terça-feira, 25 de agosto de 2026

GP da Holanda 2025.

 


Após oito corridas, Max Verstappen voltava a vencer na  F1. Comandando a corrida praticamente  de ponta a ponta, o holandês vencia o GP da Itália após largar na pole , comandar  a corrida para chegar à frente de Lando Norris e Oscar Piastri. Gabriel Bortoleto chegou em oitavo lugar, beneficiado com uma penalidade a Andrea Kimi Antonelli.


A corrida foi pouco movimentada. Max cedeu a liderança a  Norris após cortar caminho para passá-lo na largada, mas não demorou a recuperar o controle   Enquanto o holandês conduzia com tranquilidade, Lando seguiu em busca de uma brecha que não encontrou e foi prejudicado nas voltas finais por um pit stop de quase 6s. Por sorte, Piastri lhe cedeu o segundo lugar. 


O australiano questionou a ordem de equipe, mas até então ,seguia líder no Mundial de pilotos com 31 pontos sobre Norris. Verstappen seguia  em terceiro na tabela apesar dos 25 pontos pela vitória , que foi sua primeira conquista desde o GP da Emilia-Romagna em maio. O holandês somava três vitórias no mundial em  2025, bem como no Autódromo de Monza, e chega a 66 triunfos na Fórmula 1.

Bortoleto teve Alonso como principal adversário neste domingo. Seguindo à frente do veterano após a largada, entrou nos boxes junto com o rival mas acabou superado por ele, retornando com pneus duros no lugar dos médios. No entanto, se uma freada brusca do calouro beneficiou o espanhol no pit lane, uma quebra na suspensão da Aston fez o bicampeão desistir .

Com a retirada do veterano, os paradas  dos  rivais e uma manobra sobre Pierre Gasly, o brasileiro já aparecia apareceu em 11º lugar, a 20 voltas do fim . A parada de Esteban Ocon no fim e a punição dada a Andrea Kimi Antonelli, por direção errática em disputa com Alexander Albon, também fizeram o calouro da Sauber ir de décimo para oitavo .


Além de Isack Hadjar e Pierre Gasly, que partiram do pit lane, a largada não contou com Nico Hulkenberg, que desistiu  após a volta de alinhamento, com problemas mecânicos . Na relargada , Verstappen seguiu com Norris ao lado nos primeiros metros; o inglês escapou da pista quando Piastri também tentou uma aproximação do holandês. Na curva 1, Max cortou por fora da pista e saiu na frente de Lando, que reclamou pelo rádio.

Com a manobra sendo investigada  pelos comissários, a RBR pediu que  tetracampeão cedesse  posição, manobra executada por ele na segunda volta. Logo atrás, Leclerc superou  Piastri pelo terceiro lugar, e Bortoleto subiu uma posição: o brasileiro saiu bem para manter-se à frente de Fernando Alonso e ganhou a disputa por espaço com Andrea Kimi Antonelli, subindo para sexto . 

Norris foi superado  por Verstappen na , na terceira volta da corrida. Instantes  depois, foi a vez de Piastri retomar seu terceiro lugar, passando Leclerc. A prova seguiu estável nas voltas  seguintes; a partir da décima volta, o holandês da RBR começou a estender a vantagem de mais de 3s sobre o inglês da McLaren, embora não fossem muito além.

Norris herdou a vice-liderança da prova com a parada  de Verstappen na volta 38, já que o tetracampeão tinha apenas 5s9 sobre ele. A McLaren então optou por fechar a prova com os compostos macios no lugar dos médios para ambos os pilotos; trouxe Piastri aos boxes mesmo ele estando atrás do inglês e,chamou Lando aos Boxes 

No entanto, a parada de Norris durou 5s9 devido a um problema na afixação da roda dianteira esquerda. O inglês retornou à pista em terceiro lugar, reassumindo a segunda colocação graças a uma ordem de equipe. Verstappen, reestabelecido na liderança depois das trocas dos rivais, chegou a observar o fato ao brincar pelo rádio da RBR; a essa altura, ele já abria 19s de vantagem.


Gianpiero Lambiase, engenheiro do tetracampeão, deduziu:

- Não que seja da nossa conta, mas acho que isso mantém as coisas equilibradas entre os pilotos em relação ao campeonato. Mas foque na pista à frente como sempre, por favor.

Tom Stallard, engenheiro do australiano, avisou-o da decisão pelo rádio:

- Oscar, meio que como foi na Hungria ano passado (quando Lando foi chamado aos boxes primeiro, estando atrás). Por faor, deixe Lando passar e aí você está livre para competir.

Piastri, por sua vez, acatou a ordem. Mas questionou.

- A gente disse que pit stops lentos fazem parte da corrida, não sei o que mudou. Mas vou acatar. Marx se mostrava excepcional em separar a corrida em começo , meio e fim com muita facilidade .Algo típico dos super gênios e gênios na Fórmula 1.

Uma corrida de Fórmula 1 é dividida em três fases estratégicas, onde o comportamento do carro muda drasticamente devido ao consumo de combustível e ao desgaste dos pneus.

1. O Começo (A Largada e Voltas Iniciais)

O Carro: Está em seu peso máximo (cerca de 900 kg) com 110 kg de combustível no tanque.

Comportamento: O carro fica extremamente pesado, lento nas reações e difícil de frear.

Pneus: Estão frios no primeiro minuto, gerando pouca aderência (grip) e alto risco de travamento de rodas.

Dinâmica: É a fase mais perigosa, com carros muito próximos disputando espaço com reações tardias de frenagem.

2. O Meio (A Fase de Gerenciamento)

O Carro: Perde peso progressivamente à medida que queima combustível (cerca de 1,5 kg a 2 kg por volta).

Comportamento: O equilíbrio melhora e o ritmo de corrida fica constante. O carro se torna mais ágil e previsível.

Pneus: Sofrem degradação térmica e desgaste da borracha. O comportamento muda dependendo da estratégia de paradas nos boxes (pit stops).

Dinâmica: É o momento dos "clones de ritmo", ultrapassagens por estratégia (undercut ou overcut) e gerenciamento de pneus para evitar o superaquecimento.

3. O Fim (As Voltas Finais)

O Carro: Está em seu peso mínimo, quase sem combustível no tanque.

Comportamento: O carro vira um "foguete". Fica extremamente leve, rápido e responsivo, registrando as voltas mais rápidas da prova.

Pneus: Geralmente estão novos (se o piloto fez uma parada recente) ou totalmente desgastados (se tentou ir até o fim sem parar).

Dinâmica: Pilotagem no limite da aderência. Se os pneus estiverem velhos, o carro perde a traseira facilmente e escorrega nas curvas.

Se você quiser entender melhor os bastidores e os regulamentos que moldam essa dinâmica, posso ajudar com mais detalhes:

Como funciona a estratégia de pit stop (undercut e overcut)?

Quais são as regras de combustível da Fórmula 1?

Como os diferentes compostos de pneus (macio, médio e duro) mudam o ritmo?


Um gênio  ou génio  é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto  de primeira grandeza, ou um talento criativo  fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Markson Terman , em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Weschler , o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford Birnet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo superdotado  para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polimata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI, quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade. Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha. E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feyeman  por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século 20; ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais. Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasaoarov, que obteve escores 123 e 135 em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual.

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."


- citado em "Frases Geniais‎" - Página 40, de Paulo BuchsbaumA partir desse tema, também não podemos desconsiderar a citação: "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."- Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. - "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575, Denis Diderot - A. Belin, 1818é uma citação atribuída a Denis Diderot. Ela destaca a importância do entusiasmo como elemento fundamental para o bom desempenho em qualquer tipo de trabalho.

Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135. Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do seculo 21  houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto QI  e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual. De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia  como IBM e Microsoft , desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio". Segundo a Revista Espaços .

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