the market prices of their shares. In addition, financial performance 

variables such as size, indebtedness and net return on sales also have a statistically 

significant influence on determining the share price of European football clubs. 

Originality: This work aims to contribute to the development of the literature on the 

determinants of the share price of football clubs traded on the capital market and can be 

a very useful tool for potential investors in football clubs. 

Keywords: Share price, football clubs, sports performance, financial performance, 

solvency ratio. 

1. Introdução 

O futebol profissional deu os seus primeiros passos na Inglaterra durante a revolução 

industrial, quando as pessoas começaram a ter mais dinheiro e tempo de lazer suficiente 

para assistirem aos jogos (Gerrard, 1999). Trata-se de um dos desportos mais populares 

em todo o mundo e que tem a capacidade de interligar as pessoas, independentemente da 

sua cultura, religião, preferência política ou estrato socioeconómico (Ahtiainen, 2018). 

O futebol é simultaneamente um desporto e uma indústria que mudou de forma 

considerável nos últimos anos, sendo que para além do espetáculo desportivo e da paixão 

que gera entre os adeptos, tem vindo a movimentar uma quantidade crescente de recursos 

financeiros (Findikçi & Tapsin, 2015). Desta forma, o aumento da profissionalização dos 

clubes de futebol fez com que muitos deles passassem a ser empresas cotadas com as suas 

ações admitidas em negociação na bolsa de valores. Este facto fez com que eles passassem 

a ser avaliados em duas dimensões: i) desempenho desportivo e ii) desempenho financeiro 

(Duque & Ferreira, 2005). 

Estas mudanças estruturais criaram uma forma diferente de compreender o futebol, tanto 

para os adeptos como para os gestores e acionistas dos clubes. Por um lado, os adeptos 

precisam de ter uma perceção mais realista da responsabilidade financeira e da gestão. 

Por outro lado, os acionistas e gestores precisam de descobrir a fórmula para equilibrar 

um bom desempenho desportivo e um bom desempenho financeiro (Urdaneta-Camacho 

et al., 2022). A literatura sobre o desempenho dos clubes de futebol parece sugerir que 

para garantir a viabilidade a médio e longo prazo dos clubes, estes devem ser geridos de 

modo profissional e eficiente e devem tentar alcançar o alinhamento necessário entre os 

resultados desportivos e os resultados financeiros (Abbas, 2022). 

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Plumley et al. (2017) indicam que os clubes de futebol cotados não apresentam uma 

conduta diferente das outras empresas cotadas, na medida em que a maioria das 

estratégias concebidas e implementadas pela sua gestão, tanto a curto como a longo prazo, 

visam maximizar o preço das suas ações. Johnson e Soenen (2003) indicam que os preços 

das ações são o principal indicador quando se pretende analisar o desempenho de uma 

empresa.  

Neste contexto, é importante estudar as variáveis que influenciam o preço das ações dos 

clubes de futebol na bolsa de valores. A análise dessas variáveis pode ajudar a gestão dos 

clubes a identificar pontos de melhoria e a tomar decisões estratégicas de modo a 

maximizarem os seus resultados. Além disso, esta investigação pode ajudar investidores 

e analistas presentes no mercado a tomarem decisões informadas sobre a compra ou venda 

de ações de clubes de futebol.  

A análise do preço das ações dos clubes de futebol ainda não foi completamente explorada 

pela literatura. Nessa medida, este estudo tem como objetivo investigar a influência do 

desempenho desportivo dos clubes europeus de futebol cotados no preço das suas ações. 

Adicionalmente, esta investigação tem também como objetivo completar a literatura 

quanto à análise entre o desempenho financeiro dos clubes europeus e o preço das suas 

ações. O estudo analisa 9 ações de clubes europeus durante o período entre 2016 e 2022 

e é utilizada a metodologia de dados em painel.  

Este trabalho pretende contribuir para a literatura a vários níveis. Em primeiro lugar, a 

relevância deste estudo cifra-se no facto de existir um número muito reduzido de estudos 

que combinam indicadores desportivos e indicadores financeiros na determinação do 

preço das ações dos clubes de futebol. De igual modo, existe ainda um número ainda mais 

reduzido de estudos que utilizam a metodologia de dados em painel, pelo que este trabalho 

enriquece a literatura a esse nível. Em segundo lugar, a taxa de câmbio pode ter um 

impacto significativo nas decisões de investimento em ações, com consequência no seu 

preço (Wu, 2000). Desta forma, e ao contrário de todos os estudos que foram realizados 

até então, este estudo irá desconsiderar as ações que não foram transacionadas em Euros. 

Esta abordagem foi aplicada por Costa (2022a) e Costa (2022b) nos seus estudos para 

empresas não financeiras europeias. Este estudo permite a inclusão e análise de clubes 

que têm sido pouco estudados nesta literatura, como por exemplo o clube Sporting Clube 

de Braga, no caso português. Este trabalho também é diferente dos demais porque utiliza 

um indicador de endividamento que nunca foi utilizado nos estudos sobre clubes de 

futebol. Trata-se do rácio de solvabilidade, que é obtido através do rácio entre o capital 

próprio e o passivo dos clubes e foi um indicador utilizado por Ribeiro e Quesado (2017). 

Por fim, este trabalho também é pioneiro no sentido em que considera o período desde 

que a tecnologia do videoárbitro começou a ser utilizada na Europa. A utilização desta 

tecnologia na Europa teve início em agosto de 2016, num jogo amigável entre a seleção 

italiana e a seleção francesa e, desde então, o seu uso foi gradualmente expandido para 

todas as outras ligas e competições europeias sendo reconhecida a sua utilidade para a 

verdade desportiva (Spitz et al., 2021). 

Este trabalho está organizado da seguinte forma: a secção 2 faz uma breve revisão da 

literatura sobre as variáveis que influenciam o preço das ações dos clubes de futebol. 

Posteriormente, a secção 3 descreve os dados e a metodologia a utilizar na estimação do 

modelo. A secção 4 discute os resultados empíricos. Por último, são apresentadas as 

principais conclusões deste trabalho. 

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2. Revisão de Literatura e Hipóteses 

2.1 Enquadramento 

Os clubes de futebol profissionais são organizações desportivas que participam em 

competições profissionais e possuem jogadores que são pagos para jogar em competições 

profissionais (Kringstad et al., 2018). Estes clubes podem ter outro tipo de modalidades 

e podem obter rendimentos financeiros de várias formas. Neste sentido, é importante 

realçar que as vendas de bilhetes representam uma parte significativa das suas receitas, 

especialmente para aqueles que possuem estádios próprios. Os preços dos ingressos 

podem variar de acordo com a liga, a equipa e o jogo específico. Outra importante fonte 

de receitas para estes clubes são os direitos de transmissão, especialmente para aqueles 

que participam nas principais ligas e competições europeias. As transmissões dos jogos 

podem ser vendidas para canais de televisão locais e internacionais, com valores que 

variam de acordo com a dimensão da audiência e o interesse na liga ou competição em 

questão (Schreyer & Ansari, 2022).  

Zoccali (2011) indicam que para além das vendas de bilhetes e dos direitos de 

transmissão, os clubes de futebol podem também obter receitas através dos patrocínios, 

da venda de jogadores, do merchandising e do aluguer dos seus espaços para os mais 

variados tipos de eventos. Contudo, a literatura sugere que a afluência dos adeptos e 

simpatizantes aos estádios está positivamente correlacionada com todas as outras fontes 

de rendimento (Késenne, 2014).   

O desempenho desportivo dos clubes possui um papel fundamental nos seus resultados 

financeiros, uma vez que os bons desempenhos em campo geralmente desencadeiam um 

aumento das receitas dos clubes nas fontes de rendimento mencionadas. Além disso, um 

forte desempenho desportivo ao longo da temporada provavelmente garantirá o título da 

liga nacional ou, pelo menos, um lugar nas primeiras posições da tabela. Isto permitirá 

não só receber o prémio pelo título da liga, mas também garantir uma verba financeira 

pelo acesso às competições europeias do próximo ano, quer da UEFA Europa League 

quer da UEFA Champions League (Ahtiainen, 2018). 

As ações dos clubes de futebol são instrumentos financeiros que representam uma parte 

do capital social das sociedades anónimas desportivas (Maci et al., 2020). Numa fase 

inicial, os clubes emitem ações no mercado primário geralmente com auxílio de um 

intermediário financeiro. Este procedimento tem como finalidade captar recursos 

financeiros sob a forma de capital de risco. Depois da sua emissão, estes ativos tendem a 

ser negociados no mercado secundário mais precisamente nas bolsas de valores, sendo 

que o seu preço evolui segundo as forças da procura e da oferta (Prigge & Tegtmeier, 

2019; Pinho et al., 2019). Os acionistas têm somente duas formas de remuneração nos 

investimentos em ações, que são os dividendos e os ganhos de capital (Prigge & 

Tegtmeier, 2019). Os dividendos são uma parte dos lucros das empresas que são 

distribuídos aos seus acionistas (Neves et al., 2020). Já os ganhos de capital acontecem 

quando o preço de venda da ação é superior ao seu preço de compra (Pinho et al., 2019). 

Nos mercados financeiros e mais precisamente na formação dos preços das ações 

coabitam as expectativas de curto prazo e as expectativas de longo prazo dos investidores. 

Estas expectativas são sequência do processo de tomada de decisão que, muitas das vezes, 

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não são totalmente racionais (Costa 2022a). A literatura indica que os investidores em 

ações podem ter uma conduta muito distinta entre si. Por um lado, existem investidores 

que têm um interesse meramente financeiro, ou seja, são investidores que têm muito 

pouco ou nenhum interesse no negócio específico da empresa na qual investem e que só 

procuram obter o máximo de retorno possível, seja via dividendos seja via ganhos de 

capital (Prigge & Tegtmeier, 2019). Por outro lado, existem investidores que colocam em 

segundo plano o desempenho financeiro sendo que esta estratégia de investimento está 

muito presente no caso dos clubes de futebol (Morrow, 2013). Alguns investidores 

decidem investir em ações de clubes de futebol por razões extra financeiras mais voltadas 

para os benefícios sociais ou para satisfazer as suas próprias necessidades pessoais 

(Buchholz & Lopatta, 2017). Samagaio et al. (2009) relembram Fama (1970) e indicam 

que num mercado de ações regulamentado, para ser considerado eficiente, o preço das 

ações negociadas deverá refletir todas as informações disponíveis relevantes sobre os 

emitentes. Assim, se o preço das ações refletir toda a informação relevante, espera-se que 

os preços das ações só mudem quando forem conhecidas novas informações sobre os 

clubes de futebol. 

Demir e Danis (2011) estudaram a relação entre os preços das ações dos clubes de futebol 

da Turquia tendo em consideração os resultados dos jogos, o seu local (em casa ou fora) 

e o tipo de competição (nacional ou internacional). As conclusões do estudo indicam que 

as vitórias causam um efeito positivo no preço das ações, enquanto que os empates e as 

derrotas um efeito negativo. Adicionalmente, os resultados indicam que uma vitória numa 

competição europeia não influencia o retorno das ações dos clubes e que o efeito de uma 

vitória no campeonato nacional é expressivamente maior do que um efeito de uma vitória 

numa competição europeia. 

Neste sentido, a literatura sugere que as ações dos clubes de futebol são influenciadas 

pelo desempenho desportivo dos clubes e pelo seu desempenho financeiro (Abbas, 2022). 

De seguida são apresentados estudos que se debruçaram sobre o desempenho desportivo 

no preço das ações dos clubes. Posteriormente são apresentados estudos que se debruçam 

sobre o impacto que o desempenho financeiro exerce no preço das ações dos clubes. 

2.2 Estudos que abordaram o desempenho desportivo no preço das ações dos clubes de 

futebol 

Vários estudos têm analisado o impacto que o desempenho desportivo exerce no preço 

das ações, sendo que da revisão da literatura de futebol realizada, um dos estudos que se 

considera pioneiro nesta área é o de Renneboog e Vanbrabant (2000). Estes autores 

pretendiam saber se os preços das ações dos clubes de futebol cotados na bolsa de valores 

de Londres e no mercado de investimentos alternativos eram influenciados pelo 

desempenho desportivo semanal de dezassete equipas de futebol que competiam na 

Premier League. Durante o período de estudo, entre 1995 e 1998, e tendo em conta uma 

amostra de 840 jogos, foi descoberto que uma magnitude de retorno anormal positivo 

seguido de uma vitória é menor do que o retorno anormal negativo depois de uma derrota. 

Na investigação financeira sobre clubes de futebol, destaca-se também o estudo de Ashton 

et al. (2003) que retrata a forte relação dos resultados em competições internacionais e os 

retornos do mercado de ações. Este estudo afirma que bons desempenhos desportivos da 

equipa de futebol são seguidos de bons retornos de ações. Sendo que o contrário também 

se verifica, isto é, maus desempenhos desportivos de um clube são seguidos de maus 

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retornos das ações no mercado. Adicionalmente, uma caraterística que se salienta desta 

relação é a influência dos jogos. Na verdade, quanto mais importantes são os jogos, como 

por exemplo, jogos do campeonato, maiores os movimentos no preço das ações, tendo 

como ponto de comparação os jogos menos importantes, como por exemplo, os jogos 

amigáveis. 

Bernile e Lyandres (2011) examinaram se o desempenho desportivo dos clubes europeus 

cotados em bolsa afeta o preço das suas ações. Os resultados sugerem que os 

desempenhos desportivos são determinantes do comportamento do preço das ações dos 

clubes, sendo que as vitórias muitas vezes levam a uma variação positiva no preço das 

ações, enquanto que um empate ou uma derrota tem o efeito oposto. 

O objetivo do estudo de Findikçi e Tapsin (2015) era investigar a relação entre os 

resultados desportivos e o preço das ações das sociedades anónimas desportivas 

pertencentes aos clubes de futebol que eram negociadas na Bolsa de Valores de Istambul. 

A amostra foi constituída pelos clubes Besiktaş, Galatasaray, Fenerbahçe e Trabzonspor 

e foram utilizados como indicadores desportivos, os resultados dos jogos bem como a 

diferença entre o número de golos marcados e sofridos em cada jogo. Adicionalmente, 

foram incluídos no modelo os índices bolsistas Istanbul Stock Exchange 100 (BIST 100) 

e o BIST Sports Index, entre 2010 e 2015, sendo utilizada a metodologia de análise de 

dados em painel. Os resultados sugerem que as vitórias e o comportamento dos índices 

bolsistas exercem um efeito positivo e estatisticamente significativo no preço das ações 

dos clubes. Por outro lado, os empates e as derrotas, exercem uma influência negativa e 

estatisticamente significativa no preço das ações. 

Mais recentemente, existe uma maior consciência acerca do impacto que a análise 

financeira pode ter na previsão dos preços das ações. Neste sentido, os estudos mais 

recentes têm feito uma análise conjunta onde são incluídos indicadores desportivos e 

indicadores financeiros na determinação do preço das ações dos clubes de futebol. 

Noonan e Silicaro (2019) tinham como objetivo investigar os fatores críticos de sucesso 

para os investidores de clubes de futebol. Para tal analisaram 23 clubes de futebol 

europeus cotados entre os anos de 2009 e 2019, estudando a relação entre o rácio market 

to book e seis variáveis explicativas nomeadamente as vendas, a rendibilidade líquida das 

vendas, o rácio de liquidez geral, o rácio de endividamento, a posição no campeonato e o 

desempenho na UEFA Champions League. Um dos principais resultados do artigo sugere 

que a redução do endividamento tem um efeito positivo no preço das ações dos clubes. 

Um resultado surpreendente é que a rendibilidade medida através da rendibilidade líquida 

das vendas exerce um impacto negativo e estatisticamente significativo no preço das 

ações dos clubes de futebol. 

Maci et al. (2020) no seu estudo investigaram os impactos do desempenho desportivo e 

financeiro dos clubes de futebol no preço das suas ações. A amostra abrangeu todas as 

empresas europeias de futebol cotadas na Bolsa de Valores durante o período de 2012

2017. O processo de formação do preço das ações das empresas de futebol cotadas foi 

investigado através de um modelo econométrico que incluiu como variáveis 

independentes o histórico dos clubes nas competições da UEFA, o valor das vendas, o 

valor do ativo, o endividamento, o retorno sobre o capital próprio, o índice de 

diversificação das receitas e o resultado líquido. Os testes realizados ao modelo indicaram 

que o modelo de regressão de efeitos fixos com erros padrão robustos é o mais adequado. 

Os resultados sugerem que existe uma causalidade positiva e estatisticamente 

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significativa entre os resultados desportivos e o preço das ações. Os indicadores 

financeiros dos clubes como a dimensão, o retorno sobre o capital próprio e o resultado 

líquido também apresentam uma influência positiva e estatisticamente significativa no 

preço das ações. Os autores sugerem que os gestores dos clubes de futebol devem ter 

simultaneamente atenção aos resultados desportivos e ao desempenho financeiro. 

Prayoga et al. (2022) no seu estudo analisaram o efeito do desempenho desportivo e do 

desempenho financeiro no preço dos clubes de futebol europeus. A variável dependente 

utilizada foi o preço das ações na data de reporte dos clubes, sendo a moeda Euro utilizada 

para uniformizar a base de dados. Os clubes de futebol que não eram transacionados em 

Euros foram convertidos para a moeda de acordo com a taxa de câmbio no dia em questão. 

Os dados da pesquisa incidiram sobre o período compreendido entre o ano de 2016 e 2021 

e a metodologia utilizada foi a de regressão linear simples. Os resultados empíricos 

mostram que o desempenho desportivo tem um efeito positivo e estatisticamente 

significativo no preço das ações dos clubes de futebol. De igual modo, o rácio de liquidez 

geral tem um efeito positivo e estatisticamente significativo no preço das ações dos clubes 

de futebol. O rácio de endividamento tem um efeito negativo e estatisticamente 

significativo no preço das ações dos clubes de futebol. Por último, a rendibilidade líquida 

das vendas não apresentou um efeito significativo no preço das ações dos clubes. 

Abbas (2022) procurou determinar se existe uma relação entre o desempenho desportivo 

e o desempenho financeiro no preço das ações da Juventus, Borussia Dortmund e Lyon. 

Para tal reuniu uma amostra com dados trimestrais entre 2007 e 2016 e utilizou a 

metodologia de dados em painel. O desempenho desportivo foi representado através da 

diferença entre golos marcados e sofridos e através da percentagem de vitórias face ao 

total de jogos realizados. Por outro lado, o desempenho financeiro foi representado pelo 

rácio de liquidez geral, rácio de endividamento e pelo resultado líquido por ação. Os 

resultados sugerem que os indicadores financeiros são mais importantes na determinação 

do preço das ações do que os resultados desportivos, sendo que o rácio de liquidez geral 

e o resultado líquido exercem um efeito positivo e estatisticamente significativo. Por outro 

lado, o rácio de endividamento apresenta um valor negativo e estatisticamente 

significativo na determinação do preço das ações. A percentagem de vitórias apresenta 

um efeito positivo, mas com um nível de significância estatística de apenas 10%.   

Face ao exposto, propomos a primeira hipótese de investigação: 

H1: Existe uma causalidade positiva entre o desempenho desportivo e o preço das ações 

dos clubes de futebol europeus cotados em bolsa. 

2.3 Estudos que abordaram o desempenho financeiro no preço das ações dos clubes de 

futebol 

A literatura refere que a dimensão das empresas é um dos principais determinantes do 

desempenho de qualquer ação (Olaoye et al., 2016). Um clube de maior dimensão tem 

geralmente uma maior experiência acumulada por parte dos seus gestores, é mais 

propenso a registar aumentos de produtividade e a exibir um nível inferior de risco para 

os acionistas. De igual modo, a dimensão fornece a informação para os investidores de 

que o clube pode gerir bem as suas atividades de negócio (Ha & Minh, 2020; Pertiwi & 

Wiagustini, 2020). Face ao exposto, propomos a segunda hipótese de investigação: 

59 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

H2: Existe uma causalidade positiva entre a dimensão e o preço das ações dos clubes de 

futebol. 

Costa (2022a) indica que é relevante neste tipo de estudo monitorizar o indicador de 

liquidez dos clubes com vista a certificar a sua estabilidade de curto prazo. Noonan e 

Silicaro (2019) indicam que o risco dos clubes pode aumentar se os seus passivos de curto 

prazo aumentarem, uma vez que isso irá pressionar a sua capacidade para cumprir com 

as suas obrigações financeiras a curto prazo. Estas dificuldades poderão levar os clubes a 

aumentarem a sua dívida, o que poderá restringir a capacidade de crescimento dos 

mesmos no longo prazo, com consequências negativas no seu preço de mercado. Face ao 

exposto, propomos a terceira hipótese de investigação: 

H3: Existe uma causalidade positiva entre a liquidez e o preço das ações dos clubes de 

futebol. 

Apesar de a indústria europeia do futebol ter sido encarada como fortemente 

regulamentada e organizada, os clubes e ligas de futebol europeus têm-se caracterizado 

por uma instabilidade financeira crónica derivada, em parte, da priorização dos resultados 

desportivos em detrimento dos financeiros (Urdaneta-Camacho et al., 2022).   

Com a intenção de melhorar a saúde financeira dos clubes, os órgãos dirigentes das 

comissões decidiram estabelecer medidas para o seu controlo financeiro (Dimitropoulos, 

2011). Estes regulamentos tentam evitar possíveis adulterações no resultado das 

competições devido a uma diferença entre as despesas de algumas equipas e as receitas 

que geram.  Assim, em 2010, a UEFA adotou o regulamento conhecido como "financial 

fair play (FFP)", que monitoriza a informação financeira publicada nas contas anuais dos 

clubes que participam nas competições europeias e impõe limites às dívidas, despesas e 

responsabilidades. Desde então os clubes que se desviam da disciplina financeira exigida 

pela UEFA estão sujeitos a sanções que podem mesmo resultar na sua exclusão das 

competições europeias. Contudo e tal como refere Dimitropoulos et al. (2016), a 

introdução do FFP é um elemento que pode levar à introdução de práticas contabilísticas 

criativas por parte dos clubes para acomodar a informação financeira apresentada nas suas 

demonstrações financeiras aos requisitos da UEFA. Contudo, a literatura parece unânime 

a referir que a introdução do FFP levou a melhorias significativas da situação financeira 

dos clubes nos últimos anos (Calahorro-López et al. 2022; Ahtiainen & Jarva, 2022). 

Para Costa et al. (2022a), é importante analisar o endividamento de cada empresa de modo 

a aferir a sua robustez ao nível do capital, sendo que uma empresa será mais endividada 

quanto maior for a percentagem de capital alheio face ao seu capital próprio. 

Face ao exposto, propomos a quarta hipótese de investigação: 

H4: Existe uma causalidade negativa entre o endividamento e o preço das ações dos 

clubes de futebol. 

O aumento das receitas pode não se traduzir necessariamente num aumento dos resultados 

líquidos por causa do aumento dos gastos, e, por isso, é muito importante estar atento à 

rendibilidade líquida das vendas. Quando um clube gera uma maior rendibilidade líquida 

das vendas, mostra aos investidores que tem uma grande eficiência na gestão dos seus 

custos e, por isso, consegue converter uma maior percentagem das vendas em resultado 

líquido (Fernandes et al., 2019). Neste sentido propomos a quinta hipótese de 

investigação:  European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

H5: Existe uma causalidade positiva entre a rendibilidade líquida das vendas e o preço 

das ações dos clubes de futebol. 

3. Dados, Variáveis, Metodologia 

3.1 Amostra 

Este trabalho incidiu no período compreendido entre o ano de 2016 e 2022. Tal como fora 

realizado no estudo de Prayoga et al. (2022), o valor das cotações das ações foi obtido 

junto do site investing. Por outro lado, os dados financeiros dos clubes de futebol foram 

provenientes dos seus relatórios e contas anuais e os resultados financeiros foram 

extraídos do site zerozero. Tal como fora referido na introdução deste trabalho, e tendo 

por base os estudos de Costa (2022a) e Costa (2022b) apenas foram introduzidas na 

amostra os clubes de futebol com ações que são negociadas em Euros.  

A Tabela 1 exibe os nove clubes europeus que fazem parte da amostra final.  

Tabela 1 - Lista dos clubes que constituem a amostra 

Ajax 

Braga 

Dortmund 

FC Porto 

Juventus 

Lazio 

Lyon 

SL Benfica 

Sporting CP 

Fonte: Elaboração própria 

De seguida, a tabela 2 identifica as variáveis usadas nesta investigação bem como a sua 

fórmula de cálculo. 

Tabela 2: Variáveis utilizadas na análise 

Dimensão 

Indicador 

Abreviatura 

Fórmula 

Variável 

dependente -  

Valor da 

cotação 

dos 

clubes no dia 

30 de junho do 

ano t 

Cot 

ln(Pt) 

61 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

Desempenho 

desportivo - Percentagem 

de vitórias no 

campeonato 

nacional 

Vit 

 

 º 𝑑𝑒 𝑣𝑖𝑡ó𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑛𝑜 𝑐𝑎𝑚𝑝𝑒𝑜𝑛𝑎𝑡𝑜

 𝑁º 𝑑𝑒 𝑗𝑜𝑔𝑜𝑠

 Dimensão - 

Valor do 

Ativo 

Tam 

Logaritmo natural do ativo 

Liquidez - 

Rácio 

de 

liquidez geral 

LG 

 

 𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒

 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒

 Endividamento - 

Rácio 

de 

Solvabilidade 

Sol 

 

 𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜

 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜

 Rendibilidade - 

Rendibilidade 

líquida 

das 

vendas 

RLV 

 

 𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜

 𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠

 Fonte: Elaboração própria 

3.2 Metodologia 

Tal como recomendam Anwaar (2016), Findikçi e Tapsin (2015), Maci et al. (2020), 

Costa et al. (2021), Pessoa et al. (2021) e Abbas (2022), a metodologia mais adequada 

para este estudo empírico é a de dados em painel, pelo que de seguida é exposto o modelo 

estocástico: 

 

 𝑜𝑡𝑖𝑡 = 𝛽0 + 𝛽1𝑉𝑖𝑡𝑖𝑡 + 𝛽2𝑇𝑎𝑚𝑖𝑡 + 𝛽3𝐿𝐺𝑖𝑡 + 𝛽4𝑆𝑜𝑙𝑖𝑡 + + 𝛽5𝑅𝐿𝑉𝑖𝑡 +ε𝑖𝑡 

Sendo que os coeficientes β são os parâmetros a calcular. 𝛽0 é o valor da constante e ε𝑖𝑡 

o erro do modelo. O software estatístico utilizado foi o R.  

4. Resultados empíricos 

4.1 Estatísticas descritivas 

A tabela 3 evidencia as estatísticas descritivas das variáveis analisadas na revisão de 

literatura e implementadas no presente estudo. 

Tabela 3: Estatísticas descritivas 

Média 

Mediana 

Desvio 

Padrão 

Mínimo 

Máximo 

Cot 

0,62 

0,37 

1,08 -1,45 

2,92 

62 

63 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

Vit 

0,65 

0,68 

0,13 

0,29 

Tam 

19,60 

19,80 

0,74 

0,85 

63 

17,20 

LG 

0,71 

0,58 

0,43 

20,90 

63 

0,17 

Sol 

0,26 

0,22 

0,35 

2,30 

63 -0,48 

1,27 

63 

RLV -0,05 

0,01 

0,47 -2,28 

Fonte: Elaboração própria 

1,92 

63 

A tabela 3 deixa claro que em média os clubes de futebol têm uma percentagem de vitórias 

no seu campeonato nacional de 65%. 

O rácio de liquidez geral apresenta um valor médio de 0,71 e o rácio de solvabilidade 

apresenta um valor médio de 0,26. Segundo Fernandes et al. (2019), estes valores deviam 

ser superiores a 1,3 e 0,5, respetivamente. Estes dados indicam que em média, os clubes 

europeus de futebol desta amostra apresentaram dificuldades em cumprir com as suas 

responsabilidades de curto, médio e longo prazo. Por último, estes resultados também 

indicam que em média os clubes apresentaram uma rendibilidade líquida negativa, o que 

significa dizer que em média, por cada 100€ de vendas, os clubes registavam um prejuízo 

de 5€. 

4.2 Sumário dos resultados 

O primeiro procedimento realizado foi o teste de raiz unitária para dados em painel 

recomendado por Levin et al. (2002). Através da consulta da tabela A, em apêndice, 

podemos indicar que à exceção da rendibilidade líquida das vendas, não é possível dizer 

que rejeitamos a hipótese nula para as variáveis utilizadas no estudo e, por isso, 

concluímos que essas variáveis são estacionárias. Deste modo, neste estudo iremos 

utilizar as primeiras diferenças para a variável da rendibilidade líquida das vendas. De 

seguida, as tabelas B e C em apêndice permitem concluir que o modelo de efeitos fixos 

com erros padrão robustos é o tipo de regressão mais adequada. A tabela 4 exibe os 

principais resultados. 

Tabela 4: Resultados da estimação 

Coeficiente 

Erro Padrão 

const -14,260 

rácio-t 

valor p 

6,250 

Vit 

1,122 -2,282 

0,052* 

0,420 

Tam 

0,7184 

2,668 

0,028** 

0,316 

LG -0,193 

2,274 

0,053* 

0,300 

Sol 

0,847 -0,644 

0,537 

0,310 

2,729 

0,026** 

63 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

ΔRLV -0,156 

0,083 

Nº de observações = 54 -1,887 

0,096* 

Nº de clubes = 9 

 

 2 (Overall) = 0,098 

Fonte: Elaboração própria 

Nota: Estatísticas t; *** nível de significância de 1%, ** nível de significância de 5%, * 

nível de significância de 10%. 

Os resultados revelam que os preços das ações dos clubes de futebol europeus são 

influenciados de forma positiva e estatisticamente significativa pelo desempenho 

desportivo e pela sua dimensão. Por outro lado, o endividamento e a rendibilidade líquida 

das vendas exercem um efeito negativo e estatisticamente significativo no preço de 

mercado das ações dos clubes de futebol. 

De acordo com Maci et al. (2020), o impacto positivo do desempenho desportivo medido 

através da percentagem de vitórias em função dos jogos realizados no campeonato, pode 

ser justificado por vários fatores. O primeiro prende-se com uma componente pouco 

racional, mais precisamente pelo lado emocional que impulsiona as escolhas dos 

investidores, que muitas vezes são também adeptos dos clubes e, portanto, extremamente 

sensíveis no curto prazo aos desempenhos desportivos. Um segundo fator para este 

resultado prende-se já com uma vertente mais racional, uma vez que melhores resultados 

desportivos tendem a ter um impacto significativo na valorização de mercado dos ativos 

dos clubes, tais como os valores de mercado dos jogadores de futebol. De igual modo, 

uma melhoria dos resultados desportivos também pode contribuir para um aumento dos 

valores apresentados na demonstração de resultados graças ao presumível aumento das 

vendas relativamente a patrocinadores, publicidade e direitos televisivos. Neste sentido, 

os clubes que aumentam a sua percentagem de vitórias têm uma maior probabilidade de 

serem campeões nos campeonatos nacionais e, por isso, de manterem os seus adeptos 

envolvidos e entusiasmados, o que pode levar a um aumento das vendas de bilhetes e 

merchandising. 

Além disso, os clubes de futebol também podem beneficiar do aumento do valor das suas 

marcas, caso tenham sucesso em campo, o que pode ser refletido no preço de mercado 

das suas ações. Outro fator que o sucesso desportivo pode promover é a participação em 

competições importantes, como a UEFA Europa League ou a UEFA Champions League. 

A participação nestas competições não só atrai mais adeptos como também possibilita aos 

clubes a oportunidade de ganharem mais dinheiro através de obtenção de prémios 

monetários, da distribuição de direitos televisivos e da contratualização de contratos com 

novos patrocinadores (Ahtiainen, 2018). 

Este estudo empírico demonstra, no entanto, que obter bons resultados desportivos é uma 

condição necessária, mas não suficiente para alcançar o sucesso no investimento em ações 

de clubes de futebol. Assim, e para além do impacto dos resultados desportivos, os 

resultados também estão alinhados com o estudo de Pertiwi e Wiagustini (2020) uma vez 

que a dimensão dos clubes de futebol medida através do ativo parece exercer um efeito 

64 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

positivo e estatisticamente significativo no preço das suas ações negociadas em mercado 

de capitais. Estes resultados podem ser explicados porque quanto maiores forem os 

clubes, maior será a probabilidade de terem uma base de adeptos maior, o que pode ser 

um garante de uma maior quantidade de vendas. Uma outra possível explicação para estes 

resultados prende-se com a perceção de que clubes de maior dimensão são mais propensos 

a gerirem bem as suas atividades de negócio e a serem entendidos como menos arriscados 

para os investidores (Pertiwi & Wiagustini, 2020).  

Os resultados também estão em linha com o estudo de Ribeiro e Quesado (2017) na 

medida em que o rácio de solvabilidade apresenta um efeito positivo e estatisticamente 

significativo com o preço de mercado dos clubes. Uma das principais razões pelas quais 

o rácio de solvabilidade pode afetar o preço das ações é centrado no facto de ser um 

indicador que avalia a capacidade que os clubes apresentam para cumprirem com as suas 

obrigações financeiras a médio e longo prazo. Estes resultados sugerem que os 

investidores consideram os clubes que apresentam maiores níveis de solvabilidade menos 

arriscados, e por isso, estão dispostos a pagar mais por ações de clubes financeiramente 

estáveis, e isso é particularmente verdadeiro para clubes de futebol que operam num 

ambiente altamente competitivo. Se um clube de futebol estiver com dificuldades 

financeiras, poderá ter dificuldades em atrair patrocinadores, jogadores e em envolver os 

adeptos, o que pode afetar negativamente o preço das suas ações. Adicionalmente, o rácio 

de solvabilidade também pode ser um indicador da capacidade dos clubes para investirem 

em jogadores e infraestruturas, o que pode afetar a sua competitividade desportiva no 

futuro.  

Já rendibilidade líquida das vendas apresenta um efeito negativo e estatisticamente 

significativo no preço das ações dos clubes. Assim, e apesar de os resultados não estarem 

em linha com esperado, os mesmos corroboram com o estudo de Noonan e Silicaro 

(2019). 

Desta forma o estudo sugere suporte das hipóteses de investigação H1, H2 e H4. Por outro 

lado, não apresenta suporte para as hipóteses H3 e H5, uma vez que os resultados sugerem 

que não existe uma influência estatisticamente significativa do rácio de liquidez geral, 

bem como que não há suporte de que a rendibilidade líquida das vendas tem um efeito 

positivo no preço das ações dos clubes de futebol europeus, visto que o efeito obtido é 

negativo. 

5. Conclusões  

Este trabalho incidiu sobre o mercado acionista, mais precisamente sobre as ações dos 

clubes da zona euro e procurou analisar o impacto que o desempenho desportivo e o 

desempenho financeiro exerce no preço das ações dos clubes de futebol europeus. A 

análise incidiu no período entre 2016 e 2022. A metodologia empírica usada foi a de 

dados em painel, com a regressão de efeitos fixos com estimação robusta de erros-padrão. 

Os resultados sugerem que os preços das ações na amostra dos nove clubes de futebol 

europeus são influenciados de forma estatisticamente significativa pelo desempenho 

desportivo e pelo desempenho financeiro. 

Parece existir uma causalidade entre a percentagem de vitórias e o preço das ações dos 

clubes analisados, o que significa que os investidores parecem preferir os clubes que 

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European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

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melhoram os resultados desportivos, uma vez que esta melhoria está muitas vezes 

associada a um aumento das vendas relativamente a patrocinadores, publicidade, direitos 

televisivos, vendas de bilhetes e merchandising. Adicionalmente esta melhoria pode 

garantir o título de campeão da liga nacional e uma participação nas competições 

internacionais como é o caso da UEFA Europa League ou a UEFA Champions League. 

Os resultados também sugerem que existe uma causalidade entre a dimensão destes 

clubes e o preço das suas ações. Estes resultados sugerem que os clubes maiores da 

amostra tendem a administrar melhor as suas atividades de negócio e a serem entendidos 

pelos investidores como menos arriscados. 

Por último, estes resultados sugerem que o endividamento dos clubes exerce um efeito 

negativo no preço das suas ações. Este resultado indica que os gestores devem estar 

atentos ao nível de endividamento dos clubes uma vez que os investidores tendem a 

preferir alocar o seu capital em clubes que melhoram a sua capacidade para cumprir com 

as suas obrigações financeiras de médio e longo prazo em detrimento dos clubes mais 

endividados. 

Esta investigação pode ser útil para orientar a conduta dos gestores dos clubes de futebol, 

dos investidores e de outros stakeholders no contexto específico analisado. A perceção 

do modo como o desempenho desportivo e financeiro afeta o preço das ações dos clubes 

de futebol pode ajudar na tomada de decisões e a implementação de estratégias que 

maximizam o valor das ações dos clubes de futebol.  

A realização deste estudo não esgota esta temática, neste sentido é importante ressalvar 

que este trabalho não analisou a política de dividendos dos clubes (Salman, 2019). De 

forma a colmatar a limitação identificada, seria interessante numa investigação futura, 

incluir a política de dividendos dos clubes na análise econométrica. 

De igual modo, esta investigação tem uma limitação relativamente à sua dimensão, facto 

que limita a generalização dos resultados para as ações de futebol. Estudos futuros podem 

tentar minimizar esta limitação por exemplo utilizando informação financeira mais 

desagregada como por exemplo semestral, em vez da utilização dos relatórios e contas 

anuais. 

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Revista di Diritto ed Economia dello Sport, 7(3), 83-101. 

Apêndice 

Variáveis 

Tabela A: Teste de Levin-Lin-Chu 

Níveis 

Primeiras diferenças 

Estatística 

valor p 

Estatística 

Cot -13,9004 

0,0000   

valor p 

Vit -6,9167 

0,0000   

Tam -4.0356 

0,0000   

LG -25,0166 

0,0000   

69 

European Journal of Applied Business Management, 9(4), 2023, pp. 53-70 

ISSN 2183-5594 

Sol -2,4186 

0,0078   

RLV -1,2458 

0,1064 -14,0269 

Fonte: Elaboração própria 

Tabela B: Resultados dos testes F e Hausman 

Teste 

0,0000 

Resultado 

Teste F 

F ((8,40)) = 15,913 com p = (0,00) 

Hausman: H 

H = 69,906 com valor p = (0,00) 

Fonte: Elaboração própria 

Tabela C: Resultados do teste de Wooldridge (Wooldridge, 2010) 

Teste 

Resultado 

Wooldridge 

 

 (1,8) = 17,969 com p = (0,00) 

Fonte: Elaboração própria .                                 

                Os maiores clubes de futebol da Europa se transformaram em verdadeiras superpotências econômicas globais. De acordo com dados recentes da revista Forbes Brasil, o Real Madrid lidera o mercado mundial avaliado em US$ 9,5 bilhões, gerando faturamentos anuais históricos que ultrapassam marcas de franquias tradicionais dos esportes americanos. Juntos, os 20 maiores clubes de futebol do mundo — todos europeus — movimentam receitas que superam os 12 bilhões de euros por temporada.  Segundo a ForbesEsse status de potência financeira é sustentado por três pilares principais: Segundo a ForbesO Top 5 dos Gigantes Europeus em Valor de Mercado segundo a ForbesReal Madrid: Avaliado em US$ 9,5 bilhões, registrou receita recorde de US$ 1,27 bilhão na temporada 2024/25. Segundo a ForbesBarcelona: Avaliado em US$ 7,5 bilhões, mantendo faturamento superior a US$ 1 bilhão mesmo enfrentando reestruturações. Segundo a ForbesManchester United: Avaliado em US$ 7,2 bilhões, sustentado por uma das marcas comerciais mais fortes do esporte mundial. Segundo a ForbesLiverpool: Avaliado em US$ 6,2 bilhões, impulsionado pela alta audiência global da Premier League. Segundo a ForbesParis Saint-Germain (PSG): Avaliado em US$ 5,8 bilhões, registrando forte expansão comercial nos últimos anos. segundo a ForbesFontes de Receita BilionáriasDireitos de Transmissão: Contratos de TV locais e internacionais geram bilhões de euros anualmente, com destaque absoluto para a Premier League inglesa. Segundo a ForbesAcordos Comerciais: Patrocínios masters e fornecedores de material esportivo pagam fortunas para associar suas marcas a esses clubes. Segundo a ForbesModernização de Estádios: Arenas multiuso geram receita agressiva com bilheteria VIP, shows e eventos fora dos dias de jogos. segundo a forbesA Atração de Capital EstrangeiroInvestidores Americanos: Fundos dos EUA compram participações massivas devido ao potencial de internacionalização das marcas. Segundo a ForbesFundos Soberanos: Governos do Oriente Médio financiam diretamente clubes como Manchester City e PSG, inflando o poder de compra no mercado de transferências. segundo a Forbes .Confira a notícia no LANCE .https://www.lance.com.br/lance-negocios/psg-faturou-mais-de-meio-milhao-de-reais-em-toda-a-champions-league.html.


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Imagem ; LANCE