terça-feira, 30 de junho de 2026

Razão da jornalista .

 


O novo regulamento de motores da Fórmula 1 introduz unidades de potência híbridas com divisão de energia simplificada de 50/50 entre combustão e eletricidade, a remoção definitiva do MGU-H e o uso de combustíveis 100% sustentáveis. O desenvolvimento dos motores é rigidamente controlado por um sistema de congelamento parcial (homologação por ciclos de componentes) e tetos de gastos orçamentários, contando também com o mecanismo ADUO (Appended Development Unit Opportunity), que concede pacotes extras de atualização exclusivamente a fabricantes que apresentem déficit de desempenho superior a 2% em relação ao motor de referência.

Principais Pilares do Novo Regulamento (2026)

Fim do MGU-H: O complexo sistema que recuperava energia dos gases de escape foi eliminado para reduzir custos e atrair novas montadoras.

MGU-K Triplicado: A potência elétrica proveniente da recuperação de energia cinética saltou de 120 kW para 350 kW (cerca de 475 cv).

Motor Térmico (ICE): O bloco V6 turbo de 1,6 litro continua ativo, mas sua entrega direta foi reduzida de 850 cv para cerca de 540 cv.

Combustível Sustentável: Introdução de combustíveis criados integralmente a partir de fontes biológicas ou resíduos capturados.

Novos Comandos Táticos: O antigo DRS elétrico deu espaço a novos mapeamentos de energia ativa, como o Boost Mode (liberação de potência máxima de 350 kW via botão) e o Overtake Mode.

Limites e Regras para Atualização dos Motores

Com a entrada das diretrizes da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), as montadoras trabalham sob fortes restrições de engenharia para evitar uma corrida armamentista financeira:

1. Janelas de Homologação (Congelamento Alternado)

Ao contrário do congelamento total anterior, os motores passam por um cronograma onde componentes específicos são divididos e só podem ser modificados antes do início de temporadas intercaladas:

Componentes Térmicos (ICE, Turbocompressor): Modificações permitidas para os mundiais subsequentes.

Componentes Elétricos (Bateria/ES, MGU-K, Eletrônica de Controle): Atualizações travadas em anos alternados aos térmicos.

Exceções Permitidas: Modificações focadas estritamente em confiabilidade, segurança ou instalações estruturais no chassi continuam liberadas, desde que aprovadas previamente pela FIA.

2. O Mecanismo de Recuperação (ADUO)

Para impedir que uma equipe domine toda a era regulatória devido a um erro inicial de projeto, a categoria adotou a diretriz ADUO (Appended Development Unit Opportunity):

Gatilho de Desempenho: Um índice calcula a potência de todas as unidades. Se um fabricante estiver mais de 2% atrás do motor de referência, ele ganha o direito automático de introduzir um pacote extra de atualizações.

Déficit Crítico: Caso o atraso de potência seja superior a 4%, a montadora recebe permissão para introduzir dois pacotes de desenvolvimento adicionais no ano corrente e no seguinte.


O desenvolvimento técnico é limitado por um teto financeiro rígido para as divisões de Powertrains (atualmente fixado em cerca de US$ 135 milhões anuais), cobrindo todos os gastos de manufatura e testes em dinamômetro.



Devido a dificuldades iniciais de gerenciamento de bateria relatadas pelos pilotos nas primeiras etapas da temporada (como o esvaziamento completo de energia em retas longas), a FIA ratificou atualizações técnicas graduais visando as temporadas seguintes:

TemporadaDivisão de Potência (Combustão / Elétrica)Impacto Técnico2026~50% / 50%Conceito original; alta dependência de recargas dinâmicas (superclipping).202758% / 42%Transição com aumento da potência do motor a combustão para reduzir a falta de bateria.202860% / 40%Divisão definitiva aprovada para garantir maior estabilidade em altas velocidades. Segundo o Site Oficial da Fórmula 1.
HS limites para evitar dominâncias na Fórmula 1 . Grandes escuderias não escapam . Confira as estatísticas dos pilotos na Fórmula 1 .https://www.statsf1.com/pt/statistiques/pilote.aspx. Imagem UOL.

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