sexta-feira, 26 de junho de 2026

Questão . Realidade .

 



Essa é a "hierarquia sagrada" do futebol. Cada nível separa o talento comum da imortalidade esportiva. Em 2026, com o futebol cada vez mais físico, essas distinções ficam ainda mais claras:

Bom Jogador: É o "carregador de piano" de luxo. Tem disciplina tática, técnica sólida e entrega constância. É o cara que todo treinador quer no elenco porque ele cumpre a função sem errar o básico. Exemplos atuais seriam nomes como Declan Rice ou Gündogan.

Craque: É quem decide o jogo quando a tática falha. Tem um recurso técnico acima da média (um drible, um passe milimétrico, uma finalização impecável). O craque chama a responsabilidade e resolve. Hoje, falamos de Vinícius Júnior, Mbappé e Haaland.

Super Gênio e Gênio: É quem vê o que ninguém mais vê. O gênio e o super gênio não apenas jogam ele dita o ritmo e subverte as leis da lógica em campo. É o jogador que antecipa o lance três segundos antes dele acontecer. Na história recente, Lionel Messi é o maior expoente, e muitos olhos se voltam agora para ver se Lamine Yamal atingirá esse patamar absoluto.Um gênio  ou génio  é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto  de primeira grandeza, ou um talento criativo  fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Markson Terman , em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Weschler , o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford Birnet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo superdotado  para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polimata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI, quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade. Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha. E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feyeman  por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século 20; ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais. Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasaoarov, que obteve escores 123 e 135 em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual.

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."


- citado em "Frases Geniais‎" - Página 40, de Paulo BuchsbaumA partir desse tema, também não podemos desconsiderar a citação: "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."- Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. - "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575, Denis Diderot - A. Belin, 1818é uma citação atribuída a Denis Diderot. Ela destaca a importância do entusiasmo como elemento fundamental para o bom desempenho em qualquer tipo de trabalho.

Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135. Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do seculo 21  houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto QI  e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual. De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia  como IBM e Microsoft , desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio". Segundo a Revista Espaços .Essa é a "hierarquia sagrada" do futebol. Cada nível separa o talento comum da imortalidade esportiva. Em 2026, com o futebol cada vez mais físico, essas distinções ficam ainda mais claras:

Bom Jogador: É o "carregador de piano" de luxo. Tem disciplina tática, técnica sólida e entrega constância. É o cara que todo treinador quer no elenco porque ele cumpre a função sem errar o básico. Exemplos atuais seriam nomes como Declan Rice ou Gündogan.

Craque: É quem decide o jogo quando a tática falha. Tem um recurso técnico acima da média (um drible, um passe milimétrico, uma finalização impecável). O craque chama a responsabilidade e resolve. Hoje, falamos de Vinícius Júnior, Mbappé e Haaland.

Super Gênio e Gênio: É quem vê o que ninguém mais vê. O gênio e o super gênio não apenas jogam ele dita o ritmo e subverte as leis da lógica em campo. É o jogador que antecipa o lance três segundos antes dele acontecer. Na história recente, Lionel Messi é o maior expoente, e muitos olhos se voltam agora para ver se Lamine Yamal atingirá esse patamar absoluto.

Confira meu artigo .
https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2025/11/lei-bosman.html. Confira meu artigo .
https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2024/01/e-sua-opiniao-leitor_16.html. Confira meu artigo .https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2024/01/e-sua-opiniao-leitor_18.html. Confira meu artigo .https://leandroliveiraribeiroblo.blogspot.com/2024/10/e-sua-opiniao-leitor.html


As diferenças técnicas e táticas entre o futebol sul-americano e europeu 

mudaram com  Bosman em  1995, que trouxe  a livre circulação de jogadores na União Europeia e, consequentemente, uma grande migração de talentos sul-americanos para a Europa. 

Como era a

Futebol Sul-Americano: Caracterizava-se por um estilo de jogo mais ofensivo , com ênfase no talento individual, improvisação e jogo ofensivob (o "jeito" sul-americano de jogar). O talento individual se sobressaia em relação a questão tática 


Futebol Europeu: Tendia a ser mais inteligente  na questão tática  e  com excelente preparo físico  Claro que haviam talentos individuais, mas o futebol europeu era focado na disciplina tática e no profissionalismo 


Após a Lei Bosman (Pós-1995)

A Lei Bosman desequilibrou os clubes de futebol no mundo ao permitir que os clubes europeus contratassem livremente jogadores de outros países da UE, o que levou a uma enorme concentração de talentos nos maiores clubes da Europa 

Consequências Técnicas e Táticas

Nivelamento Tático e Físico: A migração de jogadores sul-americanos para a Europa resultou na exposição desses atletas a métodos de treinamento europeus, que priorizam a preparação física e a organização tática. Isso fez com que os jogadores sul-americanos se tornassem mais inteligentes na questão tática  combinando a talento individual  e disciplina tática.


Domínio Europeu: Com os melhores jogadores do mundo (incluindo os sul-americanos) atuando nas ligas europeias, o nível técnico e tático dos clubes e seleções europeias disparou. Atualmente, os clubes europeus demonstram maior eficiência em ataques rápidos e posicionais, impondo um jogo ofensivo excepcional 


Impacto no Futebol Sul-Americano: A saída precoce de talentos enfraqueceu as ligas sul-americanas, que se tornaram exportadoras de jogadores, com dificuldades em reter suas estrelas e, consequentemente, em manter um alto nível competitivo em talento e inteligência tática 


Estilos Híbridos: Hoje, as diferenças de estilo são menos acentuadas. O futebol moderno, em grande parte, é uma fusão dos dois estilos, onde o talento sul-americana se adaptou à iorganização tática europeia. Clubes sul-americanos, por sua vez,  evoluíram táticamente . Mas não conseguem competir em igualdade com os maiores do mundo nos maiores clubes da Europa .

A Lei Bosman, formalizada em 1995, acabou com o limite de jogadores estrangeiros vindos da União Europeia (UE) nos clubes e garantiu o passe livre contratual, o que concentrou os melhores talentos do mundo em poucas equipes de ligas ricas, cavando um abismo financeiro e técnico no futebol de clubes. 

Por outro lado, a lei equilibrou o confronto entre seleções ao expor atletas de países periféricos ou com ligas locais fracas ao mais alto nível de competitividade europeu, refinando taticamente e tecnicamente times nacionais que antes eram considerados azarões.

O Desequilíbrio nos Clubes: A Criação das Superpotências

Antes do veredito de Jean-Marc Bosman no Tribunal de Justiça da União Europeia, a UEFA aplicava a "regra do 3+2" (no máximo três estrangeiros e dois atletas da base formados localmente por equipe em torneios continentais). A queda dessa barreira gerou os seguintes impactos:

Fim das eras de ouro de clubes médios: Equipes de ligas menores da Europa que dependiam de talentos locais — como o Ajax campeão europeu de 1995 ou o Estrela Vermelha de 1991 — perderam a capacidade de segurar seus elencos. Eles se tornaram meros exportadores para mercados mais ricos.

Concentração de mercado (Monopólio das Big 5): Clubes da Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha), Serie A (Itália), Bundesliga (Alemanha) e Ligue 1 (França) passaram a empilhar craques globais sem restrições de nacionalidade europeia.

Enfraquecimento da América do Sul: Clubes históricos do Brasil e da Argentina perderam seus jovens talentos cada vez mais cedo, ampliando drasticamente a diferença técnica vista no Mundial de Clubes da FIFA.

O Equilíbrio nas Seleções: A Globalização do Conhecimento Tático

Se por um lado os clubes ricos se isolaram no topo, o ecossistema das seleções nacionais se tornou muito mais parelho e competitivo:

Intercâmbio de elite para países menores: Jogadores de nações com ligas nacionais sem expressão (como Croácia, Bélgica, Senegal, Marrocos ou Suíça) ganharam o direito de treinar e jogar semanalmente nas melhores estruturas do mundo.

Democratização tática: Ao atuarem sob o comando dos melhores treinadores do planeta na Europa, esses atletas absorveram sistemas táticos avançados, preparação física de ponta e mentalidade vencedora, aplicando esse conhecimento ao retornar para suas seleções.

Descentralização de títulos e surpresas: O abismo técnico que separava potências tradicionais (como Brasil, Alemanha e Itália) das demais seleções diminuiu drasticamente. Isso resultou em campanhas históricas de seleções médias em Copas do Mundo e torneios continentais, já que seus atletas de nível internacional neutralizaram a antiga vantagem coletiva dos países dominantes

A geopolítica mudou . As mudanças com Carlo Ancelotti . Se virem . Somente virão pós Copa do Mundo .



Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.

Confira o almanaque das Copas do Mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/copa_mundo_capa.html. Imagem do Site Mercado. Livre .

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