quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Fator econômico .


O fator econômico é o principal motor do sucesso e da sobrevivência dos clubes de futebol modernos, transformando o esporte de uma atividade recreativa em uma indústria global multibilionária. A saúde financeira de um clube dita diretamente sua capacidade de competir por títulos, contratar talentos e expandir sua marca.Abaixo está uma análise estruturada de como a economia molda o futebol atual: As Principais Fontes de ReceitaOs clubes de futebol geram receitas majoritariamente através de três pilares principais:Direitos de Transmissão (Broadcast): Cotas de TV e streaming costumam ser a maior fonte de renda. Ligas como a Premier League distribuem bilhões anualmente, criando uma abismo financeiro entre os clubes que dela participam e o restante da Europa.Matchday (Bilheteria e Estádio): Faturamento direto em dias de jogos. Inclui ingressos, planos de sócio-torcedor, alimentos, bebidas e experiências VIP dentro das arenas modernas.Comercial e Marketing: Contratos de patrocínio master (camisa), fornecedores de material esportivo, licenciamento de produtos e a venda de naming rights dos estádios.Além desses pilares, o mercado de transferências (trading de jogadores) é vital, especialmente para clubes da América do Sul e de ligas intermediárias da Europa, que dependem da venda de revelações para fechar as contas no azul.O Impacto Esportivo do Poder FinanceiroExiste uma correlação direta entre o faturamento de um clube e seu desempenho em campo:Folha Salarial vs. Títulos: Estudos de finanças aplicadas ao esporte mostram que o tamanho da folha salarial é o indicador mais preciso para prever a posição de um clube na tabela. Quem paga mais, geralmente ganha mais.Infraestrutura: Clubes ricos investem em centros de treinamento de última geração, tecnologia de análise de dados (scouting) e medicina esportiva avançada, reduzindo lesões e otimizando o desempenho.Poder de Barganha: A capacidade de pagar multas rescisórias astronômicas permite que superclubes monopolizem os melhores talentos jovens e treinadores do mercado.

A situação financeira do futebol brasileiro é marcada por receitas recordes que superam bilhões de reais, mas também por um endividamento crítico que atinge patamares bilionários em vários dos principais equipos do país. Pelo menos 11 clubes brasileiros possuem dívidas totais superiores a R$ 1 bilhão, com Corinthians e Atlético-MG liderando o ranking de maiores passivos financeiros.Panorama Geral das FinançasRecorde de Endividamento: Clubes como Corinthians, Atlético-MG, São Paulo e Botafogo acumulam dívidas totais (entre curto e longo prazo) que ultrapassam a faixa dos R$ 2 bilhões cada.Patrimônio Líquido: Equipes como Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Internacional mantêm um faturamento elevado e patrimônio líquido positivo (ativos superiores às dívidas), embora dependam fortemente de receitas variáveis, como a venda de jogadores.Impacto das SAFs: A chegada das Sociedades Anônimas do Futebol mudou o perfil de gestão e reestruturação de passivos em várias instituições, gerando debates sobre o equilíbrio entre investimento esportivo e sustentabilidade a longo prazo.

FUTEBOL BRASILEIRO: ANÁLISE 

ECONÔMICO-FINANCEIRA 

Adriano da Nobrega Silva 

Consultor Legislativo da Área IV 

Finanças Públicas 

Antonio Marcos Silva Santos 

Consultor Legislativo da Área III 

Direito Tributário / Tributação 

ESTUDO TÉCNICO  

SETEMBRO DE 2019  

O conteúdo deste trabalho não representa a posição da Consultoria 

Legislativa, tampouco da Câmara dos Deputados, sendo de exclusiva 

responsabilidade de seu autor. 

© 2019 Câmara dos Deputados. 

Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou 

transmitido na íntegra, desde que citados(as) os(as) autores(as). São vedadas a 

venda, a reprodução parcial e a tradução, sem autorização prévia por escrito da 

Câmara dos Deputados. 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seus(suas) 

autores(as), não representando a posição da Consultoria Legislativa, 

caracterizando-se, nos termos do art. 13, parágrafo único da Resolução nº 48, 

de 1993, como produção de cunho pessoal do(a) consultor(a).

 

 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

SUMÁRIO 

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................. 4 

PANORAMA ECONÔMICO-FINANCEIRO DOS CLUBES DE FUTEBOL ....... 4 

CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 13 

REFERÊNCIAS ................................................................................................ 14 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS 

O Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Pedro Paulo 

solicitou um panorama econômico-financeiro dos clubes de futebol brasileiros. A 

fim de se promover a análise solicitada, foram utilizados os demonstrativos 

contábeis dos seguintes clubes: Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, 

Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, 

Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport, Vasco da Gama e 

Vitória. A seleção levou em conta o fato de que esses 19 clubes foram objeto de 

análise tanto no relatório "Finanças dos clubes brasileiros em 2018" de autoria 

da Sports Value, quanto no relatório "Análise Econômico-Financeira dos Clubes 

de Futebol em 2018" de autoria do Itaú BBA1. 

PANORAMA ECONÔMICO-FINANCEIRO DOS CLUBES DE FUTEBOL 

O segmento econômico relacionado ao futebol, levando em 

conta os 19 clubes analisados, gerou no Brasil, no ano de 2018, cerca de 5 

bilhões de reais (Figura 1), com grande concentração dos clubes localizados no 

Rio de Janeiro e em São Paulo (Figura 2). Esse resultado, por si só, indica que 

o mercado do futebol se mostra promissor no país. 

Figura 1 – Receita Líquida em 2018 (milhões de R$) 

CHAPECOENSE

GOIÁS

VITÓRIA

CORITIBA

SPORT

BAHIA

ATLÉTICO-PR

BOTAFOGO

SANTOS

ATLÉTICO-MG

75

75

83

96

99

127

151

167

218

246

VASCO DA GAMA

INTERNACIONAL

FLUMINENSE

CRUZEIRO

GRÊMIO

SÃO PAULO

CORINTHIANS

FLAMENGO

PALMEIRAS

249

264

281

0

100

200

300

374

384

410

400

446

500

517

602

600

700

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

Adicionalmente, os relatórios apontados trouxeram dados relativos ao Ceará Sporting Club. O mesmo, 

contudo, não foi objeto do presente estudo tendo em vista que os demonstrativos contábeis relativos ao 

ano de 2018 não discriminavam separadamente os gastos com pessoal. 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

Figura 2 – Participação na Receita Líquida em 2018 

BAHIA

3%

SPORT

2%

CORITIBA

2%

ATLÉTICO-PR

3%

BOTAFOGO

3%

SANTOS

4%

ATLÉTICO-MG

5%

VASCO DA GAMA

5%

INTERNACIONAL

5%

VITÓRIA

2%

GOIÁS

2%

CHAPECOENSE

2%

PALMEIRAS

12%

FLAMENGO

11%

CORINTHIANS

9%

SÃO PAULO

8%

FLUMINENSE

6%

CRUZEIRO

8%

GRÊMIO

8%

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

Quando são analisados os resultados do ano, contudo, o cenário 

mostra-se bem mais modesto. O superávit líquido dos 19 clubes em conjunto é 

de apenas 32 milhões de reais, o que representa pouco mais de 0,66% de 

rentabilidade (resultado / receita líquida). 

Dos dezenove clubes analisados, onze apresentaram déficit no 

ano de 2018. Considerando-se a rentabilidade apenas dos clubes restantes, ela 

oscilou entre 2% (São Paulo) e 26% (Vasco da Gama), apresentando-se, em 

média, no patamar de 11% (Figura 4). Um aspecto que deve ser considerado ao 

se promover a análise da rentabilidade é o de que, em sua maioria, os clubes de 

futebol brasileiros adotam a forma de associações e a legislação tributária exige 

como requisito para gozo de isenção fiscal que as mesmas não apresentem 

superávit ou, caso o apresentem, que o mesmo seja aplicado na manutenção 

dos objetos institucionais. Assim, poder-se-ia considerar que os resultados 

negativos da maioria dos clubes em 2018 foram devidos à realização de 

investimentos pelos clubes nesse ano. 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

 

 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

Figura 3 – Resultado do Exercício em 2018 (milhões de R$) 

 

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

Figura 4 – Rentabilidade em 2018 

 

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

A fim de verificar essa possibilidade, apurou-se o montante do 

patrimônio líquido dos clubes de futebol e constatou-se que onze dos dezenove 

clubes apresentam passivo a descoberto (patrimônio líquido negativo) o que -77,39-38,66-27,24-21,85-18,77-17,21-14,38-9,57-3,98-2,61-1,48

4,48

7,24

9,33

16,47

45,89

53,51

63,72

64,93

Santos

Chapecoense

Cruzeiro

Atlético-MG

Corinthians

Botafogo

Sport

Internacional

Vitória

Coritiba

Fluminense

Bahia

São Paulo

Goiás

Atlético-PR

Flamengo

Grêmio

Palmeiras

Vasco da Gama

26%

14%

12%

11%

11%

9%

4%

2%-1%-3%-4%-4%-5%-7%-9%-10%-15%-36%-40%-30%-20%-10% 0% 10% 20% 30%

Vasco da Gama

Grêmio

Goiás

Atlético-PR

Palmeiras

Flamengo

Bahia

São Paulo

Fluminense

Coritiba

Internacional

Corinthians

Vitória

Cruzeiro

Atlético-MG

Botafogo

Sport

Santos

indica que os próprios aportes de recursos feitos pelos associados para a 

composição do patrimônio dos clubes estão sendo comprometidos (Figura 5). 

Figura 5 – Patrimônio Líquido em 2018 

Atlético-PR

Internacional

Corinthians

Atlético-MG

São Paulo

133

107

Palmeiras

Sport

Flamengo

Goiás

Chapecoense

Vitória

Cruzeiro

Coritiba

Grêmio

Bahia

Fluminense

Santos

Vasco da Gama

Botafogo-654-700

60

20

1-12-23-24-46-55-60-108-257-302-358-500-300-100

100

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

424

337

236

300

Entre os componentes dos custos dos clubes de futebol, os 

gastos com pessoal variam entre 29% (vinte e nove por cento) e 75% (setenta e 

cinco por cento), apresentando um patamar médio correspondente a 50% 

(cinquenta por cento) das receitas líquidas (Figura 6). 

Um indicador que tem sido utilizado para se estimar a 

capacidade que os clubes têm para quitar suas dívidas e fazer novos 

investimentos é o LAJIDA – Lucro Antes dos Juros, Impostos sobre Renda 

incluindo Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Depreciação e Amortização 

ou, em inglês, EBITDA (Earnings before interest, taxes, depreciation and 

amortization). Nos termos da Instrução Normativa CVM nº 527, de 4 de outubro 

de 2012, o LAJIDA é resultado líquido do período, acrescido dos tributos sobre 

o lucro, das despesas financeiras líquidas, das receitas financeiras e das 

depreciações, amortizações e exaustões e dele não se pode excluir quaisquer 

itens não recorrentes, não operacionais ou de operações descontinuadas. Na 

análise que promoveu dos clubes de futebol, o Itaú BBA utilizou a expressão 

"geração de caixa" como equivalente ao Lajida (Itaú BBA, 2018). Embora o 

conceito diga respeito, por se basear no resultado contábil ajustado, ao fluxo 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

econômico e não ao fluxo financeiro, fez-se uso no presente estudo da mesma 

expressão utilizada no estudo citado. 

Figura 6 – Gastos com Pessoal sobre Receita em 2018 

Sport

Chapecoense

Cruzeiro

Goiás

Santos

Bahia

Coritiba

Atlético-MG

Vitória

Vasco da Gama

Corinthians

Internacional

Flamengo

Atlético-PR

Botafogo

São Paulo

Fluminense

Grêmio

Palmeiras

0%

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

69%

61%

58%

57%

55%

53%

53%

48%

48%

45%

44%

43%

42%

36%

36%

30%

29%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

75%

74%

80%

A capacidade de geração de caixa dos clubes foi bastante 

assimétrica no ano objeto da análise2. O Palmeiras possui a capacidade de gerar 

172 milhões de reais por ano ao passo que o Santos e o Chapecoense não 

geram um único real. A geração de caixa média foi de 50 milhões de reais por 

ano em 2018 (Figura 7). 

Dividindo-se o montante da dívida pela geração de caixa no ano, 

tem-se o número de anos necessário para a quitação dos débitos. Três clubes 

apresentam-se totalmente fora da curva de análise. O Santos e o Chapecoense 

apresentaram geração de caixa negativa, o que significa dizer que jamais 

conseguirão pagar seus passivos, enquanto o Cruzeiro necessitará de mais de 

Utilizou-se como indicativo da capacidade de geração de caixa o Lucro Antes dos Juros, Impostos sobre 

Renda incluindo Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, Depreciação e Amortização - LAJIDA (em 

inglês EBITDA) conforme Instrução Normativa CVM nº 527, de 2012. 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

 

 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

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duzentos anos. Os demais clubes necessitam, em média dez anos para honrar 

seus compromissos (Figura 8). 

Figura 7 – Geração de Caixa (LAJIDA/EBITDA) em 2018 

 

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

Figura 8 – Anos necessários para quitar as Dívidas 

 

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

Um aspecto negativo da adoção do modelo associativo pela 

maioria dos clubes de futebol diz respeito ao fato de que os recursos disponíveis 

para o financiamento das atividades têm origens bastante restritas, sendo 

provenientes ou dos associados, que já convivem com um cenário de passivo a 

 

 20

 40

 60

 80

 100

 120

 140

 160

 180

 200

34

28

15

11

11

10

10

9

9

7

6

3

3

3

2

2

0 20 40 60 80 100

Santos

Chapecoense

Cruzeiro

Botafogo

Atlético-MG

Atlético-PR

Internacional

Coritiba

Sport

Vitória

Bahia

Fluminense

Corinthians

Vasco da Gama

Flamengo

Goiás

Palmeiras

Grêmio

São Paulo

10 

descoberto, ou do Sistema Financeiro, que cobra uma remuneração maior pelos 

empréstimos ou financiamentos nessas situações. Dos dezenove clubes, 

dezesseis possuem despesas financeiras maiores que as receitas financeiras, 

chegando a comprometer, em média, sete por cento da receita líquida a esse 

título (Figura 9).  

Figura 9 – Despesa Financeira Líquida sobre Receitas em 2018 (milhões 

de R$) 

Fluminense

Grêmio

Corinthians

Botafogo

Internacional

Santos

Palmeiras

Atlético-MG

Flamengo

Cruzeiro

Vasco da Gama

Coritiba

São Paulo

Sport

Bahia

Goiás

Vitória

Chapecoense

Atlético-PR

30

29

29

21

19

18

17

16

13

11

9

7

2

0

0

0

0

5

10

15

20

25

30

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

47

47

45

35

40

45

50

Nesse cenário de escassez de recursos, os clubes de futebol 

têm recorrido à prática de escolher quais os credores que serão pagos e, em 

geral, as dívidas com o Fisco não são pagas. O montante dos débitos tributários 

(R$ 2,5 bilhões) em relação aos demais débitos (R$ 7 bilhões) varia de 2% 

(Chapecoense) a 86% (Flamengo), sendo, em média, de 36% (Figura 10). 

Analisando-se mais detidamente o caso do Flamengo, uma vez que este 

apresenta o maior montante de débitos fiscais, nota-se que a grande maioria 

dessas dívidas é de longo prazo e seu patamar não tem se reduzido ao longo 

dos anos, o que denota que a prática governamental da concessão de 

sucessivos parcelamentos especiais tem sido infrutífera (Figura 11). A redução 

no patamar da dívida do clube verificado deu-se pela redução de multas e juros 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

11 

 

 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

para a inclusão de débitos antigos no parcelamento especial da Lei nº 

13.155/2015. 

Figura 10 – Dívidas e Dívidas Fiscais em 2018 

 

Fonte: Sports Value (2019). 

Elaboração: Autores. 

 

Figura 11 –Dívidas Fiscais do Flamengo em 2018 (milhões de R$) 

 

Fonte: Demonstrações financeiras dos 19 clubes relativas a 2018. 

Elaboração: Autores. 

731 

669 

629 

595 

531 

477 

463 

445 

408 

358 

316 

296 

270 

242 

175 

167 

50 

45 

43 

 - 100 200 300 400 500 600 700 800

Botafogo

Internacional

Fluminense

Atlético-MG

Vasco da Gama

Corinthians

Palmeiras

Cruzeiro

Santos

Flamengo

Grêmio

Atlético-PR

São Paulo

Coritiba

Sport

Bahia

Vitória

Goiás

Chapecoense

Dívidas Fiscais Dívidas

 

 50

 100

 150

 200

 250

 300

 350

 400

 450

jan/11 jan/12 jan/13 jan/14 jan/15 jan/16 jan/17 jan/18

Passivo Circulante Passivo Não-Circulante

12 

 

 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

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Para efeito de comparação, conforme recente matéria veiculada 

no sítio da Forbes na Internet, dos vinte clubes de futebol com maior valor no 

mundo, a dívida média equivale a apenas nove por cento do valor corrente, 

apenas dois deles apresentam rentabilidade negativa e a rentabilidade média 

gira em torno de quinze por cento (Tabela 1). 

Tabela 1 – Vinte Maiores Clubes de Futebol do Mundo (milhões de US$) 

Time Valor Dívidas Dívidas  Receitas Resultado Rentabilidade 

 Corrente  /  Operacional  

   Valor    

Real Madrid 4.239 42 1% 896 112 13% 

Barcelona 4.021 - 0% 824 -37 -4% 

Manchester United 3.808 724 19% 795 238 30% 

Bayern Munich 3.024 - 0% 751 129 17% 

Manchester City 2.688 - 0% 678 168 25% 

Chelsea 2.576 - 0% 597 127 21% 

Arsenal 2.268 249 11% 520 102 20% 

Liverpool 2.183 65 3% 613 128 21% 

Tottenham Hotspur 1.624 601 37% 511 212 41% 

Juventus 1.512 136 9% 480 47 10% 

Paris Saint-Germain 1.092 - 0% 646 53 8% 

Atletico de Madrid 953 219 23% 363 38 10% 

Borussia Dortmund 896 - 0% 379 14 4% 

Schalke 04 683 82 12% 291 13 4% 

Inter Milan 672 336 50% 335 73 22% 

AS Roma 622 255 41% 298 25 8% 

West Ham United 616 62 10% 236 49 21% 

AC Milan 583 245 42% 248 -27 -11% 

Everton 476 - 0% 254 -11 -4% 

Newcastle United 381 - 0% 240 79 33% 

Total 34.917 3.016 9% 9.955 1.532 15% 

Fonte: OZANIAN (2019) 

Elaboração: Autores. 

Considerando que a rentabilidade média dos clubes brasileiros 

que têm sido bem-sucedidos (Figura 4) não se encontra tão distante daquela 

verificada no plano internacional (Tabela 1) e que a dívida total dos clubes 

brasileiros de cerca de sete bilhões de reais cai para menos de dois bilhões de 

dólares em virtude da cotação do dólar, pode-se concluir que há espaço para 

investidores estrangeiros trazerem seus recursos para o futebol brasileiro. 

13 

Outro aspecto a considerar é o de que caso venham a adotar, 

exemplificativamente, o modelo de sociedade anônima, os clubes de futebol, 

além de recorrem aos recursos dos acionistas, poderiam emitir debêntures e 

assim obter recursos a um custo mais acessível que o cobrado no Sistema 

Financeiro, o que contribuiria para o aumento de sua rentabilidade. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Da análise das demonstrações financeiras dos 19 clubes de 

futebol objeto do presente estudo, apresentam-se as seguintes observações: 

a) apesar de apresentarem, em geral, elevadas receitas, a 

rentabilidade da maioria dos clubes é baixa ou negativa; 

b) os gastos com pessoal são um dos mais importantes 

componentes de custo dos clubes de futebol, sendo responsáveis pelo dispêndio 

de metade da receita líquida. 

c) com o caixa gerado no ano de 2018 os clubes necessitariam, 

em média, de 10 anos para quitar suas dívidas, exceção feita a três clubes que 

necessitariam, no mínimo, de duzentos anos para realizar o pagamento. 

d) déficits sucessivos têm feito com que muitos clubes 

apresentem passivo a descoberto; 

e) sem prejuízo do exposto nos itens anteriores, a rentabilidade 

média dos clubes que apresentam superávit se mostra compatível com a 

verificada internacionalmente, o que pode atrair investidores estrangeiros; e 

f) o volume de dívidas (tributárias e não-tributárias), apesar de 

elevado, pode atrair, dada a rentabilidade dos clubes bem-sucedidos e a cotação 

do dólar, o interesse de investidores estrangeiros. 

Adriano da Nobrega Silva / Antonio Marcos Silva Santos 

O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

14 

REFERÊNCIAS 

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL. Demonstrações Financeiras 

da Controladora e Consolidado em conjunto com as notas explicativas 

findas em 31/12/2018 e 31/12/2018. Disponível em: 

https://chapecoense.com/images/uploads/noticias/relatorio_01.pdf 

Acesso em 30 set 2019. 

BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS. Relatório do auditor Independente; 

Demonstração contábil em 31 de dezembro de 2018 e 2017. Disponível em: 

http://www.botafogo.com.br/transparencia/2018_individual_BRF.pdf 

Acesso em 30 set 2019. 

CORITIBA FOOT BALL CLUB. Demonstrações financeiras em 31 de 

dezembro de 2018 e 2017. Disponível em: 

https://portal.coritiba.com.br/Content/Arquivos/pdfs/balanco_2018.pdf 

Acesso em 30 set 2019. 

CLUB ATHLETICO PARANAENSE. Demonstrações Contábeis relativas aos 

exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2017 e 2018. 

Disponível em: 

https://static.athletico.com.br/wp

content/uploads/2019/04/29182547/BalancoAthletico2018.pdf?_ga=2.13138471

9.1042432005.1568912315-1639925805.1568912315 

Acesso em 30 set 2019. 

CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA. Demonstrações Financeiras em 31 

de dezembro de 2018 e relatório dos auditores independentes. Disponível 

em: 

https://static.vasco.com.br/upload/downloads/20190430225333_981506.pdf 

Acesso em 30 set 2019. 

CLUBE ATLÉTICO MINEIRO. Demonstrações contábeis em 31 de dezembro 

de 2018 e 2017. Disponível em: 

http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/218609?paginaCorrente=01

&posicaoPagCorrente=218594&linkBase=http%3A%2F%2Fjornal.iof.mg.gov.br

%3A80%2Fxmlui%2Fhandle%2F123456789%2F&totalPaginas=42&paginaDest

ino=16&indice=0 

Acesso em 30 set 2019. 

CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO. Demonstrações Financeiras em 31 

de dezembro de 2018 e relatório dos auditores independentes. Disponível 

em: 

https://www.flamengo.com.br/transparencia/demonstracoes-financeiras 

Acesso em 30 set 2019. 

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O conteúdo deste trabalho é de exclusiva responsabilidade de seu autor. 

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Acesso em 30 set 2019. 

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Acesso em 30 set 2019. 

SPORT CLUB DO RECIFE. Relatório do Auditor Independente; 

Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2018. Disponível em: 

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Acesso em 30 set 2019. 

SPORT CLUB INTERNACIONAL. Relatório do Auditor Independente; 

Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2018. Disponível em: 

http://transparencia.internacional.com.br/files/DEMONSTRA%C3%87%C3%95

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Acesso em 30 set 2019. 

SPORTS VALUE. Finanças dos Clubes Brasileiros em 2019. Disponível em: 

http://www.sportsvalue.com.br/wp-content/uploads/2019/05/SportsValue

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Acesso em 27 set 2019. 

2019-20539 . O artigo dos autores Adriano da Nobrega Silva 

Consultor Legislativo da Área IV 

Finanças Públicas e Antonio Marcos Silva Santos 

Consultor Legislativo da Área III 

Direito Tributário / Tributação

Confira a História e Títulos do Grêmio .https://www.campeoesdofutebol.com.br/hist_gremio.html

Confira os campeões das competições no Brasil e no mundo . No site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/competicoes.html. Confira os canais do site campeões do futebol .https://www.campeoesdofutebol.com.br/canais.html.  Imagem do UOL.


 

 

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