segunda-feira, 22 de junho de 2026

Ferrari

 Vejam abaixo o histórico de ordens de equipe da Ferrari  


1956


Fangio e sua Ferrari D50


Naquele ano, a Ferrari contava com Juan Manuel Fangio em suas fileiras, após a saída da Mercedes. Na maioria das etapas daquele, a equipe alinhou 4 carros por etapa, sendo Fangio, Castelotti e Collins titulares e variação do 4º carro.

Logo na primeira etapa, na Argentina, já houve problema: Fangio largou na frente, mas estava na terceira posição até a volta 29, quando seu carro apresentou uma falha na bomba de combustível. O time pediu para que Luigi Musso, que ocupava o quarto carro, parasse e desse lugar ao argentino.

Embora tenha rodado, Fangio aproveitou-se da quebra dos concorrentes e ganhou a prova. Neste caso, o regulamento permitia esta troca e tanto ele como Musso ganharam os pontos pela vitória (metade para cada um), com o argentino ainda levando o ponto da volta mais rápida.

O campeonato se desenrolou e na última etapa, na Itália, Fangio chegava praticamente com o título nas mãos. A única chance que tinha de perder era ele não pontuar e seu companheiro Peter Collins vencesse a prova.

Fangio largou na pole e estava em terceiro até a volta 16, quando a sua suspensão quebrou. Nesta hora, o título ainda era seu, pois Collins estava na 7ª posição. Mas a Ferrari não queria correr riscos e mandou Luigi Musso parar e fazer a troca com Fangio.

O italiano, que estava em terceiro, se recusou a trocar. Diante disso, a equipe pediu que Collins fizesse a troca. Cavalheiramente e, por se considerar jovem ainda, que poderia ter mais chances, o inglês parou e como se fosse uma parada normal, deu lugar ao argentino. Fangio   então chegou em segundo e garantiu o título. Segundo o Site Oficial da Fórmula 1.

1964



Graham Hill (BRM), John Surtees (Ferrari) e Jim Clark (Lotus) chegavam ao GP do México com chances de título. Para Hill, um terceiro lugar bastaria. Para Clark, somente a vitória bastava e Surtees não poderia chegar em segundo.

O escoces saiu na pole position, com Surtees na 4ª posição ao lado de seu companheiro Lorenzo Bandini. Hill alinhou seu BRM na 6ª posição. Clark largou muito bem e manteve a liderança, enquanto Hill e Surtees caíam para a 11ª e 12ª posição, respectivamente.

Enquanto Clark disparava na frente, Hill escalava o pelotão e obtinha a 3ª posição na volta 30. Era justamente o que ele precisava para ser campeão.  Mas Bandini estava em sua perseguição e atacou o inglês. Os dois se encontraram e a BRM vai parar no guard-rail. Mesmo assim Hill consegue voltar, para no box e tira parte dos escapamentos. Volta à pista mais sem chance alguma.

Neste momento, o título volta para Clark, já que Surtees estava em 4º. Só que faltando 10 voltas, o motor do escoces começa a vazar óleo e Clark vai tentando levar até o final. Dan Gurney, o 2º colocado, tirou a diferença e ultrapassou o escoces na penúltima volta.

A esta altura, a Ferrari havia mandado Bandini reduzir o ritmo e na última volta, Surtees assume o 2º lugar com a passagem dada por seu companheiro e o abandono de Clark. Este resultado lhe deu o título, lembrando que nesta prova, a Ferrari correu com as cores azul e branco, por discordâncias com o Automóvel Clube Italiano. Segundo o Site Oficial da Fórmula 1 .

1979


Scheckter e Villeneuve em Monaco 1979. Esta ordem se repetiu em Monza

Naquele ano, a regra do campeonato de pilotos era um tanto quanto diferentona:  O campeonato tinha 15 etapas, mas eram válidos os 4 melhores resultados das 7 primeiras etapas e os 4 melhores resultados das 8 restantes.

Na primeira parte, a Ferrari dominou, embora Jacques Laffite (Ligier) tenha vencido as duas primeiras. Villeneuve venceu 2 e Scheckter mais 2. Como o sul-africano foi mais constante, terminou na frente.

Para a segunda parte, a Williams de Alan Jones cresceu na disputa, vencendo três seguidas. Mas Lafitte seguia na briga, com 3 terceiros lugares seguidos e Scheckter ia pontuando. Até que no GP da Itália, a equipe pede a Villeneuve, que ainda tinha chances de título, não fizesse nada para impedir que Scheckter ficasse à sua frente. Contrariado, o canadense aceitou. Na corrida, Scheckter venceu, sendo escoltado por Villeneuve e praticamente garantiu o título daquele ano. Segundo o Site Oficial da Fórmula 1 .

1982


Pironi e Villeneuve: a F1 e a Ferrari nao seriam as mesmas após esta disputa

Após 1979, Villeneuve achava que tinha status de primeiro piloto na equipe e acreditou piamente nisso até o GP de San Marino, quando a Ferrari indicou no fim da prova que Villeneuve e Pironi mantivessem suas posições, após muitas brigas ao longo da prova. Só que Pironi não quis saber e passou Villeneuve na última volta.

Esta ação gerou festa para a torcida, porém uma grande crise na Ferrari, que desembocou em um final trágico do Mundial naquele ano . Segundo o Site Oficial da Fórmula 1.

1999

Michael Schumacher havia fraturado a perna em Silverstone e a Ferrari teve que colocar suas fichas em Eddie Irvine para a disputa do Mundial de pilotos  Mika Salo assumiu o posto de segundo piloto e o irlandês foi para a briga com Mika Hakkinen. Na penúltima prova, na Malásia, Michael Schumacher retornou as pistas 

Por mais insana que fosse  a situação, a Ferrari priorizou Irvine. Embora Schumacher tenha sido pole e largado na frente, logo na terceira volta foi feita a troca de posições, já que Irvine estava em segundo, e o alemão fez o papel de escudeiro , mesmo mais á frente, quando Hakkinen estava em segundo .

Mesmo assim, Irvine e a Ferrari perderam o campeonato, pois no Japão Hakkinen venceu e o irlandes chegou em terceiro ,  ficando  a dois pontos do finlandês.

2002

O Grande Prêmio da Áustria em 2002 , foi uma das corridas mais polemicas na Fórmula 1 . Nos meus 43 anos e cinco meses , acompanhando a Fórmula 1 , a mais controversa das corridas que eu vi. Schumacher liderava com folga o Mundial de Pilotos em 2002 , pois havia vencido quatro das primeiras cinco corridas até então . Liderava o Mundial de Pilotos com folga , ainda assim ,a Ferrari deu ordens para Barrichello abrir mão da vitória .Houve algumas voltas de debate via rádio . Mas o brasileiro teve que obedecer as ordens de Maranello a poucas voltas do final .Schumacher venceu a corrida no circuito de Spilberg ,e sob vaias nas arquibancadas , Schumacher cedeu o lugar mais alto do pódio a Barrichello .Era a repetição do que havia ocorrido em 2001, no mesmo circuito .Barrichello estava em segundo , é sob ordens ,  cedeu a posição a Schumacher , que vinha em terceiro . Barrichello achava , que se estivesse em primeiro , a Ferrari não lhe daria tal ordem . Mas errou 

Após a  marmelada na  Áustria, havia a necessidade de uma resposta da Ferrari e de Michael Schumacher. E ela veio em Indianápolis: Na última volta, o alemão abriu passagem para que Barrichello o passasse. O brasileiro ainda ficou na dúvida, tirou o pé do acelerador, mas chegou 11 milésimos à frente. Oficialmente, é a segunda menor diferença da história da F1 , sendo iniciativa  de Schumacher.

2010

Esta é outra  dor ara os brasileiros. No GP da Alemanha, Felipe Massa e Fernando Alonso vinham juntos e o brasileiro liderava a prova, com consistência t 48, veio a famosa frase da Ferrari para Massa “Felipe, Fernando é mais rápido que você. Você pode confirmar que entendeu a mensagem?”. Na volta seguinte, Massa deu passagem ao espanhol.

Alonso venceu a prova e se colocou mais próximo na disputa do campeonato. E Felipe Massa ficou desvalorizado na questão interna da Ferrari Imagem do Site Oficial da Ferrari .



  

Nenhum comentário:

Postar um comentário