terça-feira, 25 de agosto de 2026

GP da Itália 1985.

 


Quase 41, anos atrás, mais precisamente na data de 8 de setembro de 1985, Alain Prost arrancava definitivamente para seu primeiro título mundial na Fórmula 1 com o triunfo  no GP da Itália, em Monza. O dia foi histórico para o automobilismo brasileiro, que teve Nelson Piquet e Ayrton Senna juntos no pódio pela primeira vez - dois pilotos brasileiros não ficavam entre os três primeiros desde a primeira vitória de Piquet, em Long Beach-1980, quando Emerson Fittipaldi foi o terceiro.

Senna e Piquet tiveram um duelo pela segunda posição. Na volta 40 , o piloto da Lotus era o terceiro e foi atacado pelo adversário da Brabham na aproximação da curva Parabólica. Senna fechou  a porta, mas Piquet entrou com precisão na reta dos boxes e fez a ultrapassagem . Os carros ficaram muito próximos, mas não houve toque. Os dois herdariam uma posição com a quebra de Keke Rosberg, e Nelson terminaria em segundo, á frente de Ayrton


O segundo lugar em Monza marcou o último dos 29 pódios de Nelson Piquet pela equipe Brabham. Quarto no grid, o brasileiro caiu para sétimo na largada, fez um pit stop prematuro na volta 12, mas, com uma recuperação sensacional, escalou o pelotão de décimo primeiro  para segundo no fim da prova.

A quinta vitória de Alain Prost em 1985 foi sem dúvida a mais importante na arrancada do francês para o título. O piloto da McLaren completou a primeira volta em quarto lugar, ultrapassou  Ayrton Senna na terceira volta e herdou o segundo lugar após os problemas de Nigel Mansell. Chegou a liderança com a parada  de Keke Rosberg, foi ultrapassado pelo finlandês, mas recuperou a liderança com a desistência do rival . A vitória deixou Prost 12 pontos à frente de Michele Alboreto no Mundial de pilotos .

A torcida italiana compareceu a Monza em peso para apoiar Michele Alboreto. Em clima de guerra, os fãs da Ferrari hostilizaram Prost, jogaram latas de cerveja em direção ao francês, e incentivaram o ídolo ferrarista. Mas a Ferrari não deu bem no fim  de semana. Sétimo no grid, Alboreto ficou  entre a quinta e oitava colocações até desistir  a seis voltas do fim, com o motor quebrado. Dali em diante, a crise técnica da Ferrari se agravaria, e Michele não mais pontuou no Mundial .

A Williams foi  o carro mais rápido  no GP da Itália de 1985. Segundo no grid, Keke Rosberg partiu para cima do pole position Ayrton Senna logo na largada, e trouxe com ele o companheiro Nigel Mansell. Mas o motor Honda, se por um lado demonstrou potência. Por outro.  Falhava em confiabilidade .O primeiro a perder rendimento  foi Mansell, com problemas no propulsor. Depois, o Leão voltaria, faria a melhor volta, mas o motor o faria desistir . Já Keke Rosberg liderou a maior parte da corrida, mas desistiu com motor quebrado .

A corrida de Monza marcou a estreia da equipe Lola-Beatrice, com o campeão mundial de 1980 Alan Jones como piloto. Com nomes como Teddy Mayer, ex-chefe da McLaren, e Ross Brawn, futuro multicampeão por diversas equipes, o time tinha um grande orçamento e usaria as corridas finais de 1985, com motor Hart, para se preparar visando ao campeonato de 1986, já com apoio da Ford. O projeto prometia bastante, mas o polpudo patrocínio de uma empresa do ramo alimentício foi encerrado prematuramente, e a equipe só disputou uma temporada completa, com resultados medianos. Prost chegava a 21 vitórias na sua carreira . E se mostrava excepcional em separar uma corrida em começo ,meio e fim. Algo típico dos super gênios /gênios da década de 1980.


Uma corrida de Fórmula 1 é dividida em três fases estratégicas, onde o comportamento do carro muda drasticamente devido ao consumo de combustível e ao desgaste dos pneus.

1. O Começo (A Largada e Voltas Iniciais)

O Carro: Está em seu peso máximo (cerca de 900 kg) com 110 kg de combustível no tanque.

Comportamento: O carro fica extremamente pesado, lento nas reações e difícil de frear.

Pneus: Estão frios no primeiro minuto, gerando pouca aderência (grip) e alto risco de travamento de rodas.

Dinâmica: É a fase mais perigosa, com carros muito próximos disputando espaço com reações tardias de frenagem.

2. O Meio (A Fase de Gerenciamento)

O Carro: Perde peso progressivamente à medida que queima combustível (cerca de 1,5 kg a 2 kg por volta).

Comportamento: O equilíbrio melhora e o ritmo de corrida fica constante. O carro se torna mais ágil e previsível.

Pneus: Sofrem degradação térmica e desgaste da borracha. O comportamento muda dependendo da estratégia de paradas nos boxes (pit stops).

Dinâmica: É o momento dos "clones de ritmo", ultrapassagens por estratégia (undercut ou overcut) e gerenciamento de pneus para evitar o superaquecimento.

3. O Fim (As Voltas Finais)

O Carro: Está em seu peso mínimo, quase sem combustível no tanque.

Comportamento: O carro vira um "foguete". Fica extremamente leve, rápido e responsivo, registrando as voltas mais rápidas da prova.

Pneus: Geralmente estão novos (se o piloto fez uma parada recente) ou totalmente desgastados (se tentou ir até o fim sem parar).

Dinâmica: Pilotagem no limite da aderência. Se os pneus estiverem velhos, o carro perde a traseira facilmente e escorrega nas curvas.

Se você quiser entender melhor os bastidores e os regulamentos que moldam essa dinâmica, posso ajudar com mais detalhes:

Como funciona a estratégia de pit stop (undercut e overcut)?

Quais são as regras de combustível da Fórmula 1?

Como os diferentes compostos de pneus (macio, médio e duro) mudam o ritmo?


Um gênio  ou génio  é uma pessoa com grande capacidade mental. Ela pode se manifestar por um intelecto  de primeira grandeza, ou um talento criativo  fora do comum. Na primeira escala de classificação para níveis cognitivos, proposta por Lewis Markson Terman , em 1916, eram classificados como "gênios" as pessoas que obtivessem pontuação acima de 150, e "quase gênio" (near genius) entre 140 e 150, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Posteriormente, em 1928, essas classificações foram modificadas e passou-se a considerar "gênio" somente quem obtivesse pontuação acima de 180, também numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 16. Para David Weschler , o termo "gênio" poderia ser aplicado a quem obtivesse escore acima de 127, numa padronização com média = 100 e desvio-padrão = 15. Mais tarde, passou a classificar como "gênio" quem obtivesse pontuação acima de 150. Pela classificação mais recente do Stanford Birnet V (2003), o termo gênio é aplicado a quem obtém escore acima de 160, sendo reservado o termo superdotado  para quem obtém pontuação entre 145 e 160.

O termo "gênio" também se aplica a alguém que seja um polimata ou alguém habilidoso em muitas áreas intelectuais. O termo se aplica com precisão a habilidades mentais, mais que físicas, embora seja também usado coloquialmente para indicar a posse de um talento superior em qualquer campo.

Deve-se ter em consideração que é perigoso tomar como referência as pontuações em testes de QI, quando se deseja fazer um diagnóstico razoavelmente correto de genialidade. Há que se levar em consideração que em todos as pontuações, e em todas as medidas, existe uma incerteza inerente, bem como os resultados obtidos nos testes representam a performance alcançada por uma pessoa em determinadas condições, não refletindo necessariamente a capacidade total ou ótima da pessoa em condições ideais. Fatores como sono, cansaço, estresse, desmotivação, ansiedade, entre outros, podem prejudicar os resultados nos testes, bem como fatores como a sorte podem inflacionar resultados em testes de múltipla escolha. E o mais importante: a grande maioria dos testes cognitivos usados em clínicas se baseia em questões demasiado elementares, inadequadas para estimar a capacidade intelectual em níveis muito altos. Isso gera muitas distorções quando se tenta diagnosticar "genialidade" com base num teste de QI. O ganhador do Nobel de Física Richard Feyeman  por exemplo, obteve escore 125 num teste de QI, e foi considerado portador de uma das mentes mais brilhantes do século 20; ao passo que alguns professores medianos de Física frequentemente alcançam escores de 140 a 160, desde que tenham pensamento rápido, já que a rapidez para resolver problemas simples é um quesito para se obter bons resultados em testes de QI tradicionais. Outro exemplo é o campeão mundial de Xadrez Garry Kasaoarov, que obteve escores 123 e 135 em dois testes de QI, sendo que sua genialidade é indiscutível. Fatos como este, quando não são adequadamente analisados, podem colocar em dúvida a validade dos testes de QI e os diagnósticos baseados nos testes.

Por isso, quando se trata do conceito de "gênio", é mais recomendável que o "diagnóstico" seja baseado na produção intelectual.

Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha."


- citado em "Frases Geniais‎" - Página 40, de Paulo BuchsbaumA partir desse tema, também não podemos desconsiderar a citação: "Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício."- Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller. - "Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon" in: "Oeuvres de Denis Diderot", Volume 4‎ - Página 575, Denis Diderot - A. Belin, 1818é uma citação atribuída a Denis Diderot. Ela destaca a importância do entusiasmo como elemento fundamental para o bom desempenho em qualquer tipo de trabalho.

Em 1973, Kevin Langdon criou os primeiros testes de inteligência sem limite de tempo, e com nível de dificuldade muito mais alto que o dos testes de QI tradicionais. Entre 1982 e 1985, Ronald Hoeflin criou outros três testes difíceis e sem limite de tempo, seguindo a mesma linha. Nas primeiras normatizações, estimava-se que estes testes seriam capazes de medir corretamente o QI até cerca de 190, enquanto os testes de QI tradicionais, como WAIS, Stanford-Binet, Cattell, Raven etc., só podiam medir corretamente até cerca de 135. Em normatizações mais recentes (2003-2006) e mais rigorosas, verificou-se que os testes de Hoeflin possuem um teto de validade perto de 165, sendo questionável a validade dos escores obtidos nos testes de Hoeflin que superem o patamar de 170. No final dos anos 1990 e início do seculo 21  houve um surto de novos testes difíceis, criados por membros de sociedades de alto QI  e atualmente existem dezenas de testes que pretendem medir adequadamente o QI até cerca de 180 ou mais, embora seja discutível se de fato os escores acima de 165 nestes testes são representações adequadas da capacidade intelectual. De qualquer modo, como são testes muito difíceis, complexos e demandam meses ou anos para serem solucionados, isso os torna mais semelhantes aos desafios intelectuais da vida acadêmica e faz com que representem melhor o nível de produção intelectual das pessoas examinadas. Empresas de alta tecnologia  como IBM e Microsoft , desenvolvem seus próprios testes cognitivos para selecionar seus colaboradores, geralmente com nível de dificuldade intermediário entre os testes de QI tradicionais e os testes mais difíceis criados por Langdon, Hoeflin, Lygeros e outros.

Para uma distribuição normal de escores com média 100 e desvio-padrão 16, um QI 180 corresponde a 5 desvios-padrão acima da média. Isso representa um nível de raridade de 1 em 3.500.000. Ou seja, há atualmente no mundo cerca de 2.000 pessoas com Qi neste nível de raridade. Assim, o nível de raridade acaba sendo um parâmetro adequado para atribuir o predicado de "gênio". Segundo a Revista Espaços .

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